Confira o Cartaz Nacional de “RAFIKI”



Longa queniano com temática LGBT será exibido na Mostra de Cinemas Africanos do CineSesc dia 11 de julho e estreia comercialmente dia 8 de agosto

Inspirado no conto "Jambula Tree" da premiada escritora ugandense Monica Arac Nyeko, "Rafiki", que significa "amigo" em suaíli, é a história de amizade e amor entre duas jovens mulheres que vivem no Quênia, um país que ainda criminaliza a homossexualidade. 

Segundo longa-metragem da diretora Wanuri Kahiu, o filme acompanha Kena (Samantha Mugatsia) e Ziki (Sheila Munyiva), duas garotas que vivem em um agitado conjunto habitacional em Nairobi e ousam desafiar o status quo.

Filhas de políticos locais, a paixão das meninas é intensa, quase instantânea e proibida. A direção do filme opta por retratar esse romance de forma delicada e sutil. Mesmo assim, o filme chegou a ter sua exibição proibida no Quênia. Por se tratar de uma temática LGBTQ+, o governo do país alegou que o filme “promovia o lesbianismo”. O Quênia tem uma legislação extremamente conservadora em relação aos direitos dos homossexuais. As relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são penalizadas pelas leis quenianas, e a homossexualidade é considerada ilegal.

Primeiro longa metragem queniano a ser exibido no Festival de Cannes, “Rafiki” integrou a programação da mostra Un Certain Regard em 2018 e foi recebido positivamente pela imprensa internacional, além de representar um enorme avanço para a cinematografia africana.

No Brasil ele estreia comercialmente dia 8 de agosto, pela Olhar Distribuição e IPECINE mas antes ganha uma sessão especial dia 11 de julho, às 21h na Mostra de Cinemas Africanos no CineSESC. 

Ficha técnica
Rafiki
2018 | Quênia, África do Sul, Alemanha, Holanda, França, Noruega, Líbano e Reino Unido | ficção | 83 min.
Direção: Wanuri Kahiu roteiro: Wanuri Kahiu, Jenna Cato Bass, elenco: Samantha Mugatsia, Sheila Munyiva, Neville Misati, Nice Githinji, distribuidora: Olhar Distribuição

Sinopse
Criadas para serem boas esposas e mães, Kena e Ziki anseiam por algo mais. Apesar da rivalidade política entre suas famílias, as garotas resistem e continuam sendo amigas próximas, apoiando-se mutuamente para perseguir seus sonhos em uma sociedade conservadora. Quando o amor floresce entre elas, as duas serão forçadas a escolher entre felicidade e segurança.


“AS PANTERAS” Lança Trailer



Filme da Sony Pictures chega aos cinemas do Brasil dia 07 de novembro

“As Panteras”, da Sony Pictures, acaba de divulgar trailer. A nova geração do longa é dirigida por Elizabeth Banks e estrelada por Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska. O filme estreia nos cinemas do Brasil no dia 07 de novembro.

Sinopse: Elizabeth Banks dirige a nova geração de Panteras – Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska – a serviço do misterioso Charles Townsend. As Panteras sempre proveram segurança e suas habilidades de investigação para clientes particulares, e agora a agência Townsend tem atuação internacional: as mais espertas, destemidas e altamente treinadas agentes em todo o globo formam múltiplos times de Panteras guiados por múltiplos Bosleys e estão prontas para atuar nos trabalhos mais díiceis ao redor do mundo. Quando um jovem engenheiro de sistemas soa o alarme a respeito de uma perigosa tecnologia; as Panteras são chamadas à ação, e colocam suas vidas em risco para nos proteger a todos.


Crítica Filme "A Pequena Travessa" - Rita Vaz


Chega aos cinemas o filme “A Pequena Travessa”, uma fábula infanto-juvenil de produção alemã e belga que traz em seu roteiro várias referências de histórias que conhecemos.

No longa conhecemos Lilli, uma garota que tem um dom especial, ela fala com os animais.

Além de seus pais ninguém mais sabe disso, mas, esse segredo acaba trazendo alguns problemas para ela e sua família.

Como ela entende o que os bichinhos estão dizendo, acaba tentando ajudá-los e nem sempre isso dá certo, porque as pessoas não entendem o seu comportamento.

Quando ela e seus pais precisam mudar de cidade mais uma vez, ela promete a eles que nunca mais vai falar com os animais, exceto seu cachorro, mas, acaba tendo que participar de uma atividade escolar dentro de um zoológico que está para reinaugurar.

Imagina os problemas que ela terá em não poder falar com eles, além de ter que lidar com novos amigos e com o desaparecimento de alguns animais.

Muita aventura, mistérios e perseguições vão acontecer nessa interessante história.
O diretor Joachim Masannek entrega um filme colorido, divertido e feito para encantar o público infantil.
Além da história principal, vemos outras menores acontecendo, que falam de diversidade, de amizade, de bondade, enfim de todos os tipos de relacionamentos.

O elenco investe em uma interpretação carregada, e que me pareceu o motor da história. Todos têm em seus figurinos e trejeitos, suas características marcadas, e apesar dos vários clichês de histórias infantis, o público alvo vai gostar.

Durante a produção nos lembramos de outras histórias que são referenciadas, como por exemplo, o Chapeleiro Maluco de Alice no País das Maravilhas, e obviamente o Dr. Dolittle.

“A Pequena Travessa” é um ótimo filme para a garotada que está de férias, poder se divertir e deixar sua imaginação voar longe.

