Prime Video divulga data de estreia e trailer oficial da série documental Original Amazon Viajando Com os Gil


O Prime Video anuncia a estreia de Viajando com os Gil para o dia 30 de junho e lança o trailer oficial da série documental brasileira Original Amazon. Entre momentos de afeto com os filhos, puxões de orelha, comentários espontâneos e carinhosos vindos dos caçulas e os desafios de uma turnê internacional em família, Gilberto Gil reforça a riqueza de seu legado por meio da música. Os seis novos episódios da produção serão lançados exclusivamente no Prime Video, em mais de 240 países e territórios, e será a mais recente adição à assinatura Prime. Membros Prime no Brasil desfrutam de economia, conveniência e entretenimento, tudo em uma única assinatura. 

O reality, gravado de forma documental, celebra os 80 anos de Gil fazendo com que o público também se sinta um dos membros da turnê internacional “Nós, a Gente”, que traz o cantor, Flora, Bela, Preta, Flor, Nara, João, Francisco, Bem, José, Marília, Maria, Bento, Pedro, Lucas, Gabriel e outros integrantes da maior família musical do Brasil. Ao todo são quase 40 familiares viajando juntos, incluindo 7 filhos, 12 netos e 1 bisneta do cantor. Ao longo de 36 dias, a família fez 15 apresentações em 10 países como França, Alemanha, Itália, Dinamarca e Inglaterra, entre outros. Viajando com os Gil mostra como a família tornou realidade a turnê planejada na primeira temporada, Em Casa Com os Gil. 

Além de momentos de intimidade, os episódios retratam importantes momentos em família. A formação familiar diversa dos Gil, a forte influência da cultura africana e a presença feminina na sociedade e no âmbito musical são alguns dos temas abordados na série, que será embalada por músicas que marcaram gerações e a cultura do país. Com direção geral de Andrucha Waddington e direção de Pedro Waddington e Rebeca Diniz, Viajando com os Gil é produzida pela Conspiração, com roteiro de Hermano Vianna e Sebastian Gadea, além de produção executiva de Andrucha Waddington, Renata Brandão e Ramona Bakker.

LA PARLE, coprodução franco-brasileira, estreia nos cinemas no dia 29/6

 


Tudo começou na residência artística Les Ateliers du Cinéma, promovida pelo cineasta francês Claude Lelouch, vencedor da Palma de Ouro e do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por “Um Homem, Uma Mulher”. Gabriela Boeri, a única brasileira da residência, que aconteceu ao longo de um ano em Beaune (França), conheceu lá Fanny Boldini, Kevin Vanstaen e Simon Boulier, e juntos fizeram o longa de ficção LA PARLE. O filme teve sua première mundial no Festival International du Film de Saint-Jean-de-Luz, na França, em 2022 e estreou na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Será lançado nos cinemas no dia 29 de junho, pela Pandora Filmes.

Produzido pelas brasileiras Claraluz Filmes e Kinoteka, em parceria com a francesa Les Films Bleus, o longa foi filmado quase inteiramente com iPhones. “O iPhone nos deu mobilidade para viver ao invés de atuar. Queríamos explorar esse aparelho que as pessoas usam para gravar constantemente, das coisas mais insignificantes aos grandes eventos. Como estão todos, o tempo todo, com seus celulares, a gente passava despercebido durante as filmagens. Isso contribuiu para o tom documental da narrativa. Assumimos as imperfeições da imagem e também das nossas vidas, buscando transformar o ordinário em extraordinário”, explica Gabriela.

Além de dirigir, o quarteto também assina o roteiro e atua no filme, realizado em três momentos entre 2018 e 2020. Entre cada um deles, o grupo montava o que já tinha sido filmado e, posteriormente, reescrevia o roteiro.

“Tínhamos um roteiro inicial, que foi nosso ponto de partida. Compartilhamos questões e conflitos reais das nossas vidas e, a partir deles, escrevemos uma ficção. Conforme fomos filmando e montando as cenas, também fomos alterando essa base e incorporando as transformações que estávamos vivendo. Como nunca tínhamos atuado, os conflitos reais nos ajudaram muito na interpretação das cenas de ficção. Essa mistura de realidade e ficção é a essência da narrativa. O fato de sermos os protagonistas e de termos filmado com o celular também faz parte da gramática desse roteiro.”

Na obra, Fanny, Kevin e Simon se juntam à Gabriela para passar as férias de verão na costa basca francesa. O lugar é famoso por reunir pessoas ao redor de La Parle, uma onda que, segundo a tradição local, revira sentimentos e traz resoluções. Enquanto Fanny precisa lidar com a iminência de um exame médico, Gabriela, longe de sua família no Brasil, questiona seu futuro. Kevin tenta se ocupar com o trabalho, mas sua mente está em outro lugar. Simon, por sua vez, apenas quer que o grupo se divirta.

No longa, Fanny, Kevin e Simon se juntam à Gabriela para passar as férias de verão na costa basca francesa. O lugar é famoso por reunir pessoas ao redor de La Parle, uma onda que, segundo a tradição local, revira sentimentos e traz resoluções. Enquanto Fanny precisa lidar com a iminência de um exame médico, Gabriela, longe de sua família no Brasil, questiona seu futuro. Kevin tenta se ocupar com o trabalho, mas sua mente está em outro lugar. Simon, por sua vez, apenas quer que o grupo se divirta.

A escolha pelo iPhone como ferramenta partiu de uma experiência no ateliê, com o Lelouch. “Ele resolveu projetar no cinema da residência uma mesma cena filmada com câmeras diferentes, dentre elas a câmera do iPhone. Ele, que já filmou com todas as câmeras do mundo, comentou que não queria que a câmera do celular fosse manipulada até parecer uma Alexa. Ele estava interessado nessa textura diferente e na emoção que ela gera.”

Ela conta que o quarteto ficou muito impactado, e, naquela noite, decidiu que faria um filme juntos. “A textura das imagens filmadas com o celular é a emoção do nosso tempo. Aquilo que vemos como defeito também faz parte dessa linguagem. Como podemos incorporar isso numa narrativa onde o público possa se identificar de forma íntima e direta?”

Gabriela ressalta que o encontro com os produtores brasileiros Fernando Sapelli e Carolina Heller permitiu que o filme crescesse. LA PARLE foi inteiramente filmado num país que valoriza o cinema e que entende a importância da cultura para construção de qualquer nação. Durante esse período, o Brasil sofreu ataques e cortes de um governo que não só não valoriza a cultura, como tem um projeto que inviabiliza o nascimento de novos talentos.”

Sapelli conta que chegou ao filme durante uma viagem de Gabriela ao Brasil, que lhe apresentou o material já filmado, e ele percebeu haver algo de muito especial ali. “Acompanhei presencialmente apenas uma parte das filmagens. Já toda a edição e pós-produção aconteceram remotamente por conta da pandemia. Foi um desafio conseguir ter essa comunicação fluída, essencial para o processo, mas o resultado final é fruto de todos esses encontros de experiências de vidas diversas.”

Sinopse
Durante suas férias de verão, Fanny precisa lidar com a iminência de um exame médico. Acompanhada de três amigos, seu momento de relaxamento se torna uma experiência profunda conforme o grupo cria conexões inesperadas.

