Prime Video divulga data de estreia e trailer oficial da série documental Original Amazon Viajando Com os Gil
LA PARLE, coprodução franco-brasileira, estreia nos cinemas no dia 29/6
Tudo começou na residência artística Les Ateliers du
Cinéma, promovida pelo cineasta francês Claude Lelouch, vencedor da Palma de
Ouro e do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por “Um Homem, Uma Mulher”.
Gabriela Boeri, a única brasileira da residência, que aconteceu ao longo de um
ano em Beaune (França), conheceu lá Fanny Boldini, Kevin Vanstaen e Simon
Boulier, e juntos fizeram o longa de ficção LA PARLE. O filme teve sua
première mundial no Festival International du Film de Saint-Jean-de-Luz, na
França, em 2022 e estreou na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Será
lançado nos cinemas no dia 29 de junho, pela Pandora Filmes.
Produzido pelas brasileiras Claraluz Filmes e
Kinoteka, em parceria com a francesa Les Films Bleus, o longa foi filmado quase
inteiramente com iPhones. “O
iPhone nos deu mobilidade para viver ao invés de atuar. Queríamos explorar esse
aparelho que as pessoas usam para gravar constantemente, das coisas mais
insignificantes aos grandes eventos. Como estão todos, o tempo todo, com seus
celulares, a gente passava despercebido durante as filmagens. Isso contribuiu
para o tom documental da narrativa. Assumimos as imperfeições da imagem e
também das nossas vidas, buscando transformar o ordinário em extraordinário”,
explica Gabriela.
Além de dirigir, o quarteto também assina o
roteiro e atua no filme, realizado em três momentos entre 2018 e 2020. Entre
cada um deles, o grupo montava o que já tinha sido filmado e, posteriormente,
reescrevia o roteiro.
“Tínhamos um roteiro inicial, que foi nosso
ponto de partida. Compartilhamos questões e conflitos reais das nossas vidas e,
a partir deles, escrevemos uma ficção. Conforme fomos filmando e montando as
cenas, também fomos alterando essa base e incorporando as transformações que
estávamos vivendo. Como nunca tínhamos atuado, os conflitos reais nos ajudaram
muito na interpretação das cenas de ficção. Essa mistura de realidade e ficção
é a essência da narrativa. O fato de sermos os protagonistas e de termos
filmado com o celular também faz parte da gramática desse roteiro.”
Na obra, Fanny, Kevin e Simon se juntam à
Gabriela para passar as férias de verão na costa basca francesa. O lugar é
famoso por reunir pessoas ao redor de La Parle, uma onda que, segundo a
tradição local, revira sentimentos e traz resoluções. Enquanto Fanny precisa
lidar com a iminência de um exame médico, Gabriela, longe de sua família no
Brasil, questiona seu futuro. Kevin tenta se ocupar com o trabalho, mas sua
mente está em outro lugar. Simon, por sua vez, apenas quer que o grupo se
divirta.
No longa, Fanny, Kevin e Simon se juntam à
Gabriela para passar as férias de verão na costa basca francesa. O lugar é
famoso por reunir pessoas ao redor de La Parle, uma onda que, segundo a
tradição local, revira sentimentos e traz resoluções. Enquanto Fanny precisa
lidar com a iminência de um exame médico, Gabriela, longe de sua família no
Brasil, questiona seu futuro. Kevin tenta se ocupar com o trabalho, mas sua
mente está em outro lugar. Simon, por sua vez, apenas quer que o grupo se divirta.
A escolha pelo iPhone como ferramenta partiu
de uma experiência no ateliê, com o Lelouch. “Ele
resolveu projetar no cinema da residência uma mesma cena filmada com câmeras
diferentes, dentre elas a câmera do iPhone. Ele, que já filmou com todas as
câmeras do mundo, comentou que não queria que a câmera do celular fosse
manipulada até parecer uma Alexa. Ele estava interessado nessa textura
diferente e na emoção que ela gera.”
Ela conta que o quarteto ficou muito
impactado, e, naquela noite, decidiu que faria um filme juntos. “A textura das imagens filmadas com o
celular é a emoção do nosso tempo. Aquilo que vemos como defeito também faz
parte dessa linguagem. Como podemos incorporar isso numa narrativa onde o
público possa se identificar de forma íntima e direta?”
Gabriela ressalta que o encontro com os
produtores brasileiros Fernando Sapelli e Carolina Heller permitiu que o filme
crescesse. “LA PARLE foi inteiramente filmado num país
que valoriza o cinema e que entende a importância da cultura para construção
de qualquer nação. Durante esse período, o Brasil sofreu ataques e cortes de
um governo que não só não valoriza a cultura, como tem um projeto que
inviabiliza o nascimento de novos talentos.”
Sapelli conta que chegou ao filme durante uma
viagem de Gabriela ao Brasil, que lhe apresentou o material já filmado, e ele
percebeu haver algo de muito especial ali. “Acompanhei
presencialmente apenas uma parte das filmagens. Já toda a edição e pós-produção
aconteceram remotamente por conta da pandemia. Foi um desafio conseguir ter
essa comunicação fluída, essencial para o processo, mas o resultado final é
fruto de todos esses encontros de experiências de vidas diversas.”
Sinopse
Durante suas férias de verão, Fanny precisa
lidar com a iminência de um exame médico. Acompanhada de três amigos, seu
momento de relaxamento se torna uma experiência profunda conforme o grupo cria
conexões inesperadas.
