Crítica Filme "A Dançarina e o Ladrão"

 
Um filme belíssimo que conta através de seus personagens a vida de toda uma nação, que sai de um governo autoritário e respira com a liberdade.
Com o começo da democracia, o presidente do Chile faz um decreto no qual anistia todos os presos. Entre eles estão Vergara Grey, um famoso ladrão, conhecido por não existirem cofres que ele não abrisse, e Angel Santiago, um jovem que alegava ter sido preso injustamente.
O sonho de Vergara é abandonar o crime e recuperar sua família, que não vê a alguns anos, pois a esposa parou de visitá-lo.
Já Angel planeja um grande e único assalto, no qual pretende mudar de vida, mas para os seus planos darem certo, ele precisa de Vergara que nem sabe de sua existência.
Com muita simpatia, bom humor, bondade e coleguismo, Angel tentará conquistar Vergara, para juntos executarem o plano.
Mas Angel tem uma nova paixão, assim que ele saiu da prisão entrou em sua vida Victória, uma talentosa dançarina que não consegue mais falar desde que seus pais sumiram durante a ditadura.
A história desses três personagens se tocará ao longo do filme.
Angel e Victoria se apaixonam e esse amor tocará o esmorecido Vergara.
Apesar de a história falar sobre esse período escuro da história do Chile, o tema é tratado de forma paralela, dando mais enfoque ao lado humano e resgate dos personagens.
O filme tem uma bela fotografia, tem cenas de efeito, atuações lindas e é acima de tudo poético, mostrando uma sensibilidade arrebatadora.

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