Dirigido por Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, “Não Existe Almoço Grátis” está em cartaz no Sesc Digital

Com distribuição da Descoloniza Filmes, documentário sobre Cozinha Solidária do MTST segue em exibição online gratuita até 13 de dezembro 

Já está disponível para acesso gratuito na plataforma Sesc Digital o documentário "Não Existe Almoço Grátis", dirigido por Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel. A iniciativa convida o público a refletir sobre o acesso à alimentação digna e a apoiar ações comunitárias pelo país. Os espectadores já podem assistir ao documentário de forma 100% gratuita, de qualquer região do Brasil, diretamente pelo catálogo do Sesc Digital. Assista aqui — é necessário cadastro na plataforma.

“Não Existe Almoço Grátis” reflete sobre os profundos danos que durante a gestão da pandemia de Covid-19 foram acompanhados por outro vírus terrível: a fome. A falta de políticas públicas para enfrentar essa situação levou o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) a organizar dezenas de Cozinhas Solidárias, distribuindo almoços grátis por todo o país. 

Em Brasília, três mulheres negras, Bizza, Jurailde e Socorro, lideram uma dessas Cozinhas Solidárias, localizada na maior favela do país, Sol Nascente, a apenas 30 km do centro da capital. No contexto da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, elas estão encarregadas de cozinhar para as centenas de militantes do movimento que chegarão a Brasília para assistir à cerimônia no dia 1º de janeiro.

As três protagonistas possuem arcos narrativos singulares, apresentados de modo não linear ao longo do filme. Bizza sonha em construir sua casa e abrir seu próprio negócio no lote que conquistou através da luta no MTST. Jurailde, evangélica, vincula sua conexão com a terra à sua ancestralidade indígena e seu passado de trabalho infantil. Socorro, por sua vez, descobre o orgulho de si ao formar sua própria família depois de ter sido abandonada pelo pai na infância.

"Costurando relatos íntimos ao registro vivo e em movimento da força da organização coletiva, o filme é um manifesto contra as máximas neoliberais da meritocracia, do individualismo e do lucro. Sua linguagem visual e sonora marca o contraste da desigualdade social no Distrito Federal, fazendo de Brasília uma personagem símbolo de injustiças a serem superadas. É nesta cidade partida que Socorro, Jurailde e Bizza se conhecem e se tornam coordenadoras de uma das Cozinhas Solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, distribuindo almoços grátis diariamente", refletem os diretores Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel.

Em meio a ameaças de golpe e crescente violência política, "Não Existe Almoço Grátis" acompanha esta saga de preparação logística e culinária massiva no contexto da posse presidencial mais paradigmática desde a redemocratização. Ao mesmo tempo, o filme traz entrevistas profundas com Bizza, Jurailde e Socorro, cujas vidas têm sido cheias de dificuldades, mas de muita resistência.

A recepção do filme pela crítica especializada destaca justamente a capacidade da obra de contrapor a frieza econômica à força da solidariedade humana. Para Luiz Fernando Zanin Oricchio, do Estadão, o documentário aponta sua câmera para o oposto da visão mercantil da sociedade: "São histórias de vida muito bonitas que nos ajudam a pôr os pés no chão e nos descentram das inquietações da classe média. O bonito é que o próprio cinema nos fornece essa consciência". O crítico Pablo Villaça elegeu como seu preferido na 13ª edição do Olhar de Cinema: “é um filme encantador que fala da importância da luta e de um movimento da educação política das pessoas”, declarou.

Por sua vez, Vincent Sesering, para o Cine Set, aponta como o documentário articula o cotidiano com o contexto histórico do país ao capturar "este momento emblemático da posse do terceiro mandato do governo Lula. Ao mesmo tempo em que apresenta o funcionamento e a importância da organização, a direção enquadra a favela do Sol Nascente aproximando as torres do Congresso Nacional. Um achatamento da imagem para juntar povo e política, trazendo como base de toda a luta a força das trabalhadoras".

O filme traz reflexões sobre a importância da organização coletiva e como laços de afeto e comunidade são essenciais para combater estruturas injustas e desafiar máximas de mérito e lucro individual. Na luta diária por moradia e contra a fome, Bizza, Jurailde e Socorro já antecipam muito do que sonham e provam que o futuro se cozinha hoje e a muitas mãos.

"Há um pacto profundo entre filme e movimento social, do qual emerge a possibilidade de um mergulho na realidade do maior movimento urbano da América Latina e nos laços de afeto e comunidade fundamentais para combater as estruturas injustas de nossa sociedade. Em ano eleitoral, o filme é um lembrete de que a luta deve ser diária", conclui Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel.

Antes de sua chegada às salas de cinema, "Não Existe Almoço Grátis" construiu uma sólida e premiada trajetória pelos principais festivais do país. Sua caminhada começou no 27º ForumdocBH, integrando a Mostra Contemporânea Brasileira. Em seguida, na 56ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o documentário conquistou o público e a crítica na Mostra Brasília, onde foi consagrado com o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular e recebeu a Menção Honrosa do Júri Oficial.

O apelo e o reconhecimento do público voltaram a se consagrar na 13ª Mostra Ecofalante de Cinema, onde o longa venceu novamente o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular. A obra seguiu em exibição pela Mostra Foco do 13º Olhar de Cinema e integrou a Competitiva Nacional do 31º Festival de Cinema de Vitória, no qual recebeu mais uma Menção Honrosa do Júri Oficial. Já no 21ª Mostra do Filme Livre, recebeu o Prêmio Destaque.

 

SINOPSE

Em Sol Nascente, maior favela do Brasil, Socorro, Jurailde e Bizza lideram uma das Cozinhas Solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), distribuindo almoços de graça diariamente. Para a posse do presidente Lula, estão encarregadas de cozinhar para centenas de pessoas que chegarão a Brasília para assistir à cerimônia no dia 1 de janeiro. Em meio a ameaças de golpe, o documentário acompanha o evento e a organização coletiva, revelando que o futuro se cozinha hoje e a muitas mãos.

