Está chegando a hora de São Paulo receber a tradicional Mostra Internacional de Cinema. De 19 de outubro a 1o de novembro, a cidade paulista exibirá cerca de 360 filmes de 96 países. A mostra acontece em 24 salas de cinemas, espaços culturais e CEUS espalhados pela capital, incluindo exibições gratuitas e ao ar livre. Anatomia de uma Queda (Anatomie D’une Chute), de Justine Triet, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, abre a 47a Mostra na quarta-feira, dia 18, na Cinemateca Brasileira, em sessão para convidados.

Entre os títulos confirmados para a 47a edição estão Maestro, de Bradley Cooper, A Teoria Universal, de Timm Kröger, Ervas Secas, de Nuri Bilge Ceylan, Fallen Leaves, de Aki Kaurismaki, A Besta, de Bertrand Bonello, Bom Dia à Linguagem, de Paul Vecchiali, Mulher de…, de Malgorzata Szumowska e Michal Englert, O Livro das Soluções, de Michel Gondry, Juventude (Primavera), de Wang Bing, Na Água, de Hong Sang-soo, Evil Does Not Exist, de Ryûsuke Hamaguchi, La Chimera, de Alice Rohrwacher, Anselm – 3D, de Wim Wenders, Fechar os Olhos, de Victor Erice, e O Espectro do Boko Haram, de Cyrielle Raingou.

Entre as novidades, a Netflix pela primeira vez vai entregar um prêmio no festival, que será concedido a um filme brasileiro participante da Mostra deste ano que ainda não tenha contrato com um serviço de streaming e que será licenciado e exibido em mais de 190 países.

A arte do cartaz da 47a Mostra é assinada pelo italiano Michelangelo Antonioni, que recebe uma tripla homenagem. O festival faz uma retrospectiva que conta com 23 títulos do cineasta. Serão exibidos curtas e longas, documentários e ficções, realizados entre 1947 e 2004. Além disso, entre os dias 23 de outubro e 17 de novembro, 24 pinturas de Antonioni ganham exposição com entrada franca no Instituto Italiano de Cultura de São Paulo.

Já em homenagem ao dramaturgo, diretor, ator e encenador José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, morto em julho, o festival faz uma sessão especial de 25. O filme, dirigido por ele e Celso Luccas, registra as transformações provocadas pela Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique). O longa foi apresentado na primeira Mostra Internacional de Cinema, em 1977, sem a presença dos diretores, exilados pela ditadura militar. Também ganham exibição as cópias restauradas dos clássicos Amor Louco (1969), de Jacques Rivette, Vale Abraão (1993), de Manoel de Oliveira, O Retorno à Razão (1923), de Man Ray, Corisco & Dadá (1996), de Rosemberg Cariry, O Sangue (1989), de Pedro Costa, e Underground: Mentiras de Guerra (1995), de Emir Kusturica.

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