Crítica Filme "Chama a Bebel" por Rita Vaz

Estreia nesta quinta-feira o filme “Chama a Bebel” sob a direção do cineasta Paulo Nascimento, que tem em seu currículo longas, como “Sem Fôlego”.

O filme, feito principalmente para o público teen, tem um mote muito interessante e denso, pois fala sobre conscientização ambiental, preconceito, bullying e muitos temas mais.

Na história, conhecemos Bebel (Giulia Benite), uma jovem cadeirante de quinze anos, que mora com sua mãe (Larissa Maciel) e seu avô (José Rubens Chachá) em uma cidade do interior, e para dar continuidade aos seus estudos, precisa ir para a capital, morar com seus tios. Ela não faz ideia do que vem pela frente, mas, é determinada o suficiente para encarar.

No novo colégio, ela enfrentará a falta de acessibilidade, o bullying, além de ter que lidar com as saudades da mãe e do avô, e aguentar sua tia (Flavia Garrafa) mal-humorada.

Inspirada na ativista ambiental Greta Thunberg, Bebel se torna uma líder na escola e seus projetos acabam incomodando um empresário da cidade, que possui um negócio nada sustentável.

O diretor Paulo Nascimento faz um filme que fala com a nova geração, que já está engajada e preocupada com a situação do planeta, ele coloca vários motes na história que movem os personagens a se posicionarem contra o que é errado.

Uma das falas da protagonista diz muito sobre ela e sobre a situação atual da Terra, ela fala: “Nós não temos um planeta B”.

Apesar das soluções rápidas e até fáceis dos personagens na história, é certo que o principal ponto da história, o pensar coletivo, a conscientização cada vez maior das gerações em relação à preservação do planeta, à sustentabilidade, vai atingir direto os corações das pessoas.

Quanto à personagem ser cadeirante, é impressionante como ela aparece na história, como a real protagonista da sua vida. Ela é uma pessoa melhor que muitas outras, que são egoístas, e no fundo sentem inveja dela.

O filme mostra o capacitismo sim, mas, mostra também, como ele está completamente por fora, como quem é assim, está ficando para trás.

Muitas coisas ainda por fazer, mas, estamos evoluindo.

“Chama a Bebel” é um filme, cheio de ação, de emoções e engraçado também. Como eu disse lá no início, ele é um filme feito principalmente para o público teen, mas, é para toda a família também. Certeza que vai ser uma experiência ótima, todos juntos no cinema, assistindo a essa história emocionante e necessária.

E se puder ir ao cinema no final de semana de estreia do filme, isso ajuda ainda mais o cinema brasileiro. Recomendo!.

 

 

Nenhum comentário:

Festival de Cinema Brasileiro de Paris anuncia programação completa de sua 26ª edição

"Nas Ondas de Dorival Caymmi", "Barravento", "Nosso Sonho" e "Meu Nome É Gal".  O Festival de Cinema...

Olhar de Cinema Festival Internacional de Curitiba