Filme teve première nacional no Festival de Brasília 2025 e foi a primeira animação brasileira selecionada para o Festival de Berlim
A animação Papaya, primeiro longa-metragem da cineasta Priscilla Kellen, estreia nos cinemas brasileiros em 10 de setembro de 2026, com distribuição Cajuína Audiovisual e da Sessão Vitrine Petrobras, projeto de difusão e democratização do cinema brasileiro idealizado pela Vitrine Filmes em parceria com a Petrobras.
O filme, ultra colorido, acompanha uma pequena semente de mamão apaixonada pela ideia de voar, que precisa seguir em movimento para evitar criar raízes. Ao longo da jornada, porém, a semente descobre a força transformadora de suas raízes, capazes de conectar vidas por caminhos profundos e misteriosos e de provocar uma verdadeira revolução em seu mundo.
Com produção da Boulevard Filmes, em coprodução com Birdo Studio, Priscilla Kellen e Alê Abreu (diretor de “O Menino e o Mundo”, animação brasileira indicada ao Oscar em 2016), Papaya foi realizado ao longo de sete anos e propõe uma experiência sensorial e simbólica sobre o nascer, crescer e descobrir o mundo a partir do ponto de vista de alguém minúsculo desenvolvendo suas potencialidades.
Sem diálogos em seus 74 minutos de duração, a animação mistura formas bidimensionais, colagens e uma paleta visual inspirada em grafismos latino-americanos e nas obras “paper-cutout” do pintor francês Henri Matisse, estilo que, ao longo da produção, Priscilla passou a definir como “tropicalismo pós-apocalíptico”.
“O longa tem como protagonista uma personagem curiosa, em um mundo que a pressiona a se enquadrar nos padrões e atender às expectativas alheias. Isso reflete temas como diversidade, pertencimento e transformação”, afirma Priscilla Kellen, diretora de Papaya.
O filme, que tem trilha sonora assinada por Talita Del Collado, integrante do Trio Manaflor, e participação da cantora Tulipa Ruiz, passou por uma longa etapa de desenvolvimento de animatic, com construção de cenas, ambientações sonoras e movimentos visuais que evitam o didatismo. “Optamos por construir uma narrativa respeitando o olhar crítico e capacidade de interpretação da criança, sem entregar tudo pronto”, afirma a diretora.
PRIMEIRAS EXIBIÇÕES E PRESENÇA INTERNACIONAL
A primeira exibição de Papaya aconteceu em setembro de 2025 no Festival de Brasília, um dos mais tradicionais e importantes do país, como parte da mostra Festivalzinho. O longa também passou pela Première Brasil do Festival do Rio 2025, pela 24ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, pela Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, integrando a programação da 2ª Mostrinha, além de exibição especial na COP30, em Belém, , e de sessões na Mostra de Cinema de Tiradentes, Cine OP e do Olhar de Cinema de Curitiba em junho deste ano.
Papaya também segue fazendo história no cenário cinematográfico internacional, sendo o primeiro longa-metragem de animação do país a integrar a competitiva mostra Generation KPlus no Festival de Berlim de 2026. Representado internacionalmente pela Best Friend Forever, empresa de vendas sediada em Bruxelas, o filme já garantiu distribuição comercial em 11 países, incluindo Alemanha, Portugal, México, Líbano e França, este último com distribuição a cargo da renomada Gebeka Films, responsável pelos lançamento “Kirikou e a Feiticeira” (Michel Ocelot), “Meu Amigo Totoro” (Hayao Miyazaki) e “Minha Vida de Abobrinha” (Claude Barras).
Além do marco histórico na Alemanha, Papaya já passou por mais de dez festivais internacionais, incluindo o New York International Children’s Film Festival (Estados Unidos), o Anima (Bélgica), o Festival de Xangai (China) e o Festival Internacional de Cinema Independente de Buenos Aires - BAFICI (Argentina). A animação também já está confirmada em outros 15 festivais espalhados por quatro continentes, com exibições programadas para o decorrer de 2026.
“A trajetória de Papaya tem sido muito especial e confirma a força das nossas histórias e da animação brasileira para conectar culturas e gerações. Estamos muito felizes com esse reconhecimento e empolgados para a estreia nos cinemas brasileiros. Para nós, é especialmente importante que um filme brasileiro possa construir essa trajetória de forma tão ampla, passando por importantes festivais e encontrando públicos de diferentes países sem abrir mão de sua identidade”, destaca Letícia Friedrich, produtora da Boulevard Filmes.
Papaya conta com o patrocínio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), do Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (ProAC) e da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, por meio da Spcine.
FICHA TÉCNICA E SINOPSE E FICHA TÉCNICA:
Papaya - Brasil - Animação - 74 min - Livre - Direção: Priscilla Kellen
Sinopse: Apaixonada pela ideia de voar, uma pequena semente de mamão precisa continuar se movendo para evitar enraizar-se. Perseverante, ela descobre o poder de suas raízes, que conectam a vida por caminhos profundos e misteriosos, e desencadeia uma grande revolução, transformando seu ambiente e realizando seu sonho da forma mais inusitada.
Empresa produtora: Boulevard Filmes
Produtores: Letícia Friedrich, Lourenço Sant’Anna, Priscilla Kellen, Alê Abreu
Produção Executiva: Letícia Friedrich
Co-produção: Birdo Studio, Alê Abreu e Priscilla Kellen
Roteiro: Priscilla Kellen
Montagem: Elaine Steola
Direção de arte: Priscilla Kellen
Desenho de som: Submarino Fantástico
Edição de som e Mixagem: Submarino Fantástico
Trilha sonora: Talita Del Collado
Elenco: Aretha Garcia, Tulipa Ruiz, Maria Vitória Garcia
SOBRE A DIRETORA PRISCILLA KELLEN
Priscilla Kellen é diretora e artista gráfica com uma carreira multifacetada que abrange cinema, televisão e ilustração. Faz sua estreia na direção de longas-metragens com “PAPAYA”, após ter dirigido anteriormente a série de TV “Vivi Viravento” (Discovery Kids / Mixer / TV Cultura, 2017). Graduada em Design Gráfico pela Unesp, traz uma forte sensibilidade visual para o seu trabalho, com experiência em design, animação e ilustração para cinema e mercado editorial. Suas contribuições criativas incluem a ilustração de conteúdos infantis para a Editora Positivo, Folha de São Paulo, além de ser coautora do livro “Mas será que nasceria a macieira?” (Ed. FTD), em colaboração com o aclamado diretor Alê Abreu. Com 15 anos no estúdio Filme de Papel, atuou anteriormente como Assistente de Animação no longa “Garoto Cósmico” (Alê Abreu, 2007) e como Coordenadora Artística e Assistente de Direção no premiado “O Menino e o Mundo” (Alê Abreu, 2013), indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2016.
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