DOCUMENTÁRIO REÚNE AILTON KRENAK E THIAGO VENTURA EM SESSÃO GRATUITA NA CINEMATECA, DIA 06 DE JUNHO



É o mundo de delicadas conexões e profundas transformações que investiga o documentário INSPIRA, da cineasta e jornalista Patricia Travassos, com as reflexões de algumas das personalidades mais inspiradores do cenário brasileiro atual, como Ailton Krenak, OSGEMEOS, Thiago Ventura, Lenine, Clarice Niskier, Itamar Vieira Junior, Julia Rocha, entre outros. O longa terá sua primeira sessão aberta ao público na Cinemateca Brasileira, no dia 06 de junho, às 19h30. A exibição é gratuita. A produção do documentário é assinada pela Prosa Press.  

“Cada vez mais, acredito que o primeiro passo para a inovação tem a ver com as CONEXÕES HUMANAS, com a atitude de aprender com o outro e de se abrir para novas perspectivas de olhar para o mundo. Para mim, os encontros são capazes de nos transformar, mudar nossos caminhos e decisões”, explica a diretora, especialista em inovação, que reflete em suas obras sobre o impacto das novas tecnologias na vida das pessoas e relacionamentos humanos.  

Reunindo sotaques, universos de atuação e cenários em geografias de norte a sul do país, o filme INSPIRA é, segundo Travassos, “um estímulo pra gente refletir sobre as referências que estão por trás da essência de cada um. Estamos todos conectados e, a partir da nossa consciência individual, somos capazes de impactar o pensamento coletivo.” O elenco do filme inclui ainda a pernambucana Flaira Ferro, a gaúcha Marcia Barbosa e a mineira Paola Antonini.  

É impossível não se inspirar e aspirar por mudanças na sociedade a partir dos depoimentos dos personagens. “Eu cresci num lugar em que, para serem ouvidas, as pessoas não precisavam gritar. Uma comunicação amorosa com o mundo é valorizada como um saber. Uma comunicação que inspira talvez seja aquela comunicação que é agradável de ouvir, de experimentar”, reflete Krenak logo na abertura do filme.  

Com isso em mente, Travassos constrói um filme de belas imagens e profunda ressonância com o tempo presente. Ela conta que, com esse trabalho, descobriu a potência da confluência que pode existir nas diferenças: “Somos resultado de nossas múltiplas referências culturais e, a partir dos encontros, somos capazes de multiplicar nossos valores, crenças e pensamentos.” 

Atualmente, ela faz parte do time de Especialistas da CNN Brasil e é diretora do Programa Projeto Upload, exibido na faixa CNN Brasil Soft, e essa experiência como jornalista foi fundamental para fazer INSPIRA. “Assim como os personagens do filme, mergulhei nas minhas próprias inspirações pessoais e descobri que sou resultado das inúmeras histórias que venho ouvindo dos meus entrevistados ao longo dos meus mais de 20 anos de carreira.” 

Com a curiosidade e interesse de uma jornalista, Patricia Travassos nos conduz numa visita ao universo de cada entrevistado e entrevistada, contextualizando a origem de seus propósitos e o processo de transformação deles e delas em “sujeitos coletivos”.   O racismo, o feminismo, a ancestralidade, as causas ambientais, de inclusão e até mesmo a cura de miopias sociais também são temas abordados na obra. 

“Durante as gravações, a nossa história foi ganhando diferentes camadas narrativas. Partimos de 10 personalidades inspiradoras, suas histórias individuais e os grandes temas que mais as inspiravam. Chegamos a um pensamento plural. A ideia de trazer a água como fio condutor da narrativa foi mais um marco no nosso processo”, lembra Travassos.  

Foi inspirada numa pré-entrevista com Ailton Krenak que surgiu essa proposta de usar a água como fio condutor do filme. O filósofo indígena afirmou que, para ele, a humanidade compartilha de uma memória coletiva. E assim como as águas do mar, dos rios, da chuva ou das nascentes parecem diferentes, elas são essencialmente água e quando se juntam, viram correnteza. O filme se propõe a unir pessoas com pensamentos e atuações diversas, para que, juntas, possam refletir sobre a força das conexões humanas. 

A montagem, assinada por Guta Pacheco, cria conexões e diálogos entre as personagens, traçando assim um vasto painel de perspectivas sobre a construção de uma sociedade melhor e mais justa.  

“Queríamos conectar personagens diferentes, mas queríamos também que eles dialogassem e não fossem apresentados no documentário de forma blocada, separada. O maior desafio foi montar um quebra-cabeças que fizesse sentido em conjunto, sem deixar de valorizar a história individual de cada um”, afirma a diretora.  

Em última instância, como o próprio título diz, esse é um documentário que INSPIRA: “é um convite para o público se questionar sobre o impacto do seu papel individual no pensamento coletivo. Num momento de crise de humanidade que estamos vivendo, inspirar é tão fundamental quanto respirar!” 

O filme foi realizado ao longo de quase dois anos, e as gravações, em formato 4K, de alta definição, aconteceram entre maio e agosto de 2021, nas cidades de Salvador (BA), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP) e Resplendor, Betim e Belo Horizonte (MG).  

A produção seguiu todos os protocolos de segurança para a prevenção da Covid-19 e ninguém da equipe foi infectado no período das gravações. INSPIRA foi realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com o patrocínio da 3M. 

SINOPSE 

Você já parou para pensar nos encontros da sua vida que foram capazes de mudar suas escolhas, seus caminhos e até de transformar o seu destino?

Estamos todos conectados. Como as águas do mar que encontram a chuva. Como o rio que deságua em cachoeira, somos todos correnteza e, quando juntos, ganhamos força para atingir qualquer objetivo.

“Inspira” é um convite a um mergulho nessa reflexão sobre quem nos inspira e como queremos inspirar o mundo onde vivemos. Sabe aquela pedrinha que, quando lançada na água, provoca ondas em 360 graus? Os altos e baixos das ondas reverberam e levam insights de mudança por onde passam. Nossos personagens também. Espalham sopros de esperança por toda parte. São eles: Ailton Krenak, Lenine, Itamar Vieira Junior, Marcia Barbosa, Julia Rocha, Paola Antonini, OSGEMEOS, Flaira Ferro, Clarice Niskier e Thiago Ventura.

 

INSPIRA

Sessão: 06/06, às 19h30, gratuita 

Local: Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso 207, Vila Clementino, São Paulo)

Retirada de ingressos com 1 hora de antecedência

 

🎥  45 do Segundo Tempo | Filme com Tony Ramos ganha nova data de estreia

A Paris Filmes acaba de confirmar a nova data de estreia do longa “45 do Segundo Tempo”, que chegará exclusivamente nos cinemas no dia 23 de junho, com produção da Café Royal e Bossa Nova Filmes, coprodução Globo Filmes, Telecine e Spcine e distribuição da Paris Filmes e Downtown Filmes.   

O elenco conta com Tony Ramos (“Getúlio” e das novelas “Tempo de Amar”, “Mulheres Apaixonadas” e “Laços de Família”), Cássio Gabus Mendes (“Gosto se Discute” e das novelas da novela “Éramos Seis” e “Tempo de Amar”), Ary França (“Amarração do Amor” e da série “Samantha!”, da Netflix), Denise Fraga (“De Onde Eu Te Vejo" e "Música para Morrer de Amor" e da novela "Um Lugar ao Sol"), Filipe Bragança (“Cinderela Pop” e das séries “DOM” e “Só Se For Por Amor”, da Netflix) e Louise Cardoso (“Tudo bem no Natal que vem” e da novela “Além do tempo”).   

Na trama vamos conhecer a história de Pedro Baresi (Tony Ramos), um palmeirense roxo e dono da tradicional cantina italiana Baresi, que reencontra depois de 40 anos seus amigos de colégio Ivan (Cássio Gabus Mendes) e Mariano (Ary França) para recriar uma foto tirada na inauguração do metrô de São Paulo, em 1974. 

Pedro ama futebol, ama a culinária italiana e ama sua vira-lata Calabresa, mas as dificuldades financeiras e a falta de esperança o fazem refletir sobre sua própria existência. 

Nessa comédia emocionante sobre escolhas, amizades e redescobrimento, Pedro, Ivan e Mariano revivem memórias dos melhores dias de suas vidas e seguem em busca de Soninha (Louise Cardoso), a musa da infância dos três. 

Com direção de Luiz Villaça (da série indicada ao Emmy Internacional de Melhor Comédia “A Mulher do Prefeito” e do filme “De Onde Eu Te Vejo”), “45 do Segundo Tempo” estreia exclusivamente nos cinemas de todo o Brasil no dia 23 de junho de 2022. 

“Refletindo sobre tudo que estamos vivendo nos últimos anos, me sinto muito feliz por ter a oportunidade de dirigir um filme que fala sobre relações genuínas, sobre amor, sobre a necessidade do outro para a nossa existência, sobre a amizade mais pura e necessária. Queria fazer um filme que falasse do abraço, de como precisamos e necessitamos um do outro. Um filme que discutisse temas profundos com delicadeza, humor, emoção e que se relacionasse, dialogasse com o espectador. O rir e chorar. Espero que o filme faça parte de um reencontro que todos nós estamos precisando. Que é urgente. Necessário. Precisamos nos olhar. Nos abraçar”, explica o diretor Luiz Villaça. 


