Cineasta Daniel Ribeiro Expande Universo com Novo Filme e HQ de “HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO”

Premiado na Berlinale, o diretor transforma seu primeiro longa-metragem em quadrinho e prepara estreia internacional de filme que encerra sua trilogia


Daniel Ribeiro (Foto: Fabio Audi)

Premiado no Festival de Berlim e autor de títulos marcantes do cinema queer brasileiro contemporâneo, o diretor e roteirista Daniel Ribeiro atravessa um momento especialmente fértil de sua carreira. Nos próximos meses, ele apresenta ao público dois projetos de expansão criativa: a adaptação para os quadrinhos de “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” (2014), seu filme mais celebrado, e as primeiras exibições internacionais do lançamento “Eu Vou Ter Saudades de Você”. 

O novo longa encerra a trilogia iniciada na estreia de Ribeiro com “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, vencedor de quase 50 prêmios internacionais, entre eles o Teddy Award de Melhor Filme LGBT na Berlinale. O segundo capítulo veio com 13 Sentimentos, lançado em 2024. Juntos, os três filmes exploram diferentes formas de afeto, identidade e amadurecimento nas relações contemporâneas.

“Depois de ‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’, desenvolvi duas outras histórias que exploram o desgaste de um casal, a iminência da separação e o processo de redescoberta após o fim de um relacionamento longo. Juntas, essas três obras formam uma trilogia que retrata o ciclo completo das relações humanas”, conta o cineasta sobre os filmes, que foram produzidos fora da ordem cronológica. “Mas, pensando bem, o amor e os relacionamentos raramente seguem uma lógica, então eu gosto da ideia de que os rumos da vida tenham embaralhado a ordem dessa história”, completa. 

Protagonizado por Alice Marcone e Gabriel Lodi, “Eu Vou Ter Saudades de Você” acompanha um casal transgênero que vive um relacionamento há sete anos e entra em crise quando decide morar junto. O roteiro foi escrito por Daniel Ribeiro em parceria com Marcone, e o elenco é inteiramente composto por pessoas trans. 

O filme fará sua estreia internacional no BFI Flare: London LGBTQIA+ Film Festival, com sessões nos dias 27 e 28 de março. Para a ocasião, estarão presentes o diretor Daniel Ribeiro, a produtora Diana Almeida e os protagonistas Alice Marcone e Gabriel Lodi. Na sequência, o longa também será exibido no Festival Internacional de Cine en Guadalajara (FICG), no México, em abril.

Enquanto apresenta seu mais novo trabalho como cineasta, Ribeiro revisita o ponto de partida dessa trajetória: o roteiro de seu primeiro longa. A adaptação de “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” para os quadrinhos será publicada em maio pelo Seguinte, selo jovem do Grupo Companhia das Letras. A história foi adaptada pelo próprio diretor e ganhou ilustrações do designer Bruno Freire, cujo traço acrescenta uma nova dimensão visual à história do primeiro amor entre dois adolescentes, um deles cego, que já é um clássico do cinema brasileiro contemporâneo.

“Sempre senti vontade de continuar explorando a história de Leo e Gabriel para além do filme. A HQ surgiu como a solução perfeita: um formato que me permite expandir esse universo sem as limitações físicas do tempo”, conta Daniel, que ainda abre a possibilidade de expansão desse universo. “O mais interessante é que, no futuro, quando os personagens finalmente alcançarem a idade atual dos atores, as portas estarão abertas para um novo filme. Seria incrível revisitar Leo e Gabriel na fase adulta e entender quais são seus conflitos hoje.”

CICLO DE SUCESSO

A fase atual reflete a trajetória multifacetada de Daniel Ribeiro, nascido em São Paulo, em 1982, e formado em Audiovisual pela ECA-USP. Antes de se tornar conhecido internacionalmente pelo cinema, o diretor participou da criação do projeto Música de Bolso, iniciativa que entre 2007 e 2010 produziu 380 vídeos musicais e reuniu artistas como Vanessa da Mata, Arnaldo Antunes, Pato Fu, Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci.

No cinema, Ribeiro começou a ganhar destaque com os curtas Café com Leite (2008) e Eu Não Quero Voltar Sozinho (2010), exibidos em mais de 180 festivais e vencedores de 115 prêmios, entre eles o Urso de Cristal no Festival de Berlim e o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de melhor curta de ficção.

Seu primeiro longa-metragem, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, estreou no 64º Festival de Berlim, onde, além do Teddy, ganhou o Prêmio FIPRESCI. Em seguida, foi escolhido como representante brasileiro na disputa por uma vaga no Oscar de 2015. Desde então, o diretor transitou por diferentes formatos: dirigiu o curta Love Snaps (2016), premiado no Festival Mix Brasil e no Festival do Rio, criou e dirigiu a série Todxs Nós, lançada pela HBO em 2020, e lançou seu segundo longa, 13 Sentimentos, em 2024.

Além disso, Daniel Ribeiro fundou ao lado de Diana Almeida a produtora de cinema Lacuna Filmes, que está prestes a completar 20 anos em 2027. Conhecida por desenvolver histórias sensíveis e com trajetória consistente em festivais internacionais, a produtora soma mais de 150 prêmios entre curtas e longas-metragens. Dentre os seus títulos de maior destaque, além dos filmes dirigidos por Ribeiro, estão As Duas Irenes (2017), 45 Dias Sem Você (2018) e Música para Morrer de Amor (2019).

Ao transitar entre diferentes formatos narrativos abordando com sensibilidade  temáticas relevantes e sempre mantendo a  coerência autoral, Daniel Ribeiro reafirma seu papel como uma das vozes mais consistentes do audiovisual brasileiro contemporâneo, ampliando o alcance de histórias que exploram novas formas de representação no cinema.

35º Festival Curta Cinema começa nesta quarta-feira, 25 de março

100% gratuita, a programação reúne mais de 130 filmes de 33 países e 15 estados brasileiros e contará com sessões acessíveis de Libras e audiodescrição. Evento acontece no Estação NET Rio, entre 25 de março e 1º de abril

“Coeur Bleu”, de Samuel Suffren; “Kosmogonia”, de Karolina Chabier; “Poeira”, de Mateus Lana; “Samba Infinito”, de Leonardo Martinelli; e “Os Arcos Dourados de Olinda”, de Douglas Henrique.

O Festival Curta Cinema – Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro inicia sua 35ª edição nesta quarta-feira, 25 de março, no Estação NET Rio, com uma programação que reafirma sua vocação como vitrine do curta-metragem contemporâneo. Ao longo de oito dias, o público terá acesso gratuito a mais de 130 filmes de 33 países e 15 estados brasileiros, distribuídos em mostras competitivas e panoramas que atravessam diferentes linguagens, formatos e temas do cinema atual e independente.

A noite de abertura, no dia 25, a partir das 20h, reúne um conjunto de obras que sintetizam a diversidade estética do festival. Serão exibidos os curtas “Um certo cinema brasileiro” (SE), de Fábio Rogério; “Vulto Sagrado” (RJ), de Daniel Caetano; “O Rio de Janeiro Continua Lindo” (BR, BE e CH), de Felipe Casanova; “Defloradas” (RJ), de Luísa Reis; e “La Mar” (MEX), de Jean Chapiro Uziel. Os filmes transitam entre memória, política, arquivo e experimentação, marcando o tom de uma edição que aposta na pluralidade de olhares e narrativas.

A programação segue nos dias seguintes com sessões que incluem a Competição Nacional e Internacional, a mostra Primeiros Quadros — dedicada a novos realizadores —, os panoramas Carioca e Latino-Americano, a Mostra Interzona Midnight (dedicada ao gênero do horror), além de sessões para escolas públicas. Entre os destaques, estão obras que abordam temas como identidade, território, questões ambientais, memória coletiva e experiências urbanas, além de produções que passaram por festivais como Cannes, Berlim, Locarno e Veneza.

O festival também amplia o diálogo com o público por meio de debates com realizadores em sessões selecionadas e de programas especiais que exploram diferentes vertentes do curta-metragem, do documentário experimental à animação e à ficção contemporânea. A diversidade regional brasileira aparece com força, com filmes vindos de estados como Amazonas, Pernambuco, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, entre outros.

