FÚRIA EM JOGO, produzido por Tarantino, mostra um lado não muito esportivo


Em cartaz no BELAS ARTES À LA CARTE, o filme FÚRIA EM JOGO, mostra que superação, respeito, altruísmo e amor ao esporte passaram bem longe em um jogo de Pólo Aquático sediado em Melbourne na Austrália durante as Olimpíadas de 1956.

O documentário de 2006 dirigido pelo canadense Colin Keith Gray, com produção de Quentin Tarantino e Lucy Liu, narra um episódio curioso da história dos jogos quando o esporte se misturou com política e resultou em um banho de sangue na piscina do evento. Durante a Guerra Fria, quando a tensão entre húngaros e soviéticos vinha em um crescente desde o fim da Segunda Guerra, quando Stálin libertou os húngaros, mas deixou seus tanques em Budapeste, transformando o país, assim como outros, numa espécie de Estado satélite.

FÚRIA EM JOGO faz uma contextualização histórica dos acontecimentos que antecederam os jogos, mostrando a revolução Húngara, com a expulsão dos soviéticos do país, e o massacre que o exército vermelho fez no país ao voltar em represália ao acontecimento onde 200 mil húngaros tiveram que fugir do país, tudo isso faltando apenas alguns dias para começar os jogos Olímpicos. 

Ex-jogadores dos times da Hungria e da antiga URSS são entrevistados, quase 50 anos depois, e contam como foi o tenso jogo entre as duas equipes, que culminou na agressão sofrida pelo artilheiro da Hungria, o jogador Zádor, que naquele momento vencia o jogo por 4x0. O filme ainda conta com a narração de Mark Spitz, maior jogador e pólo de todos os tempos, que chegou a ser treinado por Zádor. 

Fúria em Jogo (Freedom´s Fury)

EUA, 2006, Documentário, 90min, 14 anos

Direção: Colin k. Gray

Elenco: Viktor Ageyev, Antal Bolvári, János Bük

Sinopse: Um documentário sobre a semi-final de polo aquático nas Olimpiadas de 1956 entre Hungria e Rússia. Realizada na Austrália, enquanto as forças Russas se infiltravam em Budapest causando uma revolta popular.

Curiosidades: Documentário narrado pelo ex-atleta americano Mark Spitz, o segundo maior nadador olímpico de todos os tempos e também o segundo a ganhar mais medalhas de ouro numa mesma Olimpíada, a de Munique, em 1972. Segundo o diretor, a realização do filme permitiu a reconexão dos membros sobreviventes de ambas as equipes, quase 50 anos após a partida sangrenta, desta vez sob circunstâncias muito diferentes.


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