Sinopse

“45 do Segundo Tempo” é uma comédia dramática sobre as escolhas, a amizade e sobre redescobrir o presente ao revisitar o passado. Protagonizado por Tony Ramos, Cássio Gabus Mendes e Ary França, conta com participações especiais de Denise Fraga e Louise Cardoso. 

Ficha técnica

Título Original: 45 do Segundo Tempo.

Gênero: Comédia dramática.

País de Origem: Brasil.

Duração: 110 minutos.

Distribuição: Paris Filmes e Downtown Filmes.

Diretor: Luiz Villaça

Elenco: Tony Ramos, Ary França, Cássio Gabus Mendes, Denise Fraga, Louise Cardoso e Filipe Bragança.

Mostra inédita online e presencial com 200 filmes comemora o bicentenário da Independência

Entre os dias 02 e 30 de junho, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo apresenta a mostra “200 anos da Independência em 200 filmes”, que comemora o Bicentenário da Independência do Brasil com uma seleção de cem curtas e cem longas-metragens nacionais. 

Os filmes serão apresentados gratuitamente no formato virtual pela plataforma de streaming e vídeo por demanda do Governo do Estado #CulturaEmCasa, gerida pela Amigos da Arte, e no Petra Belas Artes, região central de São Paulo, a preços populares (de R$ 4,00 e R$ 2 - meia entrada). A mostra ocupará a sala 4 do Petra Belas Artes com pelo menos quatro sessões diárias compostas por um curta, seguido de um longa-metragem. 

““A mostra de cinema realizada pelo Cine Petra Belas Artes e pela plataforma #CulturaEmCasa  integra o programa Brasil 200, feito pelo Governo do Estado de São Paulo para celebrar o Bicentenário da Independência e estimular a reflexão sobre o que essa data significa para os brasileiros. Estamos viabilizando mais de 100 atividades por meio das instituições e programas de cultura estaduais, além da Agenda Bonifácio, que traz toda a programação relacionada ao assunto. Trata-se de um dos principais marcos da história do Brasil. O cinema é uma das expressões culturais mais relevantes e potentes do nosso país e tem uma incrível capacidade de nos representar e encantar. Nada mais significativo do que apresentar ao público, dentro da comemoração do Bicentenário, uma mostra retrospectiva que refaz a trajetória do nosso cinema, com clássicos de todos os movimentos, estilos e gêneros.”, afirma o Secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão. 

"Em 2022 o Brasil celebra seus 200 anos de Independência. Data que merece celebração. Como um país independente precisa ter uma Cultura própria, decidimos propor a realização de uma grande Mostra com 200 filmes feitos no país para mostrar a incrível variedade da produção nacional ao longo de mais de 120 anos", diz André Sturm, presidente do Belas Artes Grupo. "Um país não é verdadeiramente independente se não for capaz de se ver nas telas do cinema. Vamos resgatar esta história com uma seleção de grandes momentos. Grandes filmes, diretores, artistas e técnicos que contribuíram para esta história serão lembrados", completa.

O Brasil é um dos países com filmografia mais antiga e contínua do mundo. A primeira exibição aconteceu em 1896, no Rio de Janeiro. Dois anos depois, Afonso Segreto produziu um documentário curto com cenas da Baía de Guanabara, considerado o marco zero da produção nacional. Desde então, mesmo enfrentando algumas crises graves, a produção foi continuada.

“200 anos da Independência em 200 filmes” conta com obras de diversos períodos e movimentos tais como Cinédia, Vera Cruz, Chanchadas da Atlântida, Cinema Novo pioneiros, Cinema Marginal do Rio, Cinema Marginal de SP, Boca do Lixo, Pornochanchadas, Cinema da Embrafilme, Novo Cinema Paulista, Cinema da Retomada, além da produção atual. A produção brasileira de curta-metragem também é extensa, com destaque para a produção do final dos anos 1980 e início dos 1990.

 “Completamos 2 anos de #CulturaEmCasa em 20 de abril com um número expressivo de mais de 7 milhões de visualizações em 166 países, estamos trabalhando para que a mostra siga o mesmo destino e transborde as fronteiras de São Paulo e do país porque é realmente um trabalho completo e muito importante para quem quer conhecer a cultura brasileira”, afirma Danielle Nigromonte, diretora-geral da Amigos da Arte.

E no dia 31 de maio, o Festival terá abertura oficial do Petra Belas Artes, com o filme “Um Broto Legal”, dirigido por Luiz Alberto Pereira, o filme narra a trajetória da cantora Celly Campello rumo ao sucesso transformando-se, ao lado do irmão, Tony Campello, num ícone cultural brasileiro, a primeira popstar do rock nacional.

Para a programação completa, acesse a plataforma #CulturaEmCasa ou o site do Cine Belas Arte. 


VAI E VEM abrirá o 11º. Olhar de Cinema em 01 de junho

Duas amigas, dois países diferente, dois cenários próximos de caos e destruição. O documentário VAI E VEM nasce da ligação e das trocas entre suas duas diretoras, Chica Barbosa e Fernanda Pessoa, morando Los Angeles (EUA) e São Paulo, respectivamente. O momento é 2020, começo da pandemia, e ambos países marcados por governos negligentes e a escalada da Covid. O longa será lançado em cinemas pela Boulevard Filmes, em 2023, mas, antes disso, abrirá o 11o Olhar de Cinema, em 01 de junho.

“Eu queria que a Chica tivesse um pouco da sensação do que era estar no Brasil naquele momento – os panelaços diários, a obsessão com as notícias, a cidade que deveria estar vazia, mas na verdade nunca ficou, os trabalhadores que não tiveram a chance de parar porque o capital, os empreendimentos imobiliários nunca param por aqui. Por outro lado, queria entender como ela estava vivendo esse momento lá, recém-chegada aos Estados Unidos de Trump”, explica Fernanda. 

Para estabelecer esse diálogo, as duas jovens cineastas partiram de uma espécie de jogo, tendo como base um livro da professora americana R. Blaetz sobre o cinema experimental dirigido por mulheres. A publicação é composta de 16 artigos sobre diversas cineastas, e Fernanda e Chica se comunicariam por meio de vídeo-cartas curtas, cada uma inspirada por uma dessas mulheres. 

Além da lista de Blaetz, a dupla também buscou nomes de outras diretoras para enriquecer o processo. “Não foi simples. Apesar de termos claro que existe uma variedade de artistas experimentais latino-americanas e negras, ainda existe o empecilho de ter um fácil acesso aos seus trabalhos. Queríamos encontrar nomes dos quais pudéssemos levar nossa pesquisa com mais profundidade para assim aplicá-la na nossa correspondência”, explica Chica. 

O vai e vem das correspondências digitais durou meses, e atravessou momentos políticos marcantes – como processos eleitorais nos dois países. “No Brasil, quando o filme começou, havia uma esperança de que Bolsonaro caísse. O caos social e a pandemia davam muito medo, mas ao tempo parecia que havia uma possibilidade de mudança muito radical. No entanto, pouco a pouco parece que fomos nos acostumando com os absurdos desse governo e da pandemia”, conta Fernanda. 

“Apesar de sentirmos um indício de esperança com a vitória do Biden, 2021 iniciou com a invasão do capitólio e o discurso absurdo sobre a fraude do resultado das eleições. Nem a grande representatividade na equipe do Biden foi suficiente para sentirmos verdadeiramente um avanço no país desde então”, complementa Chica.

Para além das transformações sociais e políticas que o filme acompanha nos dois países, VAI E VEM foi uma experiência que mudou a vida das diretoras. Fernanda ingressou no doutorado com um projeto sobre o cinema experimental feito por mulheres na América Latina. 

“Com a pesquisa que eu e a Chica fizemos juntas, e a descoberta da falta de bibliografias e materiais sobre as mulheres latinas do experimental, decidi me aprofundar nesse caminho. Já no âmbito pessoal, além de reforçar minha amizade e admiração pela Chica, me fez buscar mais comunidade entre mulheres.”

“Eu não venho de uma formação acadêmica, mas todo esse tempo entre pesquisa e práxis com a Fernanda, à nossa maneira e a partir das nossas próprias regras, resultou em uma belo estudo que me fez entender melhor o cinema que desejo realizar a partir de agora. O filme também me conectou com diversos coletivos de cinema de mulheres, e diversos também entre si, entre documentaristas, de latinas, “brown” e “BIPOC” - termo que acolhe toda mulher que não é identificada como branca nos Estados Unidos”, conta Chica. 

Combinado diversos tipos de imagens, fotografia e texturas, VAI E VEM é um documentário com a urgência do presente, e uma observação potente de duas jovens cineastas sobre o mundo em que habitam. “Para nós, já era hora de questionar a estética cinematográfica e como contamos histórias, por meio de novas pesquisas, influências, lentes e olhares. Uma das razões pelas quais decidimos ter essas diretoras como ponto de partida formal é tomar o cinema experimental como uma forma de criação livre, sem amarras e sem convenções, mas ainda assim capaz de ressoar com o público”, concordam as duas.