Realizado desde 1991, o Curta Cinema chega à sua 35ª edição consolidado como um dos principais festivais dedicados ao formato na América Latina. Além de revelar novos talentos, o evento mantém seu papel estratégico no circuito internacional: seus dois principais prêmios — nas competições Nacional e Internacional — são qualificadores para o Oscar®, ampliando a visibilidade dos filmes vencedores no cenário global.

SESSÃO ACESSÍVEL - 28 a 29 de março (10h, Estação NET Rio, Sala 5)
A edição de 2026 reforça seu compromisso com a inclusão ao promover a Sessão Acessível em duas datas da programação. As exibições contam com recursos de Libras e audiodescrição, ampliando o acesso de pessoas com deficiência auditiva e visual ao circuito do festival.

Entre os títulos exibidos nessas sessões estão produções recentes do cinema brasileiro, como “A Ascensão da Cigarra” (RO), de Ana Clara Ribeiro; “Novo Horizonte” (GO), de Tiago Vieira; “Arandu” (SP), de Vitoria Rocha; “Serra Pelada - A Terra Não é dos Homens” (SP), de Babi Fontana e Victor Costa; “Capitã Iracema” (MG), de Dani Drumond e Marcio Martins; “Inquietas” (RN), de Thaina Morais, além de outros filmes distribuídos ao longo dos dias dedicados à acessibilidade. A iniciativa reafirma o Curta Cinema como um espaço de encontro plural, atento à democratização do acesso à cultura.

MOSTRA MEMÓRIA REVELAÇÃO NA MARÉ - 27 de março
A programação também se estende para além das salas de cinema com a realização da Mostra Memória Revelação no Galpão Bela Maré, na Maré, fortalecendo o diálogo do festival com diferentes territórios da cidade. A sessão reúne curtas que exploram memória, cultura e tradições brasileiras a partir de abordagens sensoriais e experimentais.

Entre os filmes exibidos estão “Cordões e Sinos de Além-mar” (MG), de Yuji Martins Kodato e Jeremias Brasileiro; “Dança aos Orixás” (SP), de Gustavo McNair; “Madeira Viva” (SP), de Gabriel Villas-Bôas; e “Discoterra” (RJ), de Gustavo Aquino dos Reis, Daniel Wierman e Arnaldo Robles. As obras atravessam temas como religiosidade afro-brasileira, práticas culturais e relações entre música, território e identidade, propondo uma experiência imersiva e coletiva com o público local.

LABORATÓRIO DE PROJETOS - 25 e 26 de março
A programação inclui ainda a 28ª edição do Laboratório de Projetos de Curta-Metragem, que acontece presencialmente nos dias 25 e 26 de março, com foco no desenvolvimento de novas obras e no fortalecimento de realizadores. A iniciativa reúne 12 projetos selecionados, que serão acompanhados por consultores experientes do audiovisual, como Adriana Borges, Luciano Vidigal e Rafael Spínola. Ao final do processo, os participantes apresentam seus trabalhos em uma sessão de pitching no dia 27 de março, quando será definido o projeto vencedor, anunciado na premiação oficial do festival.

A seleção foi feita pela turma de curadores do festival: Adriana Borges, Ailton Franco Junior, Alexandre Bispo, Clara Ferrer, Clara Linhart, Cristian Caselli, Duda Leite, Gustavo Duarte, Julia Couto, Luana Pascoal, Marina Pessanha, Paulo Roberto Junior, Pedro Gonçalves Ribeiro, Sérgio Alpendre e Yasmine Evarist, sob coordenação de Paulo Roberto Jr. O Curta Cinema tem patrocínio do Itaú-Unibanco através da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Rouanet, da Política Nacional Aldir Blanc, pelo edital Fomenta Festival, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro. A promoção é do Canal Brasil, Canal Like e Canal Futura e o apoio institucional é do Instituto Cervantes do Rio de Janeiro, Goethe Institut no Rio de Janeiro, Consulado Geral da Suíça no Rio de Janeiro, Instituto Italiano de Cultura, Embaixada da França e Instituto Camões.

SERVIÇO
35º Festival Curta Cinema
De 25 de março a 1º de abril de 2026

Cinema Estação Net Rio (Rua Voluntários da Pátria, 35 - Botafogo):
Sala 3 (107 poltronas e 1 cadeirante)
Sala 4 (107 poltronas, 13 namoradeiras e 1 cadeirante)
Sala 5 (107 poltronas, 23 namoradeiras e 2 cadeirantes)
 

ARCO, animação indicada ao Oscar®, ganha data de estreia na MUBI

Escrito e dirigido por Ugo Bienvenu, longa foi indicado a melhor filme de animação no Globo de Ouro e no Oscar® 2026 



COM EXCLUSIVIDADE NA MUBI A PARTIR DE 10 DE ABRIL

A MUBI, distribuidora global, serviço de streaming e produtora, anuncia a data de estreia no streaming de ARCO, filme de animação de Ugo Bienvenu (L’entretien). Depois de passar por salas de cinemas brasileiros, o longa criado inteiramente em 2D chega com exclusividade à plataforma, em seu idioma original e dublado em português, em 10 de abril.

Escrito e dirigido por Ugo Bienvenu, com produção de Natalie Portman, Felix de Givry, Sophie Mas e Ugo Bienvenu, ARCO teve sua estreia mundial na Seleção Oficial de Exibições Especiais do 78º Festival de Cannes, e conquistou os prêmios Cristal de Melhor Filme e SACEM de Melhor Trilha Sonora Original para um Longa-metragem no 64º Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy.

Posteriormente, foi indicado a melhor filme de animação no Globo de Ouro 2026 e no Oscar® 2026. Além disso, recebeu indicação a melhor filme infantil e familiar no BAFTA 2026.

Ao contrário da tendência de autores de ficção científica, contemporâneos e do passado, de retratarem o gênero em lentes negativas e apocalípticas, ARCO oferece esperança à geração atual, apresentando um mundo que convida os espectadores a imaginar um futuro desejável e possível, em que a humanidade evolui em harmonia com a natureza.

ARCO é uma metáfora para a melhor coisa que poderia acontecer” – Ugo Bienvenu


 

Créditos: MUBI 

Sinopse
Em um futuro distante e idílico, a humanidade detém o poder da viagem no tempo com trajes coloridos que projetam no céu um rastro de luz do arco-íris. Embora seja muito jovem para se aventurar nessas jornadas, o impaciente Arco foge sozinho – apenas para se ver preso no ano de 2075, em um mundo mais perigoso que o seu. Felizmente, Iris, de dez anos, vê o misterioso garoto cair do céu e, com a ajuda de seu robô cuidador, eles embarcam em uma comovente odisseia para levar Arco de volta para casa.

O filme original traz as vozes de Alma Jodorowsky (Rainhas do Drama), Swann Arlaud (Anatomia de uma Queda), Vincent Macaigne (A Musa de Bonnard), Louis Garrel (Os Sonhadores), William Lebghil (Nino) e do rapper francês Oxmo Puccino. Já a versão dublada no Brasil tem a participação de Enrico Espada (Captão Tsubasa), Bianca Alencar (Turma da Mônica Jovem), Rodrigo Araújo (One Piece), Reginaldo Primo (Os Simpsons), Beto Macedo (Super Onze: Ares no Tenbin), e Diego Muras (Naruto Shippuden), entre outros.

 

ARCO
Disponível a partir de 10 de abril
Um lançamento MUBI
mubi.com

A HBO acaba de lançar NUA NA REDE: A VERDADE SOBRE ROSE LEONEL, nova série documental disponível também na HBO Max.


A produção tem direção de Bia Vilela e Luiza de Andrade, dupla da produtora Untitled, que conduz a narrativa sobre um dos casos mais emblemáticos de violência digital no Brasil.

Ao longo de cinco episódios, a série revisita a história de Rose Leonel, vítima de um dos primeiros casos de divulgação de imagens íntimas sem consentimento no país, ocorrido no início dos anos 2000. Pela primeira vez, a trajetória é contada a partir do olhar da própria Rose, que revela os impactos pessoais, sociais e profissionais do crime e o caminho percorrido até transformar sua experiência em mobilização pública.