Ficha Técnica
Produtoras
: Claraluz Filmes e Les Films Bleus
Coprodutora: Kinoteka
Direção e Roteiro: Fanny Boldini, Gabriela Boeri, Kevin Vanstaen, Simon Boulier
Elenco: Fanny Boldini, Gabriela Boeri, Kevin Vanstaen, Simon Boulier
Duração: 75 minutos

PROGRAMAÇÃO 01 a 07/06/23 – SESC DIGITAL PLATAFORMA SESC DIGITAL EXIBE



Os Filmes “Elegia de um crime”, “Antes do Fim”, “Mataram meu irmão” e “Ensaio sobre o Fracasso”, dirigidos pelo cineasta Cristiano Burlan são as estreias desta semana no Sesc Digital


Assista gratuitamente em
                                             www.sescsp.org.br/cinemaemcasa


Lançada pelo CineSesc em junho de 2020, a série Cinema #EmCasaComSesc já exibiu gratuitamente mais de mil títulos, entre longas e curtas-metragens, nacionais e estrangeiros, recebeu mostras e festivais e já levou 12 milhões de visitas à plataforma Sesc Digital.

Nesta quinta-feira, 01 de junho, quatro novos filmes dirigidos pelo cineasta Cristiano Burlan serão exibidos: “Elegia de um crime”, o longa foi selecionado para mostra oficial do Festival É Tudo Verdade em 2018; “Antes do Fim”, fez parte da seleção oficial da 21ª. Mostra de Cinema de Tiradentes e participou também da 50ª. Edição do Festival de Brasília; “Mataram meu irmão” filme vencedor de Melhor Filme do júri e do público, no 18º. Festival É Tudo Verdade e Menção Honrosa do Festival Cinesul – Prêmio Governador do Estado para Cultura 2013 e “Ensaio sobre o Fracasso”, filme selecionado para o 23ª. Mostra de Cinema de Tiradentes. 
 
Todos os filmes ficam 30 dias disponíveis na plataforma e gratuitos.

Confira a programação completa na plataforma.
As estreias podem ser acessadas em sescsp.org.br/cinemaemcasa







FESTIVAL CINEMA LEVA EU, que acontece entre os dias 01 e 05 de agosto em Xerém terá REGINA CASÉ como a grande homenageada.


Como homenageada da primeira edição do Festival, a atriz, autora, diretora, produtora e apresentadora brasileira, REGINA CASÉ. 


Regina iniciou sua carreira no teatro e em 1978 estreou em um clássico do cinema nacional, “Chuvas de Verão”, de Cacá Diegues. Na TV brilhou em várias novelas. Em 1991 estreou como apresentadora no Programa Legal. É vencedora de prêmios importantes no Brasil e no exterior. 

O CINEMA LEVA EU é um festival audiovisual realizado em Xerém, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, estado do Rio de Janeiro. Plural e de dimensão nacional, a sua primeira edição acontecerá de 01 até 05 de agosto de 2023. O evento é uma realização da Escola Brasileira de Audiovisual (EBAV) em parceria com o Instituto Zeca Pagodinho. 

O CINEMA LEVA EU é um projeto de fomento, formação e exibição do audiovisual na Baixada Fluminense. O Festival consiste na difusão e exibição de curtas-metragens, locais, regionais e nacionais. A proposta é abrir um espaço para divulgação e democratização do cinema nos 13 municípios que compõe a Baixada Fluminense, visando socializar e aumentar a produção local. O reconhecimento dos profissionais que produzem o audiovisual na Baixada, o intercâmbio entre eles e os produtores e realizadores de todo Brasil é, também, um dos objetivos dos realizadores do Festival. 

“Chef Jack: O Cozinheiro Aventureiro” chega às plataformas de aluguel e compra


A família toda vai se reunir na frente do sofá para se divertir com a maior competição de aventura culinária do mundo. Com dublagem de Danton Mello, “Chef Jack: O cozinheiro aventureiro", já pode ser alugado ou comprado em lojas digitais e operadoras de TV.

O filme conta a história do cozinheiro Jack, um rapaz vaidoso que se mete em diversas aventuras para conseguir os ingredientes mais raros do mundo e completar suas receitas únicas. Mas as coisas azedam para o lado de Jack após ele cometer um grave erro em um prato e sua reputação vira uma piada. Para dar a volta por cima e provar para o mundo inteiro que ele ainda é o maior chef aventureiro da atualidade, ele só tem uma saída: participar da maior competição de culinária de aventura do mundo, a Convergência de Sabores! O que Jack pensava ser uma tarefa fácil acaba se tornando um grande desafio. Ele terá que aprender a trabalhar em equipe com um novato pouco confiante, o sonhador Leonard.

Animação 100% brasileira da produtora Immagini Animation, “Chef Jack - O Cozinheiro Aventureiro” marca a estreia do diretor mineiro Guilherme Fiúza Zenha na direção de uma animação. O filme é uma coprodução com a Pixel Produções e a Ciclus, com codistribuição da Sony Pictures e da Cineart.

O consumidor que optar pelo aluguel terá o filme disponível por 48 horas, enquanto a compra garante a aquisição do conteúdo sem prazo de validade.

Ficha Técnica
Direção: Guilherme Fiuza Zenha
Criação: Artur Costa
Roteiro: Artur Costa, Matheus B. Oliveira e Roger Keesse
Produção e Produção Executiva: Luiz Fernando de Alencar e Giordano Becheleni Direção de Produção: Andressa Nowasyk
Direção de Arte: Sarah Guedes
Direção de Layout: e Props Israel Dilean
Direção de Cenários: Rayanne Vieira
Direção de Animação: Eduardo Bruekers
Direção de Pós-Produção: Carlos Daniel (CD)
Desenho de Som: Kiko Ferraz e Chrístian Vaisz
Mixagem: Ricardo Costa
Trilha Sonora: Bruno Mad
Música Tema: Kiko Ferraz, Bruno Mad, Cláudio Levitan e Banda Scarcéus
Montagem: João Marinho
Empresa produtora: IMMAGINI ANIMATION STUDIOS BRASIL
Coprodução: PIXEL PRODUÇÕES e CICLUS PRODUÇÕES AUDIOVISUAIS
Produtora Associada: SOLO FILMES

 
ESPECIFICAÇÕES
Duração: aproximadamente 72 minutos
Classificação indicativa: livre
Plataformas de Aluguel e Compra: Apple TV (iTunes), Claro TV +, Google Play e Microsoft Films & TV (Xbox) e YouTube.
Plataformas digitais exclusivamente para aluguel: Prime Video, SKY, Vivo Play, Oi e TMWPIX.

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"Homem-Aranha: Através do Aranhaverso" estreia em 1º de junho no Brasil



"Homem-Aranha: Através do Aranhaverso" estreia em 1º de junho no Brasil

O novo filme do super-herói dá sequência às aventuras e desafios de Miles Morales

Créditos: Sony Picture Animations.
 
 "Homem-Aranha: Através do Aranhaverso" é o próximo capítulo da saga de Miles Morales. Desta vez, ele tentará mudar o seu destino e vai lutar contra um exército de Pessoas-Aranha como nunca antes visto na franquia. O filme, um dos mais aguardados do ano, estreia nos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, 1º de junho. 

Depois de se reunir com Gwen Stacy, a incrível Mulher-Aranha da Terra-65, o amigão da vizinhança e protetor em tempo integral do Brooklyn é catapultado através do Multiverso, onde ele encontra um time de Pessoas-Aranha que precisam proteger a própria existência. Quando eles não conseguem se unir para lidar com uma nova ameaça, Miles se vê dividido e precisa redefinir o que significa ser um herói para que ele consiga salvar as pessoas que mais ama. 

