Crítica Filme Belfast por Rita Vaz




Estreia nesta quinta-feira, dia 10/03, o excelente e bem vindo “Belfast”, que está com sete indicações ao Oscar 2022.

Dirigido por Kenneth Branagh, o filme é baseado em suas memórias de infância.

Kenneth nasceu na Irlanda do Norte e viveu a guerra civil, iniciada por conflitos religiosos, onde católicos e protestantes lutaram entre si, durante décadas.

O filme narra a vida de uma família protestante da Irlanda do Norte da classe trabalhadora da perspectiva de seu filho de 9 anos, Buddy, durante os tumultuosos anos de 1960.

O jovem Buddy (Jude Hill) percorre a paisagem das lutas da classe trabalhadora, em meio a mudanças culturais e violência extrema. Buddy sonha em um futuro melhor, glamoroso, que vai tirá-lo dos problemas que enfrenta no momento, mas, enquanto isso não acontece, ele se consola com o carismático Pa (Jamie Dornan) e a Ma (Caitríona Balfe), junto com seus avós (Judie Dench e Ciarán Hins) que contam histórias maravilhosas.

Enquanto esse conflito acontece, a família luta para pagar suas dívidas acumuladas. Pa sonha em emigrar para Sydney ou Vancouver, uma perspectiva que Ma olha com aflição. No entanto, ela não pode mais negar a opção de deixar Belfast à medida que o conflito piora e Pa recebe uma promoção e um acordo de moradia na Inglaterra de seus empregadores.

“Belfast” é um filme que passa pelo olhar de uma criança, o ponto de vista é de lá, da inocência, de não saber exatamente o que está acontecendo, mas, de saber sim, que alguma coisa está muito errada.

O ator mirim Jude Hill, dá um banho de carisma e interpretação, entregando um Buddy real, cheio de dúvidas infantis, recheadas de medos e expectativas, passíveis de acontecer com qualquer criança colocada em situações extremas, além de apresentar de forma doce, sua primeira paixão.

O diretor Kenneth acerta em cheio quando conta uma história violenta de forma leve, porque o que importa na história não é a política ou a violência do conflito, mas, sim, o olhar e o sentimento da criança diante de um fato violento e histórico.

Filmado quase todo em preto e branco, tendo cores no início e no final, o diretor nos presenteia com uma bela fotografia, com enquadramentos inusitados e um elenco estelar.

“Belfast” deve ser assistido por todas as pessoas, pois, acaba traz o que há de melhor no cinema, tanto tecnicamente, quanto cinematograficamente.

No final da sessão, fica um sentimento muito bom, de ter visto uma verdadeira obra da sétima arte. Super recomendo! Que filme!

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