A história teve repercussão nacional e contribuiu para a atualização da Lei Maria da Penha, que passou a reconhecer e criminalizar a violação da intimidade, a alteração que ficou conhecida como Lei Rose Leonel (Lei nº 13.772).

Para as diretoras Bia Vilela e Luiza de Andrade, o projeto propõe um olhar contemporâneo sobre um tema que segue urgente na era digital.

“O caso da Rose foi pioneiro em expor um tipo de violência que hoje se tornou mais visível. Nosso desafio foi construir uma narrativa que respeitasse a dimensão humana da história e, ao mesmo tempo, mostrasse como esse episódio reverbera até hoje na discussão sobre privacidade, internet e justiça”, afirmam.

Na época do crime, mais de 400 imagens íntimas de Rose foram divulgadas online. Em uma cidade pequena, a exposição teve consequências devastadoras: perda de trabalho, rompimento de relações pessoais e julgamento público constante.

Sem apoio institucional naquele momento, Rose iniciou uma longa batalha judicial que durou quase uma década. Mais tarde, fundou a ONG Marias da Internet, organização que oferece suporte e orientação para vítimas de violência digital.

A série também contextualiza como a expansão da internet e das redes sociais ampliou o alcance e o impacto desse tipo de crime, tornando a história de Rose ainda mais relevante duas décadas depois.

A produção é uma coprodução da Warner Bros. Discovery com Luiza de Andrade e Bia Vilela, conhecidas na publicidade como Figas, e conta com co-roteirização de Luiza de Andrade e Bia Vilela e roteiro de Gabriela Gaia Meirelles. Pela Warner Bros. Discovery, assinam a produção Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Luciana Soligo.

Na HBO, os episódios serão exibidos semanalmente a partir de 10 de março. Já na HBO Max, todos estão disponíveis.

DITTO: CONEXÕES DO AMOR, Romance Coreano que Atravessa Gerações, Ganha Trailer e Pôster Inéditos

Protagonizado pelas estrelas dos k-dramas Yeo Jin-goo e Cho Yi-hyun, o filme recria um cult sul-coreano de forma moderna e delicada

A nova versão de DITTO: CONEXÕES DO AMOR, uma das comédias românticas mais cultuadas do cinema sul-coreano, acaba de ganhar pôster e trailer inéditos e chega aos cinemas brasileiros no dia 26 de março.

Distribuído pela SATO Company, o longa é protagonizado por duas grandes estrelas dos k-dramas já conhecidas pelo público brasileiro: Yeo Jin-goo, de Hotel del Luna e Apostando Alto, e Cho Yi-hyun, de All of Us Are Dead e A Fada e o Pastor. O filme é também o terceiro longa-metragem da diretora e roteirista Seo Eun-Young.

Ambientado entre o fim dos anos 1990 e a atualidade, DITTO: CONEXÕES DO AMOR é uma versão atualizada do longa de mesmo nome lançado em 2000, no auge da retomada do cinema sul-coreano e que se tornou um cult entre o público local. A refilmagem acompanha as mudanças da tecnologia, mas mantém os elementos-chave do longa original, marcado pela nostalgia e pela delicadeza.

Na trama, dois estudantes universitários, um de 1999 e outro de 2022, descobrem que conseguem se comunicar através de um rádio amador. Na tentativa de compreender como essa relação é possível, os personagens passam a compartilhar suas histórias, ambições e sentimentos, gerando uma história de amor e amizade capaz de atravessar as linhas do tempo.

DITTO: CONEXÕES DO AMOR é capaz de recriar um clássico da Coreia do Sul com elementos da atualidade, mas sem perder a essência nostálgica do longa original.

SINOPSE

Yong ouve a voz de uma estranha vinda do futuro, criando uma conexão inesperada entre os dois. À medida que passam a conversar por meio de um rádio amador, eles compartilham suas histórias de amor e descobrem que, apesar de viverem em épocas diferentes, seus sentimentos e experiências se refletem de maneira surpreendente.

A DIRETORA

Seo Eun-young é diretora e roteirista sul-coreana. Ela estreou no longa-metragem com Overman (2016), drama exibido em festivais internacionais que acompanha um jovem estudante que encontra no teatro uma forma de lidar com as pressões da vida adulta. Em seguida dirigiu Go Back (2021), filme que também escreveu e produziu. Em DITTO: CONEXÕES DO AMOR (2022), seu terceiro longa-metragem como diretora e roteirista, revisita um romance cult do cinema coreano ao atualizar sua premissa para uma nova geração de espectadores. Seo também dirigiu o curta-metragem Rainy Days, reforçando uma filmografia marcada pelo interesse em histórias sobre juventude, identidade e relações afetivas.

ELENCO

Yeo Jin-goo | Yong

Cho Yi-hyun | Mu-nee

Kim Hye-yoon | Han-sol

Na In-woo | Young-ji

Bae In-hyuk | Eun-sung

FICHA TÉCNICA

Direção | Seo Eun-young

Roteiro | Seo Eun-young

Baseado em | Ditto, de Kim Jung-kwon

Produção | Lee Jeong-eun

Fotografia | Jeong Gi-wook

Montagem | Kim Hyeong-ju

Trilha sonora | Kim Hong-jib

Título original | Donggam

País | Coreia do Sul

Ano | 2022

Duração | 114 minutos

Distribuição no Brasil | SATO Company

ENZO, Estreia Nesta Quinta (19), o Drama Francês do Cineasta Robin Campillo

Nesta quinta-feira, dia 19 de março, chega exclusivamente nos cinemas brasileiros o drama francês ENZO (Enzo), do cineasta e roteirista Robin Campillo ("Garotos do Leste" e "120 Batimentos por Minuto"), com distribuição da Mares Filmes.

O filme será lançado nos cinemas de São Paulo, Belo Horizonte, Vitória e Salvador.

Com roteiro assinado por Robin Campillo, Laurent Cantet e Gilles Marchand, o filme conta a história de Enzo, um jovem de 16 anos, que desafia as expectativas de sua família burguesa ao iniciar um trabalho como aprendiz de pedreiro, um caminho muito distante da vida prestigiosa que haviam imaginado para ele.

Em sua luxuosa vila no ensolarado sul da França, as tensões fervilham enquanto perguntas e pressões implacáveis pesam sobre o futuro e os sonhos de Enzo. No canteiro de obras, no entanto, Vlad, um carismático colega ucraniano, abala o mundo de Enzo e abre as portas para possibilidades inesperadas.

Filme de abertura da Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes de 2025, ENZO foi o último trabalho feito pelo roteirista Laurent Cantet, que faleceu em 2024 antes do início das filmagens do drama. Seu amigo e colaborador de longa data Robin Campillo terminou o roteiro e dirigiu o filme em sua homenagem.

Estrelado pelo ator iniciante Eloy Pohu, o filme também traz em seu elenco nomes conhecidos como os de Pierfrancesco Favino ("Maria Callas" e "Rush: No Limite da Emoção"), Élodie Bouchez ("Corações Partidos" e "A Vida Sonhada Dos Anjos"), Malou Khebizi, Adriel Sorrente, entre outros.

Com 86% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, a produção foi reconhecida em importantes premiações do cinema mundial como Festival de Cannes 2025 (indicado ao Directors’ Fortnight Audience Award e Indicado à Queer Palm), Seville European Film Festival (indicação de melhor filme ao Golden Giraldillo e indicação ao Ocaña Award), indicação ao Grand Prix na Competição Internacional no Brussels International Film Festival (BRIFF) e Indicação para Melhor Ator Promissor para Eloy Pohu no Lumière Awards.

ENZO (Enzo) chega exclusivamente nos cinemas brasileiros no dia 19 de março, com distribuição da Mares Filmes.

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ENZO

França | 2025 | 102 min. | Drama | 16 anos


Título Original: Enzo

Direção: Robin Campillo

Roteiro: Robin Campillo, Laurent Cantet, Gilles Marchand

Elenco: Eloy Pohu, Pierfrancesco Favino, Élodie Bouchez

Distribuição: Mares Filmes

Sinopse: Enzo, de 16 anos, desafia as expectativas de sua família burguesa ao iniciar um trabalho como aprendiz de pedreiro, um caminho muito distante da vida prestigiosa que haviam imaginado para ele. Em sua luxuosa vila no ensolarado sul da França, as tensões fervilham enquanto perguntas e pressões implacáveis pesam sobre o futuro e os sonhos de Enzo. No canteiro de obras, no entanto, Vlad, um carismático colega ucraniano, abala o mundo de Enzo e abre as portas para possibilidades inesperadas.

