Festival de Cinema Brasileiro de Paris anuncia programação completa de sua 26ª edição

"Nas Ondas de Dorival Caymmi", "Barravento", "Nosso Sonho" e "Meu Nome É Gal". 

O Festival de Cinema Brasileiro de Paris é a principal vitrine da cultura brasileira na Europa e, este ano, será realizado entre os dias 26 de março e 2 de abril. A 26ª edição acontece no tradicional L’Arlequin, cinema de rua modernista no bairro de Saint-Germain-des-Près, sede do evento. Realizada pela Jangada, da carioca Katia Adler, a mostra terá Antônio Pitanga como o grande homenageado e, além de contar com a presença do ator, vai apresentar seis longas de sua filmografia, entre eles "Na Boca do Mundo", primeira produção dirigida por ele, "Barravento", de Glauber Rocha, e "Nosso Sonho", o filme nacional mais visto de 2023. 

O Festival de Cinema Brasileiro de Paris exibe uma seleção das melhores produções do cinema brasileiro, entre ficções e documentários, e reúne anualmente mais de cinco mil pessoas para celebrar o audiovisual brasileiro na capital francesa. Neste ano, serão exibidos 30 filmes, divididos em cinco mostras: Competitiva, Hors-concours, Documentários, Sessão Escolar e Homenagem a Antonio Pitanga. O festival também contará com o lançamento do livro "A Nudez da Cópia Imperfeita", de Wagner Schwartz. 

MOSTRA COMPETITIVA
Na mostra competitiva, serão apresentados oito longas de ficção que concorrem ao prêmio de Melhor Filme, escolhido pelo público. "Betânia", de Marcelo Botta, produção do Maranhão que também faz parte da seleção do Festival de Berlim; "Sem Coração", de Nara Normande e Tião, vencedor do Prêmio Félix de Melhor Filme Brasileiro e do troféu Redentor de Melhor Fotografia no Festival do Rio de 2023; "Saudade Fez Morada Aqui Dentro", de Haroldo Borges, exibido no Festival do Rio e na Mostra de São Paulo; "A Batalha da Rua Maria Antônia", de Vera Egito, ficção vencedora do Festival do Rio de 2023; "Pérola", de Murilo Benício, que será apresentado em sessão com a presença do diretor seguida de debate; "Nosso Sonho", de Eduardo Albergaria, com sessão também seguida de discussão com a presença do diretor, além do ator Antônio Pitanga; "Pedágio", de Carolina Markowicz, vencedor do prêmio de melhor filme do Festival de Roma de 2023; e "O Diabo na Rua, no Meio do Redemunho", de Bia Lessa, exibido no Festival do Rio e protagonizado por Caio Blat.  

MOSTRA HORS-CONCOURS
Outras oito produções fazem parte da mostra hors-concours (fora de competição): "Propriedade", de Daniel Bandeira, suspense selecionado para o Festival de Berlim e estrelado por Malu Galli; "A Paixão Segundo G.H.", de Luiz Fernando Carvalho, filme baseado na obra de Clarice Lispector que foi  exibido no Festival de Rotterdam; "Meu Nome é Gal", de Lô Politi e Dandara Ferreira, que traz Sophie Charlotte no papel de uma das maiores cantoras do Brasil e é um dos filmes de encerramento do festival; "Levante", de Lillah Halla, eleito o melhor filme das Seções Paralelas na premiação da Fipresci (Federação Internacional dos Críticos) em Cannes; "A Falta que nos Move", filme premiado de Christiane Jatahy, com exibição seguida de debate com a presença da diretora carioca hoje radicada em Paris; "Mussum", de Silvio Guindane, longa sobre a vida de um dos maiores humoristas brasileiros e grande vencedor do Festival de Gramado de 2023; "Crowrã (A Flor do Buriti), de Renée Nader Messora e João Salaviza, premiado no Festival de Cannes; e "Atiraram no Pianista", de Fernando Trueba e Javier Mariscal, animação exibida na gala de abertura do Festival do Rio de 2023.

DOCUMENTÁRIOS
A mostra de documentários vai apresentar sete produções: "Nas Ondas de Dorival Caymmi", de Locca Faria, filme inédito na Europa que abre o festival; "A Invenção do Outro", de Bruno Jorge, sobre a última expedição de Bruno Pereira, ainda inédito no Brasil, que será apresentado por Erika Campelo, copresidente da associação Autres Brésils; "Utopia Tropical", de João Amorim, que traz depoimentos do linguista e ativista político norte-americano Noam Chomsky e do diplomata e ex-Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim; "Chic Show", de Emílio Domingos e Felipe Giuntini, filme inédito sobre os bailes negros de São Paulo nos anos 70 e 80; "No Céu da Pátria Nesse Instante", de Sandra Kogut, que contará com debate com a presença da diretora e de Marcelo Freixo após a exibição do filme; "Sinfonia de Um Homem Comum", de José Joffily, que recebeu menção honrosa no Festival É Tudo Verdade e traz a história de José Maurício Bustani, diplomata brasileiro e primeiro diretor geral da OPAQ (Organização para a Proibição de Armas Químicas); e "Madeleine à Paris", de Liliane Mutti, que aborda a lavagem da Madeleine e encerra o festival com uma sessão seguida de debate com a presença da diretora e de Roberto Chaves, o protagonista do filme. 

ESTUDANTES PARISIENSES NA SESSÃO ESCOLAR
O Festival de Cinema Brasileiro de Paris recebe estudantes de diferentes escolas francesas que assistem a produções brasileiras e têm contato com alguns dos realizadores dos filmes. Serão exibidos na Sessão Escolar: "Nosso Sonho", com a presença de Antônio Pitanga, que faz uma participação especial no filme; "O Beijo no Asfalto", de Murilo Benício, que estará presente na apresentação do longa e no debate que acontece depois dela; "Três Verões", de Sandra Kogut, que também terá debate depois da sessão com a presença da diretora; e o documentário "Chic Show". Os três últimos filmes concorrem ao prêmio de melhor filme votado pelos alunos, entregue no final do festival. 

MOSTRA ANTÔNIO PITANGA
A mostra que celebra a vida e carreira de Antônio Pitanga será a primeira homenagem que o ator recebe fora do Brasil e reúne seis filmes, além de um trecho de "Malês", seu novo longa como diretor, ainda em finalização. A exibição de todos os filmes da mostra conta com a presença do ator e diretor homenageado. Serão apresentados "Barravento", de Glauber Rocha, que contará com debate pós-sessão; "Ladrões de Cinema", longa de Fernando Coni Campos que não passa em Paris há 40 anos e será traduzido para francês pela primeira vez pelo festival; "Na Boca do Mundo", primeira obra dirigida por Pitanga; "Casa de Antiguidade", de João Paulo de Miranda Maria; "Nosso Sonho", em mais uma sessão que contará com debate com a presença do diretor, Eduardo Albergaria; e "Pitanga", documentário sobre o ator dirigido por Camila Pitanga, que marca presença na sessão assim como Marcelo Freixo. 

LANÇAMENTO LIVRO
O lançamento do livro "A Nudez da Cópia Imperfeita", de Wagner Schwartz, será no dia 31 de março, no mesmo cinema onde serão realizadas as sessões do festival. Em 2017, quando apresentava a peça "La Bête", releitura do livro "Bichos", de Lygia Clark, no MAM de São Paulo, Wagner estava nu e foi tocado por uma criança acompanhada da mãe. A cena foi filmada e postada fora de contexto, o que originou ataques e ameaças de morte ao ator. A obra conta os bastidores e consequências sofridas por Wagner após ser acusado injustamente de pedofilia e receber inúmeros ataques carregados de ódio da extrema direita. 

Com Toni Servillo, O PRIMEIRO DIA DA MINHA VIDA estreia dia 14 de março

Baseado num romance do próprio diretor Paolo Genovese (“Perfeito Desconhecidos”), O PRIMEIRO DIA DA MINHA VIDA é protagonizado por Toni Servillo, Valerio Mastandrea e Margherita Buy e traz a história de um homem misterioso que se apresenta a quatro pessoas que não veem mais saída em suas vidas. O desconhecido promete mostrar, em uma semana, como o mundo seria um lugar pior sem eles. O longa é distribuído pela Pandora Filmes e chega aos cinemas brasileiros em 14 de março.