VAI E VEM será lançado no Brasil pela Boulevard Filmes. 

Sinopse

O ano em que tudo mudou radicalmente, onde as fronteiras reais e invisíveis ganharam outra dimensão, é a raiz de uma provocação fílmica. Duas amigas separadas pelos hemisférios norte e sul da América pretendem dançar no tumulto de imagens, violências, frustrações e desejos. Fazem-no através de um jogo onde o registro de si e das mulheres ao seu redor se transforma em um diálogo real e lúdico, como um encontro e um abraço decididos a resistir à distância. 

Ficha Técnica

Escrito, dirigido, editado e fotografado por Chica Barbosa e Fernanda Pessoa

Produção: Vulcana Cinema e Pessoa Produções

Trilha sonora original: Aline Araújo, Julia Teles e Thiago Zanato

Ano: 2022

Duração: 82 minutos 


NOVO LONGA DE CRISTIAN MUNGIU SERÁ LANÇADO NO BRASIL PELA PANDORA FILMES

O romeno Cristian Mungiu participará do Festival de Cannes pela sexta vez, com seu novo trabalho: R.M.N., selecionado para a principal mostra competitiva do evento, que acontece entre 17 e 28 de maio. No Brasil, o longa será lançado pela Pandora Filmes ainda este ano. 

O cenário de é R.M.N. é a região da Transilvânia, para onde o protagonista do filme, Matthias, volta após passar um tempo trabalhando na Alemanha. Ele pretende, entre outras coisas, se reaproximar de seu filho pequeno, Rudi. Nesse retorno, o personagem também reencontra sua antiga paixão, Csilla. 

Ela agora é gerente de uma fábrica, e contrata um pequeno grupo de trabalhadores, cuja chegada irá colocar em xeque a paz do vilarejo, e trazer à tona questões mal resolvidas do passado. 

Mungiu já ganhou a Palma de Ouro, em 2007, por “4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias”, o filme que alavancou sua carreira, e tinha como tema um aborto. Em 2016, a última vez que esteve no Festival, o cineasta levou o Prêmio de Direção por “Bacalaureat”. Ele exibiu em Cannes “Occident”, 2002, “Além das Montanhas”, 2012, e o coletivo “Contos da Era Dourada”, 2009, no qual dividiu a direção com os também romenos Hanno Höfer, Razvan Marculescu, Constantin Popescu e Ioana Uricaru. 

O elenco R.M.N. inclui Judith State (“Sierranevada”), Marin Grigore (“Sierranevada”), Orsolya Moldován (“Entardecer”), András Hatházi, Macrina Barladeanu, e Zoltán Deák.

A direção de fotografia é assinada pelo também romeno Tudor Vladimir Panduru, com quem o diretor já trabalhou em “Bacalaureat”, e a produção é de Sean Wheelan (“Ciganos da Ciambra”, “Fale Com As Abelhas”).

R.M.N será lançado no Brasil pela Pandora Filmes. 

Sinopse

A poucos dias do Natal, depois de abandonar seu emprego na Alemanha, Matthias volta para sua casa na Transilvânia. Ele espera poder ficar mais próximo de seu filho, Rudi, que foi deixado sob os cuidados de sua mãe, Ana, e assim o ajudar a superar os medos. Ele também espera encontrar sua ex-namorada, Csilla, e está preocupado com seu pai, Otto. Quando um grupo de trabalhadores é contratado para a pequena fábrica que Csilla dirige, a paz da comunidade chega ao fim, evidenciando os medos dos moradores do vilarejo, além das frustrações, conflitos e paixões vêm à tona destruindo com a tênue linha de aparente entendimento e calma. 

Ficha Técnica

Direção: Cristian Mungiu

Roteiro: Cristian Mungiu

Elenco: Judith State, Marin Grigore, Orsolya Moldován, András Hatházi, Macrina Barladeanu, Zoltán Deák.

Direção de Fotografia: Tudor Vladimir Panduru

Produção: Sean Wheelan

Distribuição: Pandora Filmes

 




13º CINEFANTASY FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA FANTÁSTICO


Acontece, presencialmente, de 07 a 12 de junho em São Paulo, tem direção geral de Monica Trigo e idealização e Coordenação de Eduardo Santana, será um encontro e uma celebração com a exibição dos filmes premiados nas três edições realizadas no formato online durante a pandemia.

A programação traz o que há de melhor no cinema fantástico em várias mostras que exploram produções vindas do Brasil, da América Latina e do mundo por meio de 78 filmes, com sessões de longas e curtas- metragens distribuídos em seis dias e em três locais da cidade de São Paulo (Reserva Cultural, Cine Satyrus Bijou e Oficina Cultural Oswald de Andrade). 

Tradicionalmente o cinema fantástico é associado a obras de horror, ficção científica e fantasia, mas sua origem remonta a um período anterior ao cinematógrafo, com técnicas envolvendo a projeção de imagens a partir de ilusões de ótica, provocando ao mesmo tempo o encantamento e o medo nos espectadores.

As produções do gênero podem promover uma subversão das leis gerais do mundo e da vida, confundindo o possível e o impossível, fazendo do fantástico um gênero que força o deslocamento das percepções e oferece a experiência do excesso e da intensificação de sensações.

A liberdade de sua forma possibilita a abordagem de questões com ousadia, mostrando questões sociais como a discriminação e desigualdade de forma transgressora à estética tradicional. 

Quando o mundo parece se tornar cada vez menos verossímil, o cinema fantástico oferece uma forma potente de fabulação, de radicalização de experiências, manifestando um desejo de que o cinema pode, a partir da imaginação e do excesso, invocar aquilo é inalcançável.

 

Obras como “Parasita” de Bong Joon-Ho e “Bacurau” de Juliano

Dornelles e Kleber Mendonça Filho fortalecem a potência do gênero.


E apresenta ainda experiências marcantes por meio de atividades formativas, do Esquenta Cinefantasy que serão exibidos 2 obras em sessões comentadas para 120 alunos do Instituto Criar, no Bom Retiro, em São Paulo e do Circula Cinefantasy com exibição de 01 obra, em quatro espaços nas periferias e ocupações da cidade de SP que acontecem no mês de agosto.


Premiado em Tiradentes, SEGUINDO TODOS OS PROTOCOLOS, estreia em 23/06

Foi da solidão do isolamento social na fase mais aguda da pandemia que nasceu o filme SEGUINDO TODOS OS PROTOCOLOS, primeiro longa solo que o recifense Fábio Leal dirige. Mas o filme vai além de ser apenas sobre o momento da Covid-19. “É também outras ‘solidões’ contemporâneas. Para isso eu resolvi trazer dois personagens do meu último curta metragem, ‘Reforma’. Não é exatamente uma continuação do curta pois não é necessário tê-lo visto para ver o longa, mas o protagonista e seu ‘par romântico’, digamos assim, são os mesmos.” O longa faz parte da edição de 2022 da Sessão Vitrine, e chega aos cinemas em 23 de junho. Antes disso, será exibido no 11o Olhar de Cinema, que acontece entre 01 e 09 de junho. 

Ganhador do Prêmio Helena Ignez, no Festival de Tiradentes de 2022, o filme tem como protagonista Chico, um personagem interpretado também por Leal, que, sozinho em seu apartamento, vê os dias passando, com marasmo e ansiedade em um momento de recrudescimento da pandemia. Em sua solidão, é cada vez mais tomado pelo desejo do contato humano, e, em especial, do sexo. Disso, nascem formas alternativas de reencontros, e a procura de uma maneira de tocarmos uns aos outros com segurança. 

“Foi muito tempo sozinho com medo da morte, medo do desgoverno brasileiro, medo do encontro com o outro. Achei que uma boa forma de enfrentar esses medos todos seria fazendo um filme e tentando achar formas de distensionar através da ficção e da comédia.”

Leal explica que as cenas de intimidade entre os personagens foram filmadas com respeito e delicadeza respeitando a maneira como cada um lida com seu corpo. “Procuro desde a primeiríssima conversa com os atores deixar muito claro o que eu quero com cada cena, a forma como eu filmo, saber os limites de cada um. E a partir disso criar um ambiente de ensaio em que eles se sintam seguros inclusive pra mudar de ideia, voltar atrás. Desde o meu primeiro curta eu me interesso muito por filmar cenas de sexo. Ir além do que geralmente se filma no cinema narrativo tradicional. Sexo é drama também.”

Leal, que já fez curtas, como “O Porteiro do Dia”, explica que não sentiu um peso grande ao dirigir seu primeiro longa sozinho – ele já fez “Deus tem AIDS” (codirigido por Gustavo Vinagre) e o coletivo “Furious Desires”. “Foi um desdobramento natural. Acho que já tinha tanta tensão pelo momento em que estávamos da pandemia, o orçamento restrito do filme e eu dirigir e protagonizar ao mesmo tempo que eu nem me permiti pensar em nada mais.” 