Título Original: Liliane Susewind - Ein tierisches Abenteuer
Gênero: Aventura/Família
Duração: 1 hora e 43 minutos
Ano de Lançamento: 2019
Direção: Joachim Masannek
Elenco: Malu Leicher, Christoph Maria Herbst, Meret Becker, Aylin Tezel, Daniel Zillmann, Aaron Kissiov, Felice Ahrens, Tom Beck.

Segundo trailer de ‘Dora e a Cidade Perdida’ mostra que a nova missão da aventureira na selva promete muitas risadas



 A Paramount Pictures acaba de lançar um segundo trailer do live-actionDora e a Cidade Perdida” (DORA AND THE LOST CITY OF GOLD), que estreia em 07 de novembro no Brasil.

No vídeo, Dora (Isabela Moner) e o macaco Botas voltam à selva para ajudar seus pais em uma importante missão e acabam levando junto com eles seu primo Diego (Jeff Wahlberg) e alguns colegas de classe, que nada são familiarizados com a vida na floresta. Se vão conseguir se sair bem dessa não sabemos, mas muita aventura e risadas estão garantidas!

Baseado na animação “Dora, a Aventureira” - uma das séries mais populares da Nickelodeon – o filme é dirigido por James Bobin, e traz no elenco Eva Longoria, Michael Peña, Jeff Wahlberg e Eugenio Derbez.

O longa é uma distribuição do selo Paramount Players, divisão da Paramount Pictures que produzirá conteúdo destinado a audiências mais jovens em conjunto com outras marcas emblemáticas do Grupo Viacom.

Lançada em 2000 e apresentada na Nickelodeon, Nick Jr. e na CBS, a série original “Dora, a Aventureira” acompanhava as aventuras de uma menina de origem latina, de sete anos de idade, que viaja por um mundo fantasioso com a ajuda de uma mochila falante, um mapa antropomórfico e seu melhor amigo, um pequeno macaco chamado Botas.

SINOPSE
Tendo passado a maior parte de sua vida explorando a floresta com seus pais, nada poderia preparar Dora (Isabela Moner) para a aventura mais perigosa de todos os tempos - o ensino médio. A aventureira Dora rapidamente se vê liderando o macaco Botas (seu melhor amigo), o primo Diego (Jeff Wahlberg), um misterioso habitante da selva (Eugenio Derbez), seus pais (Eva Longoria, Michael Peña) e um grupo de adolescentes em uma aventura para resolver um mistério impossível por trás de uma cidade perdida de ouro.


Inédita Mostra de Filmes “A Beleza Sombria dos Monstros: 10 Anos de A Arte de Tim Burton” Será Exibida no CCBB Brasília



Estranho. Bizarro. Expressionista. Sombrio. Surreal. Esses são alguns dos sinônimos quando se refere ao cineasta Tim Burton. Um dos mais importantes e autorais cineastas hollywoodianos em atividade recebe no CCBB Brasília uma retrospectiva de sua carreira.

Complementando a exposição, também em cartaz no CCBB, a MOSTRA DE FILMES A BELEZA SOMBRIA DOS MONSTROS: 10 ANOS DE A ARTE DE TIM BURTON reunirá um total de 41 filmes, dentre eles 21 dirigidos pelo cineasta homenageado. Além dessas produções, serão programados dois episódios de série, um título produzido por Tim Burton e 17 que são obras que ele admira ou são referência para sua formação/trabalho.  

“Tim Burton é um cineasta que tem fãs espalhados em todo o mundo, e em Brasília não é diferente. Seus filmes são muito marcantes visualmente. E de sua mente saíram histórias e personagens fantásticos como Edward Mãos de Tesoura e Beetlejuice. Personagens esses, que hoje fazem parte do imaginário dos cinéfilos”, comenta o idealizador e curador da mostra, o jornalista Breno Lira Gomes. 

Segundo o curador, o primeiro esboço que teve de uma retrospectiva em homenagem a Tim Burton foi por volta de 2009. O nome da mostra era outro e a linha curatorial também. A montagem de uma exposição inédita do cineasta em Brasília o aproximou da produtora Rua 34, para juntos promoverem essa grande homenagem. Burton está entre os diretores favoritos de Breno Lira Gomes, que já assinou a curadoria de mostras que revisaram as obras de Pedro Almodóvar, Cacá Diegues, Nelson Pereira dos Santos, Walter Carvalho, Grande Othelo e Ruth de Souza. “Esse mundo disforme em que, ao mesmo tempo, parece que você está num sonho e num pesadelo, personagens amalucados, os cenários e figurinos tão bem elaborados e uma trilha sonora marcante sempre me fascinaram na obra de Tim Burton. O primeiro filme dele que eu assisti foi ‘Os Fantasmas Se Divertem’, que eu não me cansava de alugar na videolocadora. Com o tempo fui tendo um olhar mais crítico sobre seus filmes, gostando mais de uns do que de outros. Acho ‘A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça’ uma obra-prima do horror e uma bela homenagem às produções dos estúdios Hammer”, comentou o curador.  

A MOSTRA DE FILMES A BELEZA SOMBRIA DOS MONSTROS: 10 ANOS DE A ARTE DE TIM BURTON irá acontecer de 12 de julho a 11 de agosto no CCBB Brasília. Ao todo serão 65 sessões, sendo 3 delas com recursos de acessibilidade. Os filmes que terão sessões com audiodescrição e legenda descritiva são Batman (1989), Edward Mãos de Tesoura e A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça. Os filmes dirigidos por Tim Burton e a animação produzida por ele, “O Estranho Mundo de Jack”, serão os únicos com mais de uma exibição. Os demais títulos terão sessão única. 