Exibição do filme "Girassol Vermelho", oficina criativa e visita guiada fazem parte de programação paralela à exposição de Eder Santos

Nos dias 24 e 25 de março, programação em torno da exposição "A Imagem Não Serve" reúne oficina criativa, visitas guiadas, exibição inédita do longa-metragem "Girassol Vermelho" e lançamento do catálogo da exposição, ampliando o diálogo sobre as obras de um dos pioneiros da videoarte no Brasil

  
(Esq - Cartaz do filme “Girassol Vermelho”, de Eder Santos - Cred Divulgação / Dir Videoinstalação Janaúba (Foto - Isabel Moreira & Leandro Aragão) - 

Nos dias 24 e 25 de março, a CAIXA Cultural Curitiba promove uma programação especial em torno da exposição “A Imagem Não Serve”, do artista multimídia Eder Santos e com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho.

Reunindo experiência prática, reflexão crítica, cinema e encontro com o artista, a agenda propõe um mergulho na trajetória de Santos — cuja produção, iniciada nos anos 1980, tensiona a imagem como representação estável e a transforma em presença instável, marcada por ruídos, distorções e deslocamentos que desafiam o olhar contemporâneo.

Ao longo dos dois dias, o público poderá participar de uma oficina criativa, visitas guiadas, a exibição inédita do filme “Girassol Vermelho” e o lançamento do catálogo oficial da exposição.

No dia 24 de março, às 15h, ocorre a oficina “Que Imagens Nos Servem?”, conduzida pela fotojornalista Isa Lanave. A atividade propõe uma vivência  prática a partir de fotografias pessoais dos participantes, assim como imagens da obra de Eder Santos, explorando processos de colagem, sobreposição e transparência. A ideia é desmontar e recompor imagens afetivas, criando novas narrativas visuais em diálogo com memória, autoperccepção e experiências subjetivas - um exercício que ecoa as investigações sobre os limites e as possibilidades da imagem. As inscrições podem ser feitas pelo link.   

Na sequência, às 17h, o público poderá participar de uma visita guiada pela exposição, conduzida por Santos e pelo curador Luiz Gustavo Carvalho, que comentam processos de criação, referências e histórias por trás das videoinstalações e das videoesculturas apresentadas.

Encerrando o dia 24, às 18h30, ocorre a exibição do longa-metragem “Girassol Vermelho”, dirigido por Eder Santos. O filme, que estreou na abertura da Mostra de Cinema Tiradentes em 2025, será exibido pela primeira vez na capital paranaense e gira em torno de Romeo (Chico Díaz), um homem que, ao tentar fugir do passado em busca da liberdade, acaba sendo preso e torturado em uma estranha cidade onde fazer perguntas é proibido. A sessão contará com a presença do diretor, assim como a do curador da exposição “A Imagem Não Serve”. Os ingressos serão distribuídos 30 minutos antes da exibição.

Após a exibição, haverá o lançamento do catálogo da mostra, seguido de sessão de autógrafos.

No dia 25 de março, a programação continua com uma nova visita guiada pela exposição, às 11h, conduzida pelo artista e pelo curador, oferecendo ao público outra oportunidade de aprofundar o contato com a obra e seus processos.

Exposição “A Imagem Não Serve”

Em cartaz na CAIXA Cultural Curitiba até o dia 10 de maio, a exposição“A Imagem Não Serve”, de Eder Santos, reúne 14 trabalhos do artista mineiro, sendo parte produzida nos últimos 20 anos, e traça um panorama de sua múltipla produção, combinando diferentes linguagens e técnicas, barrando as fronteiras entre artes visuais, cinema, teatro, vídeo e novas mídias. Por meio de videoinstalações e vídeo-esculturas, sua obra, além de reverenciar o cinema brasileiro,  evoca paisagens rosianas, dialoga com a obra de René Magritte, reinterpreta aspectos da mineiridade e questiona uma sociedade cujo lema principal é “trabalhar, consumir e morrer”. 

A exposição “A Imagem Não Serve” tem entrada gratuita. O horário de visitação é de terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 19h. Mais informações nos perfis de Eder Santos (@edersan) e da produtora Ars et Vita (@arsetvita) .

Sobre o artista - Nascido em Belo Horizonte (MG), Eder Santos é referência na videoarte brasileira e integra coleções institucionais como o MoMA (Nova York), o Centre Pompidou (Paris), o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, além de ter participado de bienais e festivais no Brasil e no exterior. Sua trajetória também inclui uma premiada produção no cinema, com curtas, longas e séries para televisão.

Serviço: 
Oficina
“Que imagens nos servem?”
Data
: 24 de março
Horário: 15h
Classificação: 16 anos
Local: Sala de Oficinas – CAIXA Cultural Curitiba
Inscrições pelo link.   

Exibição do filme “Girassol Vermelho” e lançamento do catálogo
Data: 25 de março
Horário: 18h30
Classificação: 18 anos
Entrada gratuita
Local: CAIXA Cultural Curitiba (Teatro) (R. Conselheiro Laurindo, 280 - Centro)
Informações: (41) 3041-2155|  Site CAIXA Cultural| @caixaculturalcuritiba

Visita guiada pela exposição “A Imagem Não Serve”
Datas: 24 de março | 17h e 25 de março | 11h
Local: Galeria Mezanino – CAIXA Cultural Curitiba
Inscrição: https://forms.gle/hShqW85W58A7bEfh7

Exposição “A Imagem Não Serve”
Data: Até 10 de maio
Horário de visitação: de terça a sábado, das 10h às 20h | domingos e feriados, das 10h às 19h.
Entrada gratuita
Classificação
: 12 anos
Patrocínio: CAIXA Cultural
Produção: Ars et Vita
Redes sociais: Eder Santos (@edersan), Ars et Vita (@arsetvita) / CAIXA Cultural Curitiba

UCI anuncia Fan Event de “Super Mario Galaxy: O Filme” com brindes e combo especial de pipoca

No dia 1º de abril, evento terá tatuagens, ticket colecionável e adesivos exclusivos para clientes Unique

Pode anotar na agenda! Uma das produções infantis mais esperadas do ano está chegando aos cinemas UCI e em grande estilo. O Fan Event de “Super Mario Galaxy: O Filme” acontece no dia 1º de abril, durante a estreia oficial do longa. E para deixar a ocasião ainda mais especial o público vai ganhar brindes exclusivos e ainda aproveitar um combo com balde temático do filme, com pipoca e refrigerante.

Durante o Fan Event, todos os clientes ganham tattoo de “Super Mario Galaxy: O Filme”, e os participantes do UCI Unique, programa de relacionamento da rede, recebem também uma cartela de adesivos exclusiva. E quem for fantasiado de qualquer personagem do universo de Mario ganha cortesia de ingresso, oportunidade perfeita para as crianças irem caracterizadas para a sessão e participarem da festa. Já quem assistir ao filme em salas IMAX leva para casa um ticket colecionável. Os brindes são limitados e distribuídos por ordem de chegada, de acordo com a disponibilidade em cada cinema participante. E para completar a experiência, a UCI preparou um combo especial com balde temático, que vem com pipoca e refrigerante.


“Super Mario Galaxy: O Filme” chega às telas da UCI nas salas especiais da rede: 4DX, IMAX, XPLUS e VIP DE LUX. Na 4DX, a história ganha cadeiras que se movimentam e efeitos sensoriais que acompanham cada ação, como vento, vibrações e luzes, aumentando a sensação de estar dentro do jogo. Na IMAX, a tela gigante e o som mais potente deixam a aventura ainda mais imersiva. As salas XPLUS oferecem projeção de altíssima qualidade e sistema de som de última geração, enquanto a VIP DE LUX garante ainda mais conforto, com poltronas amplas e reclináveis em um ambiente sofisticado para curtir a sessão em grande estilo.


Depois de salvar o Reino dos Cogumelos, Mario e seus amigos se encontram em uma missão intergaláctica para deter um novo vilão ameaçador. Agora, eles precisam viajar por galáxias cheias de planetas fantásticos, desafios imprevisíveis e inimigos poderosos, colocando à prova a coragem, a amizade e o trabalho em equipe.