O filme dá continuidade à saga iniciada em "Homem-Aranha no Aranhaverso" (2018), vencedor do Oscar® de melhor animação. Nesta sequência, Miles enfrenta difíceis escolhas e deve trilhar seu próprio caminho. Ele já aprendeu que qualquer um pode usar a máscara. Agora, vai descobrir que é a forma de usá-la que faz dele um herói ou não. Miles e Gwen vão encarar desafios aparentemente insuperáveis que podem afetar drasticamente suas vidas – e as vidas de todos no multiverso – para sempre. 

O longa é produzido por Avi Arad, Amy Pascal, Phil Lord, Christopher Miller e Christina Steinberg. Bob Persichetti, Peter Ramsey, Rodney Rothman, Aditya Sood e Brian Bendis são os produtores executivos. O elenco de vozes conta com Shameik Moore, Hailee Steinfeld, Jake Johnson, Issa Rae, Daniel Kaluuya, Jason Schwartzman, Brian Tyree Henry, Luna Lauren Velez, Greta Lee, Rachel Dratch, Jorma Taccone, Shea Whigham e Oscar Isaac. 

“Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” é dirigido por Joaquim Dos Santos, Kemp Powers e Justin K. Thompson, com roteiro escrito por Phil Lord & Christopher Miller e David Callaham. É baseado nas histórias em quadrinhos do personagem da Marvel Comics, produzido pela Columbia Pictures e Sony Pictures Animation em associação com a Marvel Entertainment.
 

Sinopse
Miles Morales está de volta para o próximo capítulo da saga vencedora do Oscar®. Depois de se reunir com Gwen Stacy, o amigão da vizinhança e protetor em tempo integral do Brooklyn é catapultado através do Multiverso, onde ele encontra um time de Pessoas-Aranha que precisam proteger a própria existência. Quando os heróis não conseguem se unir para lidar com uma nova ameaça, Miles se vê dividido e precisa redefinir o que significa ser um herói para que ele consiga salvar as pessoas que mais ama. 

Ficha Técnica

Dirigido por: Joaquim Dos Santos, Kemp Powers, Justin K. Thompson

Roteiro de: Phil Lord & Christopher Miller e David Callaham

Baseado nos quadrinhos MARVEL

Produzido por: Avi Arad, Amy Pascal, Phil Lord, Christopher Miller, Christina Steinberg

Elenco: Oscar Isaac, Shameik Moore, Hailee Steinfeld, Brian Tyree Henry , Luna Lauren Velez, Greta Lee, Issa Rae, Rachel Dratch, Jorma Taccone, Shea Whigham, Jason Schwartzman
 

MARVEL and all related character names: © & ™ 2021 MARVEL

"Academy Award®" and/or "Oscar®" is the registered trademark and service mark of the Academy of Motion Picture Arts and Sciences.

O2 Play e Ingresso.com lançam cena exclusiva de Urubus, produzido por Fernando Meirelles

 


A O2 Play, distribuidora da O2 Filmes, divulga em parceria com a Ingresso.com uma cena exclusiva do filme nacional Urubus. Dirigido por Claudio Borrelli, com produção executiva de Fernando Meirelles e roteiro de Mercedes Gameiro, Borrelli e do artista plástico e pichador Cripta Djan, o longa-metragem estreia nos cinemas do país em 1º de junho. 

No trecho específico, a personagem Valéria (Bella Camero, de "Marighella") está em um momento a sós com Trinchas (Gustavo Garcez). Ela lê um trecho do livro "Caos", de Hakim Bey, para convencer o jovem pichador de que seus rabiscos, na verdade, são arte. Confira a cena neste link.

Urubus chega às salas de exibição do Brasil após vencer a 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo nas categorias do Público como Melhor Filme de Ficção Brasileiro e da Crítica como Melhor Filme Brasileiro. O longa-metragem também tem reconhecimento internacional, com prêmios no British Independent Film Festival e Manchester International Film Festival, entre outros importantes festivais. 

Urubus acompanha a história de Trinchas (Garcez), jovem líder de um grupo de pichadores, que escala os edifícios mais altos da cidade para deixar sua marca. Quando ele conhece a estudante de arte Valéria (Camero), seus diferentes modos de vida entram em choque e disso resulta a invasão da 28ª Bienal de São Paulo.

 

Ficha técnica 

Direção: Claudio Borrelli

Roteiro: Mercedes Gamero, Claudio Borrelli, Cripta Djan

Produção: Julia Tavares, Claudio Borrelli

Produtores: Tina Ponte

Produção Executiva: Fernando Meirelles, Julia Tavares

Fotografia: Ted Abel

Direção de Arte: Larissa Cambauva, Paulo Ribeiro

Som: Silvio Piesco

Preparação de Elenco: Fátima Toledo

Som direto: Débora Murakawa

Figurino: Katia Gimenez

Maquiagem: Marcelo Cavalieri

Elenco: Gustavo Garcez, Bella Camero, Bruno Santaella, Júlio Martins, Roberto Orlando, Matias Antonio
 

Sinopse

São Paulo. Na quarta maior cidade do mundo, onde a pichação cobre mais muros e prédios do que em qualquer outro lugar do planeta, Trinchas comanda um grupo de pichadores que escala os edifícios mais altos para deixar sua marca. Quando Trinchas conhece Valéria, uma estudante de arte, seus mundos colidem resultando na invasão da 28ª Bienal de São Paulo. A partir de então, a pichação ocupa seu lugar no mundo da arte e o bando de jovens invisíveis da periferia torna-se protagonista de um polêmico debate cultural.

Prime Video Revela Primeira Imagem de Citadel: Diana, Versão Italiana da Franquia

Um teaser do próximo capítulo do universo de espionagem de Citadel aparece no último episódio da primeira temporada da série, estrelando Richard Madden e Priyanka Chopra Jonas

 


Citadel: Diana, estrelando Matilda De Angelis, vai estrear exclusivamente no Prime Video em 2024 

O Prime Video anuncia hoje o título do novo capítulo do universo de espionagem de Citadel, Citadel: Diana, e revela a primeira imagem oficial com Matilda De Angelis (The Undoing) como personagem principal na nova produção. Citadel: Diana será a mais recente adição à assinatura Prime. Membros Prime no Brasil desfrutam de economia, conveniência e entretenimento, tudo em uma única assinatura. 

O episódio final de Citadel, estrelado por Richard Madden e Priyanka Chopra Jonas, estreia hoje no Prime Video. A primeira série da franquia global de espionagem termina sua primeira temporada com grandes reviravoltas e momentos de tensão, já que os agentes de Citadel descobrem a identidade do responsável por derrubar a organização, que trabalhava para a Manticore. Traições serão descobertas e perguntas terão suas devidas respostas, enquanto as ações do final criam consequências que serão sentidas em todo o universo de espionagem de Citadel. Seguido do último episódio, um teaser pós-crédito de Citadel: Diana revela um spoiler interessante do que está por vir nesse próximo capítulo.

Citadel: Diana foi criada, produzida e filmada na Itália, com produção terminada no começo deste ano. A série é da Cattleya (ZeroZeroZero) - parte do ITV Studios - e tem como showrunner e produtora executiva Gina Gardini, com Riccardo Tozzi, Marco Chimenz, e Giovanni Stabilini também como produtores executivos e Emanuele Savoini como coprodutor executivo. A AGBO de Anthony e Joe Russo, Mike Larocca, Angela Russo-Ostot, Scott Nemes, e David Weil (Hunters) também são produtores executivos de Citadel: Diana e de todas as séries dentro desse universo. A Midnight Radio também é produtora executiva de Citadel: Diana e de todas as séries dentro desse universo. 

