Crítica Filme "Human Flow – Não Existe Lar Se Não Há Para Onde Ir" - Rita Vaz





Ao longo de um ano, o diretor Ai Weiwei viajou por 23 países e acompanhou a caminhada de milhares de refugiados que estão deixando para trás suas histórias, suas vidas, perdendo suas identidades, seus lares, sua segurança.
Documentando a maior migração humana desde a Segunda Guerra Mundial, o diretor mostra o sofrimento largo, ao qual essas pessoas são expostas.
E mostra através de depoimentos que elas estão ali porque não existe outra opção, ou elas fogem para salvar suas vidas, ou morrem.
O motivo migratório pode ser variado, ele acontece por conta do clima, por conta de políticas de governo, por conta de filosofias religiosas, mas principalmente por conta da guerra.
É ela que ainda escraviza o ser humano.
O diretor não se aprofunda em histórias individuais, deixando para que o espectador perceba o que está acontecendo no mundo agora, através de uma história coletiva.
E ela é coletiva pois trata de pessoas de países diversos, de culturas diferentes, que passam pela mesma situação, é a história atual da humanidade.
O diretor Ai Weiwei é um artista múltiplo, conhecido por se posicionar contra políticas abusivas e faz deste longa uma oportunidade de mostrar a todas as pessoas o que ele viu sobre a trajetória do ser humano.
Como filme, o documentário é extremamente bem feito, tem uma bela fotografia, incríveis imagens aéreas e tem o luxo de mostrar imagens simétricas ao longo de suas duas horas e vinte minutos que parecem passar em muito menos tempo.
O documentário de Ai Weiwei é um filme no mínimo necessário e um documento visual real da história da humanidade. Recomendo fortemente!

Título Original: Human Flow
Gênero: Documentário
Duração: 2 horas e 20 minutos
Ano de Lançamento: 2017
Direção: Ai Weiwei
Elenco: Desconhecido


RITA VAZ

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