Para mais informações sobre a compra, valores e programação, acesse o site oficial da rede. Os clientes do UCI Unique, o programa de relacionamento da rede, têm o benefício de pagar meia-entrada em qualquer dia e sessão e contam também com 10% de desconto na compra do combo especial. Para fazer parte do grupo, basta ter 18 anos, adquirir o cartão na bilheteria de qualquer cinema UCI e fazer o cadastro no site.. Os novos associados ganham um ingresso cortesia que pode ser utilizado de segunda a quinta-feira, inclusive feriados. 

"O Velho Fusca" chega aos cinemas de todo o país nesta quinta-feira, 19 de março

Com direção de Emiliano Ruschel, o longa-metragem é uma comédia com coração, que narra uma história sensível sobre superação de traumas familiares, o primeiro amor e o encontro entre diferentes gerações, tendo como cenário principal a cidade do Rio de Janeiro 

A A2 Filmes e a Ruschel Studios lançam nos cinemas, nesta quinta-feira, dia 19 de março, o longa-metragem "O Velho Fusca". A produção inicia sua trajetória comercial em circuito nacional, com exibições programadas para diversas regiões do país. Na região Norte, o filme será exibido em Ananindeua, Belém, Boa Vista, Macapá, Manaus, Marabá, Porto Velho, Rio Branco e Santarém. No Nordeste, as sessões ocorrem em Aracaju, Arapiraca, Eusébio, Fortaleza, Imperatriz, Jaboatão dos Guararapes, João Pessoa, Maceió, Mossoró, Natal, Olinda, Paulista, Penedo, Recife, Salvador, São Luís, Sobral, Teresina e Vitória da Conquista.

A região Sudeste recebe a obra em Araçatuba, Araraquara, Barra do Piraí, Barra Mansa, Barueri, Bauru, Belo Horizonte, Betim, Botucatu, Cabo Frio, Campinas, Campos dos Goytacazes, Contagem, Cotia, Cruzeiro, Duque de Caxias, Franca, Guarulhos, Hortolândia, Indaiatuba, Ipatinga, Itaboraí, Itapetininga, Itaquaquecetuba, Itu, Jacareí, Jundiaí, Mauá, Mogi Guaçu, Montes Claros, Niterói, Nova Friburgo, Osasco, Petrópolis, Piracicaba, Pirassununga, Poços de Caldas, Praia Grande, Presidente Prudente, Resende, Ribeirão Preto, Rio Claro, Rio de Janeiro, Santa Bárbara d'Oeste, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, São Roque, Serra, Sorocaba, Sumaré, Taboão da Serra, Taubaté, Três Rios, Uberlândia, Vargem Grande do Sul, Vila Velha e Volta Redonda.

No Centro-Oeste, o lançamento contempla Aparecida de Goiânia, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Dourados, Rio Verde, Sinop, Valparaíso de Goiás e Várzea Grande. Já na região Sul, a estreia acontece em Balneário Camboriú, Blumenau, Brusque, Canoas, Cascavel, Caxias do Sul, Criciúma, Curitiba, Florianópolis, Guaratuba, Joinville, Londrina, Maringá, Paranaguá, Passo Fundo, Pelotas, Ponta Grossa, Porto Alegre, Rio Grande, São José dos Pinhais e São Leopoldo. A classificação indicativa de "O Velho Fusca" é de 12 anos.

O filme acompanha o choque inevitável entre o avô (Tonico Pereira), um velho amargurado, isolado e de convicções rígidas, e seu neto, Junior, protagonizado por Caio Manhente (“D.P.A — O Filme” e “Vai Na Fé”), um jovem sensível que busca seu lugar no mundo. O ponto de partida é um velho fusca abandonado na garagem do avô, que se torna o objeto de desejo de Junior e um elo capaz de reunir uma família fraturada por brigas do passado. 

O seu avô é um homem endurecido por uma juventude brutal, tendo sido enviado para a guerra em outro país ainda na adolescência. Ele não esconde seu desprezo pela geração atual, a qual classifica como excessivamente sensível, criando um ambiente de constante tensão e sarcasmo. Para conquistar o carro, Junior precisa não apenas restaurar o veículo, mas também aprender a lidar com as feridas emocionais e o passado violento de seu avô. 

Além de Caio e Tonico nesta relação que utiliza a reforma do fusca como uma metáfora para a reconstrução de afetos, a trama ganha outros contornos a partir dos demais personagens vividos por um elenco estelar. Cleo Pires e Danton Mello voltam a contracenar juntos na tela do cinema, agora interpretando os pais de Caio Manhente. O núcleo central também é formado por Giovanna Chaves, Isaías Silva, Christian Malheiros, Yuri Marçal, Rodrigo Ternevoy, Leandro Lucca e Priscila Vaz. 

O espírito carioca transborda em cada frame de “O Velho Fusca”, transformando o Rio de Janeiro em um personagem central da narrativa. Com locações charmosas como o bairro da Urca, a produção captura a luz e a atmosfera solar da cidade. Essa identidade é reforçada por um elenco que é a cara da cidade, assim como pela trilha sonora, trazendo hinos interpretados por lendas do samba e da MPB como Jorge Aragão, Teresa Cristina, Diogo Nogueira, Xande de Pilares e Péricles. Há também músicas de Jorge Vercillo e do rapper PK, efetivando o equilíbrio entre o clássico e o contemporâneo. 

Com distribuição da A2 Filmes e coprodução de Cleo Pires (Ayrosa Produções), UNO Filmes e La Duka Produções, “O Velho Fusca” consolida a parceria entre a A2 Filmes, os produtores Alexandre Freire, Ronaldo Bettini Junior e Almir Santos e a Ruschel Studios, que já rendeu títulos como "Hidden Memories" e “Secrets”.

 

FICHA TÉCNICA
Direção: Emiliano Ruschel

Roteiro: Bill Labonia

Produção: Ruschel Studios

Produtores: Emiliano Ruschel, Ronaldo Bettini Junior, Alexandre Freire, Almir Santos, Jo Rauen

Coprodução: Ayrosa Produções, UNO Filmes, La Duka Produções, Flores & Filmes, Fábrica Sonora

Coprodutores: Cleo Pires, Diego Timbó, Flávia Goulart, Beatriz Rhaddour, Victor Pinto

Produção Associada: Herika Sodré, Giovanna Chaves, Edinea Tomaz, Bruna Ciocca e Patrick Fornari, Sonora Digital

Produtor Executivo: Leilah Maria, Felipe Flores, Mauren Pessôa de Mello, Fabiana Oliveira Amorim, Nanashara Piazentin, Marcelo Zambelli

Elenco: Caio Manhente, Tonico Pereira, Cleo Pires, Danton Mello, Giovanna Chaves, Isaías Silva, Christian Malheiros, Yuri Marçal, Rodrigo Ternevoy, Leandro Lucca, Priscila Vaz, Emiliano Ruschel

Participações Especiais: Herika Sodré, Erica Paes, King Saints, Nina Sofia, Carla Cristina Cardoso, Gabriel Rocha, Victor Pinto
Direção de Fotografia: Ricardo Rheingantz

Direção de Arte: Eliane Heringer

Produtor de Elenco: Jacqueline Oliveira

Montagem: Fábio Lobanowsky, edt.

Direção de Trilha Sonora: Diego Timbó

Som Direto: Juan Quintans

Produção: Ruschel Studios

Distribuição: A2 Filmes
País de Origem: Brasil
Ano de Produção: 2026
Gênero: Comédia, Família
Duração: 97 minutos
Classificação Indicativa: 12 anos

Premiado em Veneza, italiano A Graça estreia nesta quinta em mais de 20 cidades brasileiras

Novo longa-metragem de Paolo Sorrentino, cineasta vencedor do Oscar® e do Bafta, chega ao circuito comercial em parceria inédita entre MUBI e Pandora Filmes

NOS CINEMAS EM 19 DE MARÇO

Depois de render a Toni Servillo a Copa Volpi de Melhor Ator na 82ª edição da Biennale, em 2025, o longa-metragem A Graça, do italiano Paolo Sorrentino, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 19/3, em um lançamento que assinala uma parceria inédita entre a MUBI e a Pandora Filmes. Mais de 20 cidades recebem a estreia - entre elas Belém, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza, Recife, Maceió, Vitória, Curitiba e Florianópolis.

