Crítica Filme “O Homem do Norte” por Rita Vaz

Estreia nesta quinta-feira o filme “O Homem do Norte” dirigido pelo aclamado diretor Robert Eggers (A Bruxa, O Farol), um thriller épico de vingança que explora o quão longe um príncipe Viking irá para buscar justiça por seu pai que foi assassinado.

O diretor Robert Eggers foi na fonte estudar a história dos Vikings com a ajuda de especialistas, escritores, arqueólogos e encontrou “uma civilização completa e complexa de belíssima arte, fusão cultural e religiosa, tecnologia avançada, hábitos arraigados e códigos de honra e justiça. Mas também era uma cultura de extrema violência e subjugo, onde ciclos horríveis de vingança pareciam intermináveis”, (com suas próprias palavras).

Junto com o ator Alexander Skarsgard, que há anos queria trabalhar com uma história Viking, ele mergulhou, intensamente nesse tema e fez desse filme, um marco para o gênero.

Na história no ano de 914, o jovem príncipe Amleth está prestes a se tornar um homem quando seu pai é brutalmente assassinado por seu tio, que sequestra a mãe do garoto. Fugindo de seu reino insular de barco, a criança jura vingança. Duas décadas depois, Amleth tornou-se um guerreiro viking furioso, um autêntico berserker, invadindo aldeias eslavas impiedosamente.

Numa delas, uma vidente o faz relembrar seu juramento: vingar seu pai, salvar sua mãe, matar seu tio. A bordo de um navio de escravos rumo à Islândia, Amleth se infiltra na fazenda do tio com a ajuda de Olga, uma escrava eslava, e coloca em ação o plano para honrar seu juramento.

Encontrou semelhanças com a história de Hamlet de Willim Shakespeare? Você está certo.

O roteiro escrito por Robert Eggers e Sjón, foi baseado, principalmente, na lenda de Amleth, escrita pelo historiador dinamarquês Saxo Grammaticus, conhecida como a inspiração direta para a obra de Shakespeare.

“O Homem do Norte” é um grande filme, tanto pela direção, quanto pelo elenco, pela direção de fotografia, pela direção de arte, pelo figurino, pela trilha sonora, pela mitologia nórdica, pela história intensamente estudada para ser uma reprodução o mais fiel possível do século X.

No longa, o diretor explora a vida da época, como ela realmente deveria ser, a crueldade e violência são enormes, as crenças e rituais são extremamente importantes para o desenrolar da trama, o misticismo é um fio condutor, o frio, o vento, a lama, enfim, a natureza faz parte da história.

São tantas cenas épicas, que fica difícil eleger uma, como a melhor; o que é ótimo para quem é apaixonado por cinema e percebe quando um filme dessa grandeza é apresentado nas telonas.

“O Homem do Norte” é um verdadeiro espetáculo visual e deve ser assistido por todas as pessoas que são fãs do gênero, fãs do diretor, fâs do elenco ou simplesmente para as pessoas que desejam conhecer algo novo e muitíssimo bem feito. Recomendo.

 

 

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