“Inicialmente, não pensava em transformar meu livro em filme. Comecei a escrevê-lo por uma vontade urgente de contar uma história, sem ter que esperar orçamento, produção, atores... Escrever é difícil porque, ao contrário do cinema, é preciso expressar tudo apenas com palavras, mas é imediato, de graça e você pode fazer isso em qualquer lugar. Fiquei disposto a fazer um filme após ouvir que as pessoas que leram a história gostaram muito. Eles me agradeceram pela história que contei, uma história de esperança. Talvez neste momento precisemos de histórias que nos deem coragem, que nos estendam a mão”, disse o cineasta em entrevista.

Com roteiro assinado por Genovese, Isabella Aguilar, Paolo Costella e Rolando Ravello, o filme se passa em Roma e traz um toque de realismo mágico com um personagem misterioso, interpretado por Servillo, que encontra quatro pessoas que não se conhecem e que pensam em acabar com suas vidas.

Arianna (Margherita Buy) é uma policial que vive uma dor insuportável; Napoleone (Valerio Mastandrea) é um coach motivador que não consegue mais se motivar; Emília (Sara Serraiocco) é uma ginasta que acabou numa cadeira de rodas; e Daniele (Gabriele Cristini, de 12 anos) é um influenciador mirim que sofre bullying.

Essas pessoas irão enfrentar seus traumas, repensar suas dores e o desejo de acabar com tudo. Inicialmente, sem confiar um no outro, os quatro desconhecidos começam a criar laços de amizade e afeto que os fazem repensar suas situações e planos.

Todos os quatro são permeados por sentimentos absolutos, profundamente ligados à nossa sociedade. A depressão é filha do que vivemos, é o buraco negro mais profundo. Como explica Napoleone, ao contrário dos outros três, ele está doente sem saber o motivo. Já Emília vive a ansiedade da competição, de ter que ser a melhor.

“E hoje, mesmo nas crianças, a exposição é adicionada à tríade família-escola-amigos, outra coisa com que lidar. E depois há a dor ancestral, a da perda de um filho. Uma coisa que este filme tenta fazer é que os quatro protagonistas possam reagir, encontrar sempre um ponto de vista diferente, uma razão, algo para seguir em frente”, conta o cineasta.

Servillo, por sua vez, conta que um personagem como esse é uma novidade em sua carreira, que inclui filmes como “A Grande Beleza” e “O Labirinto”. “Procurei dar ao meu personagem características de simplicidade, imediatismo, cotidiano. Então eu diria que mais do que um barqueiro de almas, ele é uma pessoa que convida os quatro suicidas a redescobrirem uma parte de si mesmos que talvez mantenham escondida e não tenham coragem de trazer à tona. Ou ele é uma dessas pessoas as quais sentimos que precisamos em momentos de particular desconforto, se não de desespero. Daquelas pessoas para se ter perto, que simplesmente ajudam e te dão conforto”, conta.

Servillo também destaca a força que os personagens encontram uns nos outros e aponta isso como fundamental para o nosso tempo. “No filme, os protagonistas decidem organizar juntos um dia absolutamente normal, porque a personagem de Mastandrea funciona como um coach motivador, por isso procuram encontrar um mínimo de serenidade e recomeçar a partir daí”.

Buy explica que “há momentos chave que podem representar o verdadeiro nascimento de uma pessoa e isso é recorrente até no trabalho. Para mim, por exemplo, quando consegui entrar na Academia Nacional de Artes Dramáticas, foi o primeiro dia em que realmente senti que estava no lugar certo. Depois de uma grande espera que durou anos; quando entrei lá falei: ‘ah, estou nascendo’”.


Sinopse

Um homem misterioso se apresenta a quatro pessoas que chegaram ao fundo do poço para lhes oferecer um acordo: uma semana para fazê-los voltar a se apaixonar pela vida. Sua intenção é oferecer a possibilidade de descobrir como seria o mundo sem eles e ajudá-los a encontrar um novo sentido para suas vidas. Uma história sobre a força para recomeçar quando tudo ao seu redor parece estar desmoronando.

Ficha Técnica

Direção: Paolo Genovese

Roteiro: Paolo Genovese, Isabella Aguilar, Paolo Costella, Rolando Ravello

Elenco: Toni Servillo, Valerio Mastandrea, Margherita Buy, Sara Serraiocco, Gabriele Cristini, Lidia Vitale, Antonio Gerardi, Vittoria Puccini, Thomas Trabacchi

Gênero: Drama

País: Itália

Ano: 2023

Duração: 121 minutos

Branded Doc se destaca no Brasil e documentários viram estratégia para turbinar marcas




Para marcas se destacarem em um mundo cada vez mais saturado de informações, empresas buscam estabelecer conexões profundas com seu público. 

Em um contexto em que as marcas buscam se reinventar para aprofundar a relação com seus públicos, conquistar novos clientes e fortalecer sua política de responsabilidade socioambiental, uma nova forma de storytelling tem ganhado destaque no mundo do audiovisual: os Branded Docs. A abordagem combina o poder do documentário com estratégias de branding, resultando em histórias autênticas e envolventes que conectam marcas com seu público de maneira profunda. De olho nesse cenário, produtoras audiovisuais como a Deusdará Filmes e a Prosa Press, sediadas em São Paulo, têm apostado neste formato. 

Os Branded Docs consistem em um método colaborativo de produção de documentários em parceria com marcas. O processo criativo começa com uma investigação sobre os atributos da empresa, sobretudo os que a associam com causas e questões de interesse público. Geralmente esses temas e histórias têm ligação direta com a Agenda 2030 da ONU e com a política de responsabilidade social e ESG da companhia.

“Um dos desafios mais importantes deste trabalho é evitar conflitos éticos”, explica Leonardo Brant, sócio-diretor da Deusdará. “As histórias contadas e o que vemos na tela têm de refletir eticamente aquilo que queremos construir e transmitir com a marca, fugindo de temas e histórias que evidenciem interesses comerciais diretos da empresa”, pontua. 

Do mesmo modo, Clovis Travassos, diretor executivo da Prosa Press, aponta que, apesar dos Branded Docs seguirem a mesma linha dos documentários tradicionais, eles se diferenciam pela conexão emocional criada com os espectadores, que, em geral, refletem causas apoiadas pela empresa e o propósito do negócio. “Ao contar histórias autênticas e relevantes, esses filmes estimulam a identificação emocional e constroem uma percepção positiva da marca. Com o poder do audiovisual, esse formato é capaz de transmitir mensagens poderosas, deixando uma impressão duradoura nos espectadores”, destaca.

Em um mundo ultraconectado, consumidores passaram a estar mais vigilantes e clamar por marcas conectadas com a realidade, exigindo que as empresas que consomem estejam bem posicionadas diante das pautas sociais e ambientais da atualidade. Um exemplo disso é que, segundo um estudo desenvolvido pela Orbit Data Science, 22% dos consumidores deixavam de consumir quando não se sentiam representados pela empresa, sendo que 7% disseram ter deixado de consumir marcas que tiveram situações de discriminação noticiadas.
 

CIBERNÉTICAS

Quando a marca entra em campo para dialogar sobre um tema, junto com movimentos sociais, organizações e pensadores, cientistas e intelectuais, aumenta a potência e o alcance do debate público. É isso que está acontecendo com CIBERNÉTICAS, produção da Deusdará Filmes com direção de Graziela Mantoanelli, diretora executiva da produtora, e que acaba de ser lançado no Globoplay, com histórias de mulheres na tecnologia e patrocínio da Unisys, empresa de soluções nessa área, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Mais do que um documentário, CIBERNÉTICAS é um projeto expandido que engloba conteúdos como podcast, reportagens e ação educativa, com exibição e debate do filme em escolas públicas e privadas em todo o Brasil.

O conjunto desse material busca aprofundar a temática do filme e incidir sobre assuntos ainda muito desafiadores para o país. São conteúdos e materiais que vão ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, como as metas globais para a igualdade de gênero e para a redução das desigualdades.