Como ator, Leal trabalhou em seus curtas, e também no longa “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, e conta que atuar o ajuda, como diretor, a compreender que não existe uma fórmula. “Cada ator tem sua forma própria de trabalhar, seu jeito de ser, não dá pra chegar impondo nada. Como diretor eu proponho um norte e juntos vamos chegar onde conseguimos. O fato de ser ator também me dá um senso de improviso muito grande, de ler o momento e às vezes mudar completamente uma cena na hora de filmar se surgir uma ideia melhor do que a prevista antes.”

O filme fez sua estreia no Festival de Tiradentes, que aconteceu de forma on-line em janeiro, e presencial, em abril. SEGUINDO TODOS OS PROTOCOLOS foi muito bem recebido. O cineasta Kleber Mendonça Filho disse que não via um filme brasileiro tão engraçado há anos, e completou: “Fábio é um cineasta que entende o que quer fazer e executa as suas ideias com muita autoridade e desenvoltura, mesmo que essa autoridade desenhe um personagem - Chico - incerto e inseguro sobre o que se passa na sua/nossa biologia.”

A Sessão Vitrine 2022 foi contemplada pelo PROAC Direto 38/2021, programa de fomento do Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

SEGUINDO TODOS OS PROTOCOLOS é um lançamento da Sessão Vitrine.

Sinopse

Após ficar 10 meses sozinho em quarentena, Francisco quer transar.

Ficha Técnica

Direção: Fábio Leal 

Roteiro: Fábio Leal 

Elenco: Fábio Leal, Paulo Cesar Freire, Marcus Curvelo, Lucas Drummond, Vitória Liz, Bruce de Araújo

Gênero: drama, comédia 

País: Brasil

Ano: 2022 

Duração: 75 min. 


MUBI adquire HOLY SPIDER depois da estreia em Cannes

A MUBI, distribuidora global, produtora e serviço de streaming com curadoria, adquiriu HOLY SPIDER, do iraniano Ali Abbasi (Border), após sua estreia mundial no Festival de Cinema de Cannes 2022. O suspense está entre os 21 filmes selecionados para disputar a Palma de Ouro, principal premiação do festival.

HOLY SPIDER teve sua estreia mundial no festival de Cannes 2022, na seção da Competição Principal. O filme é estrelado por Mehdi Bajestani, Zar Amir Ebrahimi, Arash Ashtiani, Forouzan Jamshidnejad, Alice Rahimi, Sara Fazilat e Sina Parvaneh.

Border, o longa-metragem anterior de Abbasi, ganhou o prêmio Um Certain Regard em Cannes, em 2018. A produção também foi indicada ao Oscar® 2019 na categoria Maquiagem e cabelo e foi o selecionado oficial pela Suécia para Melhor Filme Internacional.

HOLY SPIDER é produzido por Sol Bondy e Jacob Jarek, com produção executiva de Ditte Milsted, Christoph Lange e coprodução de Eva Åkergren, Calle Marthin, Peter Possne, Fred Burle, Vincent Maraval, Pascal Caucheteux, Gregoire Sorlat, Olivier Père e Rémi Burah.


SINOPSE

HOLY SPIDER acompanha o homem de família Saeed, enquanto embarca em sua própria jornada religiosa – para “limpar” a cidade sagrada iraniana de Mashhad das corruptas e imorais prostitutas de rua. Depois de assassinar diversas mulheres, ele fica desesperado pela falta de interesse público pela sua missão divina.

A Wild Bunch Internation é responsável pelas vendas internacionais e negociou o acordo com a MUBI.

Entre os próximos e recentes lançamentos MUBI, estão Aftersun, de Charlotte Wells, The Five Devils, de Léa Mysius, que estará na quinzena dos diretores em Cannes; Medusa Deluxe, de Thomas Hardiman; Great Freedom, de Sebastian Meise; Annette, de Leos Carax; Memoria, de Apichatpong Weerasethakul; e First Cow de Kelly Reichardt. Outras estreias incluem o premiado Drive My Car, de Ryusuke Hamaguchi; e o vencedor da Palma de Ouro Titane, de Julia Ducournau.


HOLY SPIDER

Em breve, na MUBI

mubi.com

Mauricio de Sousa é o vencedor da categoria Audiovisual do Prêmio Faz Diferença 202

O desenhista Mauricio de Sousa é o vencedor da categoria Audiovisual do Prêmio Faz Diferença 2022, promovido pelo jornal O Globo. Em sua 19ª edição, a premiação homenageia personalidades brasileiras que inspiraram o público com seus trabalhos.

O cartunista foi premiado devido a sua contribuição na indústria audiovisual ao longo dos anos. Mauricio levou os seus famosos personagens às telas com o filme “Turma da Mônica - Lições”, que registrou grandes números de bilheteria nacional após a reabertura das salas de cinemas na pandemia.

O Prêmio Faz Diferença é uma iniciativa do jornal O Globo e da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Os demais ganhadores das 13 categorias da premiação foram anunciados hoje, 28 de maio, em um caderno especial do veículo. 


Mauricio de Sousa

Iniciou sua carreira de ilustrador na região de Mogi das Cruzes, perto de Santa Isabel, onde nasceu. Aos 19 anos, mudou-se para São Paulo e, durante cinco anos, trabalhou no jornal Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo), escrevendo reportagens policiais. Em 1959, criou seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu. A partir daí, vieram Cebolinha, Cascão, Mônica e tantos outros. Em 1970, lançou a revista Mônica. Na edição de revistas em quadrinhos, depois de passar pela Editora Abril e pela Editora Globo, assinou contrato com a italiana Panini. Cerca de 150 empresas nacionais e internacionais são licenciadas para produzir mais de três mil itens com os personagens de Mauricio de Sousa. Suas criações chegam a cerca de 30 países.

"Coração de Neon" é aclamado pela crítica em Cannes como o "novo cinema popular brasileiro"


Produtores de cinema que estiveram na premiére do filme em Cannes, na França, enxergam a produção como ousada e inovadora, do enredo ao financiamento.

A presença do filme “Coração de Neon” em Cannes, na França, pode estar abrindo uma nova fase do cinema brasileiro. A produção curitibana acaba de ser aclamada pela crítica na Europa como “o ‘novo’ cinema novo brasileiro”, ou o “novo cinema popular brasileiro”, pela ousadia da produção e do enredo original, à forma como o longa-metragem foi financiado, com recursos próprios dos produtores, sem depender de financiamentos ou leis de incentivo.

Adriana Rouanet, diretora executiva do Instituto Rouanet, esteve na premiére de “Coração de Neon” e se entusiasmou com o que assistiu.

“Entrei sem nenhuma expectativa no cinema e me surpreendi. Achei muito bacana o filme. Achei, na verdade, uma espécie de novo ‘Bye Bye Brasil’*, que foi um filme clássico, da fase final do cinema novo. Sem saber, os produtores (Lucas Estevan Soares e Rhaissa Gonçalves) criaram uma nova versão de contar uma história engajadora, cativante, mas de maneira muito dinâmica, integrando as equipes, um jeito muito bacana de fazer cinema”, elogiou Adriana.

Mas a inovação vai além do enredo. Apesar de ser filha do intelectual e filósofo Sérgio Paulo Rouanet, criador da Lei Rouanet, ela critica as atuais políticas de incentivo à cultura, que andam engessando a produção cultural brasileira e inviabilizando a execução de muitos projetos relevantes.

“A lei de incentivo que meu pai criou ajudou, durante 30 anos, a viabilizar muitos projetos culturais, de pessoas de todas as rendas, projetos super enormes aos menores, mais educativos e de cunho social. Mas ultimamente a cultura vem sofrendo ataques. O cinema audiovisual está sob ataque. Então conheci o Lucas e a Rhaissa e me entusiasmei pela vitalidade deles. São inovadores, fazendo um cinema novo, pensando o cinema como uma nova perspectiva, não só na produção, mas também na maneira de financiar a obra, não dependendo das atuais leis de incentivo que estão engessando muitos projetos”, contou Adriana.

Rhaissa Gonçalves, produtora do filme, também explica o porquê a crítica entendeu o filme como “o novo cinema popular brasileiro”, ou o "novo cinema novo".

“Porque é uma história que conversa com as massas mas é refinado, é autêntico, que não copia ninguém. É honesto, com a sua própria linguagem, classificado pelos críticos como ‘impressionante’. E não somos nós que estamos falando isso. Foram os produtores de cinema do mundo todo que estiveram aqui na sala de cinema, na premiére em Cannes, e nos falaram isso pessoalmente”, orgulha-se Rhaissa.

“Cidade de Deus”

“Coração de Neon” também foi comparado a outros filmes brasileiros de qualidade internacional após sua premiére, que aconteceu no Teatro Olympia, no último domingo (22), na única sala em Cannes equipada com a tecnologia de som Dolby Atmos. A exibição foi durante o Marché du Film, a contrapartida comercial do Festival de Cannes que reúne os empresários da indústria cinematográfica e onde cerca de 4 mil produções são negociadas anualmente.

“Alguns produtores de cinema nos disseram que o ‘Coração’ se comparava ao ‘Cidade de Deus’, que atualmente é considerado um dos melhores filmes do mundo. É um misto de surpresa, orgulho e felicidade ouvir comparações como essa”, diz o produtor Lucas Estevan Soares.

