Walter Lima Jr. comemora os 40 anos de INOCÊNCIA no BONITO CINESUR

 

Foto: Alex Gonçalves

Presente no BONITO CINESUR - FESTIVAL DE CINEMA SUL-AMERICANO como integrante do Júri Internacional (este também composto pela atriz paraguaia Ana Ivanova e a roteirista argentina Josefina Trotta), o veterano cineasta carioca Walter Lima Jr. apresentou uma das obras mais celebradas de sua carreira.

Trata-se de "Inocência", que recebeu uma projeção batizada como Memória BonitoCineSur. Produzido em 1983 por Lucy e Luiz Carlos Barreto, o drama, adaptado do romance homônimo de Visconde de Taunay, é ambientado no Brasil imperial e acompanha um médico itinerante ao conhecer uma moça com malária, por quem se apaixona, sendo correspondido.

O drama histórico foi originalmente lançado em 23 de junho de 1983, completando 40 anos neste 2023. Êxito crítico e comercial, recebeu no Festival de Brasília os troféus Candango de Melhor Direção e Melhor Ator Coadjuvante para Sebastião Vasconcelos, além do Prêmio de Público de Melhor Filme no Festival Sesc Melhores Filmes.

Em debate com o crítico de cinema Marcos Pierry (que também compõe o júri mato-grossense), Walter Lima Jr. contou que “esse namoro do cinema com esse livro é vasto. Já foi feito por Vittorio Capellaro em 1915 um filme silencioso e depois houve uma tentativa do cineasta Humberto Mauro de fazê-lo, mas não conseguiu encontrar os meios para viabilizá-lo, pois a produção do Rio de Janeiro resolveu produzir um filme de qualquer maneira, então ele não seguiu adiante, com o projeto sendo posteriormente assumido por Lulu de Barros. Eu fui o terceiro, então fiquei muito feliz em realizá-lo.

Na entrevista para a jornalista Lilianna Bernartt, do Hybrido, o realizador comentou sobre como “Inocência” repercute atualmente. “A gente está vivendo isso exatamente. É muito forte essa coisa de como o filme identifica todo um contexto através da Inocência. E esse movimento de libertação que ainda persiste, a gente devia ter superado isso. Ter aceitado o outro, a outra pessoa. E isso a gente vê no filme, embora não estivesse tão presente no romance de Visconde de Taunay.

Na plateia, esteve a atriz Dira Paes, que foi dirigida por Walter Lima Jr. em “Ele, o Boto” e que também apresentou a cerimônia de abertura desta primeira edição do BONITO CINESUR - FESTIVAL DE CINEMA SUL-AMERICANO. Intérprete de Corina, a atriz ainda completaria 18 anos neste longa-metragem, o segundo de sua carreira e o primeiro integralmente brasileiro. 

 

 

 

 

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