Crítica Filme Garota Inflamável por Rita Vaz

Estreia nesta quinta-feira o drama alemão “Garota Inflamável”, sob a direção de Elisa Mishto, premiada curta-metragista.

No longa conhecemos a perspicaz e mimada Julie (Natalia Belitski), uma jovem com seu próprio manifesto: fazer nada.

Não trabalha, não estuda, não tem amigos, e sua herança, que a sustenta, é administrada por outras pessoas.

Em busca de uma vida “normal”, Julie é internada regularmente numa clínica psiquiátrica de sua escolha. Em um determinado momento ela conhece a enfermeira Agnes (Luisa-Céline Gaffron), que é casada e mãe, e que tem uma vida que se encaixa nas expectativas da sociedade, mas, ela não é feliz e não gosta de ser mãe.

Quando a herança de Julie se esgota, ela descobre que precisará dar um jeito em sua vida. A partir disso e do encontro com Agnes, as existências dessas duas mulheres são transformadas e juntas, elas começam uma rebelião que vai levá-las ao limite dos seus respectivos mundos.

“Garota Inflamável” é um filme que fala de personagens com personalidades diferentes e que se atraem justamente por isso, porque uma delas assume o que quer e a outra não, pois vive de acordo com as regras que a sociedade impõe.

O filme mostra também, grupos diversos, que apesar da distância geográfica, vivem à margem da sociedade, uns tentando se enquadrar, e outros não se importando com consequências.

São conflitos internos que precisam ser tratados, amorosa ou clinicamente, e são tocados no longa com uma veia dramática e outra cômica, e isso mostra, mais uma vez, a dualidade da trama.

“Garota Inflamável” é um filme que faz você pensar sobre o seu papel ou o seu lugar no mundo em que vive. Recomendo para quem gosta do gênero.

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