Quem fez esta comparação foi o distribuidor de audiovisual Rodrigo Molina, do Chile. 

“É um filme tremendamente emocional e muito honesto. Sinceramente não tinha visto um filme brasileiro tão honesto desde Cidade de Deus, para dar um exemplo. O longa tem um recurso (financeiro) que não é desprezível. E o Lucas conseguiu engajar a equipe e trazer o melhor resultado. É um filme que funciona muito bem tanto para espectadores de cinema de massa, quanto para apresentadores de produções autorais, de cinema independente”, elogiou Molina.

E o filme, em geral, foi muito elogiado pela qualidade da produção e do enredo. “É uma ideia super original e nova. O filme é ótimo, com muito amor, a fotografia e trilha sonora são ótimos. Só sinto boas vibrações com esse longa”, analisou Natacha Hablitzchek, produtora de cinema na República Dominicana e organizadora de um festival no país caribenho.

“O filme é sensível e muito divertido. Fiquei feliz de poder me desligar da minha realidade e conhecer um universo apaixonante que é o ‘Coração de Neon’. Lucas, em seu primeiro filme, não exagera no tom e faz um excelente equilíbrio entre ser o protagonista e diretor. O longa é realmente uma jóia, dando frescor ao público, sentimento tão necessário nos dias de hoje”, disse Ricky Mastro, cineasta brasileiro.

Como resultado da exibição no Marché du Film, ocorrida no sábado (22), “Coração de Neon” já tem propostas de ser exibido em quatro continentes, além de plataformas de streaming.

Coração de Neon

O longa-metragem é 100% curitibano, com toda a produção, elenco, locações e serviços de Curitiba, capital do Paraná. A previsão é que seja lançado no Brasil entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. Também é o primeiro filme do cinema brasileiro a contar com a tecnologia Dolby Atmos, uma evolução do som surround que coloca o espectador numa “bolha” de som e traz muito mais realidade e emoção à trama.

“Coração de Neon” conta a história de Fernando, um jovem sonhador que ao lado de seu pai, o Lau, dirige um carro de mensagens, o Coração de Neon (Boquelove, para os íntimos, uma referência ao bairro Boqueirão, em Curitiba, onde o filme é gravado). Eles sonham em levar o serviço para os Estados Unidos, mas uma das mensagens que eles vão entregar, que seria um pedido de perdão, acaba em tragédia depois de uma apresentação malsucedida. A vida de Fernando muda por completo e ele acaba embarcando numa jornada alucinante em nome do amor.

Sobre o IHC

A produtora audiovisual International House of Cinema (IHC) foi fundada em outubro de 2012 por Lucas Estevan Soares, na cidade de Curitiba, Brasil. Nesses 10 anos de empresa, o IHC realizou centenas de produções comerciais, curtas-metragens e documentários. Em 2017, Lucas inaugurou uma segunda sede da empresa em Miami, nos Estados Unidos, juntamente com sua sócia Rhaissa Gonçalves.

Desde 2019, o IHC vem focando na produção de conteúdo original e, em 2021, abre também uma distribuidora para comercializar suas próprias produções e adquirir títulos nacionais e internacionais.

*Sobre o filme Bye Bye Brasil, citado por Adriana Rouanet: é uma comédia brasileira de 1979, dirigida por Carlos Diegues, considerada uma das mais importantes produções da década de 1970. Foi indicado à Palma de Ouro, no Festival de Cannes, em 1980, ganhou dois prêmios no Festival de Havana (1980) e foi incluído, anos mais tarde, na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).


MUBI Festival: confira a programação completa


Distribuidora global, produtora e serviço de streaming com curadoria, a MUBI anuncia a programação do MUBI Festival. O evento, o primeiro do gênero da marca no mundo, será realizado nos dias 4 e 5 de junho, no MIS - Museu da Imagem e do Som, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Serão dois dias de cinema, música e conversas incríveis.

No sábado, 4 de junho, serão exibidos os filmes Shiva BabySwallow e Titane, com direito a sets da DJ Bella Castro no intervalo das sessões. A programação conta com um bate-papo sobre o corpo feminino e sua representação no cinema, mediado pela documentarista e jornalista Flávia Guerra, com as participações da atriz e diretora Bárbara Paz, a artista JUP do Bairro e a crítica de cinema e roteirista Lorenna Montenegro. Às 21h, JUP do Bairro e Badsista fecham o dia com uma apresentação especial.

No domingo, dia 5, sessões dos dramas LGBTQ Great Freedom e Happy Togehter (Felizes Juntos), cópia restaurada em 4K, em comemoração pelos 25 anos do longa. O bate-papo da vez será sobre as representações da masculinidade na mídia, mediado pelo jornalista Duda Leite, com o artista Loïc Koutana e o ator Theodoro Cochrane. A DJ Bella Castro encerra o MUBI Festival com um set, às 20h.

O festival também conta com um espaço interativo de acesso gratuito, onde os visitantes poderão aproveitar o local para tirar fotos incríveis, participar de quizzes e concorrer a brindes exclusivos e limitados. Os ingressos serão vendidos apenas para as atividades dentro do auditório, e custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada e assinantes MUBI). A venda começa dia 23/5 na INTI: mis-sp.byinti.com.

Uma realização MUBI, o festival conta com produção da Cinnamon e apoio do Museu da Imagem e do Som – MIS e da Embaixada Britânica no Brasil.

 


Programação CINESYSTEM - 26 A 1/6

WWW.CINESYSTEM.COM.BR

Estreias da semana:
Top Gun: Maverick
Luta pela fé - A história do padre Stu

Eventos Especiais:
Cine Azul
Sonic 2: 28/05 - ANA, STR, IMP e SLZ

FILME BRASILEIRO PRODUZIDO PELA ABROLHOS FILMES É CONTEMPLADO COM HUBERT BALS FUND

Produção assinada pela paulistana Abrolhos Filmes, “O Casamento” acaba ser contemplado pela Hubert Bals Fund, que é um fundo curatorial, ligado ao Festival de Roterdã, dedicado a apoiar cineastas da América Latina, África, Ásia, Oriente Médio e de diversas partes da Europa em qualquer fase de produção – do desenvolvimento do roteiro à pós-produção. A fundação é uma das mais importantes apoiadoras do cinema independente e de qualidade no mundo, o que traz ainda mais um lastro para o projeto. Em outros anos o fundo já havia premiado filmes brasileiros como “A febre”, de Maya Da-Rin, “Sick sick sick”, de Alice Furtado e "O Som ao Redor" de Kleber Mendonça Filho. 

A Abrolhos Filmes, também responsável pela ideia original do projeto, tem em seu currículo filmes como “Chico Rei Entre Nós” (Joyce Prado, 2020), vencedor do Prêmio do Público de Melhor Documentário Brasileiro e Menção Honrosa do Júri na 44a Mostra Internacional de São Paulo. 

Primeiro longa de ficção escrito e dirigido por Maíra Bühler, “O Casamento” é uma comédia satírica é baseada numa história real, e será filmada no Rio de Janeiro e Xingu (AM). A trama se passa no verão de 1952, e é protagonizada por Ayres da Cunha, um homem que causa polêmica ao resolver se casar com a índia Diacuí. 

Esse amor era proibido pelas leis brasileiras da época, e ficou conhecida, na época, por conta de uma fotorreportagem da revista O Cruzeiro, onde foi narrada como um folhetim. Depois disso, ganhou rádio e cinejornais a sociedade brasileira inteira passou a se perguntar: o amor entre um homem branco e uma selvagem é legítimo? 

O filme acompanha a jornada de Diacuí de sua tribo à perigosa sociedade dos brancos, onde se tornou uma espécie de “Cinderela dos Trópicos”, cuja alma foi capturada. Ao tornar-se uma figura em evidência, tornou-se a garota propaganda do American Way of Life, tal qual Doris Day. 

“O Casamento” será é uma produção da Abrolho Filmes, e deverá ser lançado em 2024. 

Sinopse

Baseado numa história real, o filme é uma comédia satírica retratando o choque entre dois mundos, no qual Diacuí, uma jovem indígena, viaja ao Rio de Janeiro para se casar com um homem branco, e vê sua vida transformada num show da imprensa. 

FALTA UMA SEMANA PARA O 11º OLHAR DE CINEMA

 


Está chegando a hora! No próximo dia 1º de junho o Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba volta a ocupar as salas de cinema da capital paranaense depois de dois anos acontecendo apenas em formato online. Mais de cem filmes de 40 países, sendo quase a metade produzida no Brasil, foram selecionados para serem exibidos em mais de cinco lugares da cidade até o dia 9, além de uma programação intensa que inclui o retorno dos encontros do laboratório de desenvolvimento de projetos de longas-metragens CURITIBAlab e do Seminário de Cinema de Curitiba, que também será transmitido ao vivo.

 

"É com muita alegria que voltamos ao formato presencial, aos encontros, a essa troca que apenas a presença no festival e a vivência com os filmes possibilita. Tem ainda a questão da realidade pós-traumática que nos foi imposta. Estaremos, enfim, juntas e juntos, defendendo espaços e estruturas materiais que possibilitam os encontros e reiterando a potência da vivência coletiva", afirma Antonio Junior, coordenador-geral do Olhar de Cinema. Ele destacou, porém, que a potência do online não pode ser ignorada. "Embora este ano muitas das atividades do festival retomem o seu caráter presencial, acreditamos na potência do on-line para alcançar novos públicos e possibilitar a democratização de acesso", complementou. Assim, vários filmes estarão disponíveis e boa parte da programação poderá ser acessada via Internet.