“Sem dúvida, os mecanismos de incentivo cultural são fundamentais para fomentar uma indústria importante para a economia brasileira e para a construção de valores e conhecimento para a nossa sociedade”, comenta Marcos Santos, Diretor de Marketing, Comunicação e Demand-Generation da Unisys para América Latina. 

Santos acrescenta que a empresa busca apoiar a promoção do documentário entre seus colaboradores, clientes, parceiros, mídia e públicos relacionados com o objetivo de conscientização sobre a equidade de gênero no mercado corporativo. “O tema central do documentário CIBERNÉTICAS está totalmente alinhado aos valores da Unisys e à nossa agenda ESG, dentro do pilar de Diversidade, Equidade e Inclusão. Houve uma relação de parceria estratégica entre as empresas, trabalhando a muitas ‘mãos’ e com isso tornando o processo bastante fluido e eficaz”, destaca o diretor de marketing da Unisys.
 

INOVAÇÃO COMO O FIO CONDUTOR

No Brasil, nos últimos anos tem sido possível observar um crescente interesse de marcas em realizar projetos audiovisuais relacionados à causas associadas ao seu propósito. Atenta a esse cenário, a Prosa Press vem desenvolvendo uma série de Branded Docs que têm como fio condutor a inovação e o impacto da tecnologia na vida das pessoas. 

Os trabalhos mais recentes da produtora neste sentido foram os documentários Inovar é Um Parto e Ecossistemas de Inovação. O primeiro trata sobre a importância do empreendedorismo feminino e do uso da tecnologia como elemento relevante para a longevidade de empresas. Disponível na Globoplay, o documentário foi apoiado por grandes empresas como Fleury, 99 e Zup. 

Em 2023, a Prosa Press também lançou o documentário Ecossistemas de Inovação, cujo objetivo era percorrer o Brasil para mostrar os ecossistemas locais, como se organizam e, em especial, como é possível impulsionar a inovação para além do Vale do Silício. Dirigido por Patricia Travassos, fundadora da produtora, o filme contou com o apoio da 3M. “Há décadas, a 3M tem sido sinônimo de criatividade e inovação. Ao decidirmos produzir um documentário sobre o tema, tivemos a satisfação de contar o apoio da empresa para desenvolver o projeto”, conta Clovis Travassos.
 

SOBRE A PROSA PRESS -  Prosa Press 

SOBRE A DEUSDARÁ FILMES -  Deusdará Filmes

Documentário Lupicínio Rodrigues: Confissões de um Sofredor estreia dia 14 de março nos cinemas


Lupicínio Rodrigues: Confissões de um Sofredor, documentário em que Alfredo Manevy faz sua estreia na direção, já tem data para chegar ao público: 14 de março. Celebrando o legado poético do cantor e compositor, o filme explora a contribuição musical e o contexto histórico do renomado músico e autor de sucessos que encantam gerações. A distribuição é da O2 Play em parceria com o Canal Curta!. 

A obra, premiada com Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora na 17ª edição do Fest Aruanda 2022, recebeu Menção Honrosa por sua força narrativa ao resgatar e ressaltar a importância de um dos maiores compositores da música popular brasileira e pela riqueza de sua pesquisa. 

Produzido pela Plural Filmes em parceria com o Canal Curta, o documentário preserva o seu legado musical, destacando sua contribuição artística e o contexto histórico e social. As músicas de sucesso de Lupicínio Rodrigues foram interpretadas por alguns dos maiores nomes da Música Popular Brasileira.

 
Cena de arquivo do documentário Lupicínio Rodrigues: Confissões de um Sofredor | 
Créditos: Museu Felizardo de Porto Alegre 

Lupicínio Rodrigues: Confissões de um Sofredor traz uma pesquisa ampla com materiais de arquivos do próprio Lupicínio, além de entrevistas e falas de artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, e Elza Soares. A produção também aborda um episódio importante da história de Lupicínio envolvendo a faixa Se Acaso Você Chegasse. A música fez parte da trilha sonora de um musical de Hollywood, Dançarina Loura, e, mais tarde, foi indicada ao Oscar de 1945. Mas, além de não ter sido consultado sobre o uso da canção, Lupicínio só foi receber direitos autorais anos após o sucesso. Até hoje seus créditos na indicação ao Oscar não foram reconhecidos. 

“Eu quis que essa questão dos direitos e créditos ganhasse força no filme porque Lupicínio vendia sambas no câmbio negro. A questão não é só de crédito, mas de economia da cultura. Se a música é o que o Brasil faz de melhor, por que não somos capazes, enquanto país, de dar o devido retorno econômico aos mestres da nossa música? A riqueza resultante desse valioso patrimônio cultural deveria chegar aos autores”, comenta o diretor Alfredo Manevy.

 

Lupicínio Rodrigues e Nelson Cavaquinho no filme Lupicínio Rodrigues: Confissões de um Sofredor 
Créditos: Instituto Moreira Salles 

O documentário recebeu o prêmio do público de melhor documentário em Lisboa, no Festival Internacional da Língua Portuguesa, e participou de festivais nacionais como a 46ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (2023), 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes (2023), 18ª Mostra de Cinema de Ouro Preto (2023), Festival Mimo de Cinema 2023, Santos Film Fest 2023, IN-EDIT 2023, 46º Festival Guarnicê de Cinema (2023). A produção também foi selecionada para festivais internacionais como a 14ª edição do FESTin Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa (2023), 27th Inffinito Brazilian Film Festival (2023) e Philadelphia Latino Film Festival 2023. 

“Lupicínio é o pai da música de sofrência, que se tornou com ele e depois dele um gênero imensamente popular. Não por acaso Lupi atravessa gerações de intérpretes. Não ocultamos as atitudes, letras e emoções dele com as mulheres de sua vida porque isso seria apagar algo da essência de sua musicalidade e da verdade de sua história. Esconder o machismo não nos ajudaria a compreender e refletir as contradições da época. Ali estão misturados a paixão, o romance, a traição e, claro, o machismo daquele período”, completa Manevy. 

De acordo com o diretor, o filme tem histórias saborosas contadas pelo próprio Lupicínio, ao mesmo tempo em que dá a dimensão da sua coragem musical, e da dificuldade de um homem do extremo sul do Brasil chegar ao centro da indústria cultural naquele tempo.
 

Sobre o diretor
Alfredo Manevy é formado em Cinema pela Universidade de São Paulo, foi presidente da Spcine, pelo qual elaborou políticas de inclusão e formação de público para cinema, e atuou como secretário executivo no Ministério da Cultura. Atualmente, é professor de Cinema na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Lupicínio Rodrigues: Confissões de um Sofredor é sua estreia na direção. 

Ficha Técnica
Elenco: Lupicínio Rodrigues, Paulo César Pereio, Elza Soares, Ney Matogrosso, Gal Costa, Cazuza, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Jamelão, Jards Macalé, Áurea Martins, Zuza Homem de Mello, Lupicínio Rodrigues Filho, entre outros.

Narração: Paulo César Pereio
Direção: Alfredo Manevy
Roteiro: Alfredo Manevy, Marcia Paraiso e Armando Almeida
Produção: Marcia Paraiso, Sandra Narcizo, Helio Levcovitz e Ralf Tambke
Produção executiva: Helio Levcovitz e Ralf Tambke
Montagem: Isabel Castro
Montagem Adicional e Produção de Finalização: Nara Hailer
Produção: Plural Filmes e Canal Curta
Distribuição: O2 Play
Duração: 96 min

Anna Muylaert é homenageada com especial da MUBI

Mãe Só Há Uma (2016)

Vencedora de muitos prêmios e aclamada pela crítica por filmes como Que Horas Ela Volta? e Durval Discos, a cineasta brasileira Anna Muylaert ganha uma homenagem na MUBI. Nesta sexta, dia 23 de fevereiro, chega à plataforma Caos em Família: Especial Duplo de Anna Muylaert, com as obras O Nosso Pai (2022) e Mãe Só Há Uma (2012). Prestes a completar 60 anos, a diretora é um dos principais nomes do cinema contemporâneo brasileiro.

Socialmente mordazes e catárticas, suas produções privilegiam mulheres e crianças, incluindo temas de gênero e paternidade.

