Dirigido por Rafael Saar e distribuído pela Descoloniza Filmes, filme estreia comercialmente nos cinemas dia 12 de novembro e terá circuito especial de pré-estreias em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Belo Horizonte

O longa-metragem “Peixe Abissal”, dirigido,
roteirizado e produzido por Rafael Saar, mergulha no universo lírico, selvagem
e autobiográfico do escritor, cantor e compositor capixaba Luís Capucho.
Exibido na Mostra Aurora da 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes, o documentário
retrata a trajetória do artista que transformou a convivência com o HIV e as
sequelas físicas em potente matéria de reinvenção artística. O trailer oficial
acaba de ser divulgado e pode ser assistido aqui.
A obra acompanha os caminhos de Capucho desde a sua infância em Cachoeiro de Itapemirim e juventude em Niterói até a consolidação de sua carreira na literatura, pintura e música. O filme resgata momentos decisivos de sua vida, como o diagnóstico de HIV nos anos 1990 e o período de coma em 1996 decorrente de uma neurotoxoplasmose. A partir do processo de recuperação e do reencontro com a própria voz, o artista reconstruiu a sua expressão criativa por meio de canções emblemáticas e obras literárias como "Cinema Orly" (1999) e "Mamãe Me Adora" (2012).
Entre a intimidade do cotidiano e a ficção autobiográfica, a narrativa atravessa temas recorrentes na criação de Capucho, como a relação afetuosa com a mãe, o cotidiano no centro da cidade, o submundo gay e o fascínio por cinemas de rua. A produção traz registros de ensaios e apresentações ao lado de parceiros e nomes marcantes da cultura brasileira, contando com as participações de Ney Matogrosso, Teuda Bara, Pedro Paz, Mery Alentejo e Maurício Lima, Kali C., Marcos Sacramento, entre outros no elenco.
A construção visual do longa é assinada pelo diretor de fotografia Matheus da Rocha Pereira e pela direção de arte de Luciano Caetano, enquanto a montagem foi desenvolvida por Luciano Carneiro e Rafael Saar. Viabilizado com recursos do Edital de Fomento ao Audiovisual de Niterói e do Fomento à Cultura Carioca (Linha LGBT), o projeto teve destaque internacional ao participar em em Turim no Lovers Film Festival, no Brasil no CineMundi e no laboratório de montagem PanLab. Participou também de festivais como Havana e In-Edit Brasil e foi contemplado como os prêmios de Melhor Documentário no Queer Lisboa e Melhor Direção no FIDBA — Festival Internacional de Cine Documental de Buenos Aires.
“Peixe Abissal” estreia comercialmente nos
cinemas dia 12 de novembro, pela Descoloniza Filmes. Antes da data, um circuito
de pré-estreias é previsto em cidades como São Paulo, Niterói, Espírito Santo e
Belo Horizonte. Nesta sexta-feira, dia 30 de outubro, o Cine Iris, no Rio de
Janeiro (Rua da Carioca, nº 49, Centro), será o primeiro local a receber
exibição prévia, em comemoração aos seus 117 anos de atividade, consolidando-se
como o mais antigo cinema em atividade no Brasil e cenário importante na trajetória
de Luís Capucho.
SINOPSE
Seres luminosos, divinos e mundanos, líricos e selvagens, masculinos e
femininos. Homens, mães e santas emergem em um mergulho profundo no universo
poético do escritor e compositor Luís Capucho. Nos anos 90, Capucho
descobriu-se vivendo com HIV e com sequelas físicas que se tornaram fonte de
sua reinvenção artística. Entre literatura, música e pintura, sua obra, lírica
e selvagem, atravessa os personagens de sua autobiografia ficcional do submundo
gay e dos cinemas pornôs do Rio de Janeiro.
FICHA TÉCNICA
Título Original: Peixe Abissal
Título em Inglês: Abyssal Fish
Gênero: Híbrido | Documentário e Ficção
Ano de Produção: 2023
Duração: 110 min
Roteiro e Direção: Rafael Saar
Diretor Assistente: Luiz Giban
Assistente de Direção: Luciano Carneiro
Produção: Eduardo Cantarino e Rafael Saar
Produção Executiva: Eduardo Cantarino e Fabrício
Basílio
Direção de Produção: Eduardo Cantarino e
Fabrício Basílio
Direção de Fotografia: Matheus da Rocha Pereira
Fotografia Adicional: Guilherme Tostes
Direção de Arte: Luciano Caetano
Montagem: Luciano Carneiro e Rafael Saar
Som Direto: Guilherme Farkas
Desenho de Som: Thiago Sobral
Produção: Dilúvio Produções
Produção Associada: Sanã Produções e Sem Rumo
Projetos Audiovisuais
Formato de Captação: Digital Full HD / Super 8mm
/ 2K / 4K
Formato da Cópia Final: Digital 2K / DCP
Especificação de Áudio: 5.1 / 2.0
Distribuição: Descoloniza Filmes
Com as participações de: Luís Capucho, Maurício
Lima, Mery Ellen Alentejo, Pedro Paz, Teuda Bara, Alitta De León, Daniel
Gonçalves, Kali C., Marcos Sacramento, Ney Matogrosso e Zana Conti
FESTIVAIS
Mostra de Cinema de Tiradentes, 2023, Brasil
Festival In-Edit Brasil, 2023, Brasil
Festival Rio LGBTQIA+, 2023, Brasil
Queer Lisboa, 2023, Portugal
Festival Internacional de Cine Documental de
Buenos Aires, 2023, Argentina
Festival Internacional del Nuevo Cine
Latinoamericano, 2023, Cuba
Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade,
2023, Brasil
Pirenópolis.doc, 2024, Brasil
Panorama Coisa de Cinema, 2024, Brasil
Festival Internacional de Cine de Gibara, 2024,
Cuba
DIGO – Festival da Diversidade Sexual, 2024,
Brasil
PRÊMIOS
Menção Especial do Júri — In-Edit Brasil 2023
Melhor Documentário — Queer Lisboa, 2023
Melhor Direção — Festival Internacional de Cine
Documental de Buenos Aires, 2023
Melhor Longa-metragem — DIGO — Festival da
Diversidade Sexual, 2024
LUÍS CAPUCHO
Luís
Capucho nasceu em Cachoeiro de Itapemirim (ES), em 1962, e vive desde os 13
anos em Niterói (RJ), cidade onde se graduou em Letras pela Universidade
Federal Fluminense (UFF) e atuou como professor da rede pública. Escritor,
cantor e compositor, construiu uma obra marcada pela profundidade lírica e pela
reinvenção artística.