Citadel: Diana é dirigida por Arnaldo Catinari e desenvolvida por Alessandro Fabbri, que também é o diretor geral, e escreveu a série com Ilaria Bernardini, Laura Colella, Gianluca Bernardini, e Giordana Mari. Como foi anunciado anteriormente, a lista de outros atores além de Matilda De Angelis inclui Lorenzo Cervasio, Maurizio Lombardi, Julia Piaton, Thekla Reuten, Daniele Paoloni, Bernhard Schütz, e Filippo Nigro. 

Todos os episódios da primeira temporada de Citadel já estão disponíveis. Citadel: Diana será lançado exclusivamente no Prime Video, em mais de 240 países e territórios.
 

Sobre Citadel

Oito anos atrás, Citadel caiu. A agência de espionagem global independente - encarregada de garantir a segurança de todas as pessoas - foi destruída por agentes da Manticore, um poderoso sindicato que manipula o mundo das sombras. Com a queda de Citadel, os agentes de elite Mason Kane (Richard Madden) e Nadia Sinh (Priyanka Chopra Jonas) tiveram suas memórias apagadas enquanto escapavam com vida por pouco. Eles permaneceram escondidos desde então, construindo novas vidas sob novas identidades, sem saber de seu passado. Até uma noite, quando Mason é localizado por seu ex-colega da Citadel, Bernard Orlick (Stanley Tucci), que precisa desesperadamente de sua ajuda para impedir que Manticore estabeleça uma nova ordem mundial. Mason procura sua ex-parceira, Nadia, e os dois espiões embarcam em uma missão que os leva ao redor do mundo em um esforço para parar Manticore, enquanto lutam com um relacionamento construído sobre segredos, mentiras e um amor perigoso, mas eterno. Richard Madden estrela como Mason Kane, ao lado de Priyanka Chopra Jonas como Nadia Sinh, Stanley Tucci como Bernard Orlick, Lesley Manville como Dahlia Archer, Osy Ikhile como Carter Spence, Ashleigh Cummings como Abby Conroy, Roland Møller como Anders Silje e Davik Silje, Caoilinn Springall como Hendrix Conroy e muito mais.
 

Do Amazon Studios e da AGBO dos irmãos Russo, Citadel tem produção executiva de Anthony Russo, Joe Russo, Mike Larocca, Angela Russo-Otstot e Scott Nemes pela AGBO, com David Weil atuando como showrunner e produtor executivo. Josh Appelbaum, André Nemec, Jeff Pinkner e Scott Rosenberg são os produtores executivos da Midnight Radio. Newton Thomas Sigel e Patrick Moran também atuam como produtores executivos.

Temporada de Señorita 89 chega ao final com revelações e surpresas

 

Série mexicana produzida por Pablo Larraín (Spencer, Jackie) mostra os bastidores obscuros dos concursos de miss



FINAL DE TEMPORADA: 31/5, quarta-feira, 21h15

Lifetime apresenta no dia 31 de maio os episódios finais da primeira temporada da série mexicana Señorita 89, um thriller ambientado no final da década de 1980, que tem como pano de fundo a preparação das candidatas a Miss México. A produção expõe a obscura realidade que existe por trás do glamour dos concursos de miss.

A série conta a história de Concepción (Ilse Salas, 100 Dias para Se Apaixonar), a matriarca do concurso de beleza mais importante do país, que, junto a uma equipe de especialistas em maquiagem, treinadores e até cirurgiões plásticos, recebe em sua propriedade as 32 participantes que querem se tornar a Miss México 1989. Cada uma delas traz consigo seu passado, bem como a fantasia de se transformar na nova rainha mexicana e no orgulho de sua cidade natal. Neste contexto, as mulheres deverão se submeter a um difícil treinamento durante três meses, para chegar à final da competição e conquistar a preciosa coroa.

Vigiadas a todo momento e sem qualquer possibilidade de contato com o mundo exterior, algumas das meninas começam a perceber que o caminho para a coroa não é o que aparenta ser. Mesmo vivendo momentos traumáticos e dolorosos, as modelos se ajudam e unem forças.

Lifetime exibe os últimos episódios da primeira temporada na quarta-feira, dia 31 de maio:

Em Dolores: Lópes Morton anda de carro com Elena e a ameaça. Dolores volta para casa e diz às garotas que as autoridades já sabem de tudo. Enquanto isso, Elena é trancada em um quarto onde não pode receber visitas. Concepción ameaça o irmão, com quem falará sobre tudo o que aconteceu na Encantada. Nesse meio tempo, as candidatas ensaiam as perguntas do concurso com Luisa, mas começam a ficar inquietas em relação a professora Elena.

Em A final, depois de uma impactante reviravolta, as garotas estão aterrorizadas. López Morton decide tomar as rédeas da situação e ameaça Jocelyn e Ángeles. Jocelyn conta para Elena, que resolve acelerar seu plano. Concepción confessa a verdade para a imprensa, antes do concurso. No entanto, nada foi transmitido.

Classificação Indicativa: 14 anos

 

Sobre Lifetime


O Lifetime é a marca de entretenimento para a mulher. As histórias contadas são escritas, produzidas e protagonizadas por mulheres. Aqui a mulher é quem ela quiser e se distrai com séries e filmes que se conectam com suas emoções. Os Lifetime Movies contam histórias em que a mulher é representada, com o simples objetivo de divertir e distrair, com tramas repletas de dramas, mistério, histórias reais e muito suspense.

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“O Caso Escola Base”, série documental inédita, estreia no Canal Brasil no dia 2 de junho


A série documental inédita “O Caso Escola Base”, dirigida por Paulo Henrique Fontenelle, estreia dia 2 de junho no Canal Brasil. A produção destrincha por diferentes ângulos e pontos de vista um caso policial que chocou todo o país em 1994, quando donos da escola infantil Base, em São Paulo, foram acusados de abuso sexual contra crianças. Em quatro episódios, a série apresenta o caso através de imagens de arquivo, documentos e fotos nunca antes divulgados e depoimentos dos envolvidos, como Paula Milhin, uma das donas da escola; Dr. Francisco Galvão Bruno, o juiz do caso; e jornalistas que noticiaram os fatos na época. Os episódios serão exibidos no canal às sextas, dois em sequência, nos dias 2 e 9 de junho, às 22h30 e estarão disponíveis no Globoplay + canais a partir da estreia. “O Caso Escola Base” é produzida pela Mistika Produções em coprodução com a Fontenelle Filmes. 

A série volta a março de 1994, quando mães de duas crianças fizeram as denúncias à 6ª DP de São Paulo. De acordo com elas, seus filhos de quatro anos relataram que sofreram abuso sexual com consentimento dos proprietários da escola: Icushiro Shimada, Maria Aparecida Shimada, Paula Milhin. O motorista de van e marido de Paula na época, Maurício Monteiro de Alvarenga, também foi acusado de assédio. O caso tomou uma grande proporção e os quatro foram condenados pela mídia, pela justiça e pela opinião pública, antes mesmo de serem ouvidos ou julgados.

O diretor Paulo Henrique Fontenelle conta como foi o processo de criação da série. “Esse é um projeto que eu tenho há mais de 16 anos. Eu cursava a faculdade de jornalismo na época em que aconteceu o caso e a imagem daquelas pessoas que foram injustiçadas sempre ficou na minha cabeça. Passei anos fazendo pesquisas nas TVs, encontrando pessoas, reunindo documentos e buscando uma parceria que me ajudasse a contar essa história. Foi um processo intenso, desgastante, mas repleto de emoção, tanto nos depoimentos das pessoas envolvidas, como na união de toda a equipe para chegarmos ao fim dessa história”, diz.