Paralelo às exibições, serão realizadas as seguintes atividades: 

DEBATES 
Durante a retrospectiva em homenagem a Tim Burton serão realizados 2 encontros com especialistas, que irão analisar a obra do cineasta norte-americano. Senhas serão distribuídas 1h antes do início de cada debate. 

Dia 12/07 – Após a sessão de “Os Fantasmas se Divertem” - A Arte de Tim Burton 
Com a pesquisadora Julia Maass, o produtor da Rua 34, Naum Simão, e mediação do curador da mostra de filmes Breno Lira Gomes. 

Dia 01/08 – Após a sessão de “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” – Tim Burton e o Cinema 
Com a crítica Cecília Barroso, Tiago Belotti, do canal Meus 2 Centavos, e mediação do curador da mostra de filmes Breno Lira Gomes. 

Masterclass: O ideal estético e os conceitos de beleza e feiúra clássicos, modernos e contemporâneos na obra de Tim Burton  
19/07, das 11h às 16h – com intervalo de 1h para almoço 
03/08, das 11h às 16h – com intervalo de 1h para almoço 

Carga horária: 4 horas 
Classificação: 16 anos 
Vagas: 74 
Inscrições: senhas serão distribuídas 1h antes do início 

Palestras 
Dia 25/07 – Após a sessão do curta “Vincent” e do longa “Edward Mãos de Tesoura” - O expressionismo em Tim Burton, com a pesquisadora Julia Maass 

Dia 30/07 – Após a sessão de “Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas” - O imaginário em Peixe Grande, com a pesquisadora Julia Maass 

Dia 06/08 – Após a sessão de “A Noiva Cadáver” - Tim Burton e a animação stop motion, com o pesquisador Thiago Sabino 

Dia 09/08 – às 14h, Sobre Curadoria: festivais, mostras de cinema e espaços culturais com o curador e produtor Breno Lira Gomes 

Senhas serão distribuídas 1h antes do início de cada palestra. 



Warner Bros. Pictures divulga primeiro trailer de "A Grande Mentira"


Warner Bros. Pictures Divulga Primeiro Trailer de “A Grande Mentira”.

A Grande Mentira, novo filme da Warner Bros. Pictures e da New Line Cinema, ganha seu primeiro trailer.

Baseado no livro de Nicholas Searle, o longa traz dois nomes de peso do cinema mundial juntos pela primeira vez: a vencedora do Oscar Helen Mirren ("A Rainha") e o duas vezes indicado ao Oscar Ian McKellen ("Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel", "Deuses e Monstros").
 
Sobre o filme
Bill Condon, o roteirista vencedor do Oscar por "Deuses e Monstros", dirigiu e produziu o filme a partir de um roteiro de Jeffrey Hatcher ("Sr. Sherlock Holmes"), baseado no aclamado livro de Nicholas Searle.

O golpista Roy Courtnay (McKellen) mal consegue acreditar em sua sorte quando conhece a viúva endinheirada Betty McLeish (Mirren) online. Quando Betty abre sua casa e vida para ele, Roy fica surpreso ao perceber que está se afeiçoando a ela, transformando o que deveria ser somente mais um golpe na corda bamba mais traiçoeira de sua vida.

A Grande Mentira também é estrelado por Russell Tovey (da série de TV "Quantico") e Jim Carter (da série de TV "Downton Abbey").

A Grande Mentira foi filmado em locação em Londres e Berlim. O filme estreia nos cinemas a partir de 5 de dezembro de 2019.

Uma apresentação da New Line Cinema, em associação com a BRON Creative, uma produção da 1000 Eyes, “A Grande Mentira será distribuído pela Warner Bros. Pictures.


Crítica Filme "Homem Aranha – Longe de Casa" - Rita Vaz



Chegou aos cinemas “Homem Aranha – Longe de Casa”, a tão aguardada história que nos conta como ficou o universo depois que alguns Vingadores foram embora.

E chegou através de um dos super-heróis mais queridos dos quadrinhos, que conta com o carisma de Tom Holland para se comunicar com os fãs.

Desde os primeiros anúncios desse novo longa, houve uma preocupação e respeito esmerado aos fãs, em não dar spoilers de nada que pudesse comprometer a história.
E eles foram muito bem-sucedidos! Palmas para eles!

No novo longa, já de início, através de uma homenagem (também não vou dar spoilers) somos situados no tempo e no espaço para entendermos o que está acontecendo no universo Marvel, e isso é bem legal e divertido na história.

A partir daí vemos um Peter Parker triste com as perdas recentes, mas preocupado em relaxar um pouco, interessado em viver o que pessoas de sua idade vivem.

Ele está apaixonado por MJ e vê em uma viagem à Europa que faz com a turma do colégio, uma oportunidade de se declarar a ela. Peter é bem romântico.

Mas, ele parece não lembrar de que “com grandes poderes vem grandes responsabilidades” e esse dilema vai persegui-lo durante toda a viagem “de férias”.

Um novo herói, o Mysterio, surge para proteger o planeta de uma nova e terrível ameaça, o surgimento de monstros denominados Elementais, Nick Fury tenta levar o Homem Aranha para dentro das soluções desses conflitos, Peter precisa lidar com um presente que Tony Stark deixou para ele e muita coisa interessante acontece ao longo desse caminho.

O Homem Aranha/Peter Parker terá que amadurecer nessa jornada que promete ser um divisor de águas em sua vida.

O diretor Jon Watts acerta de novo entregando um filme divertido, cheio de ação, com um roteiro interessante e um universo juvenil bastante dinâmico.

Ele conta ainda com o uso inteligente dos efeitos especiais, que estão a cada dia melhores e conta com um elenco prá lá de bom.