Mãe Só Há Uma (2016)
Premiado nos festivais internacionais de Berlim e Valladolid, o filme é inspirado numa história real - o Caso Pedrinho, famoso na década de 1990 -, porém, com um protagonista andrógino e rebelde. O adolescente Pierre (Naomi Nero, Os Intrusos) recebe uma denúncia que muda toda a sua vida. Após o resultado de um exame de DNA, ele descobre que sua mãe, Aracy (Dani Nefussi, É Proibido Fumar, Sintonia), não é sua verdadeira mãe, sendo obrigado a trocar de família, de casa e de identidade. O elenco conta ainda com Matheus Nachtergaele (O Auto da Compadecida, Carro Rei) e Luciana Paes (O Animal Cordial).

O Nosso Pai (2022)
Neste curta cômico e turbulento, três irmãs, filhas do mesmo pai mas de mães diferentes, são obrigadas a viver juntas durante um dos momentos mais intensos da pandemia, em março de 2021. Da convivência, surgem discussões, uma galinha espatifada no chão da cozinha e também uma ideia inusitada, um plano improvável e a possibilidade de salvar o mundo. Estrelado por Camila Márdila (Carvão; Bom Dia, Verônica), Dandara Pagu (Amor, Plástico e Barulho) e Grace Passô (Levante, Sob Pressão), a produção tem trilha sonora de André Abujamra.

 

                                                         O Nosso Pai (2022)



Caos em Família: Especial Duplo de Anna Muylaert
Já disponível na plataforma
mubi.com

“Contra o Mundo”, filme de ação distópico com Bill Skarsgård, estreia nos cinemas em 25 de abril

Distribuído pela Paris Filmes, longa é produzido por Sam Raimi e Roy Lee.

O filme “Contra o Mundo” (Boy Kills World), protagonizado por Bill Skarsgård, chegará aos cinemas brasileiros em 25 de abril, com distribuição da Paris Filmes e produção da Lionsgate. Skarsgård vive Boy, um jovem surdo com uma imaginação vibrante que é treinado na selva por um mentor misterioso, após sua família ser assassinada. 

Dirigido por Moritz Mohr e produzido por Sam Raimi (“Homem-Aranha”) e Roy Lee (“It: A Coisa; “Noites Brutais”), o filme ainda traz no elenco Famke Janssen, Yayan Ruhian, Michelle Dockery, Brett Gelman e Jessica Rothe. 

Crítica Filme "Ferrari" por Rita Vaz

Estreia nesta quinta-feira o filme “Ferrari” dirigido pelo cineasta Michael Mann, que também já dirigiu grandes produções, como “O Último dos Moicanos”, “Inimigos Públicos” e outros.

“Ferrari” é uma cinebiografia que conta a história de vida do poderoso empresário italiano de carros esportivos Enzo Ferrari (interpretado por Adam Driver).

O filme mostra como Ferrari e sua família revolucionaram a indústria automotiva e, de certa forma, ajudaram a criar o conceito das corridas de Fórmula 1.

O diretor Michael Mann tentava fazer o filme há muitos anos. O interesse do cineasta por Ferraris surgiu ainda jovem, quando estudava cinema em Londres.

Porém nessa história, o que mais interessa ao diretor nos mostrar, é o homem por trás da marca. O título do filme “Ferrari”, tem mais a ver com Enzo Ferrari, e sua vida íntima, seus sucessos e suas derrotas, do que com as máquinas Ferrari.

Um mito para quem é fã de carros e de fórmula 1, Ferrari é um grande exemplo de personagem complexo, cheio de nuances, excelente em tudo o que faz, um empresário temido, exatamente como o diretor Michael Mann gosta de explorar.

Na história conhecemos os Ferrari no final da década de 1950, quando a empresa, já grande na Fórmula 1, corria um sério risco de falir, por conta dos grandes gastos que o empresário tinha com as corridas. Em um momento do longa ele diz que os rivais correm para vender carros, e ele vende carros para correr. Essa frase sintetiza a grande paixão da vida dele, que são justamente as corridas.

Junto dele, se destacam na história, a esposa Laura (Penélope Cruz) que tem uma visão empresarial e financeira tão boa quanto ele, mas, devido à perda do único filho na guerra, não conseguem mais se entender amorosamente; a amante Lina (Shailene Woodley) que tem um filho com ele, e os pilotos, em especial o ator brasileiro Gabriel Leone que interpreta o piloto espanhol Alfonso De Portago.

Gabriel Leone participa de uma das cenas mais impressionantes da história, que é justamente a corrida de Mille Miglea (uma corrida automobilística de longa distância realizada em estrada e disputada na Itália durante 24 edições, de 1927 a 1957), onde eles chegavam a 250 km/h naqueles carros (de corrida) que são popularmente chamados de “baratinhas”, com zero segurança.

E a corrida em que ele esteve presente foi a que modificou o automobilismo, pois, a partir de um grave acidente ocorrido nela, muitas leis de segurança foram introduzidas nos carros e pistas.

“Ferrari” é um filmaço, com excelentes atuações, ótimo roteiro, cenas de corrida impressionantes, mas, se você for ao cinema pensando que vai assistir a uma história de carros de corrida somente, você está enganado. Esse filme é para você conhecer a família, o homem por trás da marca.

Mas, vá ao cinema, para ter a experiência na telona dessa história impressionante. Recomendo muito.  

Crítica Filme "O Menino e a Garça" por Rita Vaz.

Estreia nesta quinta-feira a animação japonesa “O Menino e a Garça”, dirigida pelo cineasta Hayao Miyazaki, que tem em seu currículo os longas “A Viagem de Chihiro”, “Ponyo - Uma Amizade que Veio do Mar” entre outros.

“O Menino e a Garça” foi o primeiro longa animado não realizado em língua inglesa a receber a nomeação no Globo de Ouro e a conquistar a vitória na categoria. Está indicado na categoria de Melhor Filme de Animação no Oscar 2024.

Foi ainda indicado em 7 categorias na 51ª edição do ANNIE AWARDS (Melhor Filme, Melhor Animação de Personagens, Melhor Direção, Melhor Trilha Musical, Melhor Design de Produção, Melhor Storyboarding e Melhor Roteiro) e já ganhou diversos prêmios ao longo de 2023.

Depois de perder a mãe durante a guerra, o jovem Mahito muda-se para a propriedade de sua família no campo. 

Lá, uma série de eventos misteriosos o levam a uma torre antiga e isolada, lar de uma travessa garça cinzenta. 

Quando a nova madrasta de Mahito desaparece, ele segue a garça até a torre e entra num mundo fantástico partilhado pelos vivos e pelos mortos. 

Ao embarcar em uma jornada épica com a garça como guia, Mahito deve descobrir os segredos deste mundo e a verdade sobre si mesmo.

Os filmes do diretor Hayao Miyazaki são densos, sempre cheios de simbolismos, mostram figuras do folclore oriental e trabalham sentimentos.

Ele consegue transformar a sua história, mesmo que recheada de referências orientais, em histórias universais, como é o caso de “O Menino e a Garça” que fala de amadurecimento, de luto, e de uma forma tão lúdica, que chega a comover. 

O diretor também constrói um mundo divertido e espantoso de ver, o traço dos desenhos são impressionantes, algumas cenas são de pura poesia, de tão bem-feitas que são.

“O Menino e a Garça” é uma animação bonita de se ver, literalmente falando, e cheia de aprendizados no que diz respeito ao humano. Recomendo muito. 

Warner Bros. Divulga Trailer Inédito de EVIDÊNCIAS DO AMOR, Comédia Romântica com Sandy e Fabio Porchat

A Warner Bros. Pictures acaba de divulgar o novo trailer de Evidências do Amor, nova comédia romântica nacional que conta com Sandy Leah e Fabio Porchat como protagonistas. O vídeo está disponível nas redes sociais e também nos cinemas de todo o país. Com estreia marcada para 11 de abril, o longa narra os encontros e desencontros de um casal que se conhece em um karaokê ao cantarem juntos a música “Evidências”, composição de José Augusto e Paulo Sérgio Valle, que ganhou o mundo na voz da dupla Chitãozinho e Xororó.

