Lolita Rogrigues Conta Sete Décadas de História em "De Carne e Osso"


A jornalista Eliana Castro abre “De Carne e Osso”, perfil de Lolita Rodrigues, lançamento da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, relatando seu primeiro contato com a atriz, assistindo Almoço com as Estrelas, programa que Lolita apresentava com o então marido, Airton Rodrigues, nas tardes de sábado, na TV Tupi. Mas sua história começou antes ainda da inauguração da TV Tupi, em 1950, quando foi chamada para substituir Hebe Camargo e cantar o “Hino da Televisão Brasileira” na festa que marcou o primeiro sinal da televisão no Brasil. Embora sua história se confunda com a história da televisão brasileira, Lolita já dava seus primeiros passos aos dez anos de idade, como cantora do programa Hora Infantil, da Rádio Atlântica de Santos, carreira que a trouxe para programas de rádio da capital paulista.

Nascida Sylvia Gonçalves, descendente de espanhóis, Lolita Rodrigues justifica o título do livro, “De Carne e Osso”, e a fama de ser uma pessoa extremamente simples ao tecer comentários como: “Não me acho melhor que ninguém. Eu sou igual a todo mundo. Esse negócio de celebridade é uma grande bobagem. Quem disse que uma atriz é melhor ou mais importante do que uma dona-de-casa? Cada pessoa tem o seu valor. Cada uma está fazendo o melhor que pode. A vida, para todo mundo, é luta. E cada pessoa luta do seu jeito”.

Começou cantora, mas seu grande sonho foi sempre atuar. Sua sorte foi ter confessado o desejo a Cassiano Gabus Mendes, o primeiro a lhe oferecer algumas oportunidades, pequenos papéis nos teleteatros da Tupi. Aos poucos, Lolita Rodrigues foi conquistando espaço até estrelar, em 1957, O Cordunda de Notre Dame. Desde então, não parou mais.

Ao longo do livro, Lolita Rodrigues desfia recordações de décadas de carreira, revelando detalhes de bastidores de grandes sucessos da teledramaturgia nacional como O Direito de Nascer, de Teixeira Filho, Sassaricando, de Silvio de Abreu, e o remake de A Viagem, de Ivani Ribeiro.

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