Ficha Técnica
Produtoras: Claraluz Filmes e Les Films Bleus
Coprodutora:
Kinoteka
Direção e Roteiro:
Fanny Boldini, Gabriela Boeri, Kevin Vanstaen, Simon Boulier
Elenco:
Fanny Boldini, Gabriela Boeri, Kevin Vanstaen, Simon Boulier
Duração:
75 minutos
PROGRAMAÇÃO 01 a 07/06/23 – SESC DIGITAL PLATAFORMA SESC DIGITAL EXIBE
FESTIVAL CINEMA LEVA EU, que acontece entre os dias 01 e 05 de agosto em Xerém terá REGINA CASÉ como a grande homenageada.
Como homenageada da primeira edição do Festival, a atriz, autora, diretora, produtora e apresentadora brasileira, REGINA CASÉ.
Regina iniciou sua carreira no teatro e em 1978 estreou em um clássico do cinema nacional, “Chuvas de Verão”, de Cacá Diegues. Na TV brilhou em várias novelas. Em 1991 estreou como apresentadora no Programa Legal. É vencedora de prêmios importantes no Brasil e no exterior.
O CINEMA LEVA EU é um festival audiovisual realizado em Xerém, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, estado do Rio de Janeiro. Plural e de dimensão nacional, a sua primeira edição acontecerá de 01 até 05 de agosto de 2023. O evento é uma realização da Escola Brasileira de Audiovisual (EBAV) em parceria com o Instituto Zeca Pagodinho.
O CINEMA LEVA EU é um projeto de fomento, formação e exibição do audiovisual na Baixada Fluminense. O Festival consiste na difusão e exibição de curtas-metragens, locais, regionais e nacionais. A proposta é abrir um espaço para divulgação e democratização do cinema nos 13 municípios que compõe a Baixada Fluminense, visando socializar e aumentar a produção local. O reconhecimento dos profissionais que produzem o audiovisual na Baixada, o intercâmbio entre eles e os produtores e realizadores de todo Brasil é, também, um dos objetivos dos realizadores do Festival.
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Temporada de Señorita 89 chega ao final com revelações e surpresas
Série mexicana produzida por Pablo Larraín
(Spencer, Jackie) mostra os bastidores obscuros dos concursos de miss

FINAL DE TEMPORADA: 31/5,
quarta-feira, 21h15
O Lifetime apresenta
no dia 31 de maio os episódios finais da primeira temporada da série
mexicana Señorita 89,
um thriller ambientado no final da década de 1980, que tem como pano de fundo a
preparação das candidatas a Miss México. A produção expõe a obscura realidade
que existe por trás do glamour dos concursos de miss.
A
série conta a história de Concepción (Ilse Salas, 100 Dias para Se Apaixonar), a matriarca do
concurso de beleza mais importante do país, que, junto a uma equipe de
especialistas em maquiagem, treinadores e até cirurgiões plásticos, recebe em
sua propriedade as 32 participantes que querem se tornar a Miss México 1989.
Cada uma delas traz consigo seu passado, bem como a fantasia de se transformar
na nova rainha mexicana e no orgulho de sua cidade natal. Neste contexto, as
mulheres deverão se submeter a um difícil treinamento durante três meses, para
chegar à final da competição e conquistar a preciosa coroa.
Vigiadas a todo momento e sem qualquer possibilidade de contato com o mundo
exterior, algumas das meninas começam a perceber que o caminho para a coroa não
é o que aparenta ser. Mesmo vivendo momentos traumáticos e dolorosos, as
modelos se ajudam e unem forças.
O Lifetime exibe os
últimos episódios da primeira temporada na quarta-feira, dia 31 de maio:
Em
Dolores: Lópes
Morton anda de carro com Elena e a ameaça. Dolores volta para casa e diz às
garotas que as autoridades já sabem de tudo. Enquanto isso, Elena é trancada em
um quarto onde não pode receber visitas. Concepción ameaça o irmão, com quem
falará sobre tudo o que aconteceu na Encantada. Nesse meio tempo, as candidatas
ensaiam as perguntas do concurso com Luisa, mas começam a ficar inquietas em
relação a professora Elena.
Em A final, depois de uma
impactante reviravolta, as garotas estão aterrorizadas. López Morton decide
tomar as rédeas da situação e ameaça Jocelyn e Ángeles. Jocelyn conta para
Elena, que resolve acelerar seu plano. Concepción confessa a verdade para a
imprensa, antes do concurso. No entanto, nada foi transmitido.
Classificação Indicativa: 14
anos
Sobre Lifetime
O
Lifetime é
a marca de entretenimento para a mulher. As histórias contadas são escritas,
produzidas e protagonizadas por mulheres. Aqui a mulher é quem ela quiser e se
distrai com séries e filmes que se conectam com suas emoções. Os Lifetime Movies contam
histórias em que a mulher é representada, com o simples objetivo de divertir e
distrair, com tramas repletas de dramas, mistério, histórias reais e muito
suspense.
