Crítica Filme "Mansão Mal-Assombrada" por Rita Vaz

Estreia nesta quinta-feira o longa “Mansão Mal-Assombrada”, inspirado em uma atração clássica do parque temático da Disney e dirigido por Justin Simien (“Cara Gente Branca”, Bad Hair”).

Na trama conhecemos Gabbie (Rosario Dawson) e Travis (Chase W. Dillon), mãe e filho que por obra do destino, querem mudar de vida e encontram em Nova Orleans, uma mansão antiga e de bom preço, um lugar para recomeçar a vida.

Logo que eles chegam na mansão, percebem que há algo de muito errado ali, ela é mal-assombrada.

Para resolver o problema eles pedem a ajuda de um padre (Owen Wilson), que por sua vez, pede ajuda a um físico transformado em guia turístico (LaKeith Stanfield), uma vidente (Tiffany Haddish) e um professor de história (Danny DeVito).

Juntos, eles precisam descobrir o que está por trás da atividade paranormal na mansão e restabelecer a paz para a família.

Essa versão de “Mansão Mal-Assombrada” é a segunda adaptação cinematográfica da atração da Disney já feita. A primeira, foi há vinte anos e tinha como ator principal Eddie Murphy, onde ele era um corretor de imóveis que só pensava em trabalhar.

O diretor Justin Simien conseguiu reunir um elenco de peso para contar sua história, que é engraçada, divertida, dá sustos e tem efeitos especiais impressionantes.

Aliás, os efeitos especiais são um caso à parte, de tão bom que são. Desde a própria mansão externamente e internamente, quanto aos fantasmas que aparecem em diversos momentos. E essas aparições se revezam entre sutis e escancaradas, e sempre são extremamente bem-feitas.

Quanto à trama, o que mais chama a atenção, é o modo delicado com o qual ela toca no assunto da morte, mais especificamente no luto.

Alguns personagens da história sofrem com a perda de pessoas importantes nas suas vidas, e de um modo ou de outro, tentam prosseguir e aprender a conviver com a ausência delas.

A história que envolve a maldição da mansão tem seus pontos fracos, alguns furos, algumas correrias que parecem deixar tudo no ar, mas, se você prestar atenção e mergulhar na história, vai entender e se divertir com tantas aparições e sustos na telona.


“Mansão Mal-Assombrada” é um filme divertido, que dá sustos, mas, não vai marcar época, você assiste e logo esquece. Um clássico sessão da tarde, certeza.

A classificação do filme é de 12 anos, portanto, não é para crianças. E está muito correto, pois, algumas cenas são bastante efusivas quanto à caracterização de um fantasma do mal. Fica a dica.

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