 

FICHA TÉCNICA

Com Bizza dos Santos, Jurailde Alves Ferreira e Socorro Rodrigues
Direção: Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel

Distribuição: Descoloniza Filmes

Produção Executiva: Marcos Nepomuceno, Pedro Charbel e Evelyne Lessa 

Direção de Fotografia: André Hawk

Colaboração: Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)

Montagem: Isabelle Araújo e Daniel Garcia 

Roteiro de Montagem: Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel

Colorização: Saulo Silva e Claudia Daher

Música Original: Daniel Simitan

Supervisão de Som e Mixagem: Felipy Andrade (A3pS) 

Edição de Ambiências: Rodrigo Andrade

Som e Microfonação: André Ribeiro

Assistente de Edição de Ambiências: Christian S. de Macedo

Design Gráfico: Thiago Rocha Ribeiro

Efeitos Visuais: Brenda Ximenes

Masterização: Gabriel Stefano


FESTIVAIS E PRÊMIOS
27º ForumdocBH — Mostra Contemporânea Brasileira (novembro, 2023); 

56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro — Mostra Brasília (dezembro, 2023); 

— Melhor Filme pelo Júri Popular 

— Menção Honrosa do Júri Oficial 

13ª Mostra Ecofalante (maio a novembro, 2024); 

— Melhor Filme pelo Júri Popular

13ª Olhar de Cinema — Mostra Foco (junho, 2024) 

31º Festival de Cinema de Vitória — Competitiva Nacional (julho, 2024)

— Menção Honrosa do Júri Oficial 

26º Festival Kinoarte de Cinema (outubro, 2024)

04º Citronela Doc — Festival de Documentários de Ilhabela (novembro, 2024)

10º Festival Internacional de Cinema Socioambiental Planeta.doc (dezembro, 2025)

21ª Mostra do Filme Livre (janeiro, 2025)

— Prêmio Destaque Mostra do Filme Livre

 


MARCOS NEPOMUCENO | Diretor

Marcos Nepomuceno é diretor, produtor e jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Seu trabalho investiga a realidade brasileira através do cinema documental, explorando temas como território, memória, identidade, cultura popular, pertencimento comunitário e transformação social. Atuou como primeiro-assistente de direção em produções da TV Globo e do Globoplay, integrando as equipes das novelas "Babilônia" (2015), "Rock Story" (2017) e "Segundo Sol" (2018), além das séries "Desalma" (2020 e 2022) e "Encantados" (2023). Em 2022, fundou a produtora independente Filmes da Terra, dedicada ao desenvolvimento de projetos documentais e narrativas autorais voltadas à diversidade cultural brasileira. Seu primeiro longa-metragem, "Não Existe Almoço Grátis" (2023), codirigido com Pedro Charbel, acompanha lideranças femininas do MTST durante a posse presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva. Atualmente, finaliza o longa documental "Um Dedo Acima do Chão", filmado no Cariri cearense durante as eleições presidenciais de 2022, e dirigiu o especial documental "Dominguinho" (TV Globo - 2026), acompanhando a turnê europeia de João Gomes, Mestrinho e Jota.pê. Também dirigiu três temporadas da série "Tributo" (TV Globo - 2024, 2025 e 2026), dedicada a grandes nomes da cultura brasileira. 

 

PEDRO CHARBEL | Diretor

Pedro Charbel possui mestrado em Sociologia e graduação em Relações Internacionais pela Universidade de São Paulo (USP). Com ampla atuação em lutas por direitos humanos e justiça no Brasil e no mundo, "Não Existe Almoço Grátis" (2023) é seu primeiro filme, codirigido com Marcos Nepomuceno. Militante do MTST, coordena o projeto Cinema Sem-Teto, que busca democratizar o acesso ao cinema brasileiro nas periferias. Como produtor, roteirista e diretor, está desenvolvendo o documentário "Rota de Mudança" (prêmio de melhor pitching no FomentaCine 2025 do Cine Brasília) e o curta de ficção "No Mar Também Criamos Raízes", em codireção com Gizele Martins. Em 2023, fundou a produtora Urupê Filmes e, como curador, organizou a Mostra Saúva de Cinema - Transição, Território e Clima, realizada em Belém em 2025. Atualmente, coordena a Aliança Chega de Soja, uma coalizão de movimentos e organizações que tenta frear o avanço da monocultura sobre a Amazônia e o Cerrado. É também militante do PSOL e editor-chefe da Jatobá, a revista socioambiental da Fundação Lauro Campos e Marielle Franco. Anteriormente, atuou como assessor parlamentar na Câmara dos Deputados e como coordenador latino-americano do Comitê Nacional Palestino de BDS.


EVELYNE LESSA | Produtora Executiva
Evelyne Lessa é formada em Direito e atua há mais de 21 anos na área tributária, conciliando sua experiência jurídica com sua atuação na produção cultural e cinematográfica. Idealizou e realizou "Você é o que Lê" (2016-2019), projeto que percorreu mais de 50 cidades no Brasil, além de outros países de língua portuguesa. No teatro, produziu a peça "A Cerimônia do Adeus" (2023), com texto de Mauro Rasi. No audiovisual, é sócia da Pina Filmes, produtora sediada em Salvador (BA). Esteve à frente do curta-metragem "Brecha" (2024) e do documentário de longa-metragem "Não Existe Almoço Grátis", dirigido por Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel. Atualmente, produz os longas "Um Dedo Acima do Chão" (2023), documentário dirigido por Joana Antonaccio e Marcos Nepomuceno, e "Ritta Faromi - A Flecha Sobre as Águas" (2025), documentário híbrido dirigido por Joana Antonaccio.


DESCOLONIZA FILMES | Distribuição
A Descoloniza Filmes é uma distribuidora e produtora audiovisual independente sediada em São Paulo, fundada em 2017 por Ibirá Machado. Desde 2018, atua no lançamento e na circulação de filmes autorais brasileiros e do Sul Global, com foco em obras de relevância social, política e cultural. Seu catálogo reúne longas exibidos e premiados em importantes festivais nacionais e internacionais, como Cannes, Berlim, Roterdã, É Tudo Verdade e Festival de Brasília, além de circulação comercial em salas de cinema, plataformas digitais e televisão. Entre os títulos lançados estão "Carta Para Além dos Muros", de André Canto (Top 10 Netflix Brasil); "Aleluia, o Canto Infinito do Tincoã", de Tenille Barbosa; "Para Onde Voam as Feiticeiras", de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral; "Dorival Caymmi – Um Homem de Afetos", de Daniela Broitman; "Máquina do Desejo", de Lucas Weglinski e Joaquim Castro; "Luz nos Trópicos", de Paula Gaitán; "Incompatível com a Vida", de Eliza Capai; "Thiago & Ísis – Os Biomas do Brasil", de João Amorim; "Neirud", de Fernanda Faya; e "Rejeito", de Pedro de Filippis.

Para 2026, a Descoloniza tem em seu catálogo e calendário de lançamentos as obras "Cheiro de Diesel", de Gizele Martins e Natasha Neri; "Mais Um Dia, Zona Norte", de Allan Ribeiro; "Nós Somos o Amanhã", de Lufe Steffen; "Diamantes", de Daniela Thomas, Sandra Corveloni e Beto Amaral; "Peréio, Eu Te Odeio", de Tasso Dourado e Allan Sieber; e "Clarice Vê Estrelas", de Letícia Pires. A empresa também atua em coproduções e projetos de impacto, articulando distribuição, formação de público e estratégias de circulação em diferentes territórios. 