Estreou na literatura com o romance "Cinema
Orly" (1999), obra laureada com o Prêmio Arco-Íris dos Direitos Humanos
(2005) e traduzida para o espanhol em 2022. É autor de títulos como
"Rato" (2007), "Mamãe Me Adora" (2012), "Diário da
Piscina" (2017) e "Cartas Para o Edil" (2023). Em 2017, sua
trajetória literária foi reconhecida pela Câmara Municipal de Niterói com a
Medalha José Cândido de Carvalho.
Na música, destacou-se no início dos anos 1990
com composições gravadas por artistas como Cássia Eller, Pedro Luís e Arícia
Mess, em parcerias com nomes como Mathilda Kóvak e Suely Mesquita. Entre suas
canções mais emblemáticas estão "Maluca", "Máquina de
Escrever", "O Amor É Sacanagem" e "Eu Quero Ser Sua
Mãe". Como intérprete, lançou o álbum de estreia "Lua Singela"
(2003), seguido pelos discos "Cinema Íris" (2012), "Antigo"
(2012), "Poema Maldito" (2014), "Crocodilo" (2019) e
"La Vida Es Libre" (2023).
A sua vida e criação poética foram tema do
documentário "Peixe Abissal" (2023), dirigido por Rafael Saar e
exibido na Mostra Aurora da 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes.
RAFAEL SAAR | Diretor, Roteirista, Produtor e
Montador
Mestre
pelo Programa de Pós-Graduação em Cinema e Audiovisual da Universidade Federal
Fluminense (UFF), especialista em Gestão Cultural pela Universidade Cândido
Mendes e graduado em Cinema e Vídeo pela UFF.
Dirigiu curtas-metragens, entre eles
"Depois de Tudo", com Ney Matogrosso e Nildo Parente, vencedor de
mais de 10 prêmios (como o de Melhor Ator para Nildo Parente no Festival de
Brasília e o de Melhor Filme Estrangeiro nas Jornadas Argentinas de Cine y
Video Independiente). Seu curta "Homem-Ave" foi exibido em diversos
festivais e integra a mostra itinerante “El Roce de Los Cuerpos”, organizada
pelo Museo Reina Sofía.
Foi assistente de direção e pesquisador do filme
"Olho Nu", de Joel Pizzini, sobre o cantor Ney Matogrosso, pelo qual
recebeu o prêmio Marco Antônio Guimarães no Festival de Brasília de 2012,
graças ao seu trabalho de pesquisa. É co-montador do curta-metragem "Mar
de Fogo" (2015, dir. Joel Pizzini), que integrou a competição oficial do
Festival de Berlim, e de "Barretão" (2019, dir. Marcelo Santiago).
Seu primeiro longa-metragem,
"Yorimatã", estreou nos cinemas em 2016 e foi premiado em diversos
festivais, destacando-se os prêmios de Melhor Filme pelo júri e pelo voto
popular no In-Edit 2015.
Em 2023, estreou "Peixe Abissal",
sobre o artista Luís Capucho, na Mostra Aurora, dentro da Mostra de Cinema de
Tiradentes. O filme foi contemplado com os prêmios de Melhor Documentário no
Queer Lisboa e Melhor Direção no FIDBA (Festival Internacional de Cine
Documental de Buenos Aires), com lançamento comercial em 2026 pela Descoloniza
Filmes.
A convite do Instituto Moreira Salles, dirigiu o
curta-metragem "Caso do Vestido", a partir do poema homônimo de
Carlos Drummond de Andrade. Participou da equipe do longa-metragem "Homem
com H", realizando a pesquisa para o roteiro de Esmir Filho. "Sem
Vergonha", com a cantora Maria Alcina, estreou no Brasil na Mostra
Internacional de Cinema de São Paulo, em 2024, e foi exibido e premiado em
diversos festivais. Em 2026, estreou "Apocalipse Segundo Baby" após
18 anos de realização. O documentário aborda a trajetória da cantora Baby do
Brasil e teve sua primeira exibição no Brasil no Festival É Tudo Verdade, sendo
contemplado com os prêmios de Montagem, Pesquisa e Menção Honrosa do Júri na
Competição Brasileira de Longas ou Médias-Metragens.

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