“Libelu - Abaixo a Ditadura”, de Diógenes Muniz, estreia nas plataformas VOD


Longa-metragem documental vencedor do 25º Festival É Tudo Verdade recorda a trajetória do grupo trotskista formado na USP. 

“Uma doce viagem à alma dos jovens”

Elio Gaspari (jornalista) 

“Palocci assombra com seu relaxamento e ar de tranquilidade”

Caetano Veloso (compositor) 

“Um resgate necessário da história do país”    

Luiz Carlos Merten (crítico/O Estado de S.Paulo) 

Nesta quinta-feira, dia 27, chega nas plataformas de streaming o documentário “Libelu – Abaixo a Ditadura”, de Diógenes Muniz. Vencedor do 25º Festival É Tudo Verdade, o filme retrata a trajetória do controverso grupo estudantil Liberdade e Luta, em que militaram figuras como o cientista político Demétrio Magnoli, o ex-ministro Antônio Palocci e o jornalista Reinaldo Azevedo. A produção resgata a história dos jovens trotskistas dos anos 1970, mas também provoca a reflexão sobre o Brasil em tempos atuais. A produção pode ser encontrada NOW, Vivo Play, Oi Play, Google Play, Itunes, Youtube Filmes e Apple TV. 

O documentário, que tem direção do estreante Diógenes Muniz, tem locação única: o prédio da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP), projetado pelo arquiteto Vilanova Artigas, também perseguido e exilado pelo regime militar (1964-1985). Dentro da universidade foi criado o grupo militante, em 1976, que ganhou fama por retomar a palavra de ordem “Abaixo a Ditadura” desde a instauração do AI-5. Por outro lado, também eram conhecidos por darem as melhores festas do movimento estudantil.  

“A primeira vez que cruzei com o tema foi em um poema do Leminski dedicado à Liberdade e Luta. Ele diz assim: 'me enterrem com os trotskistas / na cova comum dos idealistas / onde jazem aqueles / que o poder não corrompeu'. Fiquei curioso com essas figuras tidas antes como incorruptíveis e idealistas pelo poeta”, comenta Diógenes.

“Percebi então que para contar essa história eu precisava fazer dois resgates: o histórico, com reconstrução de fatos políticos daquele período, e também o íntimo, sobre o que a vida adulta reservou para aqueles jovens revolucionários?”, diz Diógenes. 

O documentário é uma produção e distribuição da Boulevard Filmes em coprodução com Canal Brasil, Globo Filmes e Globo News. A primeira exibição no Canal Brasil está agendada para 20 de julho.  

 

LIBELU – Abaixo à Ditadura

Diógenes Muniz | 90' | 14 Anos | Brasil | 2020 | Documentário

Produção: Boulevard Filmes | Coprodução: GloboNews, Globo Filmes e Canal Brasil | Distribuição: Boulevard Filmes

Sinopse: Liberdade e Luta foi uma tendência estudantil universitária surgida em 1976. Impulsionado por uma organização clandestina internacionalista, o grupo ganhou fama ao retomar a palavra de ordem “abaixo a ditadura”. Seus integrantes eram famosos pela irreverência e abertura cultural. Entre os anos 1970 e 1980, Libelu se tornou adjetivo, sinônimo de radicalidade e, para adversários, inconsequência política. Passadas quatro décadas, onde estão e o que pensam os jovens trotskistas que foram às ruas contra os generais?

Festivais: É Tudo Verdade 2020 / Prêmio de Melhor Documentário Nacional 

CALENDÁRIO DE LANÇAMENTO 

27/05 -  TvoD (NOW, Vivo Play, Oi Play, Google Play, iTunes, Apple TVe Youtube Filmes)  

20/07 - Estreia no Canal Brasil 

Agosto - Estreia na Globonews 

Lista de Entrevistados

Alex Antunes: escritor e produtor cultural

Anne Marie Sumner: arquiteta e professora

Antonio Palocci Filho: ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil (entrevista concedida durante prisão domiciliar)

Cadão Volpato: escritor e vocalista da banda Fellini

Cleusa Turra: jornalista

Demétrio Magnoli: sociólogo

Eduardo Giannetti: economista e escritor

Eugênio Bucci: articulista do Estadão e professor da USP

Fernanda Pompeu: escritora

José Arbex Junior: professor e jornalista

José Genulino Moura Ribeiro (Pinho): jornalista

Josimar Melo: crítico gastronômico

Julio Turra: assessor político da CUT

Laura Capriglione: repórter (Jornalistas Livres)

LS Raghy: artista gráfico

Markus Sokol: membro da Comissão Executiva Nacional do PT e dirigente da corrente O Trabalho

Paulo Moreira Leite: ex-diretor da Época, colunista do Brasil 247

Reinaldo Azevedo: jornalista e autor de "O País dos Petralhas"

Renata Rangel: jornalista

Ricardo Melo: jornalista e ex-presidente da EBC

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