A trama do casal Marco Antônio (Fabio Porchat) e Laura (Sandy Leah), ganha ares cômicos e dramáticos em um roteiro que mostra um relacionamento que se desgasta com o tempo, chegando ao fim. Entretanto, tudo muda quando, um ano após o término, Marco Antônio percebe que sempre volta às situações do passado toda vez que ouve a famosa música que os uniu. Desesperado, ele parte em uma grande aventura para se livrar dessa maldição que a canção traz para sua vida.

Dirigido por Pedro Antonio, que também assina o roteiro ao lado de Luanna Guimarães, Álvaro Campos e Fabio Porchat, Evidências do Amor estreia em 11 de abril nos cinemas de todo o país, com versões acessíveis


Sobre o filme

Em uma noite qualquer, Marco e Laura se conhecem em um karaokê e cantam juntos a música Evidências. Desde então, eles se apaixonaram e formaram um casal que parecia perfeito, até o momento do “sim”. Sem entender o que aconteceu, agora, toda vez que essa música toca, Marco viaja em suas lembranças com Laura para encarar as Evidências Do Amor. Fabio Porchat (“Que História É Essa, Porchat?”, “Meu Passado Me Condena”) e Sandy Leah (“As Brasileiras”, “Quando Eu Era Vivo”) estrelam essa comédia romântica inusitada e divertida, acompanhados pelas estrelas Evelyn Castro e Larissa Luz.

Dirigido por Pedro Antonio, que também assina o roteiro ao lado de Luanna Guimarães, Alvaro Campos e Fabio Porchat, o filme é inspirado na música “Evidências”, composta por José Augusto e Paulo Sérgio Valle, com performance de Chitãozinho & Xororó. Evidências do Amor, produzido pela Framboesa Filmes e distribuído pela Warner Bros. Pictures, estreia em 11 de abril nos cinemas de todo o país.

Festival de Cinema da Fronteira e Sur Frontera WIP LAB abrem inscrições


Arte XV Festival Internacional de Cinema da Fronteira - crédito Leo Lage
 

Estão abertas as inscrições para o XV Festival Internacional de Cinema da Fronteira, evento que se consolida como principal janela do audiovisual do Mercosul em território brasleiro. Curtas e longas podem ser inscritos de 19 de fevereiro a 15 março de 2024, na plataforma do Festival no FilmFreeway. Realizado paralelamente ao evento, o III Sur Frontera WIP LAB também recebe projetos de longa-metragem nas etapas de desenvolvimento (LAB)  e finalização (WIP). 

O Festival de Cinema da Fronteira acontece de 23 a 27 de abril de 2024 nas cidades de  em Bagé (RS), Sant'Ana do Livramento (RS), e Rivera (Uruguai) com sessões abertas ao público, premiações e homenagens. As inscrições são gratuitas para todos os filmes, enquanto será cobrada uma taxa para projetos do mercado Sur Frontera, com valores promocionais até 26 de fevereiro. Os links de inscrição e regulamento estão na bio do Instagram @festivaldafronteira e no site festivaldafronteira.com.br. 

A Mostra Competitiva Internacional de Curtas-metragens, a Competitiva Regional (para o RS, com 50% reservada a produções da fronteira Brasil-Uruguai) e  a Mostra de Animação aceitam filmes com duração de até 15 minutos. A Mostra Competitiva Internacional de Longas recebe títulos Ibero-americanos, ou de países de língua portuguesa. 

No III Sur Frontera WIP LAB serão aceitos exclusivamente projetos de longa-metragem (ficção, documentário e híbrido) para realizadores brasileiros e de países latino-americanos. São duas as categorias de inscrição: Work In Progress (WIP), para projetos em fase de finalização; e Laboratório (LAB), para projetos em fase de desenvolvimento.

Dez talentos serão selecionados, sendo três na categoria WIP e sete na categoria LAB. Os escolhidos vão participar de uma programação de quatro dias que inclui consultorias coletivas e individuais com tutores, reuniões de negócios com players,  pitching e seminários, além de ganhar hospedagem e alimentação. Os renomados Carla Esmeralda (Laboratório Novas Histórias) e Walter Tiepelmann (Festival de Málaga) assinam a curadoria do III Sur Frontera WIP LAB, juntamente com o roteirista Alessandro Engroff.

O XV Festival Internacional de Cinema da Fronteira tem produção de Anti Filmes e Maristela Ribeiro Produções. Realização da Prefeitura Municipal de Bagé, Secretaria Municipal de Cultura e Associação Pró Santa Thereza. O evento tem apoio institucional da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp) e Instituto Federal Sul Rio-grandense (IFSul). 
 

Festival Internacional de Cinema da Fronteira

Quando: 23 a 27 de abril de 2024 em Rivera (Uruguai), Livramento (RS) e Bagé (RS)

Inscrições: de 19 de fevereiro a 15 março de 2024

Links na bio do Instagram: @festivaldafronteira

Site: festivaldafronteira.com.br

Cinebiografia de Ney Matogrosso começa a ser filmada em São Paulo e no Rio de Janeiro

 


Ney Matogrosso terá sua história contada no cinema. Protagonizado por Jesuíta Barbosa (“Tatuagem” e “Praia do Futuro”), o longa “Homem com H” começou a ser rodado esta semana e terá filmagens com locações em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ao todo, serão seis semanas de filmagens. Com direção e roteiro de Esmir Filho, o filme é uma produção da Paris Entretenimento e conta com a distribuição da Paris Filmes

 

Homem com H” acompanha a trajetória de Ney Pereira da Silva e sua transformação em Ney Matogrosso. De forma sensível, o roteiro mostra a relação de Ney, sempre transgressor, com os principais fatos de sua vida e revela como cada fase contribuiu para a construção de sua potente persona artística. Na infância e adolescência, Ney morava com os pais e irmãos na pequena cidade de Bela Vista (MS) e tinha questões desafiadoras com o pai. “Toda a repressão que ele sofreu do pai fez aflorar esse ser livre. Ele diz que tudo o que fez foi para confrontar o pai. O Ney veio para mostrar que a gente não precisa ficar preso a uma coreografia de gênero”, diz o diretor e roteirista Esmir Filho.

 

"Homem com H" retrata suas descobertas, o sucesso meteórico dos ‘Secos e Molhados’ em plena ditadura militar (quando adota o nome artístico Ney Matogrosso, acolhendo o sobrenome do pai), o encontro com Cazuza (Jullio Reis), um de seus grandes amores, e a coragem de partir para a carreira solo, com performances e atitude ainda mais provocantes. Também integram o elenco Bruno Montaleone (Marco de Maria), Romulo Braga (Antonio, pai de Ney), Hermila Guedes (Beita, mãe de Ney), Mauro Soares (João Ricardo), Jeff Lyrio (Gerson), Carol Abras (Lara), Lara Tremoroux (Regina), entre outros. 

 

A trajetória de Ney confunde-se com a história de um Brasil cercado pela opressão, mas que aspira à liberdade. Com sua alma livre, atitude desafiadora e comportamento que chocava os conservadores, Ney Matogrosso firmou-se não só como um dos maiores artistas brasileiros, mas como uma personalidade que inspira libertação, independência e afeto. 

 

Elenco:

Jesuíta Barbosa, Jullio Reis, Bruno Montaleone, Rômulo Braga, Mauro Soares, Jeff Lyrio

 

Participação especial:

Lara Tremouroux, Carol Abras, Hermila Guedes

 

Ficha Técnica:

Direção: Esmir Filho

Roteiro: Esmir Filho

Produtores: Márcio Fraccaroli, André Fraccaroli, Veronica Stumpf

Produtores Associados: Rodrigo Castellar

Produtora: Paris Entretenimento

Distribuidora: Paris Filmes

 

"Como Elas Fazem" novo trabalho de Tata Amaral estreia dia 21 de FEVEREIRO


Dirigida pela premiada cineasta paulista
Tata Amaral, a série de entrevistas "Como Elas Fazem", que investiga o processo criativo de realizadoras brasileiras, estreia em 21 de fevereiro, pelo canal da Tangerina Entretenimento no YouTube: www.youtube.com/tangerinafilmes. Acessível gratuitamente, a produção disponibiliza novos episódios todas as quartas-feiras, a partir das 19h00.


