Crítica Filme "Cara de Barro" por Rita Vaz

Estreia nesta quinta-feira o filme “Cara de Barro” dirigido pelo cineasta James Watkins, que também dirigiu “Não Fale o Mal”, “Atentado em Paris” entre outros.

Para quem não está familiarizado com o mundo dos super heróis e super vilões da DC Comics, Cara de Barro é um vilão, arqui-inimigo de Batman, que vive em Gothan City.

Nesse novo filme da franquia, o diretor James Watkins conta a história de como o “Cara de Barro” surgiu, sem embates com outros vilões ou heróis.

Nesse caso, o embate é pessoal, de uma pessoa que é transformada e procura sua identidade.

Na história, Matt Hagen é um ator em ascensão em Hollywood, que é indicado ao Oscar, e por isso mesmo, tem todos os holofotes virados para ele. O galã está no seu melhor momento.

Acontece que uma desavença com um chefe do crime local, acaba deixando o seu rosto completamente desfigurado. (Pensa numa cena forte. Nesse ponto do filme, ele já mostra como serão as próximas uma hora e quarenta minutos).

Abandonado por empresários e sem nada a perder, Matt busca um tratamento estético radical e clandestino. E ele encontra na dra. Caitlyn Corr (Naomi Ackie) um novíssimo processo, que trabalha com nanopartículas.

Milagrosamente, a substância restaura sua antiga aparência física. No entanto, o procedimento traz efeitos colaterais devastadores, que alteram sua estrutura celular e comprometem sua sanidade.

O diretor James Watkins fez um filme com um ótimo roteiro, ótimo elenco e um terror corporal, que realmente assusta. Mas, não no sentido de dar medo, no sentido de dar um certo horror, por cenas tão bem produzidas.

São muitos momentos em que a transformação do personagem vai acontecendo, e cada vez mais, evoluindo, num crescendo que realmente impacta a plateia, tanto que a classificação indicativa para o filme é de dezoito anos.

“Cara de Barro” é um filme tenso, para quem tem estômago forte. Muito bem produzido, com efeitos especiais de última geração, e que com certeza agradará demais os fãs da DC.

Recomendo muito que você assista no cinema.

Dois adendos, primeiro: o longa não tem cenas escondidas, o que me frustrou, pois, deixou de lado um momento clássico e esperado dos filmes da franquia.

Segundo: não recomendo que você leve comidinhas para essa sessão, sério, as cenas são fortes. A menos que você tenha aquele estômago forte, que falei no início desse texto.

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