O destaque obviamente vai para Tom Holland que entrega um Homem-Aranha atual, que age e pensa como um adolescente, e mais uma vez, é mais leve que os outros. Ele agora tem conflitos mais sérios, e tem também os problemas que todo adolescente tem, mas ele continua otimista, alegre e acaba levando tudo numa boa.

Outro destaque é o ator Jake Gyllenhaal que por si só, já traz mais peso ao filme, e entrega um personagem maduro e forte, o que dá mais credibilidade à história.

“Home Aranha – Longe de Casa” é um filme ótimo, os fãs vão se inteirar e se divertir com a história, que deixa um gancho super instigante para a próxima história.

E para felicidade geral da nação, as cenas escondidas voltaram, e são duas, uma no final dos primeiros créditos e outra lá no fim mesmo. Espere que vale a pena!

Título Original: Spider-Man: Far From Home
Gênero: Aventura
Duração: 2 horas e 10 minutos
Ano de Lançamento: 2019
Direção: Jon Watts
Elenco: Tom Holland, Jake Gyllenhaal, Samuel L. Jackson, Zendaya, Marisa Tomei, Jacob Batalon, Cobie Smulders, Jon Favreau.

"Retrato de Amor" Estreia em Agosto no Brasil.


Escrito e dirigido por Ritesh Batra, realizador do premiado ‘The Lauchbox’, e protagonizado por grandes nomes do cinema indiano, RETRATO DO AMOR estreia nos cinemas brasileiros em 8 de agosto, com distribuição da Califórnia Filmes. 

O longa marca o retorno do diretor às suas raízes, nesse inspirado e divertido olhar sobre o amor no contraditório mundo urbano da contemporânea Mumbai. Para o roteiro, Batra buscou referências nos musicais indianos e nas comédias clássicas de Shakspeare. Segundo ele, a ideia é baseada “nos filmes de Bollywood que assisti nos anos 80, enquanto crescia na Índia. Eles sempre foram uma espécie de adaptação de ‘A Megera Domada’. Havia centenas desses filmes”, conta. 

Em RETRATO DO AMOR, Rafi, nascido numa pequena cidade, vai a Mumbai ganhar dinheiro para quitar uma antiga dívida da família. Trabalhando como fotógrafo de rua, ele divide um quarto com alguns amigos e envia quase tudo que recebe para a avó Dadi, na esperança de que ela consiga reaver a casa da família.  

O grande sonho de sua avó é que ele se case. Para satisfazer o seu desejo da senhora, ele envia a ela a foto de Miloni, uma tímida estranha, como se fosse sua noiva. Quando a avó insiste em conhecê-la, Rafi aborda a jovem e pede que ela finja ser sua pretendente.  
Miloni é uma jovem que estuda contabilidade, leva uma vida tranquila de classe média ao lado dos pais e espera um casamento arranjado, com alguém adequado, assim que ela terminar os estudos. De maneira impulsiva, ela concorda com a proposta de Rafi, abrindo-se para uma inesperada aventura entre a tradição e a modernidade. 

“Os melhores filmes são engraçados e românticos. Eu queria fazer isso, mas ao invés de um típico melodrama, queria que fosse uma história real sobre as pessoas vivendo na Mumbai de hoje”, finaliza o diretor. 

SINOPSE  
Pressionado por sua família a se casar o mais rápido possível, um determinado fotógrafo de Mumbai convence uma tímida estranha a fingir ser a sua mulher durante algum tempo. Apesar da relutância, ela aceita a proposta e os dois desenvolvem um laço totalmente inesperado que os muda de maneiras antes inimagináveis. 

FICHA TÉCNICA 
Direção: Ritesh Batra 
Elenco: Sanya Malhotra, Nawazuddin Siddiqui, Abdul Quadir Ami 
Gênero: Romance 
País: Índia, Alemanha, EUA 
Ano: 2019 
Duração: 110 min  

Fox Film Divulga Segundo Pôster de AD ASTRA


A Fox Film acaba de divulgar o segundo pôster nacional do drama “Ad Astra”. Com roteiro e direção de James Gray (“Z – A Cidade Perdida”, “Era Uma Vez em Nova York”), o filme conta a história de Roy McBride (Brad Pitt – “Aliados”, “A Grande Aposta”) em uma missão em busca de seu pai (Tommy Lee Jones – “Jason Bourne”, “Mente Criminosa”).

Com produção do brasileiro Rodrigo Teixeira, “Ad Astra” tem ainda no elenco Liv Tyler (série de TV “Harlots”), Donald Sutherland (série de TV “Trust”) e Ruth Negga (“Loving”, “Guerra Mundial Z”). O longa está previsto para ser lançado em 19 de setembro de 2019 no Brasil.

SINOPSE
Roy McBride (Brad Pitt) viaja para os limites do sistema solar para encontrar seu pai desaparecido e desvendar um mistério que ameaça a sobrevivência do nosso planeta. Sua jornada revelará segredos que desafiam a natureza da existência humana e nosso lugar no cosmos.

Diretor: James Gray
Produtores: Brad Pitt, Dede Gardner, Jeremy Kleiner, James Gray, Rodrigo Teixeira e Anthony Katagas;
Roteiro: James Gray e Ethan Gross;
Elenco: Brad Pitt, Tommy Lee Jones, Ruth Negga e Donald Sutherland.

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Crítica Filme "Turma da Mônica – Laços" - Rita Vaz



“Turma da Mônica – Laços” é uma volta ao passado para muita gente e uma visita ao presente para as crianças que são fãs da Turma da Mônica.