Paolo Sorrentino, cineasta vencedor do Oscar® e do Bafta (A Grande Beleza, A Mão de Deus), tem dez longas na carreira, sete deles estrelados por Servillo. A dupla compõe um dos encontros criativos mais sólidos e celebrados do cinema contemporâneo, com o diretor frequentemente referindo-se ao ator como um pilar essencial de sua obra. Em A Graça, Servillo interpreta o poderoso Mariano De Santis.

Vivemos um momento histórico em que a ética às vezes parece opcional, evasiva, opaca, ou muitas vezes invocada apenas por razões instrumentais", disse Sorrentino em entrevista à Variety. “A ética é uma questão séria. Ela sustenta o mundo. Mariano De Santis é um homem sério. E Toni é o único ator que me transmite uma sensação imediata de autoridade - ao mesmo tempo em que emana grande humanidade só com seu olhar”, exaltou.

O protagonista enfrenta decisões angustiantes – tanto políticas quanto profundamente pessoais: em meio a dilemas morais, ele deve desafiar a própria consciência e procurar orientação nas pessoas mais próximas, incluindo a sua filha, Dorotea (Anna Ferzetti). Juntos, eles confrontam a questão atemporal: a quem pertence o nosso tempo?

Uma reflexão íntima sobre identidade e memória, A Graça traça a marca indelével que se deixa por meio da família e das ações. Filmado com o olhar poético característico de Sorrentino e enriquecido por uma trilha sonora evocativa e imersiva, é uma experiência cinematográfica tão visualmente suntuosa quanto emocionalmente inesquecível.

 

A Graça
Nos cinemas em 19 de março
Um lançamento MUBI e Pandora Filmes
mubi.com 

Thriller que Reconstitui o Episódio da Fuga de Militares Franceses do Afeganistão, ‘13 DIAS, 13 NOITES’ Chega aos Cinemas Ainda Este Mês

Com distribuição da California Filmes, longa que estreou no Festival de Cannes chega ao Brasil em 26 de março 

Thriller político baseado no episódio traumático da fuga das forças francesas do Afeganistão, 13 DIAS, 13 NOITES chega aos cinemas brasileiros no próximo dia 26 de março, com distribuição da California Filmes. Elogiado pela crítica por sua precisão histórica, o filme, que teve sua première mundial no último Festival de Cannes, fora de competição, relata a jornada de militares e funcionários da Embaixada da França em meio a uma Cabul caótica, tomada por grupos insurgentes e pessoas desesperadas com a volta do Talibã ao poder.

Sob o comando de Martin Bourboulon, diretor dos épicos Os Três Mosqueteiros: D'Artagnan e Os Três Mosqueteiros: Milady, o longa-metragem é baseado no livro autobiográfico do Comandante Mohamed Bida, chefe da segurança da embaixada durante o período em que tropas internacionais ocuparam o território afegão. O militar é vivido pelo premiado Roschdy Zem, um dos atores mais conhecidos do cinema francês, revelado por Alain Resnais em Não Dou Beijos e vencedor do César de Melhor Ator por Crime em Roubaix.

Indicado ao César de melhor montagem, 13 DIAS, 13 NOITES ainda traz no elenco a argelina Lyna Khoudri, vencedora de um prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza e estrela de Papicha e A Crônica Francesa, e a dinamarquesa Sidse Babett Knudsen, que ganhou o BAFTA pela série Borgen e é protagonista do drama penitenciário Filhos.

SINOPSE

Em 15 de agosto de 2021, enquanto as tropas dos Estados Unidos deixam o Afeganistão e o Talibã avança sobre Cabul, o comandante Mohamed Bida e sua equipe são responsáveis pela segurança da embaixada da França, a última missão ocidental ainda aberta na cidade. Cercados pelo caos e com cerca de 500 pessoas buscando refúgio no local, eles recebem uma missão quase impossível: conduzir todos em segurança até o aeroporto. Durante 13 DIAS, 13 NOITES, o grupo enfrenta uma perigosa corrida contra o tempo para escapar de Cabul e salvar o que ainda resta de humanidade.

O DIRETOR

Martin Bourboulon é diretor e roteirista francês. Começou a carreira com as comédias Relacionamento à Francesa (2015) e Relacionamento à Francesa 2 (2016), grandes sucessos de público. Com o drama histórico Eiffel (2021), sobre a construção da torre parisiense, demonstrou habilidade para conduzir narrativas épicas, talento que o credenciou para o projeto em duas partes Os Três Mosqueteiros: D'Artagnan e Os Três Mosqueteiros: Milady (2023), adaptações do clássico de Alexandre Dumas que reuniram um elenco estelar e figuraram entre as maiores produções recentes do cinema francês.

Em 13 DIAS, 13 NOITES, Bourboulon volta seu olhar para acontecimentos recentes da história mundial, recriando a dramática operação de evacuação da embaixada da França durante a queda de Cabul em 2021. O filme combina suspense político e ação para retratar uma missão marcada por tensão, urgência e escolhas humanas extremas. No audiovisual televisivo, o diretor também comandou episódios das séries Carême (2025) e Une Journée Dehouf (2005).  

ELENCO

Roschdy Zem | Comandante Mohamed Bida

Lyna Khoudri | Eva

Sidse Babett Knudsen | Kate

Christophe Montenez | Martin

Sina Parvaneh | Sediqi

Yan Tual | JC

Fatima Adoum | Amina

Shoaib Saïd | Nangialay

Sayed Hashimi | Haider

Nicolas Bridet | Martinon

Grégoire Leprince-Ringuet | Nicolas Roche

Athena Strates | Nicole Gee

FICHA TÉCNICA

Título original | 13 Jours, 13 Nuits

Direção | Martin Bourboulon

Roteiro | Martin Bourboulon e Alexandre Smia, com colaboração de Trân-Minh Nam

Baseado no romance de Mohamed Bida

Produção | Khaled Haffad, Dimitri Rassam e Ardavan Safaee

Fotografia | Nicolas Bolduc

Montagem | Stan Collet

Direção de Arte | Mobsitte Saad e Stéphane Taillasson

Figurino | Sandrine Bernard

Música | Guillaume Roussel

Gênero | Biografia, Drama, Ação, Guerra

País e ano de produção | França/Bélgica, 2025

Duração | 112 minutos

Distribuição | California Filmes

Vingadora é o novo filme de Milla Jovovich: conheça mais sobre a protagonista

Do diretor de ‘Rambo: Até o Fim’, longa de ação estreia nos cinemas brasileiros em 26 de março. 

Estrelado por Milla Jovovich, Vingadora chega aos cinemas brasileiros em 26 de março, com distribuição da Imagem Filmes. Dirigido por Adrian Grunberg, conhecido por seu trabalho em ‘Rambo: Até o Fim’, o longa aposta em uma narrativa de ação intensa e cheia de emoção, conduzida pela força de uma das protagonistas mais emblemáticas do cinema contemporâneo.

Conhecida mundialmente por interpretar a icônica Alice na franquia ‘Resident Evil’, que arrecadou bilhões de dólares ao redor do mundo, Milla Jovovich construiu uma carreira sólida no cinema de ação, tornando-se referência em personagens femininas fortes e resilientes. Em Vingadora, a atriz vive Nikki, uma ex-militar e heroína de guerra que vê sua vida tranquila desmoronar quando sua filha é sequestrada.

Caçada por criminosos, forças militares e pela polícia, Nikki mergulha no submundo do crime em uma jornada brutal para resgatar a única pessoa que importa para ela. O papel exige de Jovovich não apenas preparo físico, mas também uma carga dramática profunda, explorando os limites emocionais de uma mulher movida pela sobrevivência e pelo instinto de proteção.

Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, Milla Jovovich acumulou mais de 40 créditos no cinema, com atuações marcantes em filmes como ‘O Quinto Elemento’, de Luc Besson, ‘Chaplin’, de Richard Attenborough, ‘Hellboy’, ‘Monster Hunter’ e ‘Paradise Hills’, exibido no Festival de Sundance. Além da atuação, a artista também se destaca como modelo, cantora, compositora, designer e ativista, sendo musa de grandes fotógrafos e rosto de campanhas internacionais de moda e beleza.