Programação Cinesystem - 22 a 28 de outubro

ESTREIAS 

Cara-de-Barro [Clayface] (Warner) 1h49 (18*)

A Caixa do Demônio [Lockbox] (Diamond) 1h45 (18)

Zona Zero [Colony] (Paris Filmes) 2h02 (16)

Daniel e A Fornalha Ardente [Daniel And The Fiery Furnace] (Heaven Content) 1h48 (*) 

A Princesa e O Plebeu [Pysna Princezna] (A2 Filmes) 1h24 (L) 

Willow e a Floresta Encantada [Ein Mädchen namens Willow] (Clube Filmes) 1h40 (6) 

O Outro Lado das Redes [Social Reckoning] (Sony) 1h52 (*) 

I Want Your Sex (O2 Play) 1h30 (16*) 

Overman: O Filme (Elo Studios) 1h22 (*) 

Meu Verão Na Sicília [Gioia Mia] (Pandora) 1h30 (*)

Relançamento: Godzilla Minus One (Sato Company) 2h05 (12) 24 e 25/10

Relançamento: Purgatório - Segredos Revelados [Czysciec] (Kolbe Arte) 1h31 (14) 26 e 27/10 

Show: BTS World Tour 'Arirang' in Buenos Aires: Live Viewing (Trafalgar) 3h15 (12) 24 e 25/10

Show: Ozzy And Black Sabbath: Back To The Beginning (Trafalgar) 2h27 (*) 28/10 


CIRCUITO BELAS ARTES

Meu Verão Na Sicília [Gioia Mia] (Pandora) 1h30 (*) BSB

I Want Your Sex (O2 Play) 1h30 (16*) MCZ


Sobre a Cinesystem

Jovem, ousada e inovadora, a Rede Cinesystem Cinemas é a quinta maior exibidora do país. Com 28 multiplex e 190 salas, em 11 estados brasileiros, vem liderando movimentos estratégicos no mercado, como a inauguração do primeiro cinema 100% digital no país e as primeiras salas com sistema de som Dolby Atmos. Trouxe também ao Brasil o conceito de autosserviço e o primeiro multiplex com 100% de projeção a laser. Cine Atelier, Cine Azul, CinePets e o programa de fidelidade ‘Clube da Pipoca’ são projetos que levam sua assinatura, geram benefícios e experiências ‘além do filme’. Em 2024, chegou ao Distrito Federal e consolidou sua presença em São Paulo e Rio de Janeiro, ampliando ainda mais seu compromisso com a democratização da cultura e do cinema nacional.

Mais informações: https://www.cinesystem.com.br

‘Invencíveis’ mostra o legado da escola Tia Ciata e revela projeto pedagógico que transformou vida de crianças de rua no Rio

Filme mostra reencontro entre ex-alunos e educadores (Crédito: Divulgação/Curta!)

No palco do maior espetáculo da Terra, um projeto pedagógico transformou a vida de centenas de alunos e educadores, que diariamente frequentaram a Escola Tia Ciata. A história da unidade pública de ensino que funcionava nas estruturas do Sambódromo, no Rio de Janeiro, é resgatada no documentário inédito “Invencíveis”, que estreia com exclusividade no Curta!. 

Com direção de Vitor Leite e Clarice Saliby, a produção é da RioFilme, Synapse e TvZero, viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). O documentário é baseado no livro "A magia dos invencíveis", de Lígia Costa Leite, e integrou a seleção do Festival do Rio em 25. O filme apresenta imagens de arquivo, entrevistas recuperadas e depoimentos inéditos de estudantes e professores. 

“São meninos de rua analfabetos, que estão repetindo a primeira série até seis vezes e que não conseguem alfabetizar. Denominamos eles de invencíveis porque eles não conseguiram ser dominados pelo sistema, que não conseguiu torná-los em apenas uma fonte de riqueza”, explica Lígia, uma das fundadoras do projeto e coordenadora da escola, em entrevista de arquivo. 

Idealizada por Darcy Ribeiro e Leonel Brizola na esteira da redemocratização, a escola, que tinha o nome da ícone do samba e da cultura negra carioca, funcionou por apenas cinco anos. Contudo, como mostra o filme, se tornou referência por romper com modelos tradicionais ao utilizar novas ferramentas pedagógicas e mecanismos de ensino e avaliação, e oferecer atividades profissionalizantes. 

“Nosso método era olhar para esses alunos e ver que eram pessoas com histórias, com uma série de demandas e que aprenderam muita coisa na rua. Eles mostraram que nossos paradigmas estavam errados, sabiam se organizar e tinham potencialidades, mas não oportunidades”, conta a coordenadora Martha Abreu.

O filme acompanha o esforço das educadoras para fazer o projeto funcionar, recorda os desafios e preconceitos, os problemas disciplinares e a escassez de materiais, e revela o impacto do ensino humano e acolhedor para as crianças que foram renegadas em outras unidades públicas de educação. O reencontro entre personagens que protagonizaram a iniciativa mostra o sucesso da Tia Ciata. 

“Fiquei anos envolvido com o tráfico. Então quando chegamos na Tia Ciata a visão começou a mudar devido à essas professoras, que mostraram que o mundo não era só esse que a gente via. Ele era mais amplo, que tinha algo lá fora especial ", exalta o ex-aluno Maurício de Oliveira Santos. 

“Invencíveis” é uma produção da RioFilme, Synapse e TvZero viabilizada pelo Curta! através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Pode ser visto no CurtaOn – Clube de Documentários, disponível no Prime Video Channels, da Amazon, na Claro tv+ e no site oficial (CurtaOn.com.br) a partir de novembro. A estreia no Curta! é no dia temático Sextas de História & Sociedade, 23 de outubro, às 22h.