 

Os filmes que integram a seleção deste ano fazem uma amostra da produção mundial realizada e lançada em meio a anos conturbados. São títulos que refletem a realidade específica nos anos da pandemia, que abordam conflitos ao redor do mundo (armados às vezes, mas também étnicos ou sociais) e trazem à reflexão questões como representatividade e visibilidade. Neles, muitas vezes se veem mesclados dramas individuais e familiares de cineastas e seus personagens com questões amplas de países e regiões onde suas narrativas se passam. Os filmes, então, se atravessam, unindo passado e presente, mas também projeções de possíveis futuros. 

 

Além das tradicionais mostras do festival, de volta, a mostra Olhar Retrospectivo destaca a obra da estadunidense Su Friedrich, importante nome do cinema de invenção e referência indispensável para o pensamento das autorias lésbicas na produção de imagens, no centro de uma constelação composta também por filmes de outras cineastas e videastas. Foram escolhidos sete filmes, de diferentes períodos de seu trabalho como diretora em diálogo com outras artistas que, em sua maioria, têm em seus trabalhos a busca pela invenção e reinvenção da linguagem.

 

Outra mostra que retorna ao festival é a Olhares Clássicos, com seis títulos que celebram a história do cinema, entre eles o fundamental "Nanook do Norte", em seu centenário, e filmes menos conhecidos no Brasil realizados por cineastas como Sara Gómez, de Cuba, e Ousmane Sembène, do Senegal. Grandes nomes do cinema dos quais nos despedimos recentemente serão homenageados: Peter Bogdanovich, Arnaldo Jabor, Geraldo Sarno.

 

Um dos expoentes do chamado Novo Cinema Boliviano, Kiro Russo é o nome da Mostra Foco. Com dois longas e quatro curtas-metragens na filmografia, o cineasta tem apresentado um estilo atento à observação dos movimentos urbanos e rurais na Bolívia, mesclando a cosmologia indígena ao acelerado ritmo da urbanização no país. Já fora das mostras regulares, duas exibições especiais de filmes ganhadores nas últimas edições estão programadas no Museu Oscar Niemeyer, de "A Metamorfose dos Pássaros" e "Rolê - Histórias dos Rolezinhos".

 

Toda a programação, com os filmes selecionados e atividades paralelas, está disponível no site do festival e no aplicativo para Android e iOS.


SERVIÇO

11º Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba

www.olhardecinema.com

1º a 9 de junho

Locais: Cine Passeio, Cinemark Mueller, Teatro da Vila, Cinemateca de Curitiba, Museu Oscar Niemeyer

Ingressos: R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia)

Aluguel filmes online: R$ 6

Cinebiografia de Uýra Sodoma fará sua estreia mundial no mais importante festival LGBTQIA+ do mundo

“Uýra - A Retomada da Floresta”,  dirigido por Juliana Curi e escrito por Martina Sönksen e Uýra Sodoma, fará sua estreia mundial na seleção oficial do 46th Frameline International Film Festival, o mais importante Festival LGBTQIA+ do mundo. Fundado em 1977, o Frameline International Film Festival é o evento de exibição de filmes LGBTQ+ mais antigo, maior e mais amplamente reconhecido do mundo e a edição de 2022 acontece de 6 a 26 de junho em San Francisco.   

A cinebiografia acompanha Uýra, entidade híbrida amazônica vivida pelo artista trans indígena e biólogo Emerson Pontes, que viaja pela floresta amazônica em uma jornada de autodescoberta usando arte performática para ensinar jovens indígenas e ribeirinhos que eles são os guardiões das mensagens ancestrais da floresta amazônica. 

O longa traz a participação de artistas, ativistas e lideranças indígenas como Zahy Guajajara e a liderança Kambeba Dona Babá, além das performances de Uýra que são uma metáfora inspirada no ciclo ecológico e espelha as lutas sociais. 

“Uýra - A Retomada da Floresta” é uma coprodução Brasil e Estados Unidos, tem direção de Juliana Curi e produção de Uýra Sodoma, João Henrique Kurtz, Lívia Cheibub e Martina Sönksen, com distribuição da Olhar Distribuição, tem estreia comercial prevista para o 2º semestre de 2022.

 

Sobre a diretora

Juliana Curi é diretora, roteirista e artista visual brasileira.

Influenciada pelo Cinema Novo e com uma forte formação em jornalismo, iniciou sua carreira no departamento de criação da MTV Brasil desenvolvendo campanhas de impacto sociocultural sobre Justiça Climática, HIV e Movimentos Micropolíticos direcionada para a juventude brasileira. 

Desde então Juliana foi premiada pela ONU Mulheres com a campanha da P&G que visa derrubar estereótipos de gênero na América Latina, foi premiada com o  2021 Bric Brooklyn Film+TV Resident, assina o filme-manifesto Estereótipos para lançar More Grls, a primeira plataforma para talentos femininos no Brasil que visa combater a desigualdade de gênero, e assina as exposições Pink Intervention (Galeria Spotte Art NY, Artsy) e A Batalha do Corpo (Centro Cultural São Paulo). 

Vive atualmente nos Estados Unidos, é fundadora do projeto de inclusão audiovisual EUETU Lab e assina o roteiro, direção e produção do longa-metragem UYRA - A Retomada da Floresta, que conta com os selos de desenvolvimento do Doc Society -Climate Story Unit e BRIC Brooklyn. O longa teve seu trailer exibido na abertura do Brasil na COP 26 e tem estreia prevista para 2022.

 

Sobre Uýra

Uýra Sodoma (1991, Santarém, Pará) é uma entidade híbrida que entrelaça o conhecimento biológico científico e a sabedoria ancestral dos povos indígenas. Ele chama as plantas por seus nomes populares e latinos, mas evoca suas propriedades medicinais, sabor, cheiro e poderes. O resultado é uma compreensão intrincada e complexa da floresta, uma teia de conhecimento e pesquisa. Uýra se apresenta como "uma árvore que anda". Nascida em 2016, durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, quando o biólogo decidiu expandir suas pesquisas acadêmicas e buscar formas de trazer o debate sobre o meio ambiente, conservação e direitos LGBT para comunidades nos arredores de Manaus. Através de aulas de biologia ou performances fotográficas, usando maquiagem e camuflagem, textos e instalações, Uýra fala sobre e com a floresta.

 

Ficha Técnica

“Uýra - Retomada da Floresta”

2022 | Documentário | Brasil/EUA| 70”

Direção: Juliana Curi, Roteiro: Juliana Curi e Martina Sönksen, Produção: Azores Filmes & Mama Wolf, Produzido por: João Henrique Kurtz, Juliana Curi, Lívia Cheibub, Martina Sönksen e Uýra Sodoma/Emerson Pontes. 

Sinopse: Uýra, artista trans indígena viaja pela floresta amazônica em uma jornada de autodescoberta usando arte performática para ensinar jovens indígenas e ribeirinhos que eles são os guardiões das mensagens ancestrais da floresta amazônica.


Novo filme da Sessão Vitrine, TANTAS ALMAS, estreia nesta quinta (26/05)

Premiado em vários festivais, entre eles em Marrakesh e em Nantes, TANTAS ALMAS, do colombiano Nicolás Rincón Gille, é o novo filme da Sessão Vitrine 2022, que chega aos cinemas em 26 de maio, com ingressos a preços reduzidos, nas cidades Aracaju, Balneário Camboriú, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Rincón Gille conta que a ideia para o filme surgiu em 2008, quando viajava pela região do Rio Magdalena fazendo um documentário, e ouviu diversos relatos sobre a violência paramilitar que devastou a área e as vidas. “Era enlouquecedor o que me contavam, e, ainda assim, essas pessoas conseguiram retomar suas vidas, apesar de toda a dor. Não era questão de sobrevivência, era também a necessidade de encontrar um novo sentido na vida que pudesse transcender o terror.”

Premiado em vários festivais, entre eles em Marrakesh e em Nantes, TANTAS ALMAS, do colombiano Nicolás Rincón Gille, é o novo filme da Sessão Vitrine 2022, que chega aos cinemas em 26 de maio, com ingressos a preços reduzidos, nas cidades Aracaju, Balneário Camboriú, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Sinopse
O pescador José atravessa o rio Magdalena, o maior da Colômbia, em busca dos corpos de seus dois filhos, assassinados pelos paramilitares. Apesar de sua dor, José está determinado a encontrá-los, para dar o enterro que merecem e, assim, impedir que permaneçam como almas errantes. Em sua jornada, José revela a magia de um país despedaçado, o que, de diferentes maneiras, evoca o Brasil de hoje.

Ficha Técnica
Direção: Nicolás Rincón Gille 
Roteiro: Nicolás Rincón Gille
Elenco: Arley de Jesús Carvallido Lobo
Gênero: drama
País: Colômbia, Brasil, Bélgica e França 
Ano: 2019 
Duração: 137 min.