Com roteiro assinado por Bong-Seob Mun, Vingadora foi exibido no 30º Festival Internacional de Cinema de Busan, na Coreia do Sul, e conta ainda com nomes como Matthew Modine, Brooklyn Sudano, D.B. Sweeney, Don Harvey e Gabriel Sloyer no elenco. A produção executiva é de Woo Hyun Cho e Grady Craig.

Sinopse: 

Nikki (Milla Jovovich) é uma ex-militar que lutou nos piores campos de batalha da guerra, mas nada se compara à dor de ter sua filha sequestrada. Caçada por bandidos e policiais, ela usará cada habilidade mortal que aprendeu em combate para invadir o submundo do crime e resgatar a única coisa que importa para ela.

'Pele de Vidro': filme de Denise Zmekhol estreia quinta (19) - confira o trailer de lançamento

Cineasta mergulha no histórico edifício Wilton Paes de Almeida, criado por seu pai e ocupado por centenas de moradores sem-teto no centro de São Paulo

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'Pele de Vidro', de Denise Zmekhol - crédito: Plinio Hokama Angeli


Uma meditação cinematográfica, poética e pessoal sobre mudanças, desigualdades sociais e perdas: "Pele de Vidro" acompanha a jornada da cineasta Denise Zmekhol ao descobrir que o edifício mais famoso de seu falecido pai - um arranha-céu modernista de vidro no coração de São Paulo - está ocupado por centenas de moradores sem-teto. Entrelaçando delicadamente o pessoal e o político, "Pele de Vidro" é uma reflexão profunda e comovente da evolução do Brasil durante épocas de escuridão, transformação e renascimento.

Esta é a premissa do filme que chega aos cinemas nacionais na quinta-feira, dia 19 de março de 2026. Coprodução Brasil/EUA, passou por mais de 60 festivais ao redor do mundo e recebeu 13 prêmios, incluindo melhor longa documental em festivais de arquitetura na França, Itália, Espanha e Suécia. Recebeu também o prêmio do público no Mill Valley Film Festival (EUA) e menção honrosa no Ischia Film Festival (Itália). A distribuição é da Autoral Filmes.

"Em 2017, depois de duas décadas como imigrante nos Estados Unidos, fico sabendo de uma controvérsia no Brasil sobre a obra mais famosa de meu pai", relembra Denise Zmekhol. O Pele de Vidro, como é conhecido o edifício Wilton Paes de Almeida, é uma criação do arquiteto Roger Zmekhol (1928-1976). "O espaço estava ocupado por algumas centenas de moradores sem-teto. A notícia reabre portas há muito tempo fechadas para um pai que perdi muito cedo", acrescenta.

"Determinada a me reconectar com meu pai, retorno ao Brasil em busca de seus vestígios na torre de vidro, que foi um projeto pioneiro na época", conta a realizadora de "Crianças da Amazônia" e "Digital Journey". O prédio modernista localiza-se no Largo do Paissandú, região central da capital paulista. A tentativa de aproximação com a memória do pai acabou levando a cineasta a conhecer as famílias que ocupavam o lugar.

Inicialmente impedida de entrar no prédio, Denise aguarda outra chance até ser surpreendida no dia 1º de maio de 2018, com a notícia de que o prédio estava em chamas. A tragédia deixou marcas profundas no coração da cidade. "Passei o mês seguinte conhecendo dezenas de  sobreviventes do incêndio. Conhecer mais a fundo as histórias dos residentes me permitiu entender melhor a complexidade desse momento e da minha história pessoal. Meu pai era meu refúgio, seu edifício era o deles", elabora.

"Pele de Vidro" é uma coprodução de Denise Zmekhol Produções, ZDFILMS e iTVS em Associação com Latino Public Broadcasting, e Independent Lens para PBS, com apoio da Corporation for Public Broadcasting (CPB).

 

Serviço

"Pele de Vidro", de Denise Zmekhol

Documentário | 90 minutos | Verifique a classificação indicativa

Estreia comercial: dia 19 de março de 2026

Instagram: @autoral_filmes | @peledevidrofilme

Pele de Vidro Trailer Oficial  

Créditos

Direção e produção: Denise Zmekhol

Produção executiva: Anne Corcos, Nancy Blachman, Sally Jo Fifer, Elizabeth King, Kit Miller, Sandy Viquez Pedlow, Lois Vossen, Jamie Wolf

Coprodutores: Leah Mahan, Amir Soltani, Richard O’Connell, Nathalie Seaver

Roteiro: Ellen Bruno, Josh Peterson, Denise Zmekhol

Fotografia: Leonardo Maestrelli,  Heloisa Passos, Otavio Pupo, Stève Siracuse, Jacob Solitrenick

Montagem: Josh Peterson

Trilha sonora original: Beto Villares

Produtores Associados: David Bergad, Sage Brucia, Stela Grisotti e Marilyn Mulford 

Sobre Denise Zmekhol

Denise Zmekhol é uma premiada produtora e diretora de documentários, reconhecida pelo  elegante estilo visual de seus filmes. Entre eles, destaca-se “Crianças da Amazônia”, exibido no Brasil pela TV Cultura, Canal Curta, PBS nos EUA e em televisões europeias. O filme ganhou diversos prêmios em festivais internacionais. 

Além disso, a cineasta coproduziu e codirigiu a série "Digital Journey" que recebeu um Emmy Award e foi exibida na televisão pública americana. Atualmente, está lançando o seu novo documentário "Pele de Vidro" ("Skin of Glass"), que conta sua jornada para enfrentar a grande desigualdade no Brasil ao descobrir que a obra-prima arquitetônica de seu pai está ocupada por centenas de pessoas sem-teto. 

Sobre ZDFILMS (produtora)

A ZDFILMS/Denise Zmekhol Produções, são produtoras especializadas em projetos multimídia, documentários de longa-metragem e vídeos empresariais. Atuam no segmento de mídia desde 2003, em projetos na Europa, África, Ásia e América. Possui sede em Berkeley, EUA e em São Paulo, Brasil. Seus documentários, comerciais e projetos transmídia inovadores são reconhecidos por seu estilo visual elegante e habilidade narrativa. 

Sobre Autoral Filmes (distribuidora)

A Autoral Filmes, fundada no início de 2025, teve sua origem através dos sócios do Paradigma Cine Arte, Felipe Didoné e sua mãe, Marize Didoné, que desde 2010 mantém a sala de cinema que é uma instituição cultural em Florianópolis (SC).

A Distribuidora vem do desejo dos sócios de ampliar as atividades no mercado do cinema, replicando na distribuição o mesmo conceito de filmes independentes e de arte que formam seu conceito na exibição.

Como seu nome deixa claro, a Autoral Filmes terá seu foco no cinema de autor e em documentários de arte, focando em produções escolhidas a dedo, tanto nacionais como estrangeiras, prezando sempre a alta qualidade dos filmes.

Para Felipe Didoné, diretor da distribuidora, "a Autoral Filmes é a realização de um sonho, de expandir os horizontes para além da distribuição, mantendo a curadoria elegante que sempre foi o diferencial do Paradigma Cine Arte".

Produções de realizadoras gaúchas é tema de mostra de cinema que começa na quinta (12)

Com entrada gratuita, ciclo de filmes “A Leoa Vai à Caça” ocorre até domingo (15) na Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre

"O Último Poema" (2015), de Mirela Kruel - crédito: Besouro Filmes

A Cinemateca Capitólio, no Centro Histórico da capital, vai receber o ciclo de cinema “A Leoa Vai à Caça”, voltado a valorizar diretoras gaúchas. De quinta-feira (12/3) a domingo (15/3), com entrada gratuita, serão apresentados curtas, médias e longas. A programação traz 15 filmes, em sessões às 17h e às 19h, e um debate sobre políticas públicas para mulheres no audiovisual. Idealizada e realizada por Betânia Furtado e Renata de Lélis, a mostra tem apoio da Secretaria da Cultura (Sedac) – por meio do Instituto Estadual de Cinema (Iecine) – e de Link Digital, Objetivas, Cinemateca Capitólio e Prefeitura de Porto Alegre.

