Premiado no Cine PE, 'Léo e Bia' chega aos cinemas.

Cena do filme "Léo e Bia", de Oswaldo Montenegro
Encenado como musical na década de 80, o texto "Léo e Bia", de Oswaldo Montenegro, recebeu tratamento de roteiro e, a partir do dia 17/09 entrou em cartaz nos cinemas do País.
O filme chega ao circuito com dois prêmios: de trilha sonora (para Oswaldo) e de atriz (para Paloma Duarte), conquistados no Cine PE 2010.
Para o autor, que também dirige o filme, a boa receptividade da crítica no festival causou surpresa. O mesmo pode acontecer com o público. Mas é bom que se saiba que a história e a linguagem que dão corpo à produção estão longe da estética do cinemão.
O palco foi transferido para a telona, algo já visto em longas como "Dogville".
Em "Léo e Bia", o jovem elenco, encabeçado por Paloma, explora um único cenário, para que a força do texto recaia sobre suas interpretações.
E esses jovens atores dão conta do recado de forma surpreendente. São rostos conhecidos da TV, cujas interpretações aparecem diluídas nas novelas, em papéis pouco complexos. Muito disso se deve à imersão em ensaios que duraram seis meses.
"É um texto que mistura ficção e coisas reais", diz Oswaldo. Ele se refere a um grupo de teatro em Brasília, do qual fez parte.
Características das pessoas dessa trupe real ajudaram a construir os personagens da ficção. Como o drama vivido por Bia (Fernanda Nobre), namorada do diretor Léo (Emílio Dantas) e vítima de uma relação sufocante com a mãe.
Somente Madalena Salles, flautista e que também pertenceu ao grupo, é inspiradora direta de Marina, papel de Paloma.

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