A produção é contada a partir de imagens de arquivo e depoimentos dos principais personagens do evento. Também participam da série jornalistas como Luis Nassif, ex-comentarista da Band; Boris Casoy, apresentador do SBT; Valmir Salaro, repórter da TV Globo e o primeiro a chegar na escola; e Florestan Fernandes Jr., ex-repórter da TV Cultura, o primeiro a ouvir o lado dos acusados. As filhas de Paula Milhin e Mauricio Monteiro de Alvarenga, Mariana e Marina; Ricardo Shimada, filho do casal Icushiro e Maria Aparecida Shimada, também dão entrevistas à produção. “O Caso Escola Base” traz ainda o depoimento inédito do americano Richard Pedicini que, mesmo sem conhecer ninguém da escola, foi acusado de abuso sexual. 

O primeiro episódio é construído a partir do ponto de vista dos jornalistas que cobriram o caso na época. O segundo foca nos detalhes vivenciados pelos acusados. No terceiro, é apresentada a história do casal Saulo e Mara da Costa, pais de um aluno da Escola Base que receberam um mandado de prisão e foram acusados injustamente de atentado ao pudor. A partir do depoimento dos dois, os jornalistas e o público começaram a desconfiar das acusações. A quarta parte traz mais detalhes sobre a investigação  até chegar no desfecho do caso.

Sobre os depoimentos, Fontenelle comenta que as entrevistas de Paula Milhim e de suas filhas foram as mais carregadas de emoção. “Paula até hoje espera uma reparação financeira e vive com grande dificuldade. Os relatos dela e das filhas sobre os fatos e, principalmente, sobre as consequências do que esse caso representou na vida delas, são muito fortes”, afirma o diretor, que também explica sobre a pesquisa para a série. “Eu tive acesso a boa parte do inquérito policial, que serviu de guia para as entrevistas e uma fita de videocassete de uma das vítimas que gravou tudo que aparecia sobre o caso na época em todos os telejornais. Isso nos deu um panorama bem real de como foi a cobertura jornalística na época”.


O CASO ESCOLA BASE (2023) (4 X 45’)

INÉDITO

Estreia: Sexta, 02/06, às 22h30

Horário: Sextas, às 22h30 (dois episódios em sequência)

Rebatidas: Sábados, às 14h30, e domingos, às 11h

Direção: Paulo Henrique Fontenelle

Classificação: Livre

Sinopse: Uma denúncia de abuso sexual de crianças de uma escola de São Paulo, na década de 1990, promove um “linchamento” público de sete inocentes, motivado pelo sensacionalismo da mídia e pelos erros nas investigações por parte da polícia. A série documental reconta, do ponto de vista das vítimas e dos profissionais de imprensa, esse emblemático evento que se tornou referência nas escolas de jornalismo do Brasil.

Até onde vale ir pela perfeição? Lagon Filmes apresenta La Danse Rouge

Segundo longa-metragem da produtora conta o drama de uma atriz em busca da perfeição

Em fase de finalização, o segundo longa da produtora Lagon Filmes, La Danse Rouge, que teve parte de sua gravação realizada durante a pandemia, deve estrear em breve no cinema e nas plataformas de streaming. Em seu elenco, conta com grandes nomes, entre eles, Gilda Nomacce, que participa da segunda temporada de Cidade Invisível, da Netflix.

O longa conta o drama de Sara, uma atriz de teatro que ensaia incansavelmente para a peça La Danse Rouge, onde interpreta a personagem Elis. No entanto, a grande pressão e as inúmeras exigências de seu diretor, faz com que ela busque nada mais do que a perfeição. Mas será que isso é possível? Exausta por toda intimidação sofrida, a atriz ultrapassa todos os seus limites para aperfeiçoar sua performance, até decidir se matar em cena para conseguir sentir o que Elis sentiu, a morte.  

Dirigido por Arthur Moric,e roteirizado por Moric e Arthur Lopes, La Danse Rouge foi inspirado em obras como Cisne Negro e Whiplash: Em Busca da Perfeição. O filme experimental traz uma narrativa de drama sobre as angústias do perfeccionismo e as consequências da repressão e autoritarismo da época, já que a trama se passa na década de 80, em um período pós ditadura e abordando também o universo artístico lidando com o contexto de censura e violência."

O primeiro longa da Lagon Filme, Efeito Placebo teve sua grande estreia em 2021 no Cine Petra Belas Artes, e desde então caminha por diversos festivais de cinema pelo Brasil e pelo mundo, arrecadando inúmeros prêmios com sua produção.

Presentes em festivais como Lift-Off Global Network, Festival Internacional de Las Vegas e o Sensei Tokyo FilmFest, foram premiados no Rome International Movie Awards nas categorias Melhor Diretor (Arthur Moric), Melhor Filme de Suspense, Melhor Maquiagem e Efeitos Especiais e Melhor Atriz em 2022.

"O filme consegue envolver não só artistas mas também o público em geral, apesar de falar sobre um período específico da história do brasil ele é bem mais do que isso, fala sobre toda a censura, violência, desvalorização e descaso com o qual o universo da arte lida e principalmente a entrega total de um artista a sua obra", afirma Moric.

A produção executiva é assinada por Carol Caliri, também integrante da produtora. "O resultado está ficando incrível, escolhi grandes profissionais para compor essa equipe. A qualidade técnica é digna da história contada, iremos entregar uma ficção que não só fala sobre arte mas é por si só uma obra. Fazer cinema independente nos dias de hoje é um ato de resistência, você tem que ser absolutamente apaixonado e se entregar pela sua arte, o filme fala sobre isso", comenta Caliri.

A produção também conta com a participação de nomes, como: Gaya Gregorio, Juliana Sanoli, Leonardo Possati e Patrick Alves.

Além de Efeito Placebo e La Danse Rouge, a produtora Lagon Filmes já realizou diversas outras produções de curta-metragens, como Wild West que retrata as épocas de velho oeste, Sobre Bonecas feito a partir de uma história real, e Lollie, que foi selecionado para participar do Cannes Short Film Corner 2020. Além desses, a produtora foi responsável pela co-produção do curta 11 Minutos que recebeu mais de 20 prêmios em festivais internacionais.

Confira o trailer oficial de La Danse Rouge aqui.

ABORDANDO TEMAS PESSOAIS E UNIVERSAIS, BEM-VINDOS DE NOVO CHEGA AOS CINEMAS EM 15 DE JUNHO

 


Relações humanas e familiares, imigração, laços de afeto e a passagem do tempo são alguns dos elementos que marcam o documentário BEM-VINDOS DE NOVO, longa de estreia de Marcos Yoshi que teve sua première mundial no Tokyo Documentary Film Festival, no Japão, e sua primeira exibição no Brasil na Mostra Aurora, em Tiradentes. Produzido pela Meus Russos, o filme chega aos cinemas brasileiros no dia 15 de junho, com lançamento da Embaúba Filmes.

Ao mesmo tempo, extremamente pessoal, mas também universal, o documentário acompanha a família do próprio Yoshi, que se reencontra 13 anos após separados, quando os pais, Roberto Shinhti Yoshisaki e Yayoko Yoshisaki, retornam do Japão, onde foram trabalhar. Nesse momento, de sentimentos novos e redescobertas, o filme começa a sua narrativa.

