Crítica Filme "Barbie" por Rita Vaz.

 

Estreia nesta quinta-feira, um dos mais aguardados e “propagandados” filmes do ano “Barbie”, dirigido pela não menos badalada Greta Gerwig, que tem em seu currículo longas como “Adoráveis Mulheres” e “Lady Bird – A Hora de Voar”.

A boneca Barbie foi lançada em 1959 pela indústria Mattel, sendo a primeira com corpo adulto, e desde então, precisou se reinventar, várias vezes, para se manter no olhar das meninas e no alto das vendas. Ela tem muitos acessórios, profissões, casas, carros e agora um filme pra chamar de seu.

No live-action, acompanhamos o dia a dia da Barbielândia, um lugar mágico onde todas as Barbies vivem e os Kens também. Lá, o mundo é perfeito, com suas festas perfeitas, suas roupas e seus acessórios perfeitos.

Porém, um dia, a Barbie Estereotipada (Margot Robbie) começa a perceber que as coisas não estão perfeitas, como antes, como se estivessem apresentando defeitos. O seu mundo cor de rosa está desmoronando.

Ela procura ajuda e descobre que precisa sair de Barbielândia e entrar no mundo real para solucionar esse problema, que é grave e pode interferir nos dois mundos.

Chegando no mundo real, Barbie precisa lutar com as dificuldades de não ser mais apenas uma boneca, mas, pelo menos ela está acompanhada de seu fiel e amado Ken (Ryan Gosling), que parece cada vez mais fascinado pela vida no novo mundo.

Barbie tem dificuldades para se ajustar, e precisa enfrentar vários momentos nada coloridos até descobrir que a verdadeira beleza está no interior de cada um.

O filme “Barbie” acerta em vários pontos, tanto como cinema de entretenimento, quanto instrumento de crítica social. E ele faz uma grande crítica à sociedade em si, e à própria empresa Mattel, com suas dezenas de homens no comando.

A atriz Margot Robbie é realmente a sensação do momento em Hollywood. Ela está nas maiores produções dos últimos tempos, mostrando que tem muito talento, e prova isso mais uma vez com sua Barbie. Ela entrega uma personagem convincente, extremamente bem conduzida fisicamente e emocionalmente falando, e equilibrada no tom que dá à boneca.

O ator Ryan Gosling também entrega um Ken, com personalidade (acreditem), e que tem várias nuances ao longo da trama.

Agora, a atriz America Ferrera foi uma das maiores sacadas do filme, porque além de representar a latinidade na história, era ela quem interpretava a personagem principal da novela “Bete, a Feia”, (percebe a analogia?), e isso quer dizer que o pessoal realmente trabalhou em todo o processo. 

E é ela quem tem um dos melhores discursos de todos os filmes já feitos, sobre o que as mulheres passam ao longo da vida, sendo subjugadas pelo machismo. Ela coloca em palavras claras e objetivas o que a gente quer falar e quer que todo homem ouça e entenda. Sensacional, no mínimo.

“Barbie” é um filme para adultos, que fala de problemas graves da sociedade, é extremamente bem feito, é divertido, é engraçado é cheio de referências a outros filmes, músicas, pessoas e cultura pop.

Acredite, quando o filme acaba você pensa, “Ahhhh já acabou? Quero mais”.

Recomendo muito, para homens e mulheres.

 

Um comentário:

João Raphael disse...

Mais uma vêz, estou muito interessado em assistir um filme que nunca me interessei.
Sua crítica é tão esclarecedora e interessante (como sempre - sua marca registrada) que vou assistir.
Muito obrigado pela sua grandiosa contribuição nas críticas, acredito que muitas pessoas agradecem também. - PARABÈNS

Festival de Cinema Brasileiro de Paris anuncia programação completa de sua 26ª edição

"Nas Ondas de Dorival Caymmi", "Barravento", "Nosso Sonho" e "Meu Nome É Gal".  O Festival de Cinema...

Olhar de Cinema Festival Internacional de Curitiba