No total, sao oito episódios que abordam o universo da realização audiovisual através da metodologia de trabalho das cineastas Caru Alves de Souza, Dainara Toffoli, Eliana Fonseca, Helena Ignez, Joyce Prado, Juh Almeida, Natara Ney e Olinda Tupinambá.

"Há alguns anos percebo que existe uma lacuna de conhecimento quanto ao processo criativo das realizadoras e realizadores. Sempre me interesse pelo trabalho criativo na direção de cinema e, nos anos 2000, realizei para o Sesc São Paulo um projeto intitulado "Conversa com Diretores" no qual tive o prazer de entrevistar cineastas como Fernando Meirelles, Carlos Reichenbach e Susana Amaral, dentre outros. Neste momento, sinto curiosidade em colocar foco nas realizadoras mulheres das diversas áreas da produção audiovisual", afirma Tata Amaral.

"Como Elas Fazem" é uma produção Tangerina Entretenimento, É Nóis na Fita, ProAc, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo.

Sobre as Entrevistadas


Caru Alves de Souza teve seus dois primeiros longas-metragens reconhecidos por premiações prestigiosas. "De Menor" (2013) foi vencedor do Festival do Rio, enquanto "Meu Nome é Bagdá" (2020) sagrou-se como melhor filme da competição Generation 14plus do Festival de Berlim. A realizadora finaliza "De Menor – A Série" e prepara dois novos longas: "Corações Solitários" e "Bocha".

Festejada autora de filmes inventivos, a cineasta Helena Ignez é também atriz de longas marcantes, tendo sido parceira criativa de Rogério Sganzerla (1946-2004). Homenageada em eventos na Ásia e na Europa, ela dirigiu os longas "Canção de Baal" (2008), "Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha" (2010), "Feio, Eu?" (2013), "Ralé" (2015) e "A Alegria é a Prova dos Nove" (2023).

Gaúcha radicada em São Paulo, Dainara Toffoli é diretora da primeira temporada de "As Five", eleita como melhor série dramática no Prêmio F5, no Splash Awards e no MTV Millennial Awards Brasil/MIAW. Assina a direção das séries "Manhãs de Setembro" (2021), e "De Volta aos 15" (2022). Dirigiu ainda os longas-metragens "Dona Helena" (2006) e "Mar de Dentro" (2020), este último estrelado por Monica Iozzi.

Referência na atual criação audiovisual focada em conteúdos sobre a cultura e comunidade afro-brasileira e diaspórica, Joyce Prado conquistou com o longa "Chico Rei Entre Nós" (2020) o prêmio do público para documentário brasileiro na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, onde mereceu ainda menção honrosa do júri oficial. Ela assina também a direção de "Muro Entre Nós" (curta, 2013) e episódio da série "The Beat Diaspora".

Eliana Fonseca é responde pela direção de curtas-metragens saborosos – entre eles, "Frankenstein Punk" (1986) e "A Revolta dos Carnudos" (1990) –, de longas de sucesso, como "O Martelo de Vulcano" (2003) e "O Segredo dos Golfinhos" (2005), da série "Segredos Médicos" (2015). É também requisitada atriz, além de ser responsável pelo É Nóis Na Fita, um projeto de realização audiovisual para jovens.

Indígena do povo Tupinambá e Pataxó hãhãhãe, a jornalista, cineasta e ativista ambiental Olinda Tupinambá tem no currículo a direção de curtas-metragens como "Kaapora – O Chamado das Matas" (2020) e "Preconceito" (2021) e do longa "Mulheres que Alimentam" (2018). Ela assina curadorias para eventos (Amotara - Mostra Olhares das Mulheres Indígenas e Cabíria Festival) e foi coautora do especial "Falas da Terra" (TV Globo).

Baiana radicada em São Paulo, Juh Almeida tem destacada atuação em várias frentes do audiovisual, além de ser fotógrafa. Ela dirigiu curtas-metragens autorais como "Eu, Negra" (2022), "Irun Orí" (2020), "Náufraga" (2018) e "Axé Irmãos" (2015). Assina ainda direção de videoclipes, projetos de ficção, documentários, fashion, filmes publicitários, ensaístico e artístico. Também é diretora de novelas na Rede Globo, como "Vai na Fé".

Por sua vez, Natara Ney é premiada montadora e diretora, tendo vencido por duas vezes o prêmio de melhor montagem no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Como diretora, responde pelo longa documentário "Espero Que Esta Te Encontre e Que Estejas Bem" (2020) e do curta triplamente premiado no Festival de Gramado "O Outro Ensaio" (2010), além de telefilmes e da série "Todas as Cores do Brasil" (2022).


Sobre Tata Amaral

Tata Amaral é uma das vozes mais importantes do cinema brasileiro e suas obras contribuem significativamente para a história e cultura audiovisual do Brasil. Fez parte da geração que ficou conhecida como "A Primavera dos Curtas", na década de 1980.

Foi também uma das primeiras cineastas de sua geração a realizar filmes de longa-metragem no período da "Retomada do Cinema Brasileiro" nos anos 1990. Seu primeiro longa-metragem, "Um Céu de Estrelas" (1996), teve sua estreia mundial no Festival de Toronto e foi exibido na prestigiosa seção Fórum do Festival de Berlim.

Seu terceiro longa, "Antônia" (2006) foi o filme inaugural da mostra Generation 14Plus da Berlinale. Seu mais recente último longa, "Sequestro Relâmpago" (2018), foi uma das maiores audiências da TV Globo em um horário dedicado ao cinema de público, em 2019. É também produtora do filme "De Menor" (2013) e coprodutora do filme "Meu Nome é Bagdá" (2020), ambos dirigidos por Caru Alves de Souza.

Programação – Data da Disponibilização dos Episódios


21/02 - Caru Alves de Souza
28/02 - Joyce Prado
  6/03 - Helena Ignez
13/03 - Juh Almeida
20/03 - Dainara Toffoli
27/03 - Olinda Tupinambé
  3/04 - Eliana Fonseca
10/04 - Natara Ney

serviço
"Como Elas Fazem" - série dirigida por Tata Amaral
oito episódios de meia hora cada
www.youtube.com/tangerinafilmes
estreia em 21/02, às 19h00
novos episódios toda quarta-feira, às 19h00
acesso gratuito

produção: Tangerina Entretenimento, É Nóis na Fita, ProAc, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo

UMA FAMÍLIA FELIZ ganha teaser e data de estreia – 4 de abril

Com direção de José Eduardo Belmonte, o suspense UMA FAMÍLIA FELIZ acaba de ganhar data de estreia nos cinemas, 4 de abril. O filme é protagonizado por Grazi Massafera e Reynaldo Gianecchini, foi escrito por Raphael Montes e tem produção da Barry Company em coprodução com a Globo Filmes e Telecine e distribuição da Pandora Filmes. 

UMA FAMÍLIA FELIZ é o 15o longa de José Eduardo Belmonte e fez sua estreia nacional no Festival de Gramado, e foi exibido na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e acompanha uma família aparentemente sem problemas. Até que um dia, tudo começa a mudar quando a mãe é acusada de machucar suas filhas gêmeas (Luiza Antunes e Juliana Bim) e um bebê recém-nascido. Nesse momento, o véu da felicidade que os encobria começa a ser desvendado. 

A história original e o roteiro do longa são do escritor Raphael Montes (“Bom dia, Verônica”), que também estreia como diretor assistente. O argumento também deu origem ao livro homônimo, que chega às livrarias no dia 13 de março pela Companhia das Letras. Uma história que fala sobre aparências, cultura do cancelamento e faz uma investigação humana de como uma família supostamente “feliz” chega ao extremo oposto em pouco tempo. Através das chaves do suspense e do terror, UMA FAMÍLIA FELIZ trata dos dramas da maternidade e das pressões sociais. 

Grazi Massafera, que trabalha com o diretor pela segunda vez, confessou que, para ela, esse é “um suspense arrebatador! Eva é uma personagem complexa, vive no fio da navalha sob expectativas sociais tentando equilibrar as exigências da maternidade e as pressões de uma vida de aparências. Sem dúvida, muitas mulheres vão se identificar. Essa história me arrepiou desde o primeiro momento!”.