Poder assistir em live action, Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, e tantos outros personagens que fazem parte da nossa infância, é gratificante.

Quando foi anunciado que o filme “Laços” estava sendo rodado, uma grande expectativa foi gerada, e com muita emoção envolvida.

E para alegria geral da galera, incluindo eu, o longa é um presente agradável de se ver.

Os atores mirins Giulia Benite (Mônica), Kevin Vecchiatto (Cebolina), Gabriel Moreira (Cascão) e Laura Rauseo (Magali), parecem que nasceram para serem os personagens de Mauricio de Sousa, que bela escolha de elenco foi essa!

Assim que o filme começa, você compra, imediatamente a ideia de que eles são os personagens que você tanto gosta.

O diretor Daniel Rezende (Bingo: O Rei das Manhãs) acerta mais uma vez em contar uma história tão brasileira quanto a Mônica, quanto o Mauricio de Sousa.

O longa é colorido, divertido, tem várias referências aos quadrinhos, mostra muitos outros personagens além dos principais, conta uma história digna da turminha e tem uma participação especial do seu criador.

A direção de arte está fantástica no filme, o bairro Limoeiro está lá, com todas as casas, quintais e cercas que você possa imaginar, ou melhor, lembrar.

As casas com seus móveis e utensílios, nos remetem perfeitamente às casas dos personagens.

A caracterização dos atores também cresce aos olhos, e não só dos principais, pois um belo exemplo, é dona Cebola, que parece ter saído dos gibis e ter ido diretamente para a telona.

Na história, Floquinho, o cachorro de Cebolinha é raptado e a turma decide encontrá-lo de qualquer forma, mesmo que para isso, precisem enfrentar seus medos.

Mas, muito além disso, é a amizade da turminha que fará toda a diferença nessa empreitada, cheia de aventuras e desafios.

“Turma da Mônica – Laços” é um filme que deve ser assistido por todo mundo, tanto pela camada emocional que traz em si, tanto quanto pela obra cinematográfica, que trata tão bem uma paixão nacional. Recomendo!

Título Original: Turma da Mônica - Laços
Gênero: Aventura
Duração: 1 hora e 36 minutos
Ano de Lançamento: 2019
Direção: Daniel Rezende
Elenco: Giulia Benite, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo, Gabriel Moreira, Monica Iozzi, Paulo Vilhena, Ravel Cabral, Rodrigo Santoro, Cauã Martins, Fafá Rennó, Gabriel Blotto.

6ª temporada de “302” estreia no Canal Brasil



O consagrado fotógrafo Jorge Bispo mais uma vez abre as portas de seu apartamento para mulheres comuns que toparam tirar a roupa à frente de sua câmera na nova temporada de “302” – que estreia na quinta, dia 27, na Faixa da Meia-Noite, do Canal Brasil, e os cinco primeiros episódios já estão disponíveis, também para não assinantes, no Canal Brasil Play.

Indo além do corpo de cada modelo, o espectador vai explorar detalhes de suas personalidades e de suas trajetórias de vida. O sexto ano da atração dirigida por Helena de Castro aprofunda temas como aceitação, descoberta, libertação, violência e preconceito.

A personagem do primeiro programa da nova leva é bancária carioca, que mora em Porto Alegre, Bianca. Nos 12 minutos do episódio, ela fala sobre como é ser uma mulher negra em uma cidade majoritariamente branca, sobre como foi crescer com um pai conservador e machista, mas com uma grande consciência de classe, e sobre a solidão da mulher negra.  

“Eu nasci e cresci em um bairro periférico, onde eu olhava pro lado e via negros, eu estava cercada de negros, a minha família toda é de pessoas negras. Quando eu cheguei a Porto Alegre, eu falei para o meu namorado: ‘cadê os pretos dessa cidade?’. E ele falou: ‘é, não tem muito’. Mas é claro: ele morava em um bairro de classe média alta e era branco, então ele nunca se preocupou em saber onde estavam os negros da cidade. Depois que eu me tornei uma porto-alegrense, vamos dizer assim, foi que eu descobri que os negros da cidade eles existiam, mas eles estavam lá na periferia. O lugar do negro é separado. No banco, hoje, eu trabalho na érea de investimentos e atendo o segmento de alta renda. São clientes que têm investimentos muito altos, têm uma renda maior. É um universo que não é o meu, mas eu estou nele, eu consigo permear, de alguma forma eu entrei nele. No segmento de alta renda, em uma cidade branca, eu devo ter uns dois clientes negros e eu sou a única funcionária negra. A outra funcionária negra é uma terceirizada que cuida da limpeza”, conta. 

Ao longo da temporada, o espectador conhece ainda a personalidade da andrógina Nina, uma paulistana negra, fotógrafa amadora e poetisa; a descendente indígena Carolina Potiguar, que deixou sua aldeia na Paraíba e viveu um relacionamento trisal no Rio de Janeiro; Silvia, que hoje aos 61 anos lembra seu passado como prostituta ainda na adolescência; e a fonoaudióloga Ellen, uma mulher forte cuja liberdade plena foi alcançada apenas recentemente após terminar o casamento com um homem destrutivo e enganador.

302 (2019) (13 x 12’)
Estreia: Quinta, dia 27/06, à meia-noite
Horário: quintas, à meia-noite
Horários alternativos: ao longo da programação
Classificação: 16 anos

Canal Brasil exibe série documental “Memórias do Grupo Opinião”



O Canal Brasil exibe, na próxima quarta, dia 26/6, às 16h50, em sequência, os três episódios da série documental “Memórias do Grupo Opinião”, de Paulo Thiago.

