DIRIGIDO POR CLAUDIA PRISCILLA, DOCUMENTÁRIO EU DEVERIA ESTAR FELIZ ABORDA A DEPRESSÃO PÓS-PARTO

 


Dirigido por Claudia Priscilla, o documentário EU DEVERIA ESTAR FELIZ tem como tema a depressão pós-parto, contando a história de quatro mulheres que passaram por isso. O longa estreia nos cinemas de todo país no dia 07 de setembro. A produção é assinada pela Feel Filmes, e tem como produtor Ric Vidal, e produção executiva de Ric Vidal e Letícia Friedrich.

Na terça 05 de setembro, haverá em São Paulo haverá uma pré-estreia aberta ao público e gratuita no próximo dia 05 de setembro, às 20h, no Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca. Depois da sessão acontece um Debate Folha com a participação da equipe do filme, e também de Karla Tenório, uma das entrevistadas do longa, e Vera Iaconelli, colunista do jornal e Diretora do Instituto Gerar de Psicanálise. E, em 11 de setembro, será exibido no canal por assinatura GNT, às 00:15. 

EU DEVERIA ESTAR FELIZ aborda de maneira franca a depressão pós-parto, a partir da realidade de quatro mulheres que passaram por isso, e, aqui, resgatam sua experiência. Karla é atriz, mora em Niterói (Rio de Janeiro) com seus pais e a sua filha Flor, tem a meditação e a yoga como caminhos de equilíbrio físico e espiritual. Lorena mora em Salvador (Bahia), e é uma mulher de axé, professora, doula e mãe de Vitor. No Espírito Santo mora Bárbara, engenheira florestal, indígena pertencente ao grupo dos tupiniquins, vive com o seu companheiro Luiz e o seu filho Tié e trabalha com agrofloresta. Fernanda é uma arquiteta que mora em São Paulo, divide seu tempo entre seu trabalho e o cuidado de seus dois filhos. 

Cada uma delas traçou caminhos distintos para a cura, através de redes de afeto e cuidado, espiritualidade e com ajuda médica conseguiram enfrentar a crise.  Falar sobre depressão pós-parto ainda é um tabu, mesmo que 1 em cada 4 mães no Brasil sofrem pela doença. O documentário mergulha no universo do tema e as possibilidades de cura para tornarem-se mães realizadas. 

A diretora e sua equipe ficaram quatro dias com cada uma das quatro mulheres, acompanhando o cotidiano e propondo encontros com familiares e pessoas importantes no processo de vida. Para Claudia, essas conversas imprimem uma intimidade e uma maior densidade. Esses encontros servem para acessar outras camadas das personagens. 

A minha primeira preocupação é fazer um filme com  afeto – em todas as conotações que a palavra traz. Para isso, a construção da intimidade é necessária. Antes de abrir câmera já tinha pensado e discutido  a narrativa fílmica com cada uma delas e isso foi fundamental para a construção de um vínculo de confiança.  A troca é essencial no meu processo criativo. Nesse filme eu estava acessando lugares de dor, mas também estava descobrindo os elos criados pela ética do amor que conduziram suas descobertas como mães”, explica a cineasta. 

Para ela, o olhar para a maternidade dessas mulheres em EU DEVERIA ESTAR FELIZ também a levou às memórias de seu pós-parto. “A maternidade é uma experiência radical, te move para um novo lugar e é  difícil se reconhecer depois dessa ruptura. É um processo de reconstrução turvo  e não linear. A materialidade da maternidade me  fez renascer e para isso foi preciso morrer em outros lugares. Gosto muito quando a Bárbara fala no filme que a maternidade é sim uma experiência sagrada e por isso não é só boa.  Parir essa mãe é difícil,  pode ser demorado e pode não acontecer. Fomos incentivadas a acreditar que é um processo instintivo e natural, mas a verdade é que somos muito mais complexos do que nos ensinaram.” 

A diretora também ressalta a importância de se debater uma questão tão relevante como a depressão pós-parto, ainda mais, levando-a a um público potencialmente maior por meio da televisão. “EU DEVERIA ESTAR FELIZ propõe um mergulho no tema através da singularidade das experiências de cada personagem É necessário individualizamos cada história para o aprofundamento de um tema tão delicado como a depressão pós parto. São as vivências desses corpos que nos possibilitam iluminar um pouco esse tema ainda tabu. Eu acredito muito na potência do audiovisual como ferramenta para discussão de temas importantes para a sociedade”. 

Serviço

PRÉ-ESTREIA SEGUIDA DE DEBATE FOLHA: 05 de setembro, 20h

Espaço Itaú de Cinema Frei Caneca (Shopping Frei Caneca – 3o andar - Rua Frei Caneca, 596) - Gratuito com distribuição de ingressos 1h antes do evento

ESTREIA NACIONAL NOS CINEMAS: 07 de setembro

CANAL GNT: 11 de setembro, 00h15

 

Sinopse

A jornada de quatro mães completamente diferentes que viveram a depressão pós-parto, conseguindo superá-la através do afeto. 1 em cada 4 mães no Brasil vivem a doença sem saber.

 

Ficha Técnica

Direção e Roteiro: Claudia Priscilla

Produtor: Ric Vidal

Produção Executiva: Ric Vidal, Letícia  Friedrich

Direção de Fotografia: Mariane Nunes

Som Direto: Elis Menezes, Tainá  Biá, Beatriz Ji Hye Hong

Montagem: Olívia Brenga

Trilha Sonora: Obinrin Trio

Direção de Produção: Karina Lima

Argumento: Claudia Priscilla, Ric Vidal, Sara Stopazzolli

Mixagem: Trilheiras Áudio, Andrea Martins, Elis Menezes, Lumanzin

Ano: 2023

Minutagem: 74min

Nenhum comentário:

Festival de Cinema Brasileiro de Paris anuncia programação completa de sua 26ª edição

"Nas Ondas de Dorival Caymmi", "Barravento", "Nosso Sonho" e "Meu Nome É Gal".  O Festival de Cinema...

Olhar de Cinema Festival Internacional de Curitiba