 

Terças das Artes – 20/10

22h – “Andy Warhol: Uma Vida na Arte” (Documentário)

Andy Warhol encontrou o sublime no cotidiano e elevou a cultura popular ao status de arte, tornando-se como um dos maiores ícones da história da arte mundial. Cercado pela elite nova-iorquina, sua obra criticava e celebrava a sociedade americana. Warhol não se limitou a registrar a modernidade, ele a transformou, rompendo barreiras sobre quem pode criar e quem deve consumir arte. Direção: Finlay Bald Duração: 46 min Classificação: A 12 anos Horários alternativos: quarta-feira, dia 21, às 02h e às 16h; quinta-feira, dia 22, às 10h; sábado, dia 24, às 15h; domingo, dia 25, às 21h
 

Quartas de Cena e Cinema - 21/10

20h - “Homo Brasilis” (Série) Episódio: Deborah Colker - EXCLUSIVO

Este episódio de Homo Brasilis convida a coreógrafa Deborah Colker, além de amigos e parceiros de trabalho, a revisitar sua trajetória artística. Juntos, eles ajudam o público a entender como o processo criativo único de Deborah contribuiu para popularizar a dança contemporânea no Brasil e a levar essa linguagem a novos públicos. Direção: Bianca Lenti, Guilherme Fernandez Duração: 26 min Classificação: A 10 anos Horários alternativos: quinta-feira, dia 22, às 00h e às 14h; sexta-feira, dia 23, às 08h; sábado, dia 24, às 12h; domingo, dia 25, às 18h
 

Quinta do Pensamento – 22/10

22h – “Ziraldo – Era Uma Vez Um Menino” (Documentário)

O filme retraça a trajetória e a obra de Ziraldo, por meio de depoimentos e entrevistas concedidos por ele ao longo de mais de quarenta anos, e de sua vasta produção artística. Uma história onde vida e arte estão entrelaçadas, contada por sua própria voz e emoção. No documentário ele faz reflexões sobre seu processo de criação, seus personagens, família, política e seu país. Direção: Fabrizia Pinto. Duração: 100 min Classificação: A Livre Horários alternativos: sexta-feira, dia 13, às 02h e às 16h; sábado, dia 24, às 20h; domingo, dia 25, às 14h; segunda-feira, dia 26, às 10h
 

Sextas de História & Sociedade - 23/10

22h – “Invencíveis” (Documentário) - INÉDITO E EXCLUSIVO

A história da Escola Municipal Tia Ciata, que nos anos 80, no Rio de Janeiro, transformou o destino de crianças e jovens marginalizados com seus métodos inovadores. Após cinco anos, essa experiência foi abruptamente encerrada. Perdeu-se a oportunidade de reescrever o futuro da sociedade que os rejeita. Quem ganha com o fim dessa revolução silenciosa? Direção: Clarice Saliby e Vitor Leite Duração: 95min Classificação: A 10 anos Horários Alternativos: sábado, dia 21, às 02h e às 16h; domingo, dia 25, às 22h; segunda-feira, dia 26, às 16h; terça-feira, dia 27, às 10h
 

Sábado - 24/10

23h - “O Reino de Walt Disney" (Série) Ep. Reinventando o Entretenimento

O episódio examina os riscos criativos e as inovações tecnológicas de Walt Disney nas décadas de 1940 e 1950, o que inclui até documentários sobre natureza. Acima de tudo, detalha o surgimento da ideia que daria vida ao mais ousado de seus projetos: a Disneylândia. Direção: Sarah Colt Duração: 60 min Classificação: A 10 anos 


Domingo - 25/10

18h35 - “Caixa Postal” (Série) Ep.: Mangue Bangue - Neville d’Almeida e Hélio Oiticica

1970, auge da ditadura militar no Brasil. Artistas expulsos de um país que também vivia uma ebulição criativa. Para Hélio Oiticica, marginalidade e violência eram bases fundamentais para o artista latino-americano. É com Neville d’Almeida que surge a proposta de Mangue Bangue, filme dado como perdido até 2006, quando sua única cópia foi descoberta intacta no acervo do MoMA. Direção: Hilton Lacerda e Letícia Simões Duração: 26 min Classificação: A 10 anos 

Inédito no pacote básico da TV, ‘Jogos Mortais X’ estreia na Sessão Megapix

Terror vai ao ar no canal no domingo (dia 25), às 21h


‘Jogos Mortais X’

Inédito no pacote básico da TV, o terror ‘Jogos Mortais X’ estreia na Sessão Megapix de domingo (dia 25), às 21h. Na trama, John Kramer (Tobin Bell), o famoso Jigsaw, em uma fase vulnerável, doente e em busca de uma cura para o seu câncer, embarca em uma viagem para o México com o intuito de fazer um tratamento experimental que promete resultados milagrosos. Ao descobrir que foi vítima de um golpe, ele retoma seu instinto assassino e arma um novo jogo mortal para punir aqueles que se aproveitaram da sua esperança. Com armadilhas e tensão constantes, o longa marca o retorno às origens da franquia, explorando a mente complexa de Jigsaw e o limite entre justiça e vingança. 

Sessão Megapix
Domingo, dia 25, às 21h.

Jogos Mortais X (2023)
Domingo, dia 25, às 21h.
Sinopse:
John Kramer viaja ao México em busca de cura, mas descobre um golpe e faz justiça com seus próprios jogos mortais. O terror volta às origens.
Diretor: Kevin Greutert
Elenco: Tobin Bell, Shawnee Smith, Synnøve Macody Lund
Terror | 18 anos | EUA | 116’

Conheça o MEGAPIX
Feito de grandes sucessos, o Megapix é o canal de filmes mais assistido da TV. Possui uma linguagem jovem e o maior e mais recente acervo do pacote básico com filmes de todos os gêneros, campeões de bilheteria, produções do cinema mundial, independente e nacional.

São Paulo é cenário de terror vampiresco em "Love Kills"

Exibido no Festival de Cannes, o longa é baseado na obra homônima de Danilo Beyruth e estreia no Canal Brasil na madrugada de sábado, dia 24, à meia-noite

Cenas de “Love Kills”. Fotos: Divulgação 

Vampiros invadem a programação do Cine Desejo desta semana em "Love Kills”, um romance de suspense e terror baseado na obra homônima de Danilo Beyruth e dirigido por Luiza Shelling Tubaldini. O longa conta a história de Helena, uma jovem vampira, e Marcos, um garçom ingênuo de um café no centro de São Paulo, uma cidade que esconde mais segredos do que qualquer pessoa poderia imaginar. Depois de ser exibido ao redor do mundo, o filme estreia no Canal Brasil, na madrugada de sexta para sábado, dia 24, à meia-noite. 

Envolvidos em um romance improvável, Helena precisa controlar sua sede de sangue, enquanto Marcos é arrastado para conflitos que colocam a sua própria mortalidade à prova. Através da relação dos dois protagonistas, o perigoso submundo sobrenatural de intrigas e disputas vampirescas se mistura à realidade de uma cidade em decadência, permeada por sujeira e marginalidade. 

Em 2024, “Love Kills” recebeu o prêmio “La Mayor Cine”, no Festival Ventana Sur, na Argentina. Em 2025, o longa foi exibido no Festival do Rio, ganhando o prêmio de Melhor Som; na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; no Festival de Sitges (Festival Internacional de Cinema Fantástico da Catalunha), na Espanha; além do Pavilion/Blood Window, no Festival de Cannes, na França.  