CINÉPOLIS EM PARCERIA COM A O2 PLAY PROMOVEM SESSÕES DE “MEU AMIGÃOZÃO – O FILME” ADAPTADAS ÀS PESSOAS COM AUTISMO

A rede Cinépolis, maior operadora de cinemas da América Latina, anuncia que amanhã quinta-feira, dia 26 de maio, todas as unidades da rede exibirão “Meu Amigãozão – O Filme” em sessões adaptadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras síndromes, transtornos ou doenças que acarretem hipersensibilidade sensorial em geral. 

Para tornar a experiência agradável, durante toda a sessão, o longa será exibido com o volume de som reduzido, 50% das luzes permanecerão acesas e será permitido entrar e sair da sala a qualquer momento. 

Dirigido por Andrés Lieban, com produção da 2DLAB e distribuição da O2 Play em parceria com a RioFilme, o longa-metragem explora mais uma vez o mundo da imaginação das crianças, com personagens que desenvolvem as suas próprias ferramentas para se relacionarem cada vez mais e melhor com seus amigos. 

O longa será exibido em todos os complexos da Cinépolis e os ingressos já podem ser adquiridos nas respectivas bilheterias, ATMs ou por meio do site

Todos os complexos seguem as leis municipais e estaduais de sua região. Confira a programação mensal das exibições inclusivas no site da Cinépolis.


🎥  Pré-venda de "Jurassic World: Domínio" já começou na Cinépolis

A rede Cinépolis, maior operadora de cinemas da América Latina, anuncia que a pré-venda de ingressos de “Jurassic World: Domínio” já está disponível pelo site. 

O filme acompanha os eventos de “Jurassic World: Reino Ameaçado” (2018), quando os dinossauros são soltos na sociedade e mostra como a população está se adaptando a essa nova realidade. 

Além da continuação de Chris Pratt, Bryce Dallas Howard e BDWong no elenco, “Jurassic World 3” terá a volta dos atores de “Jurassic Park” (1993), Sam Neill interpreta o Dr. Alan Grant, Laura Dern está de volta como Dra. Ellie Sattler e Jeff Goldblum no papel de Dr. Ian Malcolm. 

A direção é de Colin Trevorrow, que também comandou o primeiro filme de “Jurassic World” (2015), o qual alcançou a bilheteria recorde de U$ 1,7 bilhão. O roteiro é de Emily Carmichael (“A Batalha de Big Rock”) e Colin Trevorrow a partir de uma história do diretor junto com Derek Connolly (Jurassic World). 

O longa estreia na Cinépolis no dia 02 de junho e terá sessões de pré-estreia no dia 01 de junho. Os ingressos na pré-venda podem ser adquiridos nas bilheterias, ATMs ou por meio do site.


Jurassic World: Domínio

Sinopse

“Jurassic World: Domínio” acontece quatro anos após a destruição da Isla Nublar. Os dinossauros agora vivem – e caçam – ao lado de humanos em todo o mundo. Esse frágil equilíbrio remodelará o futuro e determinará, de uma vez por todas, se os seres humanos continuarão sendo os principais predadores em um planeta que agora compartilham com as criaturas mais temíveis da história.  

Ficha técnica

Ação | Aventura

Ficção científica

Diretor: Colin Trevorrow.

Elenco: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, BDWong , Sam Neill, Laura Dern e Jeff Goldblum.

Roteiro: Emily Carmichael e Colin Trevorrow.

Produção: Frank Marshall, Patrick Crowley, Steven Spielberg, Alexandra Derbyshire e Colin Trevorrow.

Duração: 147 minutos.  

Distribuidora: Universal Pictures.



Programação Cinépolis São Paulo - 26/05 a 01/06


WWW.CINEPOLIS.COM.BR

ESTREIAS:

TOP GUN: MAVERICK  

LUTA PELA FÉ – A HISTÓRIA DO PADRE STU


Programação SESC DIGITAL - De 25 a 01/06 - #EmCasaComSesc

              


ESPECIAL: DIA DO DESAFIO – Filmes: São Silvestre e Campo de Jogo 

 

Os filmes ficam disponíveis gratuitamente em

sescsp.org.br/cinesesc e sescsp.org.br/cinemaemcasa

Lançada pelo CineSesc em junho de 2020, a série Cinema #EmCasaComSesc já exibiu gratuitamente mais de mil títulos, entre longas e curtas-metragens, nacionais e estrangeiros, recebeu mostras e festivais e já levou 10 milhões de visitas à plataforma Sesc Digital. 

Nesta quinta-feira, 26/05, a plataforma Sesc Digital exibe quatro novos filmes no CinemaEmCasa: “Enter the Void - Viagem Alucinante”, uma obra visualmente audaciosa que explora os enredos dos laços familiares, da consciência espiritual interior e do cliclo da vida; “Degradê”, filme exibido no Festival do Rio e Selecionado para o Festival de Cannes, em 2015; “Sem Rosto”, documentário dirigido pela artista, videomaker e pesquisadora Sonia Guggisberg e “Eletronica:Mentes” documentário exibido no Festival In Edit, e faz uma reflexão sobre o gênero (Música Eletronica), e mostra artistas desde 1960 sobre o tema. 

Um dia antes, na quarta-feira, 25 de maio, acontece a 28ª edição da maior campanha mundial de incentivo à prática regular de atividades físicas e esportivas em todas as fases da vida e para todos os públicos: o Dia do Desafio. O Sesc São Paulo é parceiro dessa iniciativa e realiza atividades em todas suas unidades no estado. O CineSesc participa desta edição, exibindo gratuitamente 2 filmes brasileiros relacionados ao tema, na plataforma Sesc Digital.

Em “São Silvestre”, a diretora Lina Chamie retrata a mais famosa corrida de rua do Brasil, nesse documentário-ficção que constrói de maneira sensorial a experiência de correr uma maratona. Já o documentário “Campo de Jogo”, de Eryk Rocha, apresenta ao público o campeonato anual de favelas, no Rio de Janeiro, que reúne 14 times de diferentes comunidades e acontece num campo popular, perto do emblemático estádio do Maracanã. 

Os títulos ficam disponíveis por 24 horas na série Cinema #EmCasaComSesc. Para assistir acesse sescsp.org.br/cinemaemcasa.


PROGRAMAÇÃO DA SEMANA - CINEMA #EMCASACOMSESC

sescsp.org.br/cinesesc ou sescsp.org.br/cinemaemcasa

 

WARNER BROS. PICTURES DIVULGA NOVO TRAILER DE ELVIS


A Warner Bros. Pictures acaba de divulgar um novo trailer de Elvis, filme dirigido por Baz Luhrmann, com roteiro de Baz Luhrmann, Sam Bromell, Craig Pearce e Jeremy Doner. O longa estreia nos cinemas brasileiros em 14 de julho. 

O tão esperado drama musical protagonizado por Austin Butler (Elvis Presley) e Tom Hanks (Coronel Tom Parker) explora a vida e a música de Elvis Presley. O elenco conta ainda com a premiada atriz de teatro Helen Thomson, que interpreta a mãe de Elvis, Gladys; Richard Roxburgh, como o pai de Elvis, Vernon; e Olivia DeJonge como Priscilla Presley. 

A história investiga a complexa dinâmica entre Elvis Presley e Coronel Tom Parker ao longo de 20 anos, desde a ascensão de Elvis à fama até seu estrelato sem precedentes. 

Elvis estreia nos cinemas brasileiros em 14 de julho. Para mais informações sobre a programação e ingressos, consulte os cinemas da sua cidade.  

Sobre o filme

O visionário cineasta Baz Luhrmann, indicado ao Oscar, dirige o drama Elvis, da Warner Bros. Pictures, estrelado por Austin Butler e Tom Hanks, ator vencedor do Oscar. 

O filme aborda a vida e a música de Elvis Presley (Austin Butler) sob o prisma da sua tumultuada relação com seu empresário enigmático, o coronel Tom Parker (Tom Hanks). A história mergulha na complexa dinâmica entre Presley e Parker, que se estendeu por mais de 20 anos, desde a ascensão de Presley à fama até seu estrelato sem precedentes, tendo como pano de fundo a evolução da paisagem cultural e a perda da inocência na América. No centro dessa jornada está uma das pessoas mais importantes e influentes na vida de Elvis, Priscilla Presley. 

Ao lado de Tom Hanks e Austin Butler, a premiada atriz de teatro Helen Thomson (séries “Top of the Lake” e “Rake”) interpreta a mãe de Elvis, Gladys; Richard Roxburgh (“Moulin Rouge!”, “Uma Razão para Viver”, “Até o Último Homem”) retrata o pai de Elvis, Vernon; e Olivia DeJonge (“A Visita”, “Stray Dolls”) interpreta Priscilla. Com Luke Bracey (“Até o Último Homem”, “Caçadores de Emoção: Além do Limite”) como Jerry Schilling; Natasha Bassett (“Ave, César!”), como Dixie Locke; David Wenham (a trilogia “O Senhor dos Anéis”, “Lion – Uma Jornada para Casa”, “300”), como Hank Snow; Kelvin Harrison Jr. (“Os 7 de Chicago”, “A Batida Perfeita”) no papel de B.B. King; Xavier Samuel (“Amor sem Pecado”, A Saga Crepúsculo: Eclipse”) como Scotty Moore; e Kodi Smit-McPhee (“Ataque dos Cães”) como Jimmie Rodgers Snow. 