UMA FAMÍLIA FELIZ é um suspense dramático, um gênero pouco explorado no Brasil, e que começa sua história pela cena final para criar logo de cara o impacto do clímax. Assim, como uma bomba-relógio prestes a detonar, o espectador acompanha os caminhos surpreendentes e as tensões que levam essa família feliz a um final avassalador.

Sinopse

Eva acabou de dar à luz o seu terceiro filho e se depara com a angústia de uma depressão pós-parto em meio a uma vida burguesa supostamente perfeita. O ar tranquilo de sua família feliz é invadido por acontecimentos estranhos quando suas filhas gêmeas aparecem machucadas. Eva é acusada e retaliada pela comunidade. Isolada e questionada por seu próprio marido, ela precisa superar sua fragilidade para provar sua inocência e reestruturar sua família.

Ficha Técnica

Elenco principal: Grazi Massafera, Reynaldo Gianecchini, Luiza Antunes e Juliana Bim

Direção: José Eduardo Belmonte

Argumento, Roteiro e Diretor Assistente: Raphael Montes

Três Filmes Clássicos dos Anos 1980 Chegam à Plataforma Sesc Digital

“E La Nave Va”, de Federico Fellini | Divulgação

Fanny & Alexander, de Ingmar Bergman, A Guerra do Fogo, de Jean-Jacques Annaud, e E La Nave Va, de Federico Fellini, ficam disponíveis para todo o Brasil. 

Não Perca! desta semana sugere uma MARATONA LOUIS MALLE 

Confira os filmes que saem do streaming do Sesc no mês de fevereiro.

sescsp.org.br/cinesesc ou sescsp.org.br/cinemaemcasa

A última quinta-feira de fevereiro traz três filmes dos anos 1980 à plataforma Sesc Digital, considerados clássicos da cinematografia mundial.

 

FANNY & ALEXANDER, de Ingmar Bergman, de 1982, uma obra intimista e extremamente pessoal. Último longa-metragem do diretor sueco, recebeu quatro Oscars em 1983 – melhor filme estrangeiro, fotografia, direção de arte e figurino. 

Já A GUERRA DO FOGO, dirigido por Jean-Jacques Annaud, em 1981, expande o filme, que se passa há 80 mil anos, usando a busca pelo fogo para levar a uma discussão sobre o conhecimento e a transformação dos seres humanos diante da prática adquirida. 

Por fim, E LA NAVE VA, de Federico Fellini, realizado em 1983, acompanha um cortejo fúnebre ao mar, com as singulares personagens que só Fellini sabia construir, transformando o navio em um microcosmos da Europa pouco antes da Primeira Guerra Mundial. 

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Não Perca! A dica desta semana é uma Maratona Louis Malle. Estão disponíveis na plataforma cinco títulos que abrangem mais de 20 anos da carreira do diretor francês. OS AMANTES, ASCENSOR PARA CADAFALSO, ZAZIE NO METRÔ, O SOPRO DO CORAÇÃO e ADEUS, MENINOS são uma ótima oportunidade para conhecer o cinema de Malle a fundo. Os cinco títulos ficam disponíveis até fim de julho. 

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Atenção aos títulos que saem da plataforma nos próximos dias .  

"Brainwashed" fica até dia 23 e "Diana Vreeland: O Olhar Tem que Viajar", até dia 28.


Indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, EU, CAPITÃO Recebe Pôster e Trailer Oficiais

“EU, CAPITÃO é fruto de várias histórias entrelaçadas de jovens que vivenciaram a travessia da África para a Europa. Ao ouvir os seus testemunhos, ficou claro para mim que suas histórias eram provavelmente as únicas possíveis narrativas épicas dos nossos tempos”, assim o cineasta Matteo Garrone (“Gomorra”) define seu novo trabalho que concorre ao Oscar 2024 na categoria Melhor Filme Internacional e chega aos cinemas brasileiros em 29 de fevereiro, com distribuição da Pandora Filmes. Neste release, confira pôster e trailer da produção.

Ganhador de diversos prêmios no Festival de Veneza, entre eles de direção, o filme acompanha a jornada épica de dois adolescentes senegaleses, Seydou (Seydou Sarr) e Moussa (Moustapha Fall), que deixam Dakar e partem rumo a Europa. A viagem, no entanto, é repleta de obstáculos que, entre outras coisas, mostram o que pode haver de pior no mundo, desumanizando os dois rapazes.

Garrone, que assina o roteiro com Massimo Ceccherini, Massimo Gaudioso e Andrea Tagliaferri, explica que conhecia as histórias de imigração apenas pela mídia que costuma narrar apenas os últimos lances dessas jornadas. A ele, interessava também saber o que acontece antes das pessoas chegarem na Europa.

“Ao visitar um centro de acolhimento para menores em Catânia, Itália, ouvi a história convincente de um jovem africano que, ainda com 15 anos, conduziu um barco durante todo o caminho para a costa italiana, salvando assim a vida de todos os seus passageiros”, conta o cineasta.

Com o filme, Garrone pretende trazer imagens completamente opostas àquelas perpetuadas pela mídia tradicional, narrando a partir do ponto de vista dos imigrantes, para que eles mesmos possam contar suas jornadas com seus perigos e superações.

“Para poder contar sua história repleta de perigos por dentro, tive que mergulhar no mundo deles, que é tão distante do meu. Para conseguir isso, tive que construir uma relação de colaboração constante com meninas e meninos que viveram uma situação horrível e que me orientaram durante a concepção do filme. Durante muito tempo, tive dúvidas sobre a minha legitimidade para contar esta história, mas é a história deles que eu conto.”

Mamadou Kouassi Pli Adama, ele mesmo um imigrante e colaborador no roteiro, explica que conheceu Garrone em 2019 quando foi apresentado por uma jornalista que pesquisava sobre o assunto. “O processo de produção do filme me permitiu contar a nossa história, recontar nosso sofrimento, descrever a nossa vida, as nossas tradições, as nossas culturas. O filme é uma possibilidade de compartilhar tudo isso com as gerações de hoje e as de amanhã. O cinema, como meio, dá voz às pessoas que não têm uma.”

Garrone confessa que o processo de escolha de elenco foi trabalhoso e aconteceu na África e na Europa. “Por fim, o mais sensato e eficaz era trabalhar com atores senegaleses muito jovens que nunca tinham saído do seu país, mas que, como a maioria de sua geração, sonha em viver em outro lugar. Encontrei assim o meu perfeito Seydou no ator Seydou Sarr (ganhador do Prêmio de ator no Festival de Cinema de Veneza de 2023).”

Desde sua exibição no Festival de Veneza, EU, CAPITÃO tem tido uma boa acolhida da crítica especializada. “O filme é surpreendentemente clássico em construção e estilo, guiando sabiamente nossa atenção em direção à história em questão - feita por um pequeno exército de roteiristas e colaboradores trazendo relatos de imigrantes em primeira mão”, avaliou a Variety.

Já a revista IndieWire apontou que “o filme de Garrone tem em sua essência uma alma humana tridimensional e devastadoramente realizada. O mundo precisaria prestar atenção à história de Seydou e às milhões de outras histórias reais semelhantes”.

Sinopse

Seydou e Moussa são dois adolescentes senegaleses que partem de Dakar rumo à Europa, em uma odisseia contemporânea, superando uma série de obstáculos. Essa grande aventura nos conduz pelos perigos do deserto e do mar, pelas ambiguidades e pelas contradições do ser humano, na qual os sonhos, esperanças e ambições dos personagens principais se transformam em luta por sobrevivência.

Ficha Técnica
Direção: Matteo Garrone
Roteiro: Matteo Garrone, Massimo Ceccherini, Massimo Gaudioso, Andrea Tagliaferri
Elenco: Seydou Sarr, Moustapha Fall, Issaka Sawadogo, Hichem Yacoubi, Doodou Sagna
Gênero: drama, suspense, guerra
País: Itália, Bélgica, França
Ano: 2023
Duração: 121 minutos

Com Johnny Massaro, “Aumenta que é Rock’n’Roll” divulga cartaz e anuncia data

"Aumenta que é Rock'n'Roll", longa protagonizado por Johnny Massaro ("O Pastor e o Guerrilheiro"), com direção de Tomás Portella e roteiro de L.G. Bayão, acaba de divulgar o cartaz oficial e anunciar a data de estreia nos cinemas: 11 de abril. Baseado no livro "A Onda Maldita", de Luiz Antonio Mello, o filme é uma produção Luz Mágica, em coprodução com Globo Filmes e Mistika. A H2O Films assina a distribuição.