 

Love Kills (2025) (97’) - Estreia - Cine Desejo 

Horário: Sábado, dia 24/10, à 00h (madrugada de sexta para sábado)

Classificação: 16 anos

Direção: Luiza Shelling Tubaldini

Sinopse: No centro de São Paulo, devastado pelo crack, uma jovem vampira, Helena, assombra um café sujo, cativando um garçom ingênuo. À medida que ele descobre os segredos dela e o submundo da cidade, é atraído para um mundo perigoso de intrigas imortais, desafiando sua mortalidade.

MUBI e Imovision divulgam cena inédita de A Terra do Meu Pai, novo filme de Pawel Pawlikowski

Vencedor do prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes 2026, longa estrelado por Sandra Hüller e Hanns Zischler estreia nos cinemas brasileiros em 29 de outubro

Sandra Hüller e Hanns Zischler

NOS CINEMAS EM 29 DE OUTUBRO

ASSISTA À CENA INÉDITA AQUI

 A MUBI, distribuidora global, plataforma de streaming e produtora de filmes, e a Imovision, distribuidora brasileira referência em cinema independente, divulgam uma cena inédita de A Terra do Meu Pai (Fatherland), novo filme de Paweł Pawlikowski, vencedor do prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes 2026. Estrelado por Sandra Hüller (Zona de Interesse, Anatomia de uma Queda) e Hanns Zischler (Munique, Alemanha Ano 90 Nove Zero, No Decurso do Tempo), o longa chega aos cinemas brasileiros em 29 de outubro. Além de sua estreia mundial na Competição Oficial de Cannes, a produção integrou a programação dos festivais de Telluride, Nova York e Londres (BFI) e foi escolhida pela Polônia para representar o país na disputa por uma indicação ao Oscar® de Melhor Filme Internacional.

Escrito por Pawlikowski e Henk Handloegten, o filme conta ainda com August Diehl (Uma Vida Oculta, Bastardos Inglórios), Devid Striesow (Nada de Novo no Front) e Anna Madeley (Patrick Melrose, Todas as Criaturas Grandes e Pequenas) no elenco.

A Terra do Meu Pai é centrado na relação entre o escritor vencedor do Prêmio Nobel, Thomas Mann (Hanns Zischler), e sua filha Erika (Sandra Hüller), atriz, escritora e piloto de rali. No verão de 1949, em plena Guerra Fria, pai e filha embarcam em uma desafiadora e emocionante viagem de carro em um Buick preto, atravessando uma Alemanha em ruínas, de Frankfurt, sob domínio americano, a Weimar, controlada pelos soviéticos.

De volta ao seu país natal após 16 anos de exílio nos Estados Unidos, Thomas Mann precisa enfrentar não apenas uma pátria dividida, mas também uma profunda ruptura dentro de sua própria família.

Com A Terra do Meu Pai, Pawlikowski dá continuidade ao caminho iniciado com seus premiados Ida e Guerra Fria, explorando, em seu estilo sofisticado e preciso, os temas da identidade, da família, do amor e da culpa em meio à turbulência e à confusão da Europa do pós-guerra.

 

A Terra Do Meu Pai
Nos cinemas em 29 de outubro
Um lançamento MUBI e Imovision
mubi.com 

‘ANA, EN PASSANT’, Animação de Fernanda Salgado, Divulga Teaser e é Selecionado Para a Mostra em São Paulo

Primeiro longa-metragem da diretora é estrelado por Jéssica Pierina, Zezé Motta e Carlos Francisco e terá duas sessões na programação da 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

A Embaúba Filmes divulga o teaser de ANA, EN PASSANT, primeiro longa-metragem de Fernanda Salgado, selecionado para a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que acontece de 15 a 29 de outubro. Protagonizado por Jéssica Pierina, Zezé Motta e Carlos Francisco, o filme combina rotoscopia, animação 2D,  colagem, termosensível e stop-motion em uma narrativa sobre memória, família, ancestralidade e pertencimento. 

A animação vem de uma trajetória recente de reconhecimento nacional e internacional. No 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, conquistou o Prêmio Zózimo Bulbul de Melhor Filme Longa-Metragem, concedido pela Associação dos Profissionais do Audiovisual Negro (APAN) e pelo Centro Afrocarioca de Cinema. Recentemente, o longa também recebeu o prêmio de melhor filme pelo júri popular, escolhido pela audiência, na mostra Vanguard do Festival Internacional de Cinema de Vancouver (VIFF), no Canadá. Após suas exibições na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o filme estreia nos cinemas brasileiros em 5 de novembro.

Em ANA, EN PASSANT, Ana, uma jovem mulher negra franco-brasileira, vive em Paris com sua avó brasileira. Após a morte dela, a protagonista recebe uma caixa com uma carta, objetos, duas chaves e um endereço em Belo Horizonte. Intrigada com as pistas deixadas pela avó, decide viajar ao Brasil para investigar um capítulo desconhecido da história de sua família. Na cidade, conhece Alice, que mora no antigo apartamento de sua avó, e inicia uma jornada de descoberta sobre suas origens e identidade. 

O projeto acompanha Fernanda Salgado há mais de uma década. Em 2012, o roteiro de ANA, EN PASSANT foi selecionado para o Script Station, programa de desenvolvimento do Berlinale Talent Campus. Produzido pelo Apiário Estúdio Criativo, em coprodução com Portugal e França, o filme tem distribuição da Embaúba Filmes.

Confira as sessões de ‘ANA, EN PASSANT’ na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo:

22 de outubro, às 20h30 — Reserva Cultural, Sala 2

24 de outubro, às 17h40 — Cinesystem Belas Artes Frei Caneca, Sala 3 


SINOPSE: 

Depois da morte de sua avó, Ana, uma jovem mulher negra franco-brasileira, se vê à deriva na cidade em que nasceu e sempre viveu, isolando-se cada vez mais em seu próprio luto. Seguindo pistas deixadas pela avó, viaja a Belo Horizonte, no Brasil, e lá encontra Alice, morando no antigo apartamento de sua avó. No decifrar da cartografia afetiva da cidade e de memórias e conexões ancestrais que as atravessam e são por elas atravessadas, Ana e Alice desvendarão o que significa se tornar quem são.

A DIRETORA 

Fernanda Salgado é cineasta e pesquisadora de Belo Horizonte, Brasil – atualmente desbravando os invernos rigorosos de Montréal, Canadá, em busca de seu doutorado em cinema de animação. Uma Berlinale Talents e cofundadora do Apiário Estúdio Criativo, Fernanda trabalha como roteirista, produtora e diretora desde 2005. Entusiasta de processos experimentais, Fernanda é apaixonada por histórias e pela arte de contá-las. 

