VALENTINA GANHA NOVO CARTAZ E DATA DE LANÇAMENTO NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

Depois de conquistar quinze prêmios em festivais ao redor do mundo, e após uma passagem pelos cinemas brasileiros, “Valentina” estreou no dia 15/09 nas seguintes plataformas digitais: iTunes, AppleTV, Google Play, Youtube Filmes, Net Now/Claro e Vivo Play.

O filme conta a história de Valentina (Thiessa Woinbackk), uma jovem trans que se muda para o interior de Minas Gerais com a mãe, Márcia (Guta Stresser) para um recomeço. Com receio de ser intimidada na nova escola, a garota busca mais privacidade e tenta se matricular com seu nome social. No entanto, mãe e filha enfrentam problemas quando a diretoria da escola, despreparada, começa a exigir a assinatura do pai ausente (Rômulo Braga) para realizar a matrícula.

De acordo com o diretor do filme, a ideia para realizar o longa surgiu da necessidade de dar visibilidade a uma questão da realidade. Especificamente sobre os desafios que as pessoas trans e travestis encontram no ambiente escolar.  “Valentina fala sobre o direito à educação, que deveria ser um direito universal, mas que é negado às pessoas trans e travestis. O filme mostra a luta de uma adolescente que quer estudar e se formar, e espero que sirva para gerar diálogos na sociedade, nas famílias e na comunidade escolar”, diz Cássio.  

“Valentina” traz como protagonista Thiessa Woinbackk, influenciadora digital que começa a legitimar seu espaço como atriz. Thiessa ganhou 4 prêmios de atuação por seu trabalho no filme, em festivais como Outfest Los Angeles, Mix Brasil, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e Festival de Cinema de Seattle. 

 “A partir do momento que você não respeita o nome social de uma aluna ou aluno trans na escola, e isso fere a pessoa, e ela sai da escola por causa desta e de outras violências, isso não é evasão escolar, isso é expulsão”, afirma Thiessa. 

Para enfrentar os obstáculos, Valentina conta com o apoio e o amor incondicional de sua mãe, interpretada pela atriz Guta Stresser. “A Márcia é a mãe que todo mundo quer ter. Ela enfrenta o preconceito da sociedade, do colégio, sempre luta ao lado da filha. Se a Valentina é a grande heroína do filme, a Márcia é a mãe heroína”, diz Guta. 

O longa tem produção de Erika Pereira dos Santos e produção executiva de Hebe Tabachnik, Natália Brandino e Walder Junior. Elenco e equipe de “Valentina” são compostos, em grande parte, por membros da comunidade LGBTQIA+. 

O projeto conta com trilha original da banda paranaense Tuyo, com destaque para a canção “Eu Nasci Ali”, realizada em coautoria com a cantora e compositora Xan, também uma artista trans, que contribuiu com uma composição forte e primorosa para a obra. O single fala sobre vivências da transição de gênero e já está disponível nas plataformas de música. Ouça aqui: https://found.ee/eunasciali

O filme foi produzido de forma independente pela Campo Cerrado Produções, com o apoio da Secretaria do Audiovisual, do edital de Longas de Baixo Orçamento 2016 (SAV/Ancine) e em parceria com o Fundo Setorial do Audiovisual e tem distribuição da Anagrama Filmes.  

Filmado na cidade histórica de Estrela do Sul (MG), e com algumas cenas rodadas em Uberlândia (MG), o longa foi o vencedor de 15 prêmios em festivais pelo mundo todo, entre eles: Prêmio do Público na 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Prêmio Especial do Júri no 50o. Festival de Cinema de Kiev, Melhor Diretor Estreante do 51o. Festival de Cinema da Índia. No último Festival Mix Brasil, venceu os prêmios de Melhor Atuação (Thiessa Woinbackk), Melhor Roteiro, Prêmio do Público, além do troféu “Coelho de Ouro” de Melhor Longa Brasileiro.

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