LifetimePlay.tv/br
Facebook.com/MeuLifetime
Instagram.com/MeuLifetime
Youtube.com/MeuLifetime
“O Caso Escola Base”, série documental inédita, estreia no Canal Brasil no dia 2 de junho
A série documental inédita “O Caso Escola Base”, dirigida por Paulo Henrique Fontenelle, estreia dia 2 de junho no Canal Brasil. A produção destrincha por diferentes ângulos e pontos de vista um caso policial que chocou todo o país em 1994, quando donos da escola infantil Base, em São Paulo, foram acusados de abuso sexual contra crianças. Em quatro episódios, a série apresenta o caso através de imagens de arquivo, documentos e fotos nunca antes divulgados e depoimentos dos envolvidos, como Paula Milhin, uma das donas da escola; Dr. Francisco Galvão Bruno, o juiz do caso; e jornalistas que noticiaram os fatos na época. Os episódios serão exibidos no canal às sextas, dois em sequência, nos dias 2 e 9 de junho, às 22h30 e estarão disponíveis no Globoplay + canais a partir da estreia. “O Caso Escola Base” é produzida pela Mistika Produções em coprodução com a Fontenelle Filmes.
A série volta a março de 1994, quando mães de duas crianças fizeram as denúncias à 6ª DP de São Paulo. De acordo com elas, seus filhos de quatro anos relataram que sofreram abuso sexual com consentimento dos proprietários da escola: Icushiro Shimada, Maria Aparecida Shimada, Paula Milhin. O motorista de van e marido de Paula na época, Maurício Monteiro de Alvarenga, também foi acusado de assédio. O caso tomou uma grande proporção e os quatro foram condenados pela mídia, pela justiça e pela opinião pública, antes mesmo de serem ouvidos ou julgados.
O diretor Paulo Henrique Fontenelle conta como foi o processo de criação da série. “Esse é um projeto que eu tenho há mais de 16 anos. Eu cursava a faculdade de jornalismo na época em que aconteceu o caso e a imagem daquelas pessoas que foram injustiçadas sempre ficou na minha cabeça. Passei anos fazendo pesquisas nas TVs, encontrando pessoas, reunindo documentos e buscando uma parceria que me ajudasse a contar essa história. Foi um processo intenso, desgastante, mas repleto de emoção, tanto nos depoimentos das pessoas envolvidas, como na união de toda a equipe para chegarmos ao fim dessa história”, diz.
A produção é contada a partir de imagens de arquivo e depoimentos dos principais personagens do evento. Também participam da série jornalistas como Luis Nassif, ex-comentarista da Band; Boris Casoy, apresentador do SBT; Valmir Salaro, repórter da TV Globo e o primeiro a chegar na escola; e Florestan Fernandes Jr., ex-repórter da TV Cultura, o primeiro a ouvir o lado dos acusados. As filhas de Paula Milhin e Mauricio Monteiro de Alvarenga, Mariana e Marina; Ricardo Shimada, filho do casal Icushiro e Maria Aparecida Shimada, também dão entrevistas à produção. “O Caso Escola Base” traz ainda o depoimento inédito do americano Richard Pedicini que, mesmo sem conhecer ninguém da escola, foi acusado de abuso sexual.
O primeiro episódio é construído a partir do ponto de vista dos jornalistas que cobriram o caso na época. O segundo foca nos detalhes vivenciados pelos acusados. No terceiro, é apresentada a história do casal Saulo e Mara da Costa, pais de um aluno da Escola Base que receberam um mandado de prisão e foram acusados injustamente de atentado ao pudor. A partir do depoimento dos dois, os jornalistas e o público começaram a desconfiar das acusações. A quarta parte traz mais detalhes sobre a investigação até chegar no desfecho do caso.
Sobre os depoimentos, Fontenelle comenta que as entrevistas de Paula Milhim e de suas filhas foram as mais carregadas de emoção. “Paula até hoje espera uma reparação financeira e vive com grande dificuldade. Os relatos dela e das filhas sobre os fatos e, principalmente, sobre as consequências do que esse caso representou na vida delas, são muito fortes”, afirma o diretor, que também explica sobre a pesquisa para a série. “Eu tive acesso a boa parte do inquérito policial, que serviu de guia para as entrevistas e uma fita de videocassete de uma das vítimas que gravou tudo que aparecia sobre o caso na época em todos os telejornais. Isso nos deu um panorama bem real de como foi a cobertura jornalística na época”.
O CASO ESCOLA BASE (2023) (4 X 45’)
INÉDITO
Estreia: Sexta, 02/06, às 22h30
Horário: Sextas, às 22h30 (dois episódios em sequência)
Rebatidas: Sábados, às 14h30, e domingos, às 11h
Direção: Paulo Henrique Fontenelle
Classificação: Livre
Sinopse: Uma denúncia de abuso sexual de crianças de uma escola de São Paulo, na década de 1990, promove um “linchamento” público de sete inocentes, motivado pelo sensacionalismo da mídia e pelos erros nas investigações por parte da polícia. A série documental reconta, do ponto de vista das vítimas e dos profissionais de imprensa, esse emblemático evento que se tornou referência nas escolas de jornalismo do Brasil.
Até onde vale ir pela perfeição? Lagon Filmes apresenta La Danse Rouge
Segundo longa-metragem da produtora conta o
drama de uma atriz em busca da perfeição

Em
fase de finalização, o segundo longa da produtora Lagon Filmes, La Danse Rouge, que teve
parte de sua gravação realizada durante a pandemia, deve estrear em breve no
cinema e nas plataformas de streaming. Em seu elenco, conta com grandes nomes,
entre eles, Gilda Nomacce, que participa da segunda temporada de Cidade
Invisível, da Netflix.
