Mostra+ Su Friedrich na Cinemateca Brasileira entre os dias 21 e 24 de maio

Programação dedicada ao cinema LGBTQIAPN+ homenageia a cineasta norte-americana com 13 filmes a serem exibidos em sete sessões

Site  Cinemateca Brasileira 

A nova edição da Mostra+, programação anual da Cinemateca Brasileira dedicada ao cinema LGBTQIAPN+, homenageia a cineasta norte-americana Su Friedrich, figura central do cinema queer e uma das vozes mais importantes do cinema de vanguarda produzido nos Estados Unidos desde o fim dos anos 1970. Ao longo de mais de quatro décadas, Friedrich construiu uma obra singular, marcada pela combinação entre formas experimentais, documentais e narrativas.

Pioneira de uma geração de realizadores que transformou os rumos do cinema independente americano nos anos 1980, Su Friedrich desenvolveu um trabalho profundamente ligado às questões sociais, políticas e culturais de seu tempo. Seus filmes articulam feminismo, desejo lésbico, memória e experiência autobiográfica sem renunciar à radicalidade formal característica do cinema de vanguarda.

A mostra reúne treze filmes distribuídos em sete sessões, oferecendo um amplo panorama de sua trajetória artística. Entre colagens, vídeo-diários, registros urbanos e ensaios cinematográficos, Friedrich cria obras que desafiam classificações fáceis, transitando entre o experimental, o documental e a ficção de maneira livre e inventiva.

Os filmes abordam temas como o catolicismo e o desejo lésbico, o corpo feminino no espaço público, a infância e a adolescência queer, as relações familiares, os impasses amorosos e a construção da memória coletiva LGBTQIAPN+. Em sua filmografia, o íntimo e o político aparecem constantemente entrelaçados, transformando experiências pessoais em reflexões mais amplas sobre gênero, sexualidade e pertencimento.

Embora seus filmes frequentemente apresentem uma aparência espontânea, marcada por câmeras na mão, imagens fragmentadas e gestos cotidianos, o trabalho de Friedrich é construído com extremo rigor formal. A cineasta organiza sons, imagens e materiais diversos em composições precisas, estabelecendo relações simbólicas e afetivas que atravessam toda a sua obra.

A programação é gratuita e os ingressos são distribuídos uma hora antes de cada sessão.


CINEMATECA BRASILEIRA

Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana

Horário de funcionamento

Espaços públicos: de segunda a segunda, das 08 às 18h

Salas de cinema: conforme a grade de programação.

Biblioteca: de segunda a sexta, das 10h às 17h, exceto feriados

Sala Grande Otelo (210 lugares + 04 assentos para cadeirantes)

Sala Oscarito (104 lugares)

Área externa (300 lugares)

Retirada de ingresso 1h antes do início da sessão 


Quinta-feira, 21 de maio

20h _ sala Grande Otelo _ MULHERES NA RUA | SESSÃO 1

Sexta-feira, 22 de maio

20h _ sala Grande Otelo _ MENINAS | SESSÃO 2


Sábado, 23 de maio

16h _ sala Grande Otelo _ MÃE E FILHA | SESSÃO 3

18h _ sala Grande Otelo _ DESEJO E PECADO | SESSÃO 4


Domingo, 24 de maio

16h30 _ sala Grande Otelo _ FELIZES PARA SEMPRE? | SESSÃO 5

18h _ sala Grande Otelo _ O CORPO, A ARTISTA | SESSÃO 6

20h _ sala Grande Otelo _ COMUNIDADE | SESSÃO 7


SOBRE A CINEMATECA BRASILEIRA 

A Cinemateca Brasileira, maior acervo de filmes da América do Sul e membro pioneiro da Federação Internacional de Arquivo de Filmes – FIAF, foi inaugurada em 1949 como Filmoteca do Museu de Arte Moderna de São Paulo, tornando-se Cinemateca Brasileira em 1956, sob o comando do seu idealizador, conservador-chefe e diretor Paulo Emílio Sales Gomes. Compõem o cerne da sua missão a preservação das obras audiovisuais brasileiras e a difusão da cultura cinematográfica. Desde 2022, a instituição é gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade criada em 1962, e que recentemente foi qualificada como Organização Social.

O acervo da Cinemateca Brasileira compreende mais de 60 mil títulos e um vasto acervo documental (textuais, fotográficos e iconográficos) sobre a produção, difusão, exibição, crítica e preservação cinematográfica, além de um patrimônio informacional online dos 120 anos da produção nacional. Alguns recortes de suas coleções, como a Vera Cruz, a Atlântida, obras do período silencioso, além do acervo jornalístico e de telenovelas da TV Tupi de São Paulo, estão disponíveis no Banco de Conteúdos Culturais para acesso público.

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