Crítica Filme "Malasartes e o Duelo Com a Morte" - Rita Vaz


Pedro Malasartes é um personagem folclórico de Portugal, que foi trazido para o Brasil e incorporado à nossa cultura.
Malasartes é um típico caipira, é criativo e inteligente, mas também é malandro, gosta de pregar peças para levar alguma vantagem sobre as pessoas, mas é bom dizer que ele nunca faz mal para ninguém, só leva vantagem mesmo.
Ele é apaixonado pela bonita Áurea, mas não resiste a um rabo de saia.
Áurea é apaixonada por ele, mas controla esse lado “saidinho” do amado.
Ela também é irmã de Próspero, um homem forte e bravo, que está atrás de Malasartes por conta de uma grande dívida.
O Próspero tenta, mas Malasartes sempre encontra um jeito de escapar, usando da sua inteligência e perspicácia.
O aniversário de Malasartes está próximo e ele tem a esperança de que seu padrinho, que ele ainda não conhece, apareça e lhe dê um bom presente para pagar a dívida.
Mas ele descobre que esse seu padrinho é a Morte, literalmente, e fica sabendo que ele quer um sucessor, e parece que ele quer o Malasartes.
A partir daí, além das malandragens para fugir dos perrengues que ele arrumou na Terra, ele vai tentar ludibriar a própria morte e em seu mundo.
O filme é muito bem feito, tem uma ótima fotografia e principalmente é cheio de efeitos especiais que impressionam pela qualidade. Eu fiquei muito surpresa e muito feliz de ver tanta qualidade no cinema nacional.
Como a história acontece em dois mundos, a gente vai do mundo real para um mundo fantástico onde a morte mora todo o tempo. E tudo é muito bem feito.
O grande destaque da trama é o elenco que tem uma ótima química, e entrega personagens verdadeiros.
O ator Jesuita Barbosa faz o Malasartes, e ele se entrega tão bem para o personagem, que a gente se encanta e se apaixona por ele. Ele vai do malandro para o inocente de uma forma limpa e crível.
Tem a Isis Valverde que faz uma caipira apaixonada e ao mesmo tempo esperta com o namorado, que é uma graça.
Tem o Milhem Cortaz que faz o irmão da Áurea e faz um caipira, fortão, bravo, bem estereotipado.
E tem o Augusto Madeira que faz o Zé Candinho que é ótimo, ingênuo ao extremo e muito engraçado.
É um filme para toda a família assistir, porque esse filme é diferente de tudo o que a gente tá acostumado a ver no cinema nacional. É bem feito, é divertido, e em minha opinião deveria ser o gênero de filme que representasse o Brasil, porque o caipira existe de norte a sul. Todo mundo conhece, gosta e acha divertido.

Título Original: Malasartes e o Duelo Contra a Morte
Gênero: Comédia/Fantasia
Tempo de Duração: 1 hora e 50 minutos
Ano de Lançamento: 2017
Direção: Paulo Morelli

Elenco: Jesuíta Barbosa, Ísis Valverde, Júlio Andrade, Leandro Hassum, Vera Holtz, Milhem Cortaz, Luciana Paes, Julia Ianina, Augusto Madeira.

RITA VAZ

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