“Eu intuía que se eu conseguisse ser o mais justo possível com as relações humanas dentro da família, e o mais honesto possível com os sentimentos e as emoções – o que não é nada fácil –, tudo isso ressoaria nas pessoas. Além disso, tem a questão da imigração, que é um tema central do mundo de hoje. Especificamente, identificava que a separação familiar causada pelo deslocamento, seja forçado ou por questões econômicas, é muito presente na migração de nordestinos para o sudeste”, conta o diretor, que começou o longa em 2015.

Ao longo desses anos, Yoshi filmou sua família, mas também resgatou vídeos da sua infância e adolescência que faziam parte do acervo doméstico, assim, BEM-VINDOS DE NOVO consegue contrapor passado e presente, mostrando as mudanças e permanências.

Yoshi conta que, durante os dois primeiros anos que passou filmando os pais, eles estranharam um pouco o que estava acontecendo, e diziam que ninguém iria querer ver o filme, chegando até a sugerir contratarem atores para fazer o papel deles.

“No entanto, apesar dessa espécie de falta de crença no resultado do trabalho, eles jamais se negaram aos pedidos relacionados à realização do filme. Meus pais, principalmente, sempre foram extremamente generosos. Era um misto de confiança absoluta com o desejo de ajudar. Uma combinação de culpa pelos anos de ausência, que se traduzia por vezes em uma disponibilidade irrestrita, com o desejo de ver o filho realizado. Afinal, se eles se sacrificaram tanto para oferecer educação para os filhos, não seria a nossa realização profissional uma espécie de recompensa final para eles?”

Colocar a própria família, em cena, no entanto, foi também um processo de descoberta e aceitação para o próprio cineasta, que, em alguns momentos, se perguntava se o filme não acabava explorando o sofrimento familiar.

“Até que percebi que o longa poderia ser um espaço de acolhimento para essas dores. Um filme em que o fracasso pudesse ser aceito, e talvez até mesmo ressignificado. Porque o fracasso é parte constituinte da história da minha família (e quem sabe até mesmo do nosso país?), mas jamais foi tema de reflexões para além das cobranças que ele motiva. Queria pensar no fracasso como a possibilidade não só de aceitar a vulnerabilidade das pessoas, mas fazer disso uma ética e uma política.”

Yoshi também aponta que este é um filme sobre acolhimento e compreensão mútua, sem ignorar, no entanto, dores e traumas do passado. E, nesse sentido, ele pensa no filme em relação ao Brasil polarizado atual – algumas vezes, isso se reflete numa família.

“É como se a gente voltasse a ser desconhecidos uns para os outros, assim como era a relação entre meus pais e nós, os filhos. Enquanto país, sinto que somos desconhecidos e precisamos nos conhecer de novo”, conclui.

Sinopse
Na virada do milênio, os descendentes de japoneses Yayoko e Roberto Yoshisaki foram tentar uma vida melhor no Japão enquanto seus três filhos ficaram no Brasil com os avós. O casal retorna 13 anos depois e a família passa por uma complexa reconstrução afetiva, documentada pelo filho Marcos Yoshi. A história de uma família dividida entre a necessidade de garantir o sustento e o desejo de permanecer junta.

Ficha Técnica
Direção:
Marcos Yoshi
Produção Executiva: Heitor Franulovic, Paulo Serpa
Música Original: Julia Teles
Produtora: Meus Russos
Direção de Fotografia: Gabriel Barrella, Marcos Yoshi
Som Direto: Chris Matos
Montagem: Yuri Amaral
Desenho de Som: Caio Gox
Diretor Assistente: Eduardo Chatagnier
Finalização: Clandestino
País: Brasil
Ano de Produção: 2023
Duração: 105 minutos

ABERTA AS INSCRIÇÕES PARA O 10º FESTIVAL INTERNACIONAL PEQUENO CINEASTA

Pioneiro no Brasil, o Festival Internacional Pequeno Cineasta (FIPC) se prepara para sua 10ª edição, prevista para setembro de 2023. Voltado para crianças, jovens e educadores, o FIPC apresenta uma programação composta por obras exclusivamente feitas por Pequenos Cineastas (entre 8 e 17 anos) de todo o mundo. Quem quiser participar pode se inscrever gratuitamente até o dia 30 de junho de 2023. O regulamento e o formulário de inscrição estão disponíveis no site www.pequenocineasta.com.br.

Idealizado e produzido pela atriz e produtora brasileira Daniela Gracindo, o evento surgiu do desejo de dar a jovens e crianças a oportunidade de expressar livremente suas visões sobre o mundo através da linguagem cinematográfica, de estimular o autoquestionamento e a crítica e de sensibilizar a juventude para o cinema e a realidade que a rodeia.

 Programação

O FIPC é composto de quatro mostras competitivas, bem como de mostras complementares não competitivas. Um comitê nomeado pela organizadora do Festival seleciona os filmes para as mostras competitivas, relacionadas abaixo:

  • Mostra Nacional Criança: curtas de todo Brasil, realizados por crianças entre 8 e 12 anos de idade.
  • Mostra Internacional Criança: curtas de diversos países, realizados por crianças entre 8 e 12 anos de idade.
  • Mostra Nacional Jovem: curtas de todo Brasil, realizados por jovens entre 13 e 17 anos de idade.
  • Mostra Internacional Jovem: curtas de todo Brasil, realizados por jovens entre 13 e 17 anos de idade.

Premiação

Os filmes selecionados para as mostras competitivas concorrem ao troféu Pequeno Cineasta e a uma claquete da KODAK. O FIPC oferece uma premiação pelo Júri Oficial, composto por jovens cineastas entre 8 e 17 anos, selecionados pela equipe do FIPC, e pelo Júri Popular, integrado por crianças e jovens dessa mesma faixa etária que assistem às sessões. Importante destacar que somente as crianças e jovens que assistem às sessões têm direito a voto.

“Ao avaliar o trabalho de seus pares, estimulamos o senso crítico das crianças. Com isso, ajudamos a formar uma audiência participativa. É o que queremos”, diz Daniela Gracindo, criadora e diretora do Festival.

Mostras Não Competitivas

Além da seleção oficial, o FIPC conta com outras vitrines de filmes:

- Oficina Pequeno Cineasta: apresenta curtas-metragens produzidos pelos alunos das oficinas de cinema de Daniela. O objetivo é dar visibilidade aos projetos de seus alunos, além de possibilitar a eles que exibam os filmes em um contexto de mostra internacional.

- Sustente sua História: traz uma seleção de curtas-metragens sobre sustentabilidade e questões ambientais. Parceria com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

- Convidado Especial: todos os anos, o Festival convida uma organização que trabalha com o ensino de cinema para crianças e adolescentes a expor uma pequena mostra dos filmes de seus alunos.

Além das mostras paralelas, o FIPC também conta com mesas-redondas especialmente voltadas a crianças, adolescentes e educadores. Os jovens têm a oportunidade de aprender e compartilhar suas experiências com convidados internacionais através de videoconferências.

Oficinas de Cinema

Durante o evento também acontecem oficinas de cinema gratuitas além de um workshop voltado para professores no intuito de fomentar o estudo da linguagem cinematográfica dentro da sala de aula.

  • OFICINA DE ANIMAÇÃO AMBIENTAL: voltada para crianças a partir de 10 anos esta oficina apresenta a técnica da animação promovendo uma experiência audiovisual através da utilização de diversos materiais disponíveis na natureza, como folhas, plantas, sementes, pedras e flores.
  • OFICINA CLAQUETE: nessa oficina os alunos irão conhecer os conceitos básicos da linguagem cinematográfica e as principais funções de uma equipe de cinema, através da experiência de realizar uma cena.
  • WORKSHOP CINEMA NA SALA DE AULA: oportunidade para educadores e professores descobrirem um método simples para a prática audiovisual na sala de aula.