Produzido por Renata Almeida Magalhães e rodado em Niterói, o filme narra o surgimento da Rádio Fluminense FM, a "Maldita", criada pelo jornalista Luiz Antonio Mello (Massaro) na década de 1980, com o apoio do amigo Samuel Wainer Filho, vivido por George Sauma (“Rasga Coração”). O longa acompanha a rotina da equipe de jovens produtores, repórteres e locutores que se desdobraram para manter a “Maldita” no ar. Conhecida como a rádio que ajudou a consolidar o rock brasileiro, a Fluminense FM foi pioneira em oferecer aos ouvintes uma programação totalmente dedicada ao rock’n’roll, com destaques internacionais e, alavancando grupos como Os Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Barão Vermelho, entre outros.

Enquanto lida com todos os problemas e burocracias de dirigir um veículo de comunicação no início do processo de redemocratização, Luiz Antonio se envolve com Alice, interpretada por Marina Provenzzano ("Mormaço"), uma mulher forte e apaixonada por rock que integra a equipe de locutoras da "Maldita". O filme é embalado por músicas que marcaram a época e são consideradas clássicas do rock nacional, como "Você Não Soube Me Amar" (Blitz), "Geração Coca-Cola" (Legião Urbana), "Meu Erro" (Paralamas do Sucesso) e "Aumenta Que Isso Aí É Rock’n’Roll" (Celso Blues Boys).

O elenco também conta com Orã Figueiredo, Silvio Guindane, Flora Diegues, Joana Castro, Clarice Sauma, Luana Valentim, Mag Pastori, Bella Camero (“Marighella”), André Dale, Felipe Haiut (“A Cozinha”), Saulo Arcoverde (“A Cozinha”), João Vitor Silva, Cadu Favero e Charles Fricks. 


SINOPSE:

Luiz Antônio (Johnny Massaro) é um radialista atrapalhado que de repente se vê no comando de uma estação de rádio falida e caindo aos pedaços. Contando apenas com a sua paixão pelo rock'n'roll e uma equipe comprometida, ele cria a Rádio Fluminense FM, a "Maldita", uma das mais emblemáticas na história do rock brasileiro. A transmissão faz história e conquista milhares de ouvintes ao longo dos anos. Entre solos de guitarra e interferências no sinal, acompanhamos as aventuras e desventuras de Luiz, que ainda por cima se apaixona por Alice (Marina Provenzzano), uma locutora casada.

Elenco:   

Johnny Massaro - Luiz Antonio 

Marina Provenzzano - Alice

George Sauma - Samuca

Orã Figueiredo - Superintendente

Silvio Guindane - Herval

Flora Diegues - Jaque

Joana Castro - Fabi

Clarice Sauma - Lucia

Luana Valentim - Natalia

Mag Pastori - Malu

Bella Camero - Lilica

André Dale - Beto

Felipe Haiut - Saulo

Saulo Arcoverde - Jonas

João Vitor Silva - Fabio

Cadu Favero - Diretor Interino

Charles Fricks - Roberto Medina

Participações Especiais:  

Hamilton Vaz Pereira - Dr. Medeiros

Gillray Coutinho - Agente Do Dentel

Adriano Garib - Chefe Jornal

        

Ficha técnica:   

Diretor: Tomás Portella       

Roteiro: L. G. Bayão 

Coprodução: Globo Filmes e Mistika   

Distribuição: H2O Films 

Cinema com Música Improvisada ao Vivo. Caixa Cultural Apresenta Mostra CineConcertos.

 


Quem ama cinema não pode perder! 
A CAIXA Cultural Curitiba vai oferecer uma experiência inesquecível, de 20 a 25 de fevereiro será realizada a Mostra CineConcertos – O cinema nunca foi mudo, onde filmes silenciosos serão exibidos com trilhas sonoras improvisadas ao vivo. 

O evento conta na programação com cinco longas-metragens e uma sessão de 13 curtas, todos filmes clássicos do cinema mundial musicados por três grupos de diferentes músicos. As sessões serão sempre às 19h, com entrada gratuita. A retirada dos ingressos poderá ser feita uma hora antes de cada sessão, na bilheteria do teatro. 

A produção recolherá alimentos não perecíveis para a população carente, o público está convidado a contribuir. Três das seis sessões serão seguidas por debates, uma delas, no dia 24, contará com audiodescrição e intérprete de libras. Em todas as sessões serão disponibilizados protetores auriculares para público com transtorno do espectro autista (TEA).

        A iniciativa é do cineasta, crítico de cinema e jornalista, Aristeu Araújo, que assina a curadoria cinematográfica da Mostra. Já a curadoria musical é de Luiz Lepchak, desenhista de som e compositor de trilhas para cinema. A Mostra CineConcertos tem o patrocínio CAIXA.

        “O intuito de reunir filmes tão distintos uns dos outros foi mostrar ao público o quão rico e plural é o cinema silencioso. Era uma época de muita exploração da linguagem cinematográfica que abriu novos horizontes estéticos do cinema e influenciou o mundo. “Limite”, por exemplo, a produção brasileira que integra a Mostra, é considerado por muitos estudiosos e cineastas o melhor filme realizado no país, entretanto poucos o conhecem”, conta Aristeu.

        Ver filmes “mudos”, como popularmente os filmes ficaram conhecidos na época, com música ao vivo é uma experiência única e algo muito raro, com certeza o público irá se emocionar. “Na verdade, ‘o cinema nunca foi mudo’, aliás este é o slogan da Mostra, desde o início os filmes eram acompanhados de som, mesmo nas salas mais simples sempre tinha um pianista. Os filmes podiam ser acompanhados por orquestras, narradores que explicavam o que estava acontecendo, atores atrás das telas fazendo vozes ou gramofones tocando. A ideia é proporcionar uma atualização dessa experiência que acontecia 100 anos atrás”, explica o curador.

        Criar a trilha para os filmes é o maior desafio do projeto, a proposta da curadoria musical foi reunir grupos e músicos com trabalhos diferentes entre si para proporcionar ao público diferentes sonoridades para cada filme. O trabalho é de improviso, ou seja, as trilhas para cada filme só vão acontecer uma única vez. Cada grupo de músicos irá musicar duas sessões. Os ensaios serão para conhecer os filmes, definir os instrumentos e determinar um acordo de improvisação.

        “Vamos trabalhar com profissionais talentosos e experientes cujo objetivo será criar trilhas não convencionais explorando instrumentos e sons que não eram comuns na época que esses filmes foram produzidos. Será muito instigante acrescentar uma nova camada de sonoridade com texturas contemporâneas aos filmes clássicos”, destaca o curador musical. 

        Os músicos convidados são: Antonio “Panda” Gianfratti (do Grupo Abaetetuba); Carlos Ferreira e Diego Poloni (música experimental, guitarra elétrica, sintetizadores e pedais de efeitos) e Juarez Neto Sexteto - grupo de jazz de Curitiba, criado especialmente para a Mostra, composto por: Lilian Nakahodo (pianista), Duda Comunello (guitarrista), Igor Loureiro (baixo elétrico), Gabi Bruel (percussionista) e Dani Dalessa (baterista).
 

Serviço

O que: Mostra CineConcertos – O cinema nunca foi mudo

Quando: de 20 a 25 de fevereiro (terça a domingo), sempre às 19h.

Onde: CAIXA Cultural Curitiba (Rua Conselheiro Laurindo, 280 –  Centro)

Capacidade máxima: 123 lugares + 02 espaços para cadeirantes


Ingresso: Gratuito

Contribua levando 1kg de alimento

Retirada de ingressos uma hora antes de cada sessão, na  bilheteria do teatro.

Verifique a classificação indicativa de cada filme.


CAIXA Cultural Curitiba - www.caixacultural.gov.br 

A VOZ DE DEUS ESTREIA NESTA QUINTA-FEIRA NOS CINEMAS

Documentário de Miguel Antunes Ramos propor uma reflexão íntima sobre fé, identidade e pertencimento em um país em constante transformação. ...