ELENCO: 

Jéssica Pierina 

Zezé Motta 

Carlos Francisco 

FLIP 

Odilon Esteves 

Felipe Oládélè


FICHA TÉCNICA 

Direção, Argumento e Roteiro | Fernanda Salgado 

Direção de Animação | Camila Kater 

Produção | Fernanda Salgado, Victor Dias, Diogo Carvalho, Nuno Beato, Emmanuel Quillet e Martine Vidalene 

Produção Executiva | Fernanda Vidigal e Alessandra Casado 

Fotografia | Safira Moreira 

Montagem | Paula Santos 

Direção de Arte | Marcella Tamayo 

Música | Metá Metá 

Som Direto | Maru Santos 

Desenho de Som | Vitor Coroa 

Gênero | animação, drama 

Técnicas | animação 2D, rotoscopia, colagem e stop-motion 

Empresas Produtoras | Apiário (Brasil) 

Empresas Coprodutoras | Sardinha em Lata, Apiário (Portugal) e Midralgar (França) 

Produtoras associadas | Carapiá FIlmes (Brasil) e Filmes de Vagabundo (Brasil) 

Distribuição | Embaúba Filmes 

Duração | 90 minutos 

País e ano de produção | Brasil, Portugal, França, 2026

Dolph Lundgren chega ao History em nova série

Em Grandes Máquinas da História, o ator apresenta o funcionamento dessas máquinas e as inovações de engenharia e design que viabilizaram seu desenvolvimento

ESTREIA - 30/10, sexta-feira, 21h20

O History estreia na América Latina Grandes Máquinas da História com Dolph Lundgren (History’s Greatest Machines With Dolph Lundgren), série com apresentação e produção executiva do ator, diretor e produtor Dolph Lundgren. A nova atração percorre séculos de inovação para revelar a engenharia, as histórias e as mentes por trás de algumas das máquinas mais extraordinárias que transformaram a história.

Reconhecido mundialmente como um dos grandes ícones do cinema de ação e por sua inesquecível interpretação de Ivan Drago em Rocky IV, Lundgren traz para esta jornada uma faceta menos conhecida de sua trajetória pessoal: antes de chegar a Hollywood, ele se formou em engenharia química, obteve um mestrado na área e recebeu uma bolsa Fulbright para continuar seus estudos no prestigioso Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Ao longo da série, Lundgren mergulha nos desafios que levaram engenheiros, inventores e visionários a expandir a tecnologia até limites que pareciam impossíveis. De máquinas concebidas para dominar campos de batalha a desenvolvimentos que permitiram chegar à Lua, atravessar oceanos, viajar a velocidades inéditas, explorar as profundezas do planeta ou mudar para sempre a forma como as pessoas se comunicam e se locomovem, cada episódio detalha como essas máquinas foram criadas, quais problemas seus projetistas precisaram resolver e de que maneira elas alteraram o curso da história.

Por meio de um contexto histórico — apoiado por imagens de arquivo e recriações feitas com inteligência artificial —, a produção também permite compreender o funcionamento dessas máquinas e as inovações de engenharia e design que viabilizaram seu desenvolvimento. A série tem a contribuição de especialistas e colaboradores renomados, como o astrofísico Hakeem Oluseyi, o físico Paul Sutter, os historiadores Don Wildman e Martin K.A. Morgan, a professora de História Natalia Mehlman Petrzela, e o autor e figura do programa Jeopardy!, Austin Rogers.

Sobre seu vínculo com a série e a possibilidade de mostrar uma faceta diferente daquela que o público conhece, Lundgren explicou: “Espero que as pessoas consigam me ver em um contexto diferente, tentando aproximá-las dessas maravilhas tecnológicas e explicando como as máquinas funcionam. Obviamente, na minha carreira cinematográfica, não costumo interpretar personagens assim. Sou, na verdade, um homem de ação, mas, nesta série, tenho um papel mais explicativo; por isso, espero que as pessoas consigam me ver de uma forma diferente”.

Ao refletir sobre o quanto dependemos da tecnologia, inclusive em nossa vida cotidiana, ele observou: “Todo mundo está focado em inteligência artificial e, talvez, na exploração espacial. Mas, em nossas vidas, existem inúmeras máquinas das quais dependemos para sobreviver, e é fácil esquecer disso, por isso é importante nos lembrar delas”.

Com histórias que atravessam milhares de anos, Grandes Máquinas da História com Dolph Lundgren foca não apenas nas dimensões, na potência ou na velocidade dessas criações, mas na ambição humana que as tornaram possíveis: a necessidade de ir mais longe, mais rápido, mais fundo, ou de encontrar uma solução para o que parecia não existir nenhuma. “Acredito que o maior inventor seja a mente humana. Nós somos os maiores inventores”, complementa.

No episódio de estreia, Poder aéreo, de catapultas antigas a drones furtivos, dominar os céus sempre foi fundamental para poder vencer uma guerra. Dolph Lundgren explora as máquinas que mudaram o combate aéreo: o canhão atômico da Guerra Fria, o bombardeiro B-17 e o caça furtivo F-35 — todos eles símbolos de inovação e poder militar.

 

SOBRE DOLPH LUNDGREN

Muito antes de se tornar um dos rostos mais conhecidos do cinema de ação, Dolph Lundgren havia trilhado um caminho bem diferente. Nascido em Estocolmo, na Suécia, após concluir o serviço militar, seguiu os passos do pai e começou a estudar engenharia.

Lundgren estudou na Washington State University e na Clemson University antes de se formar em Engenharia Química no Royal Institute of Technology, em Estocolmo. Mais tarde, obteve um mestrado em Engenharia Química na University of Sydney, na Austrália. Seu desempenho acadêmico lhe rendeu uma prestigiosa bolsa Fulbright para continuar seus estudos no Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Paralelamente, Lundgren desenvolveu uma carreira de destaque nas artes marciais. Alcançou o terceiro dan de faixa-preta no caratê Kyokushin, foi capitão da equipe sueca e conquistou títulos em campeonatos europeus e na Austrália.

Estabelecido em Nova York e após trabalhar como modelo, começou a se aproximar do mundo da atuação. Sua estreia no cinema ocorreu em 1985 com 007 – Na Mira dos Assassinos, da saga James Bond, mas, naquele mesmo ano, sua vida mudou para sempre quando, após um processo de seleção de nove meses que envolveu milhares de candidatos, Sylvester Stallone o escolheu para interpretar o boxeador soviético Ivan Drago em Rocky IV. O personagem o transformou, de imediato, em uma figura reconhecida mundialmente.

