"Não Se Reprima", série sobre o fenômeno Menudo no Brasil, estreia no Canal Brasil

Produção da Elixir Entretenimento, dirigida por Rafael Terpins, chega à grade no dia 24 de julho com quatro episódios sobre o impacto do grupo em um país recém-saído da ditadura

Ex-integrantes do Menudo, Ricky Meléndez, Ramone Acevedo e Johnny Lozada em seus depoimentos para a série. Créditos: Divulgação 

O Canal Brasil estreia no dia 24 de julho a série documental "Não Se Reprima". Dirigida por Rafael Terpins e produzida pela Elixir Entretenimento, a série revisita o fenômeno Menudo no Brasil das décadas de 1970 e 1980, com depoimentos de fãs, jornalistas, historiadores e músicos como Preta Gil, João Gordo e Clemente, além dos ex-integrantes Ricky Meléndez, Johnny Lozada e Ramone Acevedo. O lançamento coincide com o recente anúncio de retorno do grupo aos palcos depois de mais de 15 anos, para uma turnê comemorativa de 50 anos de carreira. 

Ao longo de quatro episódios, exibidos em sequência, o seriado investiga como uma banda de meninos porto-riquenhos cantando em playback ajudou a moldar o comportamento, o mercado e o imaginário de uma geração em um país recém-saído da ditadura militar e sedento por liberdade, consumo e ídolos.

Em ordem cronológica, a série parte da ideia de negócio do produtor porto-riquenho Edgardo Díaz, que cria um grupo formado só por meninos, que são substituídos assim que crescem. E avança até a histórica vinda do grupo ao Brasil, em 1985, para uma maratona de 18 shows que expôs a incapacidade do país de lidar com mega eventos e terminou em hospitalizações e duas mortes. A produção também aborda os anos seguintes, marcados pela constante renovação do elenco — a mesma lógica que movia o grupo, — até o gradual enfraquecimento da “menudomania”.

"Ninguém havia mergulhado de fato no fenômeno que foi a chegada do Menudo ao Brasil em 1985, justamente quando o país atravessava uma ebulição histórica. Em meio à saída da ditadura, à presença crescente de mães no mercado de trabalho e à formação de uma geração tutelada pela televisão, nasceu uma engrenagem cultural e emocional tão intensa, tão contraditória e tão irresistível que só os anos 1980 poderiam ter produzido", explica o diretor Rafael Terpins.

Para analisar o impacto cultural da banda, a produção convidou as historiadoras Joana Salem Vasconcelos, Samantha Quadrat e Mary del Priore, ao lado da jornalista Maria Carolina Trevisan e da psicóloga Marina Bronstein. Elas analisam a Menudomania no contexto de uma época em que o Brasil vivia a recém-saída da ditadura militar. Nesse cenário, o sucesso do grupo com o público feminino adolescente ajudava a revelar uma nova expressão da sexualidade e uma outra visão sobre masculinidade de uma juventude que havia crescido sob um regime autoritário e conservador.

Denis Feijão, produtor da série, conta que produzi-la foi um exercício de persistência, negociação e preservação da memória. “Durante mais de dois anos, enfrentamos um dos processos mais complexos que existem hoje no audiovisual: a liberação de direitos de imagens de arquivo e de obras musicais. É um desafio global que afeta documentários, filmes e séries em todo o mundo, sobretudo quando se trata de artistas de enorme relevância cultural. Nosso compromisso sempre foi construir uma obra definitiva, reunindo materiais raros, registros inéditos e uma narrativa que respeitasse a trajetória do Menudo e de todos os profissionais envolvidos".

A série também reúne um acervo visual raro da época – de entrevistas à imprensa brasileira a apresentações e participações em programas de auditório, incluindo em outras formações da banda, como a qual Ricky Martin fez parte – e traz depoimentos de fãs do grupo, que até hoje participam de fã-clubes e seguem viajando o mundo atrás dos shows dos ídolos. Diante das câmeras, elas abrem suas coleções de discos, pôsteres, chicletes e outras lembranças que ajudam a contar a relação de cada uma com o grupo. O reencontro, batizado de turnê "Menudo 50", celebra as cinco décadas de carreira da boyband, que tem shows marcados a partir de outubro.


Não Se Reprima (2026) (4 x 25') – Inédito

Horário: Sexta, dia 24/07, às 22h

Alternativos Maratonas: Sábado, dia 25/07, a partir das 20h30; Domingo, dia 26/07, a partir das 19h30; Terça, dia 28/07, a partir das 23h30

Classificação: 12 anos

Direção: Rafael Terpins

Sinopse: Em 1984, um milhão de brasileiros saíram às ruas clamando pelo fim do regime militar. No ano seguinte, dois milhões de brasileiras lotaram campos de futebol para dançar ao som de “Não Se Reprima” diante de cinco adolescentes porto-riquenhos. Este documentário apresenta um olhar profundo sobre a euforia da Menudomania nos anos 80, não apenas no Brasil recém-liberto da ditadura, mas em todo o mundo.

ELENCO DE ENTREVISTADOS

Ricky Melendez - Integrante do Grupo Menudo 81/84

Raymond Acevedo - Integrante do Grupo Menudo 85/88

Johnny Lozada - Integrante do Grupo Menudo 81/84

Marina Bronstein - Psicóloga

José Roberto Verta - Executivo Sony Music

Mary Del Priore - Historiadora

Helio Batista - Empresário dos Shows

Joana Salem Vasconcelos - Historiadora

Maria Carolina Trevisan - Jornalista

Preta Gil - Cantora

João Gordo - Punk Rocker

Clemente Tadeu - Punk Rocker

André Abujmara - Músico

Samantha Quadrat - Historiadora

Rosemeire Torres - Fã Clube MenudoBR

Edna Akemi - Fã Clube MenudoBR

Ana Lúcia Soave - Fã Clube MenudoBR

 

FICHA TÉCNICA

Produzido por Elixir Entretenimento

Coprodução - Fantástica Fábrica de Filmes

Diretor - Rafael Terpins

Produtor Executivo - Denis Feijão

Roteirista - Guy Corrêa

Pesquisador - Remier Lion

Advogada - Daniela Tourinho

Controller - Marcial de Souza

Direção de fotografia - Bruno Tiezzi e Rafael Avancini

Técnico de Som SP - Junior JG e Cauê Leal

Montador - Caio Rodriguez

Edição e Mixagem de Som - André Abujamra

Trilha Sonora Original - André Abujamra

Artes e Design - Rafael Terpins

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