Crítica Filme O Pacto por Rita Vaz



Estreia, exclusivamente nos cinemas nesta quinta-feira, 7 de abril, o filme “O PACTO”, com distribuição da A2 Filmes.

O longa é baseado em uma parte da história da escritora dinamarquesa Karen Blixen, que escreveu inúmeros livros, sendo que dois deles foram transformados em obras cinematográficas.

Um deles foi “Entre Dois Amores” que ganhou sete estatuetas do Oscar e o outro foi “A Festa de Babete”, que ganhou a estatueta de melhor filme estrangeiro.

A biografia de Karen Blixen conta que ela se casou e se mudou para o Quênia e junto do marido, administrou uma fazenda de café. Porém, ela se apaixonou por outra pessoa, se separou casou novamente e a fazenda de café foi perdida.

Nesse período ela também adquiriu sífilis e ficou com a saúde debilitada. Agora, voltando para o filme, o diretor Bille August conta a história posterior a tudo isso.

Na trama do filme, Karen desistiu da aventura na África e voltou para a Dinamarca para uma vida em ruínas, há 17 anos. Destruída pela sífilis e arrasada por ter perdido sua fazenda e o amor de sua vida, ela se reinventa como uma superestrela artística, publicando vários best-sellers.

Agora, aos 63 anos, Karen Blixen é mundialmente famosa, mas também vive isolada, até conhecer o poeta Thorkild Bjørnvig, de 30 anos, que a faz querer tê-lo a todo custo, mesmo que seja para fazer promessas vazias e manipular o rapaz. Ela promete a ele o estrelato literário, se ele, em troca, a obedecer incondicionalmente - mesmo ao custo de ele perder tudo na sua vida. Uma história sobre uma mestre e seu aprendiz, sobre até quando alguém pode ir para alcançar a arte e o amor.

“O Pacto” prende a atenção do espectador pela altivez da personagem principal, que parece hipnotizar as pessoas e principalmente o jovem poeta.

A trama nos remete a uma época em que os saraus eram feitos para realmente reunir intelectuais, para fomentar a conversa, a troca de ideias, o conhecimento adquirido, em prol do crescimento da cultura.

A princípio, o filme tem uma conotação mágica, como se o pacto que eles fazem tivesse um encanto africano, trazido pela fala da personagem para ele. No entanto, ao longo da trama, esse sentido não é acentuado.

Muitas coisas e pessoas se encontram ao longo da trama, deixando a história ainda mais intrigante.

“O Pacto” é um filme interessante de se ver, traz dúvidas, interpretações diferentes e uma aura intelectual difícil de se ver hoje em dia. Recomendo.

 

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