“MAPAS” usa o Gênero do Horror Para Revisitar a História de Brasília

Selecionado para o Festival de Brasília (Mostra Brasília), o primeiro longa de Rafael Lobo reúne profissionais da cena audiovisual do Distrito Federal

Brasília é cenário, material importante na narrativa e também a origem da produção de MAPAS, primeiro longa-metragem dirigido por Rafael Lobo, que está na Mostra Brasília do 59o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Realizada majoritariamente por profissionais ligados ao audiovisual do Distrito Federal, a produção conquistou cinco prêmios no Cine PE, onde realizou sua estreia nacional em junho e foi selecionada para o 30º FAM – Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul.

O filme começa com a investigação sobre um desaparecimento e acaba atravessando diferentes camadas da história da capital federal, combinando tudo isso com elementos de horror e fantasia.

Na trama, Júlia (Beta Rangel) e Sérgio (Caique Copque) partem em busca de Rebeca, uma cicloativista desaparecida. A investigação conduz os personagens por espaços de Brasília como o Lago Paranoá, as chamadas Ruínas da UnB e a região onde existiu a Vila Amaury, antigo assentamento de trabalhadores envolvidos na construção da capital e posteriormente submerso com a formação do lago. Como desdobramento dessa busca, o longa utiliza imagens de arquivo de filmes do cineasta Vladimir Carvalho. Além de integrarem a própria investigação conduzida pelos personagens, os registros funcionam também como uma homenagem a ele e à sua obra. 

O diretor Rafael Lobo é graduado em Audiovisual e mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), e já havia desenvolvido na cidade curta-metragens como Bartleby, Xarpi e o documentário Luis Humberto: O Olhar Possível, codirigido por Mariana Costa. Em MAPAS, Lobo também assina o roteiro, ao lado de Lucas Gehre, e divide a montagem com Tainá Menezes.

O filme marca ainda o terceiro projeto de Rafael Lobo realizado em coprodução com a MACHADO FILMES, depois de Luis Humberto: O Olhar Possível e Xarpi. Os dois trabalhos anteriores passaram pelo Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e receberam prêmios em suas respectivas edições.

Em MAPAS, a presença de profissionais do Distrito Federal está em diferentes áreas da produção. A direção de fotografia é assinada por Emília Silberstein, colaboradora de Rafael Lobo desde os projetos universitários do diretor e vencedora da Calunga de Melhor Fotografia no Cine PE pelo longa. A parceria entre os dois também está presente em Xarpi, curta pelo qual Silberstein recebeu o prêmio de Melhor Fotografia do Troféu Câmara Legislativa na Mostra Brasília do 57º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. 

Olivia Hernández assina o som direto, o desenho de som e a edição de som de MAPAS. Pelo trabalho no longa, recebeu o prêmio de Melhor Edição de Som no Cine PE. Com trajetória ligada ao cinema realizado no Distrito Federal, a profissional acumula diferentes reconhecimentos no Festival de Brasília, incluindo trabalhos como Riscados pela Memória, O Pastor e o Guerrilheiro, Nada e Maré Viva Maré Morta.

Lucas Gehre, que divide o roteiro com o diretor e assina a direção de arte ao lado de Nadine Diel, também é responsável pela arte visual do projeto. Quadrinista, artista e designer, Gehre trabalha com Lobo desde os primeiros curtas do realizador e também integrou a equipe de Xarpi, no roteiro e na direção de arte. 

Os cinco prêmios conquistados por MAPAS no Cine PE - incluindo fotografia, montagem, edição de som, atuação e Júri Popular - destacam diferentes áreas de uma produção construída em torno de Brasília. No primeiro longa de Rafael Lobo, o horror funciona como caminho para olhar para a cidade não apenas por seus monumentos e imagens mais conhecidas, mas também pelas histórias que permanecem sob sua superfície.


FICHA TÉCNICA

MAPAS (Brasil, 2026, 1h55) 

Drama / Horror

Sinopse: Júlia e Sérgio partem em busca de Rebeca, uma cicloativista desaparecida. A investigação conduz a dupla por uma Brasília marcada por ruínas, memórias soterradas e acontecimentos ligados ao passado da cidade, em uma narrativa que combina drama e horror. 


Direção | Rafael Lobo 

Roteiro | Lucas Gehre, Rafael Lobo 

Produção | Alisson Machado 

Direção de Fotografia | Emília Silberstein 

Direção de Arte | Lucas Gehre, Nadine Diel 

Figurino | Claudia Wiltgen 

Caracterização | Eduardo Barón 

Trilha Sonora | Ricardo Ponte, Olivia Hernández 

Montagem | Rafael Lobo, Tainá Menezes 

Design de Som | Olivia Hernández 

Mixagem | Micael Guimarães 

Produção | Machado Filmes 

Coprodução | Tao Luz e Movimento, Levante Filmes 

Gênero | terror 

Duração | 115 minutos 

País e ano de produção | Brasil, 2026

ELENCO 

Beta Rangel | Júlia 

Caique Copque | Sérgio 

Bianca Terraza | Sofia 

Murilo Grossi | pai de Júlia 

Adriana Lodi | mãe de Júlia 

Chico Sant’Anna | velho 

Gabriela Correa | voz de Rebeca 

Bete Virgens | Dona Antônia 

Jiló Medeiros | irmã de Sérgio 

Pâmela Germano | Flávia 

Du Oliveira | Biu 

Manu Gioieli | Nanda 

Natália Vieira | Rebeca

Nenhum comentário:

Dirigido por Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, "Não Existe Almoço Grátis" ganha trailer oficial

Com distribuição da Descoloniza Filmes, premiado documentário acompanha lideranças femininas em Sol Nascente durante posse de Lula; estreia ...