CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL SÃO PAULO APRESENTA MOSTRA INÉDITA E GRATUITA EM HOMENAGEM A JOHN WILLIAMS

Um dos compositores de trilhas sonoras mais famosos do cinema, John Williams ganha uma mostra inédita no país, com a exibição de 27 longas. SONORA: JOHN WILLIAMS acontece em acontece em São Paulo entre 20/10 e 15/11, e depois viaja para o Rio (03 a 29 de novembro) e Brasília (01 a 27 de fevereiro). Os ingressos são gratuitos, e deve ser retirados no próprio CCBB uma hora antes de cada sessão. 

A seleção traz desde obras raras, como “Como Roubar Um Milhão de Dólares”, de William Wyler (1966) até outras mais pop, como “Tubarão”, de Steven Spielberg (1975) e “Esqueceram de Mim”, de Chris Columbus (1990), passando por clássicos contemporâneos, como “Guerra nas Estrelas: O Império Contra-Ataca”, de Irvin Kershner (1980), e “JFK – A Pergunta Que Não Quer Calar”, de Oliver Stone (1991). 

“Quem já não assobiou o tema da saga ‘Guerras nas Estrelas’? Quem não sabe de cor pelo menos uma composição de Williams? Pois ele deu a sonoridade de filmes que marcaram uma geração, que possuem fãs até hoje. Tem uma incrível parceria de sucesso com o diretor Steven Spielberg, além de ter trabalhado com diferentes diretores como Alfred Hitchcock, Clint Eastwood, Oliver Stone, Robert Altman, Brian de Palma dentre outros,” explica o curador da mostra, Rafael Bezerra. 

Prestes a completar 90 anos, em fevereiro próximo, John Williams é o artista vivo com o maior número de indicações ao Oscar. Ao todo, são 52, sendo a mais recente em 2020, por “Star Wars: A Ascensão Skywalker” – a 6a vez que concorreu por um filme da franquia. A primeira indicação de Williams veio 1968, com “O Vale das Bonecas”, e desde então, ele ganhou cinco vezes por “Um Violinista no Telhado” (em 1972), “Tubarão” (em 1976), “Guerra nas Estrelas” (em 1978), “E.T. – O Extraterrestre” (em 1983) e “A Lista de Schindler” (em 1994). 

Parceiro recorrente de Spielberg, o maestro é responsável por algumas das trilhas mais marcantes da filmografia do diretor, entre elas “Os Caçadores da Arca Perdida” e “E.T. – O Extraterrestre” (1982). Além disso, Williams trabalhou com alguns dos principais nomes de Hollywood, como Alfred Hitchcock (“Trama Macabra”, 1976) Robert Altman (“O perigoso adeus”, de 1973), Arthur Penn (“Duelos de Gigantes”, de 1976), Clint Eastwood (“Escalado para morrer”, 1975) e Brian de Palma (“A Fúria”, de 1978).

Se por um lado a seleção da mostra traz o Williams monumental de trilhas grandiosas de sagas épicas-pop, como também “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” (2004) e “Jurassic Park” (1993), por outro, há também as composições para filmes mais intimistas e centrados em histórias de pessoas comuns, como em “As cinzas de Angela”, de Alan Parker (1999); “Stanley e Iris”, de Martin Ritt (1990); e “O turista acidental”, de Lawrence Kasdam (1988).

O curador destaca a importância da mostra em “trazer à grande tela filmes clássicos com trilhas sonoras marcantes. Além de promover o debate sobre a importância da música no universo cinematográfico, com o propósito de discutir com o público em geral a música no âmbito das produções audiovisuais, através da produção de um catálogo com textos inéditos e organização de um debate com críticos, acadêmicos e profissionais da área da produção musical para o cinema.”.

Além das sessões presenciais, a mostra SONORA: JOHN WILLIAMS também contará com outras atrações on line, de “Superman: O Filme” (23/10, às 16h) e “Esqueceram de mim” (07/11, às 16h45).  No dia 04/11 haverá um debate, no Facebook do CCBB, e no Youtube do Banco do Brasil, com a participação de Mateus Alvez e da Geórgia Cynara, mediado pelo curador da mostra. 

Haverá também um curso sobre trilha no cinema e a obra de John Williams, e acontece nos dias 10 e 11 de novembro, conduzido por Tomaz Alves Souza, compositor de trilha de filmes como “Era uma vez eu Verônica”, e “Bacurau” (este em parceria com Matheus Alves). Este será na plataforma Zoom, com inscrição no site Eventin. E tanto o curso quando o debate contam com tradução de libras. No dia 11/11, às 14h, haverá uma sessão presencial e inclusiva de “E.T. – O Extraterreste”, exibido em cópia dublada, com libras, audiodescrição e closed capiton.

 

Sobre John Williams

Nascido em 8 de fevereiro de 1932, Nova York, John Williams é um dos compositores mais respeitados do cinema. Depois de se mudar com a família para Los Angeles, ainda criança, frequentou a Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), e estudou com o compositor italiano Mario Castelnuovo-Tedesco. Depois de servir a Força Aérea, ele voltou para Nova York, em 1955, e se matriculou na conceituada Juilliard School, uma instituição especializada em artes. 

Sua carreira começou como orquestrador para grandes compositores, em filmes como “Quanto mais quente melhor” e “Se meu apartamento falasse”, além de participar como músico em diversas trilhas sonoras, nem sempre creditado. A sua versatilidade foi marcante e o permitiu transitar em diversas funções, desde pianista até arranjador e condutor. Sua primeira trilha de destaque como compositor foi “O Vale das Bonecas”, que lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar. Depois vieram outras obras distinguidas por seu trabalho, como o filme-catástrofe “O destino de Poseidon” e “Um violinista no telhado” que rendeu seu primeiro Oscar. Seus trabalhos mais recentes são as séries “Jurassic World: Acampamento Jurássico” e “Star Wars: The Bad Batch”.

Serviço:

Sonora: John Williams

Local: Centro Cultural Banco do Brasil - Cinema

Datas: De 20 de outubro a 15 de novembro

Ingressos: Evento Gratuito – Ingresso pelo site ou app Eventim

Classificação indicativa de acordo com cada filme

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo–SP

Em fevereiro: Aberto de segunda à sexta, das 10h às 18h. Fechado nos fins de semana.

Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô

Informações: (11) 4297-0600

Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228 (R$ 14 por seis horas, necessário validar ticket na bilheteria). Uma van faz o traslado gratuito entre o estacionamento e o CCBB. No trajeto de volta, tem parada no Metrô República. 

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