A partir daí, construiu uma extensa carreira internacional que inclui títulos como Mestres do Universo, O Justiceiro, Soldado Universal e a saga Os Mercenários, além de participar de Aquaman e Aquaman 2: O Reino Perdido e reencontrar, décadas mais tarde, Ivan Drago em Creed II. Ao seu trabalho como ator, somou também funções como diretor, roteirista e produtor.

Classificação Indicativa: 12 anos 

Sobre HISTORY
HISTORY é o líder incontestável em conteúdos históricos e produções originais, oferecendo entretenimento inteligente e relevante. HISTORY apresenta séries como Trato Feito, Caçadores de Relíquias e Alienígenas do Passado, combinadas com superproduções históricas como a vencedora do Emmy Internacional, O Jesuíta, além da produção nacional indicada ao Emmy Internacional O Infiltrado. O HISTORY também agrega grandes figuras de Hollywood que enriqueceram seu conteúdo com suas presenças: William Shatner Laurence Fishburne, Morgan Freeman, Pierce Brosnan, Danny Trejo, Dennis Quaid, Dan Aykroyd, Michael Imperioli, David Duchovny e Kevin Costner, entre outros. HISTORY alcança mais de 76 milhões de lares.

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Curta "Sebastiana", vencedor do Prêmio Grande Otelo 2026, tem exibição inédita no Canal Brasil

Dirigido por Pedro de Alencar, filme dá início às 12 horas de programação da faixa "Negritudes no Canal Brasil", na segunda-feira (26/10), a partir das 20h

Cena de “Sebastiana”. Foto: Divulgação

Vencedor do Prêmio Grande Otelo de Melhor Curta-Metragem Documentário em 2026, “Sebastiana”, de Pedro de Alencar, terá exibição inédita no Canal Brasil na próxima segunda-feira (26/10), às 20h. O filme desvenda uma série de perguntas que atravessam gerações sobre uma tragédia familiar ocorrida no Rio de Janeiro, em 1929. A programação especial da faixa Negritudes no Canal Brasil reúne 20 produções dirigidas por cineastas negros em 12 horas consecutivas de exibição, com diferentes olhares e abordagens do cinema negro contemporâneo.

Além de “Sebastiana”, também integram a faixa os curtas-metragens: “Mar de Dentro”, de Lia Letícia; “Dois Nilos”, de Rodrigo De Janeiro; “Engole o Choro”, de Fabio Rodrigo; “Escasso”, de Clara Anastácia; “Remendo”, de Gg Fákọ̀làdé; “Calunga Maior”, de Thiago Costa; “Couraça”, de Susan Kalik e Daniel Arcades; “Da Sua, Maria”, de Magna Domingues; “A Invenção do Orum”, de Paulo Sena; “Cabelo Bom”, de Claudia Alves e Swahili Vidal; “A Garota Mais Bonita”, de Virna Paz; “Pedagogias da Navalha”, de Alma Flora, Colle Christine e Tiana Santos; e “Cavaram Uma Cova No Meu Coração”, de Ulisses Arthur.

A programação também conta com longas-metragens que exploram diferentes temas e perspectivas. Entre eles estão “Aqui Não Entra Luz”, de Karol Maia; “Terror Mandelão”, de Gg Albuquerque; “Virgínia e Adelaide”, de Yasmin Thayná; “Maputo Nakuzandza”, de Ariadine Zampaulo; “Crônicas de Uma Jovem Família Preta”, de Davidson D. Candanda; e “Raízes”, de Simone Nascimento e Well Amorim.

A partir do dia 26/10, o curta-metragem “Sebastiana” também estará disponível no DOC Canal Brasil (Prime Video), o primeiro serviço de streaming dedicado exclusivamente a documentários brasileiros. Com cerca de 2 mil títulos entre filmes, séries e programas, a plataforma reúne obras que retratam a diversidade cultural, social e histórica do país, oferecendo uma curadoria especializada que combina produções premiadas, lançamentos recentes e clássicos restaurados.

 

Negritudes no Canal Brasil

Horário: Segunda, dia 26/10, a partir das 20h (12 horas consecutivas de programação)

 

Sebastiana (2024) (15’) – Inédito

Horário: Segunda, dia 26/10, às 20h

Direção: Pedro de Alencar

Classificação: 12 anos

Sinopse: Rio de Janeiro, 1929. Isaltino, um menino de 8 anos, recebe a notícia de que sua mãe havia ateado fogo em si mesma e em seus irmãos. Décadas depois, o filho de Isaltino questiona o que de fato aconteceu com sua avó e seus tios.

 

Aqui Não Entra Luz (2025) (75’)

Horário: Segunda, dia 26/10, às 20h15

Direção: Karol Maia

Classificação: 10 anos

Sinopse: Aqui Não Entra Luz documenta a realidade enfrentada pelas trabalhadoras domésticas no país. Por ser filha de uma delas, a diretora Karoline pôde usar a sua experiência para narrar a investigação, que aborda uma realidade que existe desde a era colonial e chega aos tempos atuais. Em dois lugares distintos, mas constantemente ocupados por mulheres negras, a senzala e o quarto da empregada se tornam o caminho para explorar a violência, semelhanças e especificidades entre o trabalho escravo e o trabalho doméstico hoje.

 

Mar de Dentro (2025) (9’)

Horário: Segunda, dia 26/10, às 21h30

Direção: Lia Letícia

Classificação: 10 anos

Sinopse: O filme retrata a incansável insubmissão ao poder de Preto Sérgio e sua busca pela história do que não foi revelado, desamarrando os nós a partir dos bons ventos que o levam ao mar de fora e ao mar de dentro.

 

Dois Nilos (2025) (18’)

Horário: Segunda, dia 26/10, às 21h40

Direção: Samuel Lobo e Rodrigo De Janeiro

Classificação: Livre

Sinopse: Um passeio pelas memórias do cineasta brasileiro Afrânio Vital. Entre sonhos e escombros, uma vida de cinema não se acaba assim.

 

Terror Mandelão (2025) (74’)

Horário: Segunda, dia 26/10, às 22h

Direção: Felipe Larozza e Gg Albuquerque

Classificação: 16 anos

Sinopse: Aborda som, tecnologia e mercado de trabalho no universo do baile funk nas favelas de São Paulo. O filme acompanha a trajetória do DJ K, um dos principais DJs do Baile do Helipa, a festa de rua da favela de Heliópolis, e de seu amigo Zero K, que emplacou seu primeiro sucesso após 10 anos como MC. Combinando documentário, elementos ficcionais e experimentação visual, o filme retrata os altos e baixos enfrentados por jovens artistas nas periferias.