Nascido como um coletivo teatral dentro do Centro Popular de Cultura (CPC), braço cultural da União Nacional dos Estudantes (UNE), o Grupo Opinião, companhia capitaneada por Ferreira Gullar, Oduvaldo Vianna Filho e Teresa Aragão, entre outros, encenou espetáculos antológicos com estética e conteúdo questionadores, que fizeram com que ele se tornasse uma das principais manifestações artísticas de resistência à opressão e censura da ditadura militar.

O diretor Paulo Thiago, que também fez parte dessa trajetória em meados dos anos 1960, abre seu baú de memórias sobre a trupe e revisita sua biografia.

Cada episódio trata de um tema específico para contar a história de atuação do grupo.

No prólogo, intitulado A Origem, o cineasta trata dos primeiros passos da companhia, os ideais de sua fundação e a chegada de nomes como Carlos Lyra, Augusto Boal, Carlos Diegues e Antônio Pitanga.

No segundo capítulo, O Show, um raro acervo de imagens da época com Nara Leão, Maria Bethânia e Zé Keti usando a interpretação e a música como instrumentos de questionamento à rigidez da ditadura militar.

O ato derradeiro, O Teatro, traz o triste caso do atentado à bomba sofrido pelo coletivo teatral, as muitas prisões arbitrárias de membros do grupo e imagens de muitos espetáculos como Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come.

Memórias do Grupo Opinião (2019) (3 x 25’)
INÉDITO e EXCLUSIVO

Horário: Quarta, dia 26/6, às 16h50
Classificação: 14 anos
Direção: Paulo Thiago

“Legalidade”, de Zeca Brito, Recebe Quatro Prêmios no 42º Festival Guarnicê de Cinema



LEGALIDADE”, dirigido por Zeca Brito, recebeu quatro prêmios do júri, liderado pelo cineasta Aly Muritiba, no 42º Festival Guarnicê de Cinema: Melhor Direção – Zeca Brito, Melhor Direção de Arte – Adriana Borba, Melhor Fotografia - Bruno Polidoro e Melhor Ator – Leonardo Machado por seu papel como Leonel Brizola, o ator foi homenageado por toda a equipe, que subiu ao palco para receber o prêmio, já que o ator, faleceu no final de 2018 vítima de um câncer.  

“O Guarnicê é um dos mais antigos e prestigiados Festivais de Cinema do país, por onde já passaram grandes realizadores de nossa história. Organizado por uma universidade pública, para muito além de um evento, é uma força de transformação cultural e social. Para nosso filme, esse reconhecimento nos torna mais brasileiros, nos deixa mais próximos de um projeto de país onde se valorize a história e a memória, sem medo de versar sobre nossas feridas e cicatrizes. A seleção e premiação de nosso filme é um ato de coragem de um Festival de resistência.”, agradece o diretor Zeca Brito. 

Com Leonardo Machado, Cleo Pires, Fernando Alves Pinto, Letícia Sabatella e José Henrique Ligabue, o filme aborda o momento histórico brasileiro, em 1961, quando o presidente da República, Jânio Quadros, renuncia e seu vice, João Goulart, deve ascender ao posto. Para evitar que um golpe organizado pelos militares entrasse em curso, o governador do estado do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, inicia um movimento inédito no país, pelo respeito à Constituição Federal. 

Presente na sessão, durante o Festival, o secretário de Estado de Políticas Públicas, Marcos Pacheco, que representou o governador Flávio Dino na sessão, escreveu: “O filme LEGALIDADE tem uma atualidade radical, expõe nosso passado recente, reflete sobre nosso futuro, mas, sobretudo, escancara o nosso presente. Um clássico, uma ode à resistência.”.  

O filme mostra um triângulo amoroso, a luta por uma causa cívica, uma revolução feita pelas ondas do rádio. A inteligência e a coragem de um líder. O poder da comunicação gerando uma verdadeira demonstração de força e civilidade. Um movimento de resistência e mobilização popular sem precedentes na história do país: a “LEGALIDADE”.  

Sexto longa de Zeca Brito, LEGALIDADE foi inteiramente rodado no estado do Rio Grande do Sul, é uma produção da Prana Filmes, de Luciana Tomasi e tem distribuição Boulevard Filmes. 

SINOPSE 
Em 1961, o governador Leonel Brizola lidera um movimento sem precedentes na história do Brasil: a Legalidade. Lutando pela constituição, mobiliza a população na resistência pela posse do presidente João Goulart. Em meio ao iminente golpe militar, uma misteriosa jornalista pode mudar os rumos do país. 

FICHA TÉCNICA 
Direção: Zeca Brito 
Roteiro: Zeca Brito e Leo Garcia 
Elenco: Cleo Pires, Leonardo Machado, Fernando Alves Pinto, José Henrique Ligabue, Letícia Sabatella, Fábio Rangel, Sapiran Brito 
Produção: Luciana Tomasi 


Canal Brasil Apresenta: "Berenice Procura"

Mês do Orgulho LGBTQI – Berenice Procura (2018) (88’)

Horário:SEXTA, DIA 28, ÀS 23H
INÉDITO e EXCLUSIVO 
Direção: Allan Fiterman
Classificação: 14 anos

Sinopse: Berenice (Claudia Abreu) herdou um táxi do pai e encontrou, rodando pelas ruas do Rio de Janeiro, uma forma de sair da monotonia do casamento com Domingos (Eduardo Moscovis), um jornalista rude no trato com ela e com o filho, Tiago (Caio Manhente). Entre uma corrida e outra, a motorista se depara com o mistério do assassinato de Isabelle (Valentina Sampaio), uma cantora trans que se apresenta em shows performáticos em boates alternativas do submundo de Copacabana. A artista foi achada morta na orla do bairro e as pistas encontradas pela polícia estão levando a poucas e imprecisas conclusões. Curiosa para saber o verdadeiro autor do crime e com tempo suficiente nas mãos para brincar de detetive, a taxista começa a vasculhar vestígios do homicídio.

