Crítica Filme "Elvis" por Rita Vaz

Estreia nesta quinta-feira o aguardado filme “Elvis”, sob a direção do visionário cineasta Baz Luhrmann, que já dirigiu outras grandes produções como “Moulin Rouge”, “Austrália” e “O Grande Gatsby”.

Com um elenco de peso e do porte de Tom Hanks, vencedor do Oscar, ele contou ainda com o ator Austin Butler que tem uma semelhança impressionante com Elvis Presley e o interpretou, como poucos.

No longa conhecemos a vida e a música de Elvis Presley (Austin Butler) sob o prisma da sua tumultuada relação com seu empresário enigmático, o coronel Tom Parker (Tom Hanks). 

A história mergulha na complexa dinâmica entre Presley e Parker, que se estendeu por mais de 20 anos, desde a ascensão de Presley à fama até seu estrelato sem precedentes, tendo como pano de fundo a evolução da paisagem cultural e a perda da inocência na América. 

No centro dessa jornada está uma das pessoas mais importantes e influentes na vida de Elvis, Priscilla Presley. 

E você pode se questionar o porquê de mais um filme do mito Elvis Presley, e na sua pergunta você encontra uma parte da resposta: ele é um mito, uma lenda, uma figura mundial e historicamente gravada na memória, e a outra parte dessa resposta é que o cineasta Baz Luhrmann conta essa história a partir de um ponto de vista diferente, a do empresário coronel Tom Parker.

Na década de 1930, Tom Parker administrava o Royal American Shows, um circo que viajava pelos Estados Unidos e lá, ganhou a fama de manipulador do público. Antes de Elvis, Tom Parker cuidou da carreira do famoso cantor country americano Eddy Arnold.

Mas, foi quando ouviu Elvis pela primeira vez, que ele entendeu que o público queria e precisava de algo novo, galgando assim o gerenciamento da carreira dele.

O filme mostra o quanto Tom Parker foi brutalmente egoísta e manipulador na relação com Elvis, fechando grandes negócios que beneficiavam mais ele mesmo que qualquer outra pessoa. Inclusive o longa mostra também, o embate entre os dois em fazer shows fora dos Estados Unidos. É uma história muito boa de se conhecer.

Além dessa relação abusiva, o filme mostra muitas coisas boas, como a música, a história de ascensão de Elvis, suas performances completamente hipnotizantes, a sua influência na cultura norte americana, seus amigos músicos como B.B. King, Arthur Crudup, Little Richard, Willie Mae "Big Mama" Thornton e Irmã Rosetta Tharpe, sua incursão no cinema e sua relação de amor com a família.

Aliás, as performances do ator Austin Butler estão absolutamente em conformidade com o que vemos dos vídeos de Elvis Presley, mostrando toda a energia e talento desse personagem da vida real.

“Elvis” é um filme para ser absorvido aos poucos, pois, ele entrega muitas emoções ao mesmo tempo, você fica alegre, triste, revoltado e arrebatado ao longo de suas duas horas e quarenta minutos, as quais, você não vê passar.

E como eu comentei na saída da sala de cinema, esse filme é uma “voadora no meio do peito”, porque depois de assisti-lo, você fica pensando nele durante muito tempo e com uma bela trilha sonora de fundo.

E por falar em trilha sonora, nem precisaria falar, mas, vou falar, ela é estrondosa, todos os hits do rei estão lá, com suas performances reais.

Inclusive é o próprio ator Austin Butler que as interpreta, palmas, mais uma vez para ele.

Então, se você é fã de cinema, de música, e principalmente de Elvis Presley, não pode deixar de assistir a esse filme, que é um verdadeiro espetáculo.

“Elvis” uma apresentação da Warner Bros. Pictures, em parceria com Bazmark Production, Jackal Group Production, Baz Luhrmann Film.

 

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