Vencedora do Prêmio César, Léa Drucker, estrela drama policial de Dominik Moll
Léa Drucker em "Caso 137", de Dominik Moll - crédito: Autoral Filmes
Com esta premissa, "Caso
137" ("Dossier 137"), de Dominik Moll, chega
aos cinemas brasileiros no dia 16 de abril de 2026. O thriller policial teve
sua première mundial na competição principal do último Festival de Cannes, onde
foi indicado à Palma de Ouro. No recente Prêmio César, considerado o Oscar
francês, recebeu oito indicações, vencendo na categoria de melhor atriz para Léa
Drucker ("Custódia").
Em sua semana de estreia, o filme
entra em cartaz em Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Búzios (RJ), Caxias do
Sul (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Londrina (PR),
Niterói (RJ), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santos
(SP), São Paulo (SP) e Vitória (ES).
"Primeiramente, trata-se de
uma investigação cativante, muito precisa e técnica, que se transforma em uma
obsessão para a policial", destaca Léa, sobre sua impressão inicial ao ler
o roteiro. "Mas o que realmente me impressionou foi a jornada de
Stéphanie, sua personagem. No final, fiquei tomada pela emoção. Acho que foi o
contraste entre seu rigor extremo e sua humanidade que me impactou",
acrescenta. Na França, "Dossier 137" foi um sucesso de público, onde
registrou mais de 750 mil ingressos vendidos.
"Caso 137" deu à atriz
seu segundo César. O primeiro foi por seu trabalho em "Custódia", de
Xavier Legrand. "Achei a personagem muito comovente. Em uma situação de
crise onde a violência dos relacionamentos parece destruir tudo, ela exala
muita humanidade. E também inquietação", explica. "É o tipo de papel
que não se encontra todos os dias. O filme levanta questões importantes sobre a
sociedade sem ser moralista. E, ao ler o roteiro, já era possível sentir seu
enorme poder cinematográfico", resume a artista.
O trabalho da IGPN,
divisão de Assuntos Internos da polícia francesa, sempre intrigou o diretor
Dominik Moll. "Por serem policiais investigando outros policiais, esses
homens e mulheres se encontram em uma posição desconfortável", avalia.
"São vistos de forma negativa, frequentemente desprezados e às vezes
odiados por seus colegas, enquanto são criticados simultaneamente por certos
veículos de comunicação que os acusam de serem juízes e júri",
complementa.
"Essas tensões me
interessaram e, intuitivamente, senti que havia caminhos interessantes para
explorar em uma obra de ficção", aponta o realizador do premiado
"Harry Chegou para Ajudar". "Como alguém lida com o fato de
estar no meio de um fogo cruzado? E com a necessidade de investigar colegas que
não fazem segredo de sua animosidade?", questiona Moll, que divide o
roteiro com seu parceiro habitual, Gilles Marchand.
Além das premiações e da recepção
do público, "Caso 137" também foi bem recebido pela crítica.
"Feito com a mesma precisão de corte a laser de seus trabalhos anteriores,
mas com uma ênfase maior no processo, o novo thriller de Moll levanta questões
para as quais não há respostas fáceis", avalia o The Hollywood Reporter. A
Variety ressalta a atuação de Léa como "soberba", enquanto define o
filme como "impactante e eficaz". Para o site Collider, o longa é
"uma versão francesa emocionante e realista" da série "The
Wire".
"Caso 137" ("Dossier 137"), de Dominik Moll
Thriller Policial | 2025 | 115 minutos | Verifique a classificação
indicativa
Estreia no circuito comercial brasileiro: dia 16
de abril de 2026
Instagram: @autoral_filmes
Ficha técnica
Direção: Dominik Moll
Roteiro: Dominik Moll e Gilles
Marchan
Fotografia: Patrick Ghiringhelli
Trilha sonora original: Olivier
Marguerit
Direção de arte: Emmanuelle
Duplay
Direção de elenco: Agathe
Hassenforder e Fanny de Donceel
1º assistente de direção: Thierry
Verrier
Engenheiro de som: François
Maurel
Montagem: Laurent Rouan
Edição de som: Rym Debbarh-Mounir
Mixagem: Nathalie Vidal
Continuísta: Cathy Mlakar
Figurino: Dorothée Guiraud
Maquiagem e cabelo: Kaatje Van
Damme
Produzido por: Caroline Benjo,
Barbara Letellier e Carole Scotta
Produtor associado: Simon Arnal
Elenco principal: Léa Drucker
(Stéphanie), Jonathan Turnbull (Benoît), Mathilde Roehrich (Carole), Pascal
Sangla (Marc), Claire Bodson (Valérie), Florence Viala (Mme Jarry) e Hélène
Alexandridis (Mme Nicollet)
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