Crítica Filme "Sol" por Rita Vaz (Estreia nesta quinta 01/12).


Estreia nesta quinta-feira, o drama nacional “Sol”, dirigido por Lô Politi, que tem em seu currículo “Jonas” e “Alvorada”, e está finalizando o longa ficção sobre Gal Costa, “Meu nome é Gal”. 

“Sol” estreou na Mostra de Cinema em São Paulo do ano passado, e também foi exibido no Festival do Rio, de onde saiu com o prêmio de atuação para Rômulo Braga, o protagonista da história.

Na trama conhecemos Theo (Rômulo Braga), um pai recém-separado, que não consegue se reconectar com a filha de dez anos, Duda (a estreante Malu Landim), que está passando férias em sua casa, depois de um ano sem se verem.

Telefonemas insistentes de uma desconhecida avisam que o pai de Theo, Theodoro (Everaldo Pontes), está em estado delicado num hospital, numa pequena cidade do interior da Bahia.   

Theodoro tentou se matar, mas, não conseguiu e agora precisa de assistência.

Ele então, se vê obrigado a viajar com a filha, em busca do próprio pai que o abandonou quando criança e agora quer morrer. 

Desse reencontro, desse convívio forçado com o pai que ele odeia, aparecem feridas mal resolvidas do passado, e pai e filho precisam acertar essas contas.

Entre eles, um novo elemento: a pequena Duda, uma menina esperta que se apega ao avô, em uma conexão imediata, o que testa todos os limites de Theo, mas, também, proporciona uma chance de reconexão com a filha.

“Sol” é um filme que envolve o espectador, a gente se conecta com cada um dos três personagens principais, em momentos e níveis diferentes.

É muito bom assistir a um filme que trate dos relacionamentos masculinos também, pois, a grande relação a ser reconquistada nessa história, é entre pai e filha.

Mas, cada vez mais, vemos filmes que mostram o mundo masculino e seus sentimentos, e suas fraquezas e suas forças, aquelas invisíveis.

A diretora Lô Politi consegue fazer isso, abraçar essa família que precisa se reencontrar, e trazê-la para o público, para que possamos entender um pouco do que cada um sente.

O elenco é ótimo, e traz verdade para a relação.

“Sol” é um filme tranquilo, gentil, e necessário, e que deve ser assistido por todos. Super recomendo!




  


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