Pequeno Cineasta na Escola

Com intuito de ampliar a participação das crianças e jovens de todas as regiões do Brasil, o FIPC disponibiliza sua programação, por meio de uma plataforma virtual, para educadores que tenham interesse em exibir as mostras competitivas dentro do âmbito educacional durante o evento. Os alunos que assistirem às mostras competitivas participam como jurados do Prêmio pelo Júri Popular.

Sobre Daniela Gracindo

Bacharel em cinema pela UNESA, se especializou como produtora executiva em cinema e TV em 2002 fazendo MBA pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) – RJ. Entre vários trabalhos que realizou, desde 2000, como assistente de direção, diretora, diretora de produção e produtora executiva, destaca-se o documentário de longa-metragem que produziu em homenagem ao ator Paulo Gracindo, seu avô paterno, intitulado “Paulo Gracindo – O Bem Amado” lançado nas salas de cinema em maio de 2009, tendo sido aplaudido pelo público e pela crítica. No mesmo ano, criou o projeto Pequeno Cineasta, pensado e desenvolvido com foco nas crianças e jovens de 8 a 17 anos, procurando estimulá-las a um futuro participativo revelando a experiência vivida por crianças do mundo inteiro de contar histórias através da linguagem audiovisual. O projeto compõe diversas ações, destacando-se a Oficina Pequeno Cineasta, o Programa Pequeno Cineasta no Canal Brasil e o Festival Internacional Pequeno Cineasta que este ano celebrará sua 10° edição.

 

MAIS INFORMAÇÕES: contato@pequenocineasta.com.br

MOSTRA ECOFALANTE DE CINEMA CHEGA À 12ª EDIÇÃO COM 101 FILMES

 


Questões relacionadas aos povos indígenas e ao racismo estão em destaque na 12ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema, um dos maiores festivais do Brasil e o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais, que acontece em São Paulo de 1 a 14 de junho, com entrada gratuita. O evento acontece em salas,  incluindo o Espaço Itaú de Cinema – Augusta, Centro Cultural São Paulo e Galeria Olido. 

No cardápio cinematográfico, composto por 101 filmes, estão obras premiadas em festivais como Cannes, Berlin, Cinéma du Réel, CPH:DOX e Tribeca, ao lado de produções em pré-estreia mundial ou inéditas no Brasil. Estão presentes também títulos assinados por cineastas consagrados, como Jorge Bodanzky, Gabriela Cowperthwaite, Eduardo Coutinho, Paul Leduc, Gillo Pontecorvo, Ousmane Sembène, Safi Faye, Marta Rodríguez, Jorge Sanjinés, William Klein. 

Na programação estão as tradicionais seções Panorama Internacional Contemporâneo, Competição Latino-americana e Concurso Curta Ecofalante. A Mostra Histórica é dedicada este ano ao tema “Fraturas (pós-)coloniais e as Lutas do Plantationoceno” e traz 17 títulos icônicos realizados de 1966 a 1984, que discutem a herança do colonialismo em diferentes partes do planeta. Cunhado nos anos 2010 pelas teóricas norte-americanas Donna Haraway e Anna Tsing, o termo Plantationoceno, que está no título da mostra, se contrapõe ao difundido Antropoceno ao reconhecer os fundamentos coloniais e escravagistas da globalização e do sistema socioeconômico hegemônico hoje. 

Completam a programação estreias mundiais, uma sessão especial e um programa infantil, um trabalho em realidade virtual, uma série de atividades paralelas que incluem uma masterclass com o pensador martiniquês Malcolm Ferdinand, que também explora  em sua obra o conceito de Plantationoceno, e uma oficina de cinema ambiental com Jorge Bodankzy, além de um ciclo de debates. 

Na sessão de abertura, exclusiva para convidados, em 31/05, às 20h00, no Espaço Itaú de Cinema - Augusta, é projetado o impactante longa-metragem “Nação Lakota Contra os EUA”, de Jesse Short Bull e Laura Tomaselli. A obra utiliza rico material de arquivo e entrevistas íntimas com ativistas veteranos e jovens líderes. O resultado, segundo a crítica, é lírico e provocativo. Exibido nos festivais de Tribeca, Cleveland e Denver, o filme tem entre seus produtores executivos os atores Marisa Tomei (vencedora do Oscar por “Meu Primo Vinny”, 1992) e Mark Ruffalo, três vezes indicado ao Oscar e conhecido por interpretar o personagem Hulk. 

No Panorama Internacional Contemporâneo, com 27 filmes de 26 países, destaca-se uma seleção de títulos que abordam sobretudo questões ligadas ao racismo, mas que também não deixam de falar do legado do colonialismo e suas muitas consequências socioambientais presentes até os dias de hoje. Entre eles estão “Filhos do Katrina”, longa-metragem que discute racismo ambiental a partir das consequências do furacão Katrina; “Duas Vezes Colonizada”, sobre o ativismo de uma defensora dos direitos humanos inuíte no parlamento europeu; “Uma História de Ossos”, sobre a luta de uma consultora africana para dar um fim digno aos restos mortais de mais de oito mil ‘africanos libertos’, descobertos durante a construção de um aeroporto na remota ilha de Santa Helena. 

A seção traz abordagens de fluxos migratórios em títulos como “Recursos”, elogiado no importante festival de documentários IDFA-Amsterdã; “O Último Refúgio”, filme premiado no festival dinamarquês CPH:DOX, que registra um abrigo temporário de migrantes na África; e “Xaraasi Xanne (Vozes Cruzadas)”, filme de arquivo que lança luz sobre a violência da agricultura colonial no continente africano, premiado no tradicional festival Cinéma du Réel, na Suíça. 

Discussões econômicas – sempre presentes no Panorama Internacional Contemporâneo – estão no centro de títulos da seção. Filme mais recente de Gabriela Cowperthwaite, diretora de “Blackfish”, o trepidante “A Apropriação” revela os esforços secretos de governos e multinacionais para controlar comida e água no mundo. Em “Amor e Luta em Tempos de Capitalismo”, produção francesa exibida no CPH:DOX e no Festival de Documentários DMZ com direção de Basile Carré-Agostini, o casal midiático formado pelos sociólogos Monique Pinçon-Charlot e Michel Pinçon, conhecido por suas pesquisas de mais de cinco décadas sobre os ultra-ricos, é retratado no auge do movimento dos Coletes Amarelos. Sobrinha-neta de Walt Disney e herdeira da The Walt Disney Company, Abigail Disney é documentarista e ativista social. Em “O Sonho Americano e Outros Contos de Fadas”, codirigido por Kathleen Hughes, ela aborda a profunda crise de desigualdade nos Estados Unidos, usando o legado de sua família como um estudo de caso para explorar criticamente a intersecção entre racismo, poder corporativo e o sonho americano. Em “O Retorno da Inflação, de Matthias Heeder, diretor que causou forte impressão com o premiado documentário “Pre-Crime” (2017), discute-se os mecanismos que contribuíram para o retorno da inflação que atualmente atinge o mundo com força total e como pessoas de diferentes meios sociais reagem a ela. “A Máquina do Petróleo”, filme britânico de Emma Davies, toma o exemplo da óleo-dependência do Reino Unido para falar sobre como as principais economias contemporâneas – principalmente no hemisfério norte – se apoiam em boa parte sobre a indústria do petróleo. Já “Deep Rising: A Última Fronteira” revela as intrigas em torno da obtenção de recursos naturais no solo dos oceanos. 