O ciclo reúne trabalhos de realizadoras pretas, indígenas, brancas e trans, enfatizando a importância do pioneirismo de mulheres que abriram espaços de representatividade. A homenageada desta primeira edição é Ítala Nandi, primeira diretora gaúcha a realizar um longa-metragem no Rio Grande do Sul, intitulado “In Vino Veritas” (1981) – rodado em Caxias do Sul, o documentário será exibido na primeira noite. Além disso, o nome da mostra é inspirado por um filme não concluído de Ítala.

 A programação também inclui produções dirigidas por Adalgisa Luz, Ana Luiza Azevedo, Britney Federline, Camila de Moraes, Cristiane Oliveira, Flávia Seligman, Flávia Moraes, Juliana Balhego, Liliana Sulzbach, Lisiane Cohen, Mariani Ferreira, Marta Biavaschi, Mirela Kruel e Patrícia Ferreira Yxapy.

Saiba mais

Conforme uma das idealizadoras, Betânia Furtado, “a mostra se assume como início de um movimento. Ela evidencia o quanto ainda há por pesquisar, mapear, restaurar, exibir e reconhecer no cinema feito por mulheres no Rio Grande do Sul”.

A outra organizadora, Renata de Lélis, destaca que “ao reunir inicialmente obras realizadas desde a década de 1980, a mostra propõe um arco histórico que conecta diferentes gerações de realizadoras. Os trabalhos revelam um cinema feito na urgência, na precariedade e na coragem – muitas vezes à margem dos grandes centros e dos circuitos oficiais –, mas profundamente atento às transformações sociais, políticas e culturais de seu tempo”.

No último dia do evento, as diretoras da mostra se reúnem para o debate “Políticas públicas para mulheres no audiovisual”, com participação da diretora do Iecine, Sofia Ferreira. O longa documental “O Caso do Homem Errado” (2017), de Camila de Morais, encerra a atração. Mais informações podem ser conferidas na página do Instagram da mostra. 


Serviço

Mostra de filmes “A Leoa Vai à Caça”

Quando: De quinta-feira (12/3) a domingo (15/3)

Onde: Cinemateca Capitólio (Rua Demétrio Ribeiro, 1085, Centro Histórico, Porto Alegre)

Mais informações na página do Instagram 

Entrada gratuita


Programação

Quinta-feira (12h)

Sessão das 19h

Curta “O Brinco” (1989), 6min. Direção: Flávia Moraes

Sinopse: uma joia presenteada a alguém vai parar na orelha errada, provocando uma série de revelações surpreendentes.

Longa “In Vino Veritas” (1981), 63min. Direção: Ítala Nandi

Sinopse: Ítala Nandi retorna à sua cidade natal, Caxias do Sul, para revisitar suas origens e a história da imigração italiana na região. Entre memórias pessoais e investigação documental, o filme percorre a formação cultural, social e econômica da Serra gaúcha, tendo a uva e o vinho como fios condutores.


Sexta-feira (13/3)

Sessão das 17h

Média “Bola de Fogo” (1997), 45min. Direção: Marta Biavaschi

Sinopse: um casal passa o feriado de Carnaval numa praia paradisíaca, onde vive uma pequena comunidade de pescadores em via de transformação com a chegada de veranistas.

Longa “O Último Poema” (2015), 72min. Direção: Mirela Kruel

Sinopse: Helena Maria se correspondeu com Carlos Drummond de Andrade durante 25 anos. Que belezas da existência essa correspondência revela? “O Último Poema” nos leva a uma viagem às profundidades dessa correspondência em imagens surpreendentemente poéticas e cheias de ternura.

Sessão das 19h

Curta “Léo” (2015), 15min. Direção: Mariani Ferreira

Sinopse: Rodrigo não aceita a homossexualidade do irmão caçula. Por conta disso, terá que sofrer as consequências de seus atos. Escrito e dirigido pela estreante Mariani Ferreira, o filme tem argumento de Jaqueline Loreto e é produzido por Renate Ritzel Melgar. Muitas das funções da ficha técnica são assinadas pela produtora gaúcha Praça de Filmes, que integrou a equipe na fase de elaboração do projeto e tem à sua frente o diretor de fotografia Maurício Borges de Medeiros. Obra filmada em Porto Alegre e financiada pelo Edital Curta-Afirmativo, do Ministério da Cultura.

Longa “Mulher do Pai” (2015), 94min. Direção: Cristiane Oliveira

Sinopse: Ruben e Nalu moram no campo, perto da fronteira Brasil-Uruguai. Quando ele percebe que a filha, aos 16 anos, já é uma mulher, uma nova proximidade surge entre os dois. O estranhamento inicial dá lugar ao ciúme quando Rosario, uma atraente uruguaia, ganha espaço na vida de ambos.


Sábado (14/3)

Sessão das 17h

Curta “Hoje Tem Felicidade” (2005), 14min. Direção: Lisiane Cohen

Sinopse: Rui queria muito ser feliz. Mesmo que fosse ao extremo.

Curta “A Noite do Sr. Lanari (2002)”, 11min. Direção: Flavia Seligman

Sinopse: baseado no conto “Cabecita Negra”, do escritor argentino Germán Rozenmacher, o filme aborda a autoridade presente nos anos das ditaduras, na América Latina.

Média “A Invenção da Infância” (2000), 26min. Direção: Liliana Sulzbach

Sinopse: ser criança não significa ter infância.

Média “As Bicicletas de Nhanderu” (2011), 45min. Direção: Patrícia Ferreira Yxapy

Sinopse: documentário imersivo produzido pelo Coletivo Mbyá-Guarani de Cinema e Vídeo nas Aldeias. Retrata a vida, espiritualidade e conflitos da aldeia Koenju, em São Miguel das Missões (RS). O filme aborda o impacto da cultura branca sobre os Mbyá-Guarani e a necessidade de fortalecer as tradições, focando na construção de uma nova casa de reza.

Sessão das 19h

Curta “Quero Ir para Los Angeles” (2019), 19min. Direção: Juliana Balhego

Sinopse: Maria é uma menina negra universitária que decide fazer sua primeira viagem internacional, e o destino escolhido é Los Angeles. Entretanto, o que se revela é que o esforço próprio não é o único propulsor para o alcance desse objetivo.

Longa “Antes que o Mundo Acabe” (2009), 100min. Direção: Ana Luiza Azevedo

Sinopse: Daniel é um adolescente crescendo em seu pequeno mundo com problemas que lhe parecem insolúveis: como lidar com uma namorada que não sabe o que quer, como ajudar um amigo que está sendo acusado de roubo e como sair da pequena cidade onde vive. Tudo começa a mudar quando ele recebe uma carta do pai que ele nunca conheceu. Em meio a todas essas questões, ele será chamado a realizar suas primeiras escolhas adultas e descobrir que o mundo é muito maior do que ele pensa.


Domingo (15/3)

Sessão e debate das 17h

Curta “Logos” (2025), 11min. Direção: Britney Federline

Sinopse: após uma internação hospitalar, Britney segue numa viagem de carro onde o tempo se embaralha. Ao longo do trajeto, ela tenta compreender sua relação com as pessoas, com o afeto e com a própria corporalidade.

Debate “Políticas públicas para mulheres no audiovisual”, com a presença de diretoras da mostra e da diretora do Iecine, Sofia Ferreira

Sessão das 19h

Curta “Café Paris” (2004), 9min. Direção: Adalgisa Luz

Sinopse: uma garota que toma muito café e nunca esteve em Paris.

Longa “O Caso do Homem Errado” (2017), 77min. Direção: Camila de Morais

Sinopse: o documentário conta a história do jovem operário negro Júlio César de Melo Pinto, que foi executado pela Brigada Militar, nos anos 1980, em Porto Alegre. O crime ganhou notoriedade após a imprensa divulgar fotos de Júlio César sendo colocado com vida na viatura e, 37 minutos depois, chegar ao hospital morto a tiros. O filme traz o depoimento do fotógrafo que fez as imagens que tornaram o caso conhecido, Ronaldo Bernardi, da viúva do operário, Juçara Pinto, e de nomes respeitados da luta pelos direitos humanos e do movimento negro no Brasil.

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