Critica Filme "A Cor Púrpura" por Rita Vaz.

Estreia nesta quinta-feira o filme “A Cor Púrpura”, com direção do cineasta Blitz Bazawule, que tem em seu currículo filmes como “Black is King” e “O Enterro de Kojo”.

O elenco estrelado é composto por Fantasia Barrino, vencedora do Grammy, Halle Bailey, Taraji P. Henson, Daniel Brooks, H.E.R., Colman Domingo, Corey Hawkins, Ciara, e muitos outros.

“A Cor Púrpura” é uma história baseada no livro escrito por Alice Walker em 1982 e que foi transformada em um filme dirigido por Steven Spielberg em 1985. Em 2005, virou uma peça da Broadway, e esse novo filme de Bazawule é baseado no musical.

O filme de 1985, se tornou um clássico, cultuado e admirado por muitas pessoas. A história é triste, mas, bela, ela tem começo, meio e fim, e consegue emocionar, como poucas.

No novo longa, o público acompanhará, por meio de números musicais grandiosos, a jornada da protagonista Celie (Fantasia Barrino), uma mulher afro-americana que vive no sul dos Estados Unidos no começo do século XX, que após ser separada de sua irmã Nettie (Halle Bailey) e seus filhos, enfrenta a vida com um marido abusivo, Mister, interpretado por Colman Domingo.

Ela tenta superar os traumas deixados pelo abusos do pai e do marido ao longo dos anos e, para isso, contará com o apoio e a força de um grupo de mulheres que constrói uma irmandade.

O diretor Blitz Bazawule consegue levar para a telona, a grandiosidade dos musicais da Broadway, com interpretações absolutamente emocionantes, coreografias perfeitas, trilha sonora impecável, unindo tudo isso à magia da sétima arte.

As duas horas e vinte e um minutos de duração do filme, simplesmente voam, de tão espetacular que ele é. Mesmo com o tema social que ele tem, em um nível altíssimo, a grandiosidade da história faz com que o espectador fique apreciando o longa, o tempo todo.

O elenco tem uma performance maravilhosa, com destaque para Fantasia Barrino que está reprisando seu papel como Celie, uma vez que ela já o havia feito na produção original da Broadway de 2005, entregando uma personagem carregada de emoção.

O mesmo destaque vai para Danielle Brooks, que faz Sofia e interpretou este mesmo papel na produção da Broadway de 2015, e também para Taraji P. Henson com sua espetacular e abusada Shug Avery, uma aula de interpretação.

E não se assuste ao ouvir falar que “A Cor Púrpura” de 2023 é um musical. Sei que esse termo deixa muitas pessoas reticentes de irem ao cinema para assistir um filme, mas, nesse caso, a história é bem diferente. O filme equilibra muito bem as performances cantadas e faladas. E quando as músicas vem, elas são de uma riqueza de letra e melodia, que não há ser na Terra, que não goste. Garanto isso para você.

“A Cor Púrpura” conta uma história de superação, de fé, de esperança, de tristeza, de abuso, de racismo, de machismo, de amor, de irmandade. É uma história que deve ser conhecida por todos, para que não se repita, para que nada do que de ruim está ali, volte a acontecer.

E se você for um cinéfilo de verdade, tem que assistir a esse filme/musical, tanto pela história, quanto pelo cinema em si, pois a nova “A Cor Púrpura” chega aos cinemas vestida de clássico. Recomendo muito!

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