Canal Brasil Apresenta: As Herdeiras

As Herdeiras (2018) (96’)

Horário:TERÇA, DIA 25, ÀS 20H20
INÉDITO e EXCLUSIVO 
Direção: Marcelo Martinessi
Classificação: 14 anos

Sinopse: Chela (Ana Brun), uma mulher acomodada e mimada, e Chiquita (Margarita Irun), sua esposa e cuidadora, vivem em um antigo casarão cujos dias de glória ficaram guardados no passado. Acostumadas a uma situação de luxo, o casal passa a vender os objetos da moradia para sobreviver. A crise financeira leva Chiqui para a cadeia após uma fraude fiscal descoberta pelo banco e transforma radicalmente a rotina de Chela, obrigada repentinamente a ser independente e a trabalhar como motorista para suas amigas. O drama passeia pela jornada de amadurecimento da protagonista e oferece um retrato sensível de redescobertas e busca pela liberdade de uma mulher que havia herdado uma vida, mas esquecido de como vivê-la.

Quais os percalços do cinema nacional?



O cinema é apresentado ao mundo pelos Irmãos Lumière em 1895, num contexto em que os avanços da ciência e da tecnologia refletiram nas transformações dos meios de produção e implicaram na I Revolução Industrial na Europa e Estados Unidos. Graças a grandes estudiosos da história do cinema, como Paulo Emílio Sales Gomes, sabemos que os primeiros projetores chegaram ao Rio de Janeiro no final de 1896 e as primeiras filmagens foram realizadas em 1899 — momento em que o país havia acabado de abolir seu rudimentar sistema escravocrata de 1888, passando a viver numa república somente a partir de 1889. 

A primeira década do cinema no Brasil sofre com a estagnação, de modo que não havia muitas salas, pois nem as capitais tinham energia elétrica. As exibições e a produção somente se iniciam a partir de 1907, quando o Rio de Janeiro passa a ter energia elétrica industrializada. 

Os anos entre 1908 e 1911 são reconhecidos como a Era de Ouro do Cinema Nacional — período em que o cinema de ficção ganhava força em relação ao documental e foram produzidos vários títulos em gêneros como drama e comédia. Inicialmente, fizeram sucesso roteiros inspirados em crimes, como Os Estranguladores (1907), que conta a história de dois adolescentes que foram estrangulados no Rio de Janeiro em 1905.

Em 1930 rompem-se as fronteiras do Rio de Janeiro e São Paulo e cidades como Recife, Porto Alegre e Belo Horizonte começam a engajar-se nos processos de produção de filmes. Nesse período nasceram os primeiros clássicos nacionais.

Tentativas de industrialização ocorreram na década de 1950, de modo que se chegou a ver uma indústria estável, com a produção de cerca de 30 filmes anuais. Nesse período fizeram sucesso os enredos pessimistas e depreciativos da realidade nacional.

O otimismo e a efervescência cultural, por outro lado, marcaram o início dos anos 1960. A música e a literatura iriam impactar o cinema. Jovens desconhecidos ganhariam o cenário nacional e se dedicariam ao desenvolvimento do Cinema Novo, que iria refletir a multiplicidade dos conflitos sociais que se estenderam pelas entranhas da nossa história.

Emergem daí títulos como O Pagador de Promessas (1962) de Anselmo Duarte e Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) de Glauber Rocha. O primeiro deles é inspirado na peça teatral de Dias Gomes e narra a trajetória de um camponês que faz uma promessa num terreiro de candomblé e deve pagá-la numa igreja católica — o que propicia uma reflexão sobre o sincretismo presente na cultura brasileira. O segundo nos apresenta o percurso de um boiadeiro que se rebela contra um coronel e nos apresenta contextos aparentemente opostos: a fé e o cangaço.

O otimismo e a frutífera produção da primeira metade da década de 1960 recuariam diante do Golpe Militar de 1964 e seriam soterrados com o AI-5 em 1968. Depois dessa conjuntura, talvez seja possível dizer que o nosso cinema não voltaria a ser tão fértil. No entanto, esse assunto fica para uma próxima oportunidade.

Hollywood não é o único lugar no mundo em que se pode produzir cinema, somos capazes de avançar nesse sentido. Não faltam elementos na cultura brasileira para contribuir com a sétima arte. Basta que façamos os esforços de reconhecermos a nós mesmos. O filme Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, é um exemplo disso e teve seu mérito reconhecido no Prêmio do Júri em Cannes na edição de 2019.

Autor: Douglas Henrique Antunes Lopes é professor do Centro Universitário Internacional Uninter. Atua nos cursos de Filosofia, Serviço Social e Pedagogia, além do Curso de Extensão Cineclube Luz, Filosofia e Ação.

‘"Jornada da Vida" Chega aos Cinemas Brasileiros em Julho



Dirigido e escrito por Philippe Godeau, em parceria com Agnès de Sacy, e estrelado por Omar Sy, JORNADA DA VIDA é uma história do encontro e do reencontro de um homem com suas raízes e reconhecimento de seu lugar no mundo, por meio de uma amizade inusitada entre um garoto de 13 anos e seu ídolo. Distribuído pela Califórnia Filmes, o filme estreia no Brasil em 18 de julho. 

