De Eduardo Escorel, “Imagens do Estado Novo 1937-45” estreia no Canal Brasil com análise histórica a partir de arquivos raros

Série documental revisita a ditadura de Getúlio Vargas com base em documentos e registros audiovisuais produzidos entre 1937 e 1945

Cenas da série documental “Imagens do Estado Novo 1937-45”. Fotos: Divulgação

A série documental “Imagens do Estado Novo 1937-45” estreia no Canal Brasil na sexta-feira, dia 1º de maio, às 20h, com exibição semanal. Dirigida por Eduardo Escorel, a produção é composta por cinco episódios de 50 minutos. A obra propõe uma releitura do período ditatorial de Getúlio Vargas a partir de um amplo conjunto de materiais de época.

Recorrendo a um vasto material de arquivo — como cinejornais, fotografias, cartas, filmes familiares, trechos de diários e canções populares —, “Imagens do Estado Novo 1937-45” revisita o período ditatorial de Getúlio Vargas (1937-1945). A série propõe uma análise comparativa desses registros, produzidos para diferentes finalidades, da propaganda política à vida privada. O objetivo é explorar as múltiplas camadas do regime, suas influências externas, formas de funcionamento e contradições. 

Resultado de mais de uma década de pesquisa, a obra reúne imagens raras e, em alguns casos, pouco difundidas, garimpadas em acervos no Brasil, nos Estados Unidos e na Alemanha, incluindo materiais ligados ao Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). Ao organizar esse conjunto heterogêneo, a série adota uma abordagem que não apenas apresenta os acontecimentos históricos, mas também questiona as próprias imagens como fontes, propondo uma leitura crítica sobre como o período foi registrado e representado ao longo do tempo.


Imagens do Estado Novo 1937- 45 (2016) (05 x 50’) – Estreia

Horário: Sexta, dia 01/05, às 20h (exibição semanal)

Alternativos: Terças, às 10h30; Quartas, às 17h; Quintas, às 12h 

Classificação: 10 anos

Direção: Eduardo Escorel

Sinopse: Recorrendo a vasto material de arquivo, entre cinejornais, fotografias, cartas, filmes familiares e de ficção, trechos de diário e canções populares, o documentário reavalia a herança do período ditatorial de Getúlio Vargas (1937-1945). Através da comparação e análise desses registros heterogêneos, produzidos para fins diversos, da propaganda política à celebração familiar, a série explora as diversas camadas da trama política do regime do Estado Novo, expondo suas fontes de inspiração externas, sua forma de funcionamento e contradições.

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