Festival Curta Brasília celebra sua 11ª. edição com retorno do formato presencial e experiências em realidade virtual na capital

 


 

 


O público da capital compareceu ao CVR, mostra já tradicional do Festival Curta Brasília, que contou com obras premiadas em festivais como Veneza e Taiwan, assim como obras de estreia como Água de Beber, da Caixote VR, e Amazônia Viva, de Estêvão Ciavatta (co-produção da Pindorama Filmes com Studio Kwo, realização da IRI).

Cerca de 500 pessoas circularam na Infinu Comunidade Criativa durante os dias de Curta Brasília. Simultaneamente ao Festival, tiveram iniciativas da casa como vitrine para iniciativas autorais e independentes com feirinha de design e artesanato, praça de alimentação com chefs locais e apresentações musicais com artistas da cidade, celebrando a cultura ao longo dos dias de evento. A parceria veio para ampliar a visibilidade da arte da capital com o público que foi conferir as obras de realidade virtual.

Um dos pontos altos do Festival foi o encontro do público com Raquel Tupinambá, narradora guia da experiência Amazônia Viva. A líder indígena inclusive viu a experiência pela primeira vez na ocasião, ficando emocionada e tocando as pessoas sobre questões urgentes ambientais no debate, junto com o diretor Estêvão Ciavatta e com a Nuria Guerreiro da IRI, iniciativa responsável pela idealização da obra que vem circulando o mundo como na COP27 no Egito e no Vaticano. 

Dentre convidados presentes, podemos destacar Fernando Meirelles (consagrado cineasta de filmes como Cidade de Deus), o Embaixador Andres Driessen da Embaixada do Reino dos Países Baixos, Ministro da Espanha Álvaro Dias Duque, dentre artistas, pesquisadores e representantes de instituições de educação e tecnologia.

A Espanha se destacou com a obra La Garma, que conta com narração de Herlaffinr Géraldine Chaplin, dirigido pelo Rafael Pavon, umas das experiências mais vistas. 

A Holanda mais uma vez marca presença com obras que promovem reflexões sobre Direitos Humanos e diversidade, como a obra Echoes of Silence de Tamara Shogaolu (recém premiada com Emmy Awards), cuja empresa em Amsterdam destaca o protagonismo feminino em sua equipe, filmes e instalações. 

“O que nos traz alegria é saber da força da arte e da tecnologia juntas, o cinema como potência de trazer reflexões sobre questões sociais, ambientais de forma poética e única. Muitas pessoas tiveram a primeira experiência em realidade virtual, um dos objetivos nossos é exatamente democratizar o acesso à novas narrativas unindo entretenimento e reflexão” comenta Ana Arruda, diretora do Festival. 

Para quem quiser acompanhar em 2023, O Curta Brasília continua durante o ano todo. Tem itinerância em cidades do Brasil junto com o CineSolar - cinema movido a energia solar - que chega em lugares sem estrutura e por vezes sem eletricidade e cinema - como também em ações em Paris, Cannes e Nice, em parceria com a Embaixada da França e outras instituições.

Acompanhe em www.instagram.com/curtacvr 

O Festival Curta Brasília conta com Apoio Master da Embaixada do Reino dos Países Baixos e da Embaixada da Espanha; Apoio Cultural da Embaixada da França, Aliança Francesa e Goethe Brasília; Apoio Institucional da EUNIC Brasília- União Europeia; Parceria da Associação XRBR e da INFINU - Comunidade Criativa. 
O projeto é uma realização da Sétima Cinema.

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