O elenco conta ainda com Dacre Montgomery (série “Stranger Things”, “A Galeria dos Corações Partidos”) no papel do diretor de TV, Steve Binder, ao lado dos atores australianos Leon Ford (“Gallipoli”, série “The Pacific”) como Tom Diskin; Kate Mulvany (“O Grande Gatsby”, série “Hunters”) como Marion Keisker; Gareth Davies (“Pedro Coelho”, série “Hunters”) como Bones Howe; Charles Grounds (“Podres de Rico”, “Camp”), como Billy Smith; Josh McConville (“A Ilha da Fantasia”), como Sam Phillips; e Adam Dunn (série “Home and Away”) como Bill Black. 

Para interpretar icônicos artistas da música no filme, Luhrmann contou com a cantora e compositora Yola, como Irmã Rosetta Tharpe; o modelo Alton Mason, como Little Richard; o texano de Austin, Gary Clark Jr., como Arthur Crudup; e a artista Shonka Dukureh, como Willie Mae "Big Mama" Thornton. 

Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”, “Moulin Rouge!”) dirige e produz o filme, do qual também é roteirista, em parceria com Sam Bromell, Craig Pearce e Jeremy Doner, baseado no argumento de Baz Luhrmann e Jeremy Doner, com produção da vencedora do Oscar, Catherine Martin (“O Grande Gatsby”, “Moulin Rouge!”), Gail Berman, Patrick McCormick e Schuyler Weiss. Courtenay Valenti e Kevin McCormick assinam a produção executiva. 

Na equipe de produção criativa de Elvis estão a diretora de fotografia Mandy Walker (“Mulan”, “Austrália”); a designer de produção, vencedora do Oscar, e figurinista Catherine Martin (“O Grande Gatsby”, “Moulin Rouge!”); a designer de produção Karen Murphy (“Nasce uma Estrela”); os editores Matt Villa (“O Grande Gatsby”, “Austrália”) e Jonathan Redmond (“O Grande Gatsby”); o supervisor de efeitos visuais, indicado ao Oscar, Thomas Wood ("Mad Max: Estrada da Fúria”); o supervisor musical Anton Monsted (“Austrália”, “Moulin Rouge!”); e o compositor Elliott Wheeler (série “The Get Down”). 

As filmagens de Elvis foram realizadas em Queensland, Austrália, com apoio do Governo de Queensland, da Screen Queensland e do programa de deslocamento de produtores do governo australiano.  

A Warner Bros. Pictures apresenta, em parceria com Bazmark Production, Jackal Group Production, Baz Luhrmann Film, Elvis, previsto para estrear no dia 14 de julho nos cinemas, com distribuição mundial da Warner Bros. Pictures.  

Lançamento Streaming - Histórias e Rimas, de Rodrigo Giannetto.

 


Desde o dia 19 de maio, o documentário “Histórias e Rimas”, de Rodrigo Giannetto, está disponível par o público nacional e estrangeiro com lançamento nas plataformas nacionais iTune, Google Play, Vivo, Now e Microsoft, e nas internacionais Total Play, iTunes Latam, Google Latam e Microsoft México . Filme mais visto no festival internacional de documentários musicais IN-EDIT do ano passado, o longa traz depoimentos de renomados nomes da cena, como Racionais MC's, Emicida, Negra Li, Projota, Thaíde, Karol Conká, Projota The Pharcyde, Dexter, Tássia Reis, Black Alien, GOG, entre outros. Na mesma data, acontecerá sua première, no CINEMA BELAS ARTES - São Paulo, em evento fechado com artistas e convidados.

 

Exibido em diversos festivais nacionais e internacionais, como o Sacramento Underground Film & Art Festival, o documentário foi premiado no Screen ATX 2021 (Honorable Mention) e Vancouver Independent Film Festival,

 

O documentário faz um mergulho na intimidade desses artistas que transformam rimas autobiográficas em música. Em busca da reflexão sobre os cenários onde cresceram e se tornaram poetas urbanos, o filme mergulha nas realidades que levaram os rappers a ocupar os espaços hoje ocupados por eles.

 

Com cenas de São Paulo ao Rio de Janeiro, Los Angeles à Nova York, o diretor mergulha no universo desses artistas que refletem desde o início de suas trajetórias em como essa busca incessante por espaço, em cenários tão desiguais e estigmatizado, os fizeram ter ainda mais resiliência e vontade de aparecer para o mundo. No geral com rimas autobiográficas, esses jovens retratados colecionam fãs e quebraram barreiras sociais ao conquistar desde as periferias onde cresceram aos palcos de grandes festivais.

 

"Rodrigo Giannetto consegue em seu filme resgatar esse pensamento combativo e de amor pelo povo da periferia que o rap sempre teve. Mostra que sabemos que vivemos em situações precárias, entendemos que a culpa é de um sistema, mas que há orgulho no povo e pelo povo que lá mora, existe e resiste”, diz o site Dialéticas da imagem.

 

Já o site Vitamina Nerd aponta que o filme “traz a sensação de um “rolê”, você tem a impressão que está ali, junto com [os artistas], trocando uma ideia com os caras.”

 

O filme estreou no circuito de festivais sendo prestigiado e celebrado no Festival de Vancouver, menção honrosa no SFX - San Francisco Film Festival, e o filme mais visto no Festival Internacional de documentários IN EDIT 2021.

 

Tags: 

diretor @RodrigoGiannetto

Instagram oficial @HistoriaseRimas

Hashtag #HistoriaseRimasOfilme

 

 

 

Artistas participantes:

 

André Ramiro, Black Alien (Gustavo), BIG, B Negão, DBS Gordão Chefe, Cappadonna, Dexter, DJ Hum, Dj KL Jay, Don Pachino, Edgard, Edi Rock, Eli Efi, Elly DMN, Emicida, Fernandinho Beat Box, Flora Matos, Gaspar Zafrica, GOG, Helião RZO, Ice Blue, Jr RDG, Kamau, Karol Conka, Kauan MC, Lino Krizz, Lounge LO, Mano Brown, Marcelo D2, Marechal MC, Markão DMN, Max B.O, NDEE Naldinho, Negra Li, Pac Div, The Pharcyde, Power Tongue, Pregador LUO, Preta Rara, Projota, Rafael LDC, Rappin Hood, Johny MC, Rincon Sapiência, Rubia RPW, Sabota Jr , Sandrão RZO, Shame, Sick Jacken, Sophia MC, Sombra MC, SP Funk, Speed, Tassia Reis, Thaíde, W.O RPW, Ylsão Negredo

 

Serviço

Lançamento 19 de Maio de 2022, nas plataformas nacionais iTune, Google Play, Vivo, Now e Microsoft, e nas internacionais Total Play, iTunes Latam, Google Latam e Microsoft México

 

O diretor

 

Rodrigo Giannetto é diretor de conteúdo audiovisual, criativo e diretor de formatos televisivos e cinematográficos. Contribuiu com networks como TV Globo, HBO, MTV, Sony Music, UFC Network, Discovery Channel, National Geographic, Google, Warner, Globosat,   SescTV, Universal Music e produtoras como Real Filmes, Endemol Shine Br, Floresta Produções, Conspiração Filmes, Academia de Filmes, Elo Company entre tantas outras realizando dezenas de séries, programas de tv, branded content, musicais e filmes.

 

Formatou, dirigiu e co-produziu reality shows, docurealities de sucesso como 200 Graus com o Chef Henrique Fogaça para Discovery Channel H&H. Em 2019 e 2020, dirigiu o primeiro reality show musical do Google/Youtube "O PRÓXIMO NRO 01 VILLA MIX", um formato Endemol, branded content de Brahma e Villa Mix. O programa bateu vários recordes e venceu em Cannes o  "Branded Content of the Year", pela CIAwards 2019.   Também criou e dirigiu uma série 06 de filmes documentários longa metragem para Globosat/UFC, chamado "Espírito da Luta" exibidos para mais de 180 países Inaugurou em 2019 o canal francês de conteúdo afro urbano TRACE no Brasil. Atualmente é o diretor geral de uma série com produção Endemol Shine Br para HBO Max,o The Bridge Brasil,  c om lançamento para 2022.

 

Foram mais de 120 shows/produções musicais em DVD, VOD ou programação de TV e mais 60 videoclipes de artistas renomados como Luan Santana, Snoop Dogg, Paula Fernandes, Jorge e Mateus, CPM22, Zezé di Camargo e Luciano, Natiruts, Projota, Edi Rock, entre outros.

 

Premiações: Venceu em Cannes o  "Branded Content of the Year", pela CIAwards 2019, VMB Video Music Brasil 2006, 2007, Prêmio Multishow 2005, 2007, Grammy Latino Melhor DVD, 04 Prêmios Qualidade Brasil, Branded Content of the year pela CIAwards 2019.

 

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