 

Engole o Choro (2024) (12’)

Horário: Segunda, dia 26/10, às 23h15

Direção: Fabio Rodrigo

Classificação: 16 anos

Sinopse: Na periferia de São Paulo, Anderson, de 17 anos, furta uma moto. Ele quer se tornar um homem dando um basta em anos de exclusão e rejeição, mas baterá de frente com o que nunca foi ensinado a lidar: seus sentimentos.

 

Virgínia e Adelaide (2025) (96’)

Horário: Segunda, dia 26/10, às 23h30

Direção: Yasmin Thayná e Jorge Furtado

Classificação: 14 anos

Sinopse: Virgínia Bicudo, mulher negra, professora universitária e pioneira dos estudos sobre racismo no Brasil, torna-se a primeira paciente de Adelaide Koch, mulher judia, médica e psicanalista, que se muda para São Paulo em fuga da Alemanha nazista. Juntas, participam da fundação da psicanálise no país.

 

Escasso (2022) (16’)

Horário: Terça, dia 27/10, à 1h10 (madrugada de segunda para terça)

Direção: Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles

Classificação: 12 anos

Sinopse: Rose, uma passeadora profissional de pets, apresenta sua nova casa para uma equipe documental enquanto celebra a realização de um sonho: o da casa própria, mesmo que invadida.

 

Maputo Nakuzandza (2024) (71’)

Horário: Terça, dia 27/10, à 1h30 (madrugada de segunda para terça)

Direção: Ariadine Zampaulo

Classificação: 10 anos

Sinopse: O longa apresenta a manhã na capital de Moçambique. Os jovens saem das casas noturnas e, nos quintais, as mulheres começam o dia. Somos inseridos em cinco histórias que se desenvolvem paralelamente: um homem correndo pela cidade, uma mulher chegando de viagem, um turista passeando, um homem no transporte público e a rádio Maputo Nakuzandza anuncia o desaparecimento de uma noiva.

 

Remendo (2022) (21’)

Horário: Terça, dia 27/10, às 2h45 (madrugada de segunda para terça)

Direção: Gg Fákọ̀làdé

Classificação: 14 anos

Sinopse: Zé carrega um fardo. Por que você insiste em remendar esse monte de coisa que não tem mais jeito?

 

Calunga Maior (2023) (20’)

Horário: Terça, dia 27/10, às 3h10 (madrugada de segunda para terça)

Direção: Thiago Costa

Classificação: Livre

Sinopse: Ana, uma escritora, recentemente órfã, que decide se aventurar pelos becos da memória e seu relacionamento rompido com a mãe e a avó.

 

Couraça (2026) (20’)

Horário: Terça, dia 27/10, às 3h30 (madrugada de segunda para terça)

Direção: Daniel Arcades e Susan Kalik

Classificação: Livre

Sinopse: Após o massacre do bando de Lampião, dois cangaceiros amantes cruzam o sertão para levar uma cangaceira grávida de volta à casa de sua família enquanto enfrentam desejos e escolhas que já não cabem mais no mundo que os cerca.

 

Da Sua, Maria (2025) (20’)

Horário: Terça, dia 27/10, às 3h50 (madrugada de segunda para terça)

Direção: Magna Domingues

Classificação: Livre

Sinopse: Sara e Bruno estão prestes a realizar o sonho de serem pais. Contudo, a expectativa do casal é duramente frustrada quando a bebê Maria morre no trabalho de parto. A experiência do luto é muito dolorosa para ambos, principalmente para Sara, que tem um corpo de mulher parturiente, sem ter um bebê no colo.

 

A Invenção do Orum (2025) (19’)

Horário: Terça, dia 27/10, às 4h10 (madrugada de segunda para terça)

Direção: Paulo Sena

Classificação: 10 anos

Sinopse: A drag queen Jéssica revive uma “história para não se perder”, rememorada por sua mãe, de quando ela fugiu de Novo Céu para ser feliz, e agora volta para entender suas escolhas mais profundas, entrelaçando-se numa relação atemporal de saudade, culpa e redenção.

 

Cabelo Bom (2016) (16’)

Horário: Terça, dia 27/10, às 4h30 (madrugada de segunda para terça)

Direção: Claudia Alves e Swahili Vidal

Classificação: Livre

Sinopse: Como as mulheres negras são pressionadas esteticamente para que se enquadrem em padrões pré-estabelecidos? O documentário de curta metragem “Cabelo bom“ propõe fazer um recorte desse universo. O filme dá voz a três personagens que expõe a relação delas e seu cabelo crespo. Elas conseguem contar suas trajetórias de vida, histórias de preconceito e nos mostrar como a autoaceitação de suas raízes, capilares inclusive, foi e é fundamental para se afirmarem como mulheres negras num país como o Brasil.

 

A Garota Mais Bonita (2025) (12’)

Horário: Terça, dia 27/10, às 4h45 (madrugada de segunda para terça)

Direção: Virna Paz

Classificação: Livre

Sinopse: O curta revisita programas de TV dos anos 1980 e 90 para discutir padrões de beleza a partir da trajetória de Virna, adolescente negra e gorda.

 

Crônicas de Uma Jovem Família Preta (2024) (75’)

Horário: Terça, dia 27/10, às 5h 

Direção: Davidson D. Candanda

Classificação: Livre

Sinopse: Retrata a história de Hellena e Lucas, que formam um casal preto, e o pequeno Dom, fruto dessa união. Hellena é dançarina e trancista; Lucas trabalha como barman e Dom está prestes a completar dois anos de idade. Mesmo com pouco dinheiro, Hellena e Lucas decidem fazer uma festa de aniversário para o filho!

 

Pedagogias Da Navalha (2023) (16’)

Horário: Terça, dia 27/10, às 6h15 

Direção: Alma Flora, Colle Christine e Tiana Santos

Classificação: 10 anos

Sinopse: Pedagogias da Navalha é um documentário de linguagem híbrida baseado no conceito “Oferenda Fílmica” que é uma pesquisa realizada por Milena Manfredini e tem seu roteiro baseado na poesia e na oralidade para realizar um ritual ebó não linear para fortalecer a história ancestral da identidade e da entidade travesti removendo seus estigmas, traumas e marginalizações.

 

Raízes (2022) (73’)

Horário: Terça, dia 27/10, às 6h30 

Direção: Simone Nascimento e Well Amorim

Classificação: 12 anos

Sinopse: Em busca de suas raízes, Kelton resgata a ancestralidade de sua família e se depara com o apagamento da história do povo negro brasileiro.

 

Cavaram Uma Cova No Meu Coração (2024) (24’)

Horário: Terça, dia 27/10, às 7h50

Direção: Ulisses Arthur

Classificação: Livre

Sinopse: Enquanto uma mineradora perfura a terra para extrair sal-gema, uma gangue de adolescentes planeja quebrar a máquina responsável pelos tremores e afundamento do solo.

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