Crítica Filme "Michael" por Rita Vaz

Estreia nesta quinta-feira um dos filmes mais aguardados do ano, “Michael”, com direção do cineasta Antoine Fuqua, que tem em seu currículo longas como “Invasão a Casa Branca”, a franquia “O Protetor” entre outros.

“Michael” é uma cinebiografia musical sobre o rei do pop Michael Jackson, interpretado por Jaafar Jackson, sobrinho do artista.

O longa retrata a vida e o legado do cantor, desde a descoberta de seu espetacular talento como líder do Jackson Five até o impacto cultural de sua visão artística ímpar.

Para além da música, este drama biográfico traça as ambições criativas de um homem que buscou ativamente se tornar um dos maiores artistas do mundo, destacando os passos dados por Jackson fora dos palcos.

Performances icônicas de sua carreira solo, ainda, compõem esse retrato íntimo e nunca antes visto do artista.

O diretor Antoine Fuqua criou um “filme espetáculo”, exatamente como era Michael Jackson em sua vida profissional.

O roteiro começa enquanto Michael ainda era um menino, e seu pai um visionário, pois, percebeu e entendeu, que seus filhos, principalmente o caçula era uma joia rara.

Mesmo sabendo de todo esse potencial, seu pai era extremamente rigoroso e violento com os filhos, os futuros “Jackson Five”, principalmente com Michael, que no filme aparece apanhando bastante dele.

Uma relação controversa, que cresce em domínio, ao longo da história, mas, que também se rompe, a partir de muito esforço emocional e físico do próprio Michael.

A ascensão do artista é muito bem desenvolvida e representada no longa. Lugares icônicos, momentos ímpares e pessoas marcantes são mostradas ao longo das duas horas de duração, que para os que conhecem ou viveram essa época vão perceber e se encantar.

O diretor reproduz algumas apresentações do artista em sua totalidade, fazendo com que a plateia tenha uma ideia do que eram esses shows ao vivo. São músicas e performances reproduzidas do começo ao fim. Um verdadeiro espetáculo.

O ator, cantor e dançarino Jaafar Jackson é também um espetáculo, ele parece ter encarnado o tio, para representa-lo no longa.

Muitas “coisas” nele, chamam a atenção ao longo do filme, mas, para mim, no momento em que ele fala e reproduz o mesmo tom de voz que seu tio, um tom baixo, agudo e até tímido, mexeu muito comigo, parecia o próprio Michael Jackson na telona.

A performance dele tanto nas representações musicais, como na vida particular, são espantosas, são sensacionais e são únicas.

Sim, é claro que você deve sair correndo e ir ao cinema assistir “Michael”, o filme é espetacular, extremamente bem feito e com um roteiro do bem.

Logicamente que nesse filme somente “coisas boas” do artista são mostradas, e espero que na continuação falem de outros assuntos, veremos!

Quando o filme termina, ele não acaba, “Michael” terá uma continuação, a qual estou muito curiosa para assistir.

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