Uma programação é dedicada às estreias mundiais em salas de cinema de três títulos brasileiros que abordam o embate entre indígenas e garimpeiros, queimadas em quatro biomas do país e deslocamento de toda uma população. 

“Cinzas da Floresta”, de André D’Elia, registra uma expedição com o ativista Mundano que percorreu mais de dez mil quilômetros por quatro grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica como o objetivo de produzir uma cartela em tons de cinza a partir do carvão e das cinzas de restos de árvores e de animais carbonizados. Com esse material foi pintado um painel a partir da famosa obra modernista do artista plástico Candido Portinari (1903-1962) “O Lavrador de Café”.

O filme “Escute, A Terra Foi Rasgada”, de Fred Rahal Mauro (de “BR Acima de Tudo”) e Cassandra Mello, registra o acampamento Luta pela Vida, em Brasília, no qual lideranças dos povos Mebêngôkre (Kayapó), Munduruku e Yanomami se uniram para escrever uma carta-manifesto em repúdio à atividade garimpeira. Na sessão promovida pela 12ª Mostra Ecofalante de Cinema têm presença confirmada as lideranças indígenas da "Aliança em Defesa dos Territórios": Davi Kopenawa, Beka Munduruku e Maial Kayapó.

“Parceiros da Floresta”, de Fred Rahal Mauro, percorre três continentes evidenciando casos de parcerias entre setores privado, público e comunidades locais que geram soluções para a proteção e restauração de florestas tropicais globais aliando tecnologia, negócios e conhecimento tradicional para gerar benefícios verdadeiramente compartilhados. 

Na Mostra Histórica "Fraturas (pós-)coloniais e as Lutas do Plantationoceno", são exibidos clássicos da cinematografia militante do período das décadas de 1960 a 1980 que refletem sobre as marcas do colonialismo nos diversos territórios, sobretudo do sul global. É o caso de “A Batalha de Argel”, de Gillo Pontecorvo, que a mostra exibe em versão restaurada em 4K pela Cinemateca de Bolonha e Instituto Luce Cinecittà. A obra, que foi proibida pela censura da ditadura militar brasileira, ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza e foi  indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro, melhor diretor e melhor roteiro. 

A aculturação de uma minoria mexicana inspirou o cineasta Paul Leduc a realizar o crítico e irônico “Etnocídio”. Marco do documentarismo brasileiro e referência mundial, “Cabra Marcado para Morrer”, de Eduardo Coutinho, também está incluído. Com passagens pelos festivais de Cannes e Berlim (onde foi premiado), “Emitaï” traz as marcas do cinema político de seu diretor, o senegalês Ousmane Sembène, um dos pioneiros do cinema africano. Três filmes dirigidos por mulheres e restaurados pelo Instituto Arsenal, de Berlim, também fazem parte do programa: "Eu, Sua Mãe" (Senegal/Alemanha, 1980), da recém falecida pioneira do cinema senegalês e africano Safi Faye; "Nossa Voz de Terra, Memória e Futuro" (Colômbia, 1982), de Marta Rodríguez e Jorge Silva, e "A Zerda e os Cantos do Esquecimento" (Argélia, 1982), um dos dois filmes dirigidos pela poeta e escritora argelina Assia Djebar e que era considerado perdido antes que uma cópia dele fosse redescoberta nos arquivos do Arsenal há alguns anos. A mostra também traz uma preciosidade recém restaurada pelo Harvard Film Archive, "I Heard It through the Grapevine" (1981), documentário de Dick Fontaine estrelado por James Baldwin, em que o escritor viaja pelos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que faz um balanço das lutas pelos direitos civis e melhora das condições de vida das comunidades negras em seu país. 

Temáticas relativas aos povos indígenas e seus territórios marcam parte das produções selecionadas este ano para a Competição Latino-americana, havendo espaço nos 33 selecionados para discussões sobre racismo, migração e trabalho. Destaca-se “A Invenção do Outro”, de Bruno Jorge, que narra uma eletrizante jornada na Amazônia para tentar encontrar e estabelecer o primeiro contato com um grupo de indígenas isolados da etnia dos Korubo, tendo merecido quatro prêmios no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, inclusive o de melhor filme. Consagrado diretor já homenageado na 4ª Mostra Ecofalante de Cinema, Jorge Bodanzky (de “Iracema - Uma Transa Amazônica”, 1975) assina “Amazônia, A Nova Minamata?”, no qual acompanha a saga do povo Munduruku para conter o impacto destrutivo do garimpo de ouro em seu território ancestral, enquanto revela como a doença de Minamata, decorrente da contaminação por mercúrio, ameaça os habitantes de toda a Amazônia hoje. No inédito “Mamá”, uma obra de cunho intimista com elaborada narrativa e técnica, o realizador de descendência maia Xun Sero relata como, sendo mexicano tzotzil, cresceu cercado pela sacralidade da Virgem de Guadalupe e da Mãe Terra – e sendo ridicularizado por não ter pai. Já o doc observacional peruano "Odisseia Amazônica”, de Terje Toomistu, Alvaro Sarmiento e Diego Sarmiento, testemunha o trabalho feito nos barcos que constituem o principal meio de transporte de mercadorias e pessoas no rio Amazonas. 

Uma sessão especial exibe “Mulheres na Conservação”, dirigido pela jornalista Paulina Chamorro e pelo fotógrafo João Marcos Rosa. O documentário, desenvolvido a partir da websérie homônima, mostra na prática o trabalho realizado por sete mulheres que lutam pela conservação da biodiversidade no país e que são referência em suas áreas de atuação. 

O Concurso Curta Ecofalante promove competição entre curtas-metragens realizados em universidades e cursos audiovisuais. Em 2023, participam 18 produções, representando os estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo. 

Destaca-se na programação ainda um trabalho em realidade virtual, assinado por Estêvão Ciavatta (de “Amazônia Sociedade Anônima”, exibido na 9ª Mostra Ecofalante de Cinema). Trata-se de “Amazônia Viva”, no qual a cacica Raquel Tupinambá, da comunidade de Surucuá (Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns, no Pará), guia o espectador em uma viagem pelo rio Tapajós, em um passeio virtual em 360º. 

Uma sessão infantil está incluída na programação da 12ª Mostra Ecofalante de Cinema. Nela, ganha projeção o longa "A Viagem do Príncipe", de Jean-François Laguionie e Xavier Picard, obra exibida nos festivais de Locarno, Roterdã, BFI Londres e na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. 

Todas as informações sobre exibições e demais atividades do evento poderão ser encontradas na plataforma Ecofalante: www.ecofalante.org.br. 

Mostra Ecofalante de Cinema é viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Ela tem patrocínio da White Martins, da Valgroup, do Mercado Livre e da Spcine, empresa pública de fomento ao audiovisual vinculada à Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, e apoio da Evonik e da Drogasil. Tem apoio institucional do WWF-Brasil, da Cinemateca da Embaixada da França no Brasil, do Institut Français e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A produção é da Doc & Outras Coisas e a coprodução é da Química Cultural. A realização é da Ecofalante e do Ministério da Cultura. 

serviço:

12ª Mostra Ecofalante de Cinema

www.ecofalante.org.br

de 1 a 14 de junho de 2023

gratuito

Crítica Filme "O Diabo Veste Prada 2" por Rita Vaz

  Estreia nesta quinta-feira um dos filmes mais aguardados do ano “O Diabo Veste Prada 2”, com direção do cineasta David Frankel, que diri...