“Eu tive a ideia deste filme faz tempo. Conversei com Omar porque tinha a intuição de que ele seria sensível a esta história e que compartilharia a intimidade e os valores veiculados por ela. Para além da beleza estética e exótica do Senegal, são principalmente os valores inerentes à cultura do país que me comovem e que eu queria transmitir no filme: a força da família, da transmissão, da empatia, da fé que se percebe fortemente por lá”, explica o diretor. 

Quando Seydou Tall (Sy), um famoso ator francês retorna pela primeira vez ao seu país natal para um compromisso profissional, não poderia prever o que essa viagem representaria em sua vida. Ao chegar em Dakar, conhece o jovem Yao (Lionel Louis Basse), um grande fã de seu trabalho que atravessou o país sozinho para conhecer o seu herói. Envolvido pela admiração e coragem do garoto, Tall resolve partir numa viagem pelo Senegal para levá-lo de volta à casa. O que ele não imaginava é o quanto se sentiria em casa também. 

Godeau comenta sobre o processo de construção do roteiro e seleção do elenco: “[eu e Agnès] fizemos duas viagens ao Senegal, realizamos as pesquisas de locação juntos e encontramos pessoas que deram corpo aos nossos personagens”. “Era essencial encontrar ali a criança que interpretaria Yao. Eu queria que ele tivesse um sotaque autêntico, onze ou doze anos e, portanto, uma certa maturidade. Nós tivemos a sorte de encontrá-lo entre seiscentas crianças testadas para o filme. Lionel é uma criança muito esperta, inteligente, trabalhadora. Omar e ele se tornaram muito próximos.” 

“Eu queria me dedicar completamente a este filme e acompanhar Philippe. É a primeira vez que me envolvo tanto num projeto, do início ao fim da concepção”, comenta Omar Sy, que também é coprodutor do filme. “Fazia oito anos que eu não ia ao Senegal. É um país que mudou bastante, como o continente africano em geral. Nós queríamos apresentar o olhar novo do meu personagem a este país. Este reencontro, para mim, foi como uma redescoberta, pois muitas coisas se transformaram em relação à época que eu tinha conhecido”, completa. 
“Eu acredito no poder do cinema de expandir as consciências e adoro quando o romanesco e o realismo se encontram. O contato entre um e outro me parece virtuoso - principalmente em uma sociedade como a nossa, onde cada um deve permanecer em seu lugar, onde temos medo da diferença. Quando o cinema permite ao espectador se confrontar com seus medos e torná-los menos assustadores, atinge-se algo extraordinário. Eu adoraria que JORNADA DA VIDA permitisse aos espectadores se confrontarem sobre as noções de diferença”, finaliza o diretor. 

SINOPSE  
Em seu vilarejo no norte do Senegal, Yao é um garoto de 13 anos de idade disposto a tudo para encontrar o seu herói: Seydou Tall, um famoso ator francês. Convidado a promover o seu novo livro em Dakar, Tall retorna ao país de origem pela primeira vez. Para realizar o seu sonho, o jovem Yao prepara uma fuga e atravessa 387 quilômetros sozinho até a capital. Comovido com este jovem, o ator decide fugir às obrigações e acompanhá-lo de volta à sua casa. No entanto, pelas estradas empoeiradas e incertas do Senegal, Tall compreende que ao se dirigir ao vilarejo do garoto, ele também parte ao encontro de suas raízes. 

FICHA TÉCNICA 
Direção: Philippe Godeau 
Elenco: Omar Sy, Lionel Louis Basse, Fatoumata Diawara 
Gênero: Comédia, Drama 
País: França, Senegal 
Ano: 2018 
Duração: 103 minutos


Sylvester Stallone encara a maior missão de sua vida em 'Rambo: Até o Fim'



Prepare-se para muita ação! Sylvester Stallone está de volta ao papel de John Rambo, veterano da Guerra do Vietnã e soldado do Exército norte-americano.

O personagem, que apareceu pela primeira vez nos cinemas em 1982 em 'Rambo: Programado Para Matar', é um dos principais nomes dos filmes de ação e deu origem a uma franquia de enorme sucesso ao redor do mundo.

Com quatro filmes já lançados, 'Rambo: Até o Fim' marca o quinto e último capítulo dessa história e chega aos cinemas nacionais em 19 de setembro de 2019.

Dirigido por Adrian Grunberg ('Plano de Fuga') e com roteiro assinado por Matthew Cirulnick ('Absentia') e pelo próprio Stallone, 'Rambo: Até o Fim' já é um grande sucesso nas redes sociais.

Ao som da música número um no mundo, "Old Town Road", de Lil Nas X e Billy Ray Cyrus, o trailer do longa atingiu mais de 33 milhões de visualizações em 24 horas após seu lançamento, ficando em primeiro lugar nos vídeos em alta do YouTube. Exibido pela primeira vez durante a 72ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes, a apresentação foi marcada ainda por uma homenagem a Sylvester Stallone, com uma retrospectiva da carreira do ator.

"Ele está em casa, mas sua mente não. A história toda é construída ao redor disso", comentou o ator. "Rambo está lidando com a sua culpa por ter sobrevivido ao Vietnã, enquanto seus amigos morreram. É estresse pós-traumático [...] Coisas ruins vão acontecer. Haverá muita vingança neste filme. Muita gente sendo machucada”. Vivendo sozinho em um rancho na fronteira do México, Rambo se vê forçado a reviver suas habilidades de combate quando uma jovem amiga da família é sequestrada por um perigoso cartel mexicano. A busca logo se transforma em uma violenta caçada por justiça, onde nenhum criminoso será perdoado.