O
longa conta o drama de Sara, uma atriz de teatro que ensaia incansavelmente
para a peça La Danse Rouge, onde interpreta a personagem Elis. No entanto, a
grande pressão e as inúmeras exigências de seu diretor, faz com que ela busque
nada mais do que a perfeição. Mas será que isso é possível? Exausta por toda
intimidação sofrida, a atriz ultrapassa todos os seus limites para aperfeiçoar
sua performance, até decidir se matar em cena para conseguir sentir o que Elis
sentiu, a morte.
Dirigido
por Arthur Moric,e roteirizado por Moric e Arthur Lopes, La Danse Rouge foi
inspirado em obras como Cisne Negro e Whiplash: Em Busca da Perfeição. O filme
experimental traz uma narrativa de drama sobre as angústias do perfeccionismo e
as consequências da repressão e autoritarismo da época, já que a trama se passa
na década de 80, em um período pós ditadura e abordando também o universo
artístico lidando com o contexto de censura e violência."
O
primeiro longa da Lagon Filme, Efeito Placebo teve sua grande estreia em 2021
no Cine Petra Belas Artes, e desde então caminha por diversos festivais de
cinema pelo Brasil e pelo mundo, arrecadando inúmeros prêmios com sua produção.
Presentes
em festivais como Lift-Off Global Network, Festival Internacional de Las Vegas
e o Sensei Tokyo FilmFest, foram premiados no Rome International Movie Awards
nas categorias Melhor Diretor (Arthur Moric), Melhor Filme de Suspense, Melhor
Maquiagem e Efeitos Especiais e Melhor Atriz em 2022.
"O
filme consegue envolver não só artistas mas também o público em geral, apesar
de falar sobre um período específico da história do brasil ele é bem mais do
que isso, fala sobre toda a censura, violência, desvalorização e descaso com o
qual o universo da arte lida e principalmente a entrega total de um artista a
sua obra", afirma Moric.
A
produção executiva é assinada por Carol Caliri, também integrante da produtora.
"O resultado está ficando incrível, escolhi grandes profissionais para
compor essa equipe. A qualidade técnica é digna da história contada, iremos
entregar uma ficção que não só fala sobre arte mas é por si só uma obra. Fazer
cinema independente nos dias de hoje é um ato de resistência, você tem que ser
absolutamente apaixonado e se entregar pela sua arte, o filme fala sobre
isso", comenta Caliri.
A
produção também conta com a participação de nomes, como: Gaya Gregorio, Juliana
Sanoli, Leonardo Possati e Patrick Alves.
Além
de Efeito Placebo e La Danse Rouge, a produtora Lagon Filmes já realizou
diversas outras produções de curta-metragens, como Wild West que retrata as
épocas de velho oeste, Sobre Bonecas feito a partir de uma história real, e
Lollie, que foi selecionado para participar do Cannes Short Film Corner 2020.
Além desses, a produtora foi responsável pela co-produção do curta 11 Minutos
que recebeu mais de 20 prêmios em festivais internacionais.
Confira o trailer oficial de La Danse Rouge aqui.
ABORDANDO TEMAS PESSOAIS E UNIVERSAIS, BEM-VINDOS DE NOVO CHEGA AOS CINEMAS EM 15 DE JUNHO
Relações humanas e familiares, imigração, laços de afeto
e a passagem do tempo são alguns dos elementos que marcam o documentário BEM-VINDOS DE NOVO,
longa de estreia de Marcos Yoshi que teve sua première mundial no Tokyo
Documentary Film Festival, no Japão, e sua primeira exibição no Brasil na
Mostra Aurora, em Tiradentes. Produzido pela Meus Russos, o filme chega aos
cinemas brasileiros no dia 15 de junho, com lançamento da Embaúba Filmes.
Ao mesmo tempo, extremamente pessoal, mas
também universal, o documentário acompanha a família do próprio Yoshi, que se
reencontra 13 anos após separados, quando os pais, Roberto Shinhti Yoshisaki e
Yayoko Yoshisaki, retornam do Japão, onde foram trabalhar. Nesse momento, de
sentimentos novos e redescobertas, o filme começa a sua narrativa.
“Eu intuía que se eu conseguisse ser o mais
justo possível com as relações humanas dentro da família, e o mais honesto
possível com os sentimentos e as emoções – o que não é nada fácil –, tudo isso
ressoaria nas pessoas. Além disso, tem a questão da imigração, que é um tema
central do mundo de hoje. Especificamente, identificava que a separação
familiar causada pelo deslocamento, seja forçado ou por questões econômicas, é
muito presente na migração de nordestinos para o sudeste”, conta o diretor, que começou o longa em 2015.
Ao longo desses anos, Yoshi filmou sua
família, mas também resgatou vídeos da sua infância e adolescência que faziam
parte do acervo doméstico, assim, BEM-VINDOS
DE NOVO consegue contrapor passado e presente,
mostrando as mudanças e permanências.
Yoshi conta que, durante os dois primeiros
anos que passou filmando os pais, eles estranharam um pouco o que estava
acontecendo, e diziam que ninguém iria querer ver o filme, chegando até a
sugerir contratarem atores para fazer o papel deles.
“No entanto, apesar dessa espécie de falta de
crença no resultado do trabalho, eles jamais se negaram aos pedidos
relacionados à realização do filme. Meus pais, principalmente, sempre foram
extremamente generosos. Era um misto de confiança absoluta com o desejo de
ajudar. Uma combinação de culpa pelos anos de ausência, que se traduzia por
vezes em uma disponibilidade irrestrita, com o desejo de ver o filho realizado.
Afinal, se eles se sacrificaram tanto para oferecer educação para os filhos,
não seria a nossa realização profissional uma espécie de recompensa final para
eles?”
Colocar a própria família, em cena, no
entanto, foi também um processo de descoberta e aceitação para o próprio
cineasta, que, em alguns momentos, se perguntava se o filme não acabava
explorando o sofrimento familiar.
“Até que percebi que o longa poderia ser um
espaço de acolhimento para essas dores. Um filme em que o fracasso pudesse ser
aceito, e talvez até mesmo ressignificado. Porque o fracasso é parte
constituinte da história da minha família (e quem sabe até mesmo do nosso
país?), mas jamais foi tema de reflexões para além das cobranças que ele
motiva. Queria pensar no fracasso como a possibilidade não só de aceitar a
vulnerabilidade das pessoas, mas fazer disso uma ética e uma política.”
Yoshi também aponta que este é um filme sobre
acolhimento e compreensão mútua, sem ignorar, no entanto, dores e traumas do
passado. E, nesse sentido, ele pensa no filme em relação ao Brasil polarizado
atual – algumas vezes, isso se reflete numa família.
“É como se a gente voltasse a ser
desconhecidos uns para os outros, assim como era a relação entre meus pais e
nós, os filhos. Enquanto país, sinto que somos desconhecidos e precisamos nos
conhecer de novo”, conclui.
Sinopse
Na virada do milênio, os descendentes de
japoneses Yayoko e Roberto Yoshisaki foram tentar uma vida melhor no Japão
enquanto seus três filhos ficaram no Brasil com os avós. O casal retorna 13
anos depois e a família passa por uma complexa reconstrução afetiva,
documentada pelo filho Marcos Yoshi. A história de uma família dividida entre a
necessidade de garantir o sustento e o desejo de permanecer junta.
Ficha Técnica
Direção: Marcos Yoshi
Produção Executiva:
Heitor Franulovic, Paulo Serpa
Música Original:
Julia Teles
Produtora: Meus
Russos
Direção de Fotografia: Gabriel
Barrella, Marcos Yoshi
Som Direto: Chris
Matos
Montagem: Yuri
Amaral
Desenho de Som:
Caio Gox
Diretor Assistente:
Eduardo Chatagnier
Finalização:
Clandestino
País:
Brasil
Ano de Produção:
2023
Duração:
105 minutos
ABERTA AS INSCRIÇÕES PARA O 10º FESTIVAL INTERNACIONAL PEQUENO CINEASTA
Pioneiro no Brasil, o Festival
Internacional Pequeno Cineasta (FIPC) se prepara para sua 10ª edição,
prevista para setembro de 2023. Voltado para crianças, jovens e educadores, o FIPC
apresenta uma programação composta por obras exclusivamente feitas por
Pequenos Cineastas (entre 8 e 17 anos) de todo o mundo. Quem quiser participar
pode se inscrever gratuitamente até o dia 30 de junho de 2023. O
regulamento e o formulário de inscrição estão disponíveis no site www.pequenocineasta.com.br.
Idealizado e produzido
pela atriz e produtora brasileira Daniela Gracindo, o evento surgiu do desejo
de dar a jovens e crianças a oportunidade de expressar livremente suas visões
sobre o mundo através da linguagem cinematográfica, de estimular o
autoquestionamento e a crítica e de sensibilizar a juventude para o cinema e a
realidade que a rodeia.
Programação
O FIPC é composto
de quatro mostras competitivas, bem como de mostras complementares não
competitivas. Um comitê nomeado pela organizadora do Festival seleciona os
filmes para as mostras competitivas, relacionadas abaixo:
- Mostra Nacional Criança: curtas
de todo Brasil, realizados por crianças entre 8 e 12 anos de idade.
- Mostra Internacional Criança:
curtas de diversos países, realizados por crianças entre 8 e 12 anos de
idade.
- Mostra Nacional Jovem: curtas de
todo Brasil, realizados por jovens entre 13 e 17 anos de idade.
- Mostra Internacional Jovem:
curtas de todo Brasil, realizados por jovens entre 13 e 17 anos de idade.
Premiação
Os filmes selecionados
para as mostras competitivas concorrem ao troféu Pequeno Cineasta e a uma
claquete da KODAK. O FIPC oferece uma premiação pelo Júri Oficial, composto
por jovens cineastas entre 8 e 17 anos, selecionados pela equipe do FIPC, e
pelo Júri Popular, integrado por crianças e jovens dessa mesma
faixa etária que assistem às sessões. Importante destacar que somente as
crianças e jovens que assistem às sessões têm direito a voto.
“Ao avaliar o trabalho de
seus pares, estimulamos o senso crítico das crianças. Com isso, ajudamos a
formar uma audiência participativa. É o que queremos”, diz Daniela Gracindo,
criadora e diretora do Festival.
Mostras Não
Competitivas
Além da seleção oficial,
o FIPC conta com outras vitrines de filmes:
- Oficina Pequeno
Cineasta: apresenta curtas-metragens produzidos pelos alunos das oficinas de
cinema de Daniela. O objetivo é dar visibilidade aos projetos de seus alunos,
além de possibilitar a eles que exibam os filmes em um contexto de mostra
internacional.
- Sustente sua História:
traz uma seleção de curtas-metragens sobre sustentabilidade e questões
ambientais. Parceria com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
- Convidado Especial:
todos os anos, o Festival convida uma organização que trabalha com o ensino de
cinema para crianças e adolescentes a expor uma pequena mostra dos filmes de
seus alunos.
Além das mostras
paralelas, o FIPC também conta com mesas-redondas especialmente voltadas a
crianças, adolescentes e educadores. Os jovens têm a oportunidade de aprender e
compartilhar suas experiências com convidados internacionais através de
videoconferências.
Oficinas de Cinema
Durante o evento também
acontecem oficinas de cinema gratuitas além de um workshop voltado para
professores no intuito de fomentar o estudo da linguagem cinematográfica dentro
da sala de aula.
- OFICINA DE ANIMAÇÃO AMBIENTAL:
voltada para crianças a partir de 10 anos esta
oficina apresenta a técnica da animação promovendo uma experiência
audiovisual através da utilização de diversos materiais disponíveis na
natureza, como folhas, plantas, sementes, pedras e flores.
- OFICINA CLAQUETE: nessa oficina
os alunos irão conhecer os conceitos básicos da linguagem cinematográfica
e as principais funções de uma equipe de cinema, através da experiência de
realizar uma cena.
- WORKSHOP CINEMA NA SALA DE AULA:
oportunidade para educadores e professores descobrirem um método simples
para a prática audiovisual na sala de aula.
Pequeno Cineasta na
Escola
Com intuito de ampliar a
participação das crianças e jovens de todas as regiões do Brasil, o FIPC
disponibiliza sua programação, por meio de uma plataforma virtual, para
educadores que tenham interesse em exibir as mostras competitivas dentro do
âmbito educacional durante o evento. Os alunos que assistirem às mostras
competitivas participam como jurados do Prêmio pelo Júri Popular.
Sobre Daniela Gracindo
Bacharel em cinema pela
UNESA, se especializou como produtora executiva em cinema e TV em 2002 fazendo
MBA pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) – RJ. Entre vários
trabalhos que realizou, desde 2000, como assistente de direção, diretora,
diretora de produção e produtora executiva, destaca-se o documentário de
longa-metragem que produziu em homenagem ao ator Paulo Gracindo, seu avô
paterno, intitulado “Paulo Gracindo – O Bem Amado” lançado nas salas de cinema
em maio de 2009, tendo sido aplaudido pelo público e pela crítica. No mesmo
ano, criou o projeto Pequeno Cineasta, pensado e desenvolvido com foco nas
crianças e jovens de 8 a 17 anos, procurando estimulá-las a um futuro
participativo revelando a experiência vivida por crianças do mundo inteiro de
contar histórias através da linguagem audiovisual. O projeto compõe diversas
ações, destacando-se a Oficina Pequeno Cineasta, o Programa Pequeno Cineasta no
Canal Brasil e o Festival Internacional Pequeno Cineasta que este ano celebrará
sua 10° edição.
MOSTRA ECOFALANTE DE CINEMA CHEGA À 12ª EDIÇÃO COM 101 FILMES
Questões relacionadas aos povos indígenas e ao racismo estão em destaque na 12ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema, um dos maiores festivais do Brasil e o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais, que acontece em São Paulo de 1 a 14 de junho, com entrada gratuita. O evento acontece em salas, incluindo o Espaço Itaú de Cinema – Augusta, Centro Cultural São Paulo e Galeria Olido.
No cardápio cinematográfico, composto por 101 filmes, estão obras premiadas em festivais como Cannes, Berlin, Cinéma du Réel, CPH:DOX e Tribeca, ao lado de produções em pré-estreia mundial ou inéditas no Brasil. Estão presentes também títulos assinados por cineastas consagrados, como Jorge Bodanzky, Gabriela Cowperthwaite, Eduardo Coutinho, Paul Leduc, Gillo Pontecorvo, Ousmane Sembène, Safi Faye, Marta Rodríguez, Jorge Sanjinés, William Klein.
Na programação estão as tradicionais seções Panorama Internacional Contemporâneo, Competição Latino-americana e Concurso Curta Ecofalante. A Mostra Histórica é dedicada este ano ao tema “Fraturas (pós-)coloniais e as Lutas do Plantationoceno” e traz 17 títulos icônicos realizados de 1966 a 1984, que discutem a herança do colonialismo em diferentes partes do planeta. Cunhado nos anos 2010 pelas teóricas norte-americanas Donna Haraway e Anna Tsing, o termo Plantationoceno, que está no título da mostra, se contrapõe ao difundido Antropoceno ao reconhecer os fundamentos coloniais e escravagistas da globalização e do sistema socioeconômico hegemônico hoje.
Completam a programação estreias mundiais, uma sessão especial e um programa infantil, um trabalho em realidade virtual, uma série de atividades paralelas que incluem uma masterclass com o pensador martiniquês Malcolm Ferdinand, que também explora em sua obra o conceito de Plantationoceno, e uma oficina de cinema ambiental com Jorge Bodankzy, além de um ciclo de debates.
Na sessão de abertura, exclusiva para convidados, em 31/05, às 20h00, no Espaço Itaú de Cinema - Augusta, é projetado o impactante longa-metragem “Nação Lakota Contra os EUA”, de Jesse Short Bull e Laura Tomaselli. A obra utiliza rico material de arquivo e entrevistas íntimas com ativistas veteranos e jovens líderes. O resultado, segundo a crítica, é lírico e provocativo. Exibido nos festivais de Tribeca, Cleveland e Denver, o filme tem entre seus produtores executivos os atores Marisa Tomei (vencedora do Oscar por “Meu Primo Vinny”, 1992) e Mark Ruffalo, três vezes indicado ao Oscar e conhecido por interpretar o personagem Hulk.
No Panorama Internacional Contemporâneo, com 27 filmes de 26 países, destaca-se uma seleção de títulos que abordam sobretudo questões ligadas ao racismo, mas que também não deixam de falar do legado do colonialismo e suas muitas consequências socioambientais presentes até os dias de hoje. Entre eles estão “Filhos do Katrina”, longa-metragem que discute racismo ambiental a partir das consequências do furacão Katrina; “Duas Vezes Colonizada”, sobre o ativismo de uma defensora dos direitos humanos inuíte no parlamento europeu; “Uma História de Ossos”, sobre a luta de uma consultora africana para dar um fim digno aos restos mortais de mais de oito mil ‘africanos libertos’, descobertos durante a construção de um aeroporto na remota ilha de Santa Helena.
A seção traz abordagens de fluxos migratórios em títulos como “Recursos”, elogiado no importante festival de documentários IDFA-Amsterdã; “O Último Refúgio”, filme premiado no festival dinamarquês CPH:DOX, que registra um abrigo temporário de migrantes na África; e “Xaraasi Xanne (Vozes Cruzadas)”, filme de arquivo que lança luz sobre a violência da agricultura colonial no continente africano, premiado no tradicional festival Cinéma du Réel, na Suíça.
Discussões econômicas – sempre presentes no Panorama Internacional Contemporâneo – estão no centro de títulos da seção. Filme mais recente de Gabriela Cowperthwaite, diretora de “Blackfish”, o trepidante “A Apropriação” revela os esforços secretos de governos e multinacionais para controlar comida e água no mundo. Em “Amor e Luta em Tempos de Capitalismo”, produção francesa exibida no CPH:DOX e no Festival de Documentários DMZ com direção de Basile Carré-Agostini, o casal midiático formado pelos sociólogos Monique Pinçon-Charlot e Michel Pinçon, conhecido por suas pesquisas de mais de cinco décadas sobre os ultra-ricos, é retratado no auge do movimento dos Coletes Amarelos. Sobrinha-neta de Walt Disney e herdeira da The Walt Disney Company, Abigail Disney é documentarista e ativista social. Em “O Sonho Americano e Outros Contos de Fadas”, codirigido por Kathleen Hughes, ela aborda a profunda crise de desigualdade nos Estados Unidos, usando o legado de sua família como um estudo de caso para explorar criticamente a intersecção entre racismo, poder corporativo e o sonho americano. Em “O Retorno da Inflação, de Matthias Heeder, diretor que causou forte impressão com o premiado documentário “Pre-Crime” (2017), discute-se os mecanismos que contribuíram para o retorno da inflação que atualmente atinge o mundo com força total e como pessoas de diferentes meios sociais reagem a ela. “A Máquina do Petróleo”, filme britânico de Emma Davies, toma o exemplo da óleo-dependência do Reino Unido para falar sobre como as principais economias contemporâneas – principalmente no hemisfério norte – se apoiam em boa parte sobre a indústria do petróleo. Já “Deep Rising: A Última Fronteira” revela as intrigas em torno da obtenção de recursos naturais no solo dos oceanos.
Uma programação é dedicada às estreias mundiais em salas de cinema de três títulos brasileiros que abordam o embate entre indígenas e garimpeiros, queimadas em quatro biomas do país e deslocamento de toda uma população.
“Cinzas da Floresta”, de André D’Elia, registra uma
expedição com o ativista Mundano que percorreu mais de dez mil quilômetros por
quatro grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica como o objetivo
de produzir uma cartela em tons de cinza a partir do carvão e das cinzas de
restos de árvores e de animais carbonizados. Com esse material foi pintado um
painel a partir da famosa obra modernista do artista plástico Candido Portinari
(1903-1962) “O Lavrador de Café”.
O
filme “Escute, A
Terra Foi Rasgada”, de Fred Rahal Mauro (de “BR Acima de Tudo”)
e Cassandra Mello, registra o acampamento Luta pela Vida, em Brasília, no qual
lideranças dos povos Mebêngôkre (Kayapó), Munduruku e Yanomami se uniram para
escrever uma carta-manifesto em repúdio à atividade garimpeira. Na sessão
promovida pela 12ª
Mostra Ecofalante de Cinema têm presença confirmada as
lideranças indígenas da "Aliança em Defesa dos Territórios": Davi
Kopenawa, Beka Munduruku e Maial Kayapó.
“Parceiros da Floresta”, de Fred Rahal Mauro, percorre três continentes evidenciando casos de parcerias entre setores privado, público e comunidades locais que geram soluções para a proteção e restauração de florestas tropicais globais aliando tecnologia, negócios e conhecimento tradicional para gerar benefícios verdadeiramente compartilhados.
Na Mostra Histórica "Fraturas (pós-)coloniais e as Lutas do Plantationoceno", são exibidos clássicos da cinematografia militante do período das décadas de 1960 a 1980 que refletem sobre as marcas do colonialismo nos diversos territórios, sobretudo do sul global. É o caso de “A Batalha de Argel”, de Gillo Pontecorvo, que a mostra exibe em versão restaurada em 4K pela Cinemateca de Bolonha e Instituto Luce Cinecittà. A obra, que foi proibida pela censura da ditadura militar brasileira, ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza e foi indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro, melhor diretor e melhor roteiro.
A aculturação de uma minoria mexicana inspirou o cineasta Paul Leduc a realizar o crítico e irônico “Etnocídio”. Marco do documentarismo brasileiro e referência mundial, “Cabra Marcado para Morrer”, de Eduardo Coutinho, também está incluído. Com passagens pelos festivais de Cannes e Berlim (onde foi premiado), “Emitaï” traz as marcas do cinema político de seu diretor, o senegalês Ousmane Sembène, um dos pioneiros do cinema africano. Três filmes dirigidos por mulheres e restaurados pelo Instituto Arsenal, de Berlim, também fazem parte do programa: "Eu, Sua Mãe" (Senegal/Alemanha, 1980), da recém falecida pioneira do cinema senegalês e africano Safi Faye; "Nossa Voz de Terra, Memória e Futuro" (Colômbia, 1982), de Marta Rodríguez e Jorge Silva, e "A Zerda e os Cantos do Esquecimento" (Argélia, 1982), um dos dois filmes dirigidos pela poeta e escritora argelina Assia Djebar e que era considerado perdido antes que uma cópia dele fosse redescoberta nos arquivos do Arsenal há alguns anos. A mostra também traz uma preciosidade recém restaurada pelo Harvard Film Archive, "I Heard It through the Grapevine" (1981), documentário de Dick Fontaine estrelado por James Baldwin, em que o escritor viaja pelos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que faz um balanço das lutas pelos direitos civis e melhora das condições de vida das comunidades negras em seu país.
Temáticas relativas aos povos indígenas e seus territórios marcam parte das produções selecionadas este ano para a Competição Latino-americana, havendo espaço nos 33 selecionados para discussões sobre racismo, migração e trabalho. Destaca-se “A Invenção do Outro”, de Bruno Jorge, que narra uma eletrizante jornada na Amazônia para tentar encontrar e estabelecer o primeiro contato com um grupo de indígenas isolados da etnia dos Korubo, tendo merecido quatro prêmios no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, inclusive o de melhor filme. Consagrado diretor já homenageado na 4ª Mostra Ecofalante de Cinema, Jorge Bodanzky (de “Iracema - Uma Transa Amazônica”, 1975) assina “Amazônia, A Nova Minamata?”, no qual acompanha a saga do povo Munduruku para conter o impacto destrutivo do garimpo de ouro em seu território ancestral, enquanto revela como a doença de Minamata, decorrente da contaminação por mercúrio, ameaça os habitantes de toda a Amazônia hoje. No inédito “Mamá”, uma obra de cunho intimista com elaborada narrativa e técnica, o realizador de descendência maia Xun Sero relata como, sendo mexicano tzotzil, cresceu cercado pela sacralidade da Virgem de Guadalupe e da Mãe Terra – e sendo ridicularizado por não ter pai. Já o doc observacional peruano "Odisseia Amazônica”, de Terje Toomistu, Alvaro Sarmiento e Diego Sarmiento, testemunha o trabalho feito nos barcos que constituem o principal meio de transporte de mercadorias e pessoas no rio Amazonas.
Uma sessão especial exibe “Mulheres na Conservação”, dirigido pela jornalista Paulina Chamorro e pelo fotógrafo João Marcos Rosa. O documentário, desenvolvido a partir da websérie homônima, mostra na prática o trabalho realizado por sete mulheres que lutam pela conservação da biodiversidade no país e que são referência em suas áreas de atuação.
O Concurso Curta Ecofalante promove competição entre curtas-metragens realizados em universidades e cursos audiovisuais. Em 2023, participam 18 produções, representando os estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Destaca-se na programação ainda um trabalho em realidade virtual, assinado por Estêvão Ciavatta (de “Amazônia Sociedade Anônima”, exibido na 9ª Mostra Ecofalante de Cinema). Trata-se de “Amazônia Viva”, no qual a cacica Raquel Tupinambá, da comunidade de Surucuá (Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns, no Pará), guia o espectador em uma viagem pelo rio Tapajós, em um passeio virtual em 360º.
Uma sessão infantil está incluída na programação da 12ª Mostra Ecofalante de Cinema. Nela, ganha projeção o longa "A Viagem do Príncipe", de Jean-François Laguionie e Xavier Picard, obra exibida nos festivais de Locarno, Roterdã, BFI Londres e na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
Todas as informações sobre exibições e demais atividades do evento poderão ser encontradas na plataforma Ecofalante: www.ecofalante.org.br.
A Mostra Ecofalante de Cinema é viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Ela tem patrocínio da White Martins, da Valgroup, do Mercado Livre e da Spcine, empresa pública de fomento ao audiovisual vinculada à Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, e apoio da Evonik e da Drogasil. Tem apoio institucional do WWF-Brasil, da Cinemateca da Embaixada da França no Brasil, do Institut Français e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A produção é da Doc & Outras Coisas e a coprodução é da Química Cultural. A realização é da Ecofalante e do Ministério da Cultura.
serviço:
12ª
Mostra Ecofalante de Cinema